Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
Objetivo deste briefing é criar um box de colecionador que represente a longa e bem-sucedida carreira de Pink Floyd, atendendo aos seus desejos e unindo os grandes sucessos da banda em um só lugar.
Álbuns:
| - Piper at the gates of dawn
|| - Atom heart mother
III - Dark side of the moon
IV - Wish you were here
V - The wall
VI - The final cut
Trabalho para a disciplina do curso de Design Gráfico da UniRitter: Métodos de Desenvolvimento de Projetos
Semestre: 2018/2
Projeto gráfico e execução: Murilo Zechlinski (Shalynski Zechlinski)
Objetivo deste briefing é criar um box de colecionador que represente a longa e bem-sucedida carreira de Pink Floyd, atendendo aos seus desejos e unindo os grandes sucessos da banda em um só lugar.
Álbuns:
| - Piper at the gates of dawn
|| - Atom heart mother
III - Dark side of the moon
IV - Wish you were here
V - The wall
VI - The final cut
Trabalho para a disciplina do curso de Design Gráfico da UniRitter: Métodos de Desenvolvimento de Projetos
Semestre: 2018/2
Projeto gráfico e execução: Murilo Zechlinski (Shalynski Zechlinski)
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
Análise da série Investigação Criminal e o caso Isabella
Nardoni
RESUMO
Este trabalho buscou compreender como uma série televisiva pode ou não
ser considerada um meio de comunicação e informação jornalística. A base foi a série documental, produzida pela Medialand, Investigação Criminal e o episódio do caso Isabella Nardoni, caracterizada pela morte em 2008 da menina Isabella, que na época tinha cinco anos de idade, o fato ocorreu na cidade de São Paulo. Através da análise procurou-se identificar na série a presença do jornalismo investigativo, jornalismo de investigação e relacionar o seu papel à responsabilidade de ação social na produção de conteúdo. Após a análise de dados, também foi possível constatar a relação do estilo do programa ao jornalismo de infotenimento.
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro Universitário Ritter
dos Reis como requisito para elaboração da monografia de conclusão do curso de Jornalismo.
A rotina da esperança é um documentário de natureza jornalística que aborda o começo e o fim das etapas de espera por um transplante de órgãos no Rio Grande do Sul. Mesmo com um pequeno aumento no número de doadores, centenas de pessoas ainda aguardam na lista por um transplante. Este documentário irá mostrar rotina de quem já realizou uma doação, de quem recebeu um órgão e das famílias que perderam um ente querido durante todo o processo
Grande reportagem: A rotina da esperança
* Projeto para a Disciplina de Jornalismo da UniRitter: Núcleo de reportagem IV
Semestre: 2017/1
Ficha técnica/ créditos
Direção de Imagem/Câmera: Marcela Barbosa, Fayler Aprato, Sharon Nunes.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
RESUMO: Uma loucura pode ser mal interpretada, ser tabu e até incompreendida.Esta forma, o presente trabalho descreve o processo de desenvolvimento de um projeto prático de fotografia desenvolvido para ilustrar uma matéria de revista. século XX, pois a imagem tem o poder de transmitir pontos de vista e sentimentos, como capturar momentos e servir o arquivo histórico de momentos.
INTRODUÇÃO
“Uma imagem vale mais que mil palavras”, já diria o ditado popular criado pelo filósofo chinês Confúcio. De acordo com o site Significados, a expressão é empregada para representar o poder da imagem em comunicar. Segundo Jorge Carlos Felz (2008), nas primeiras décadas do século XX a fotografia foi, gradativamente, substituindo as imagens em periódicos impressos, representando um marco para a sociedade. Enquanto antes só era possível visualizar aquilo que se presenciava, o emprego da fotografia em jornais e revistas veio para revolucionar, fazendo com que momentos pudessem ser gravados e fatos perdurassem, sobrevivendo frente ao passar do tempo.
OBJETIVO
A imagem é uma ferramenta poderosa, que possui a capacidade de transmitir ideias e pontos de vista. Pode também representar momentos, sensações e sentimentos. Assim, o presente projeto prático teve como propósito a identificação da loucura no século XX, por meio de pesquisa e relatos envolvendo o Hospital Psiquiátrico São Pedro. O objetivo deste trabalho foi: de que forma podemos representar a essência da ‘loucura’?
JUSTIFICATIVA
Difícil de identificar, de aceitar e de realizar tratamento, a loucura ainda é um tabu na sociedade. Levianamente, brinca-se com seus termos, rotulando como “louco” aquele que difere do que o senso comum entende por “normalidade”. De acordo com a definição do Dicionário Priberam, loucura é um substantivo feminino que pode ser compreendido como: 1. Distúrbio, alteração mental caracterizada pelo afastamento mais ou menos prolongado do indivíduo de seus métodos habituais de pensar, sentir e agir; 2. Sentimento ou sensação que foge ao controle da razão. “A fotografia, uma das invenções que ocorre naquele contexto, teria papel fundamental enquanto possibilidade inovadora de transformação e conhecimento, instrumento de apoio à pesquisa nos diferentes campos da ciência e também coo forma de expressão artística” (KOSSOY, 2001, p. 25). De acordo com o autor (KOSSOY, 2001, p. 26), a fotografia também é a captura de uma expressão cultural dos povos. Através da representação de seus costumes, monumentos, mitos e fatos sociais e políticos, que são eternizados no papel – hoje na memória de um computador ou nuvem –, pode-se conhecer uma comunidade.
Com o conteúdo finalizado, percebeu-se que imagens de banco não transmitiriam de forma rica e aprofundada as ideias levantadas no conteúdo. Assim, optou-se por criar um ensaio fotográfico que representasse o sentimento dos casos citados na reportagem.
MÉTODOS E TÉCNICAS UTILIZADOS
Como base para a construção do ensaio fotográfico, foi utilizada as descrições de casos elencados por Zelinda Scotti (2013) em sua tese de doutorado. Os casos serviram para compreender a essência da realidade vivida por estas pessoas. Seguem alguns casos: “Mulher, 33, casada, que foi internada pela primeira vez em 1909, na primeira classe. Sairia para assistência em domicílio, em 22 de abril de 1910, retornando em 26 de abril de 1910, e retirada alguns meses depois, em outubro de 1910. Ambas as vezes foi internada pelo marido. Em 1915, seria internada pelo genro, com o detalhe de que da 1ª classe passará consecutivamente para a 2ª classe, e, por fim, para a 3ª classe.
Em 1940, passados vinte e cinco anos de internamento, Maria V. demonstrava em seus gestos ter incorporado a instituição: “passa os dias andando (...) [de um] lado para o outro, o corpo continuamente animado (...) [de um] movimento de balanço. Internada com o diagnóstico de loucura histérica com delírio sistematizado religioso associado”, seu comportamento inicial, possivelmente inconveniente para o marido, foi substituído por comportamento de apatia completa” (2013, p.55). Neste trecho é possível identificar o motivo pelo qual a pessoa foi submetida aos cuidados do São Pedro, o responsável e a evolução do caso.
Muitas vezes, como coloca Zelinda, os pacientes eram internados por incapacidade da família em cuidar da pessoa, como demonstrado do relato a seguir. “Orlando, de 35 anos, solteiro, procedente de Porto Alegre, foi internado com diagnóstico de “degeneração psíquica alcoolismo com ideias de perseguição...”, no período de 1917 a 1931, vindo então a falecer. Em 26 de janeiro de 1931, foi enviada carta aos familiares informando que Orlando encontrava-se em estado grave (faleceria em 28 de janeiro de 1931). No envelope foi escrito que “esta casa não tem mais, foi feita nova há 6 anos e o vizinho que é antigo não soube dar informações” (2013, p.134).
Sobre o São Pedro
O poder da imagem faz com que esta ferramenta se torne uma importante aliada da imprensa. Mais do que documentar fatos, ela possui a capacidade de democratizar todas as experiências ao traduzi-las em imagens (SONTAG, 1983). O processo do uso da fotografia no jornalismo veio para complementar o trabalho e de exercer um serviço à comunidade. Para Felz (2008, p.2), “a fotografia documental, origem do moderno fotojornalismo, surgirá como resultado da criação original do fotógrafo, carregando, em si, a possibilidade de transformação social”.
“Do ponto de vista histórico, podemos ver a fotorreportagem como a forma moderna do relato pictorial, que emprega os meios técnicos da fotografia para realizar a velha tarefa da comunicação visual. O conteúdo, os limites, e propósitos do relato são determinados pela própria declaração direta ou indireta, e é isto que também impõe um limite na propaganda, no exagero e na falsificação, como também no elemento puramente imaginativo que existe no relato de filmes e nas histórias em quadrinhos” (FELZ, 2008, p.2).ऀ Desta forma, autentica-se o que está sendo transmitido, tendo em vista que a fotografia é uma forma de capturar o real, a verdade. Além de proporcionar o registro de acontecimentos, com o objetivo de capturar um momento, a fotografia também tem o propósito de transmitir pontos de vista e sentimentos. Desta forma, a escolha por produzir um ensaio fotográfico, ao invés de realizar fotos do ambiente hospitalar se deu por esta necessidade de capturar a essência da realidade das pessoas que por lá passaram.
O processo da escolha do tema, o qual originou este trabalho se deu no início da disciplina Redação Jornalística IV. Ao final do semestre, organizados em pequenos grupos, os alunos deveriam entregar uma grande reportagem que seria publicada na Revista Universus, produto semestral elaborado pelos alunos do curso de Jornalismo da UniRitter. Para tanto, em um primeiro momento, os estudantes tiveram que elaborar pautas que julgassem convenientes para um produto jornalístico que fosse, ao mesmo tempo, interessante, de relevância para o público-alvo – alunos do centro universitário –, e atemporal, com descrição, justificativa, possíveis entrevistados e referências de interesse – que poderiam ser sites, matérias publicadas em outros veículos e até relatórios de informação pública. Após a explanação sobre os temas elaborados, os alunos ranquearam os assuntos, do que achavam mais relevante e interessante, para o menos.
O processo iniciou com uma visita ao hospital, a fim de se conhecer o interior e pesquisar os registros onde foram cadastrados os pacientes internados. Devido a burocracia envolvendo a instituição, a permissão para realizar fotografias no interior do prédio, para fins acadêmicos, deveriam passar pelo comitê de ética, tanto do centro universitários quanto da instituição de saúdo. Assim, optou-se por recriar o cenário da instituição a fim de se retratar o sentimento das pessoas que, ali, muitas vezes, eram reclusas, ate o fim de suas vidas.
Para contextualização da atmosfera representada pelas imagens, será citado um trecho da tese de doutorado de Zelinda Rosa Scotti, intitulada “QUE LOUCURA É ESSA? Loucas e loucos italianos no Hospício São Pedro em Porto Alegre/RS (1900-1925)”. Em seu estudo, Zelinda transcreve trechos dos livros de registro do hospital, onde se descrevia o motivo de entrada do paciente, tratamento, avanços e resultados.
“Mulher, solteira, 31 anos. Quando internada em 1919, falava outro idioma: o alemão. O alienista anota em 1931 que não tinha como levar adiante o interrogatório, pois a paciente não falava português. Maria E., internada com diagnóstico de “psicose epiléptica”, segundo a enfermeira, nunca teria apresentado crises convulsivas no HSP. Ainda assim, o médico a mantém no hospício, anotando em seu prontuário: 13 de novembro de 1931: Sem modificação. 4 de maio de 1933: Estado mental sem alteração. 13 de julho de 1933: Sem alteração. 6 de setembro de 1933: Idem, idem. 9 de janeiro de 1934: Idem, idem. 6 de abril de 1934: Idem, idem. 4 de maio de 1934: Idem, idem. 5 de julho de 1934: Idem, idem. 6 de setembro de 1934: Idem, idem. 9 de novembro de 1934: Idem, idem28 de dezembro de 1934: Idem, idem. 25 de janeiro de 1935: Mesmo estado mental. ? de fevereiro de 1935: Idem, idem. 11 de abril de 1935: Idem, idem. 21 de maio de 1935: Revisada, sem modificação do estado mental. 22 de junho de 1935: Revisada, apresenta-se (...), responde muito pouco, sempre de cabeça baixa. 26 de outubro de 1935: Faleceu as 7 horas de hoje. Estado de mal epiléptico. Colapso cardíaco. 26 de outubro de 1935: Alta por falecimento. O médico, mesmo tendo conhecimento de que não possuía quadro sintomático que justificasse sua permanência no HSP, não promoveu sua alta. Estava traçado pelo alienista o futuro desta paciente: permaneceria internada até o término de sua vida, e quem assim o decidiu foi(ram) o(s) médico(s) que a examinou(ram). Um detalhe a salientar é que a palavra idem é anotação do próprio médico, passando uma noção de trabalho meramente burocrático” (2013, p.57).
Para a escolha dos títulos de cada peça, buscaram-se os sinônimos de loucura, conforme mostra o portal Dicionário Online Português. Duas das imagens foram feitas na área externa do hospital e ajudam a criar a atmosfera esperada para o projeto. O conjunto de nove peças se intitula Ensaio sobre a Loucura. As peças que o compõe são: Desvario; Loucura; Sombras; Mil Faces; Insânia; Infância Alienada; Delírio; Atrás dos Muros do São Pedro; e Fachada Hospital Psiquiátrico São Pedro.
O projeto prático de fotografia foi desenvolvido com o propósito de ilustrar uma matéria sobre a loucura no século XX. Utilizamos para tanto os princípios do fotojornalismo, que se remetem à captura de um instante na história. Tendo como base materiais e estudos que originaram uma reportagem publicada na Revista Universus, o ensaio foi concebido e produzido com o intuito de retratar a essência da realidade vivida por pacientes do Hospital São Pedro.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CHEUICHE, Edson Medeiros. 120 anos do Hospital Psiquiátrico São Pedro: um pouco de sua história. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul. Nº 26, pág. 119-120. 2004. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rprs/v26n2/v26n2a02.pdf FELZ, Jorge Carlos. A fotografia de imprensa nas primeiras décadas do século XX – o desenvolviemnto do moderno fotojornalismo. Trabalho apresentado ao GT História da Mídia Visual do VI Congresso Nacional de História da Mídia – Niterói (RJ). Disponível em: http://www.ufrgs.br/alcar/encontros-nacionais-1/encontros-nacionais/6o-encontro-2008-1/A%20fotografia%20de%20imprensa%20nas%20primeiras%20decadas%20do%20seculo%20XX.pdf. Visualizado em 17 de abril de 2017. KOSSOY, Boris. Fotografia & História.2. ed. rev. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001. Disponível em: https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=lZ83IeRyy1oC&oi=fnd&pg=PA15&dq=fotografia&ots=sD1rXDsi78&sig=cdKsJBVxWbETmEgQtU0cKHd22Kg#v=onepage&q=fotografia&f=false Loucura. Dicionário Priberam. Disponível em: https://www.priberam.pt/dlpo/loucura O que significa a frase Uma imagem vale mais que mil palavras. Significado. Disponível em: https://www.significados.com.br/uma-imagem-vale-mais-que-mil-palavras/ SANTOS, Nádia Maria Weber. História de sensibilidades : espaços e narrativas da loucura em três tempos (Brasil, 1905/1920/1937). Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/12741/000474599.pdf?sequence=1 SCOTTI, Zelinda Rosa. QUE LOUCURA É ESSA? - Loucas e loucos italianos no Hospício São Pedro, em Porto Alegre/RS (1900-1925), Porto Alegre, 2013. Disponível em http://repositorio.pucrs.br/dspace/bitstream/10923/5504/1/000450815-Texto%2bCompleto-0.pdf Significado de Loucura. Dicionário Online Português. Disponível em: https://www.dicio.com.br/loucura/ SONTAG, Suzan. Sobre fotografia. Companhia das Letras, 1983. Disponível em https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=KACoBAAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT3&dq=fotografia&ots=V2Vrx65R0K&sig=jAswe1EuyWpMUR2KHrytVtMJzYQ#v=onepage&q=fotografia&f=false
*Ensaio Fotográfico produzido por: Gabriela Fritsch e Gabriela Freitas
Modelo: Murilo Zechlinski (Shalynski Zechlinski)
Orientação: Rogério Grilho
Artigo e Ensaio Produzido a partir da disciplina de Jornalismo da UniRitter: Projeto Experimental - Revista
Condenado por sentir demais, a família decidiu que a solução era o tratamento. Era setembro de 1884, completavam-se três meses da inauguração do hospício. A distância foi idealizada para que o local se tornasse um refúgio para quem nascia com a habilidade de sentir demais
Quarta-feira, 22 de setembro de 2016. O céu estava cinzento e um vento gélido sacudia as grandes palmeiras em frente ao imponente prédio na Avenida Bento Gonçalves. A construção é típica do final do século XIX, estilo eclético com seus grandes arcos, que se destacam no meio da paisagem melancólica. O Hospital Psiquiátrico São Pedro, referência na área do tratamento de doenças mentais, hoje sofre com a ação do tempo e o sucateamento do serviço público.
Ninguém anotou nosso nome, de onde éramos, com quem falaríamos ou o horário de ingresso.
Chegamos faltando cinco minutos para as 8h30 — horário marcado para a visita. Passamos direto. Ninguém anotou nosso nome, de onde éramos, com quem falaríamos ou o horário de ingresso. Uma dúvida: e se déssemos de cara com o Dr. Simão Bacamarte — personagem de Machado de Assis que se dedicou às pesquisas psiquiátricas e a internar àqueles que considerava como louco — e ele acreditasse que deveríamos ficar na Casa de Orates? Não havia nenhum registro de que estivemos ali. Tampouco sinal no celular. O destino era o museu da instituição. A referência, a imagem da santa. Depois de dez minutos de caminhada em busca de indicação, adentramos um pequeno portão de ferro marrom e, ao longe, avistamos a imagem sacra. Ao pisarmos no pátio do Hospital, fomos envolvidas pela melancolia do ambiente.
Foi em 1884 que uma espécie de Casa Verde — nome dado à instituição do livro O Alienista, por alusão à cor de suas das janelas–, foi construída em Porto Alegre, na então Província de São Pedro. Na capital dos gaúchos, a Casa de Orates foi chamada de Hospício São Pedro, uma homenagem ao padroeiro local. A inauguração foi de imensa pompa, de todas as vilas e povoações próximas, e até remotas, e da própria cidade de Porto Alegre, pessoas de toda parte e autoridades acompanharam a cerimônia. Em pouco tempo, muitos dementes já estavam recolhidos.
Fomentado pelo forte movimento filantrópico da época, foi o maior estabelecimento de cunho social da Província, relembra Edson Medeiros Cheuiche, historiador do Serviço de Memória Cultural da instituição. Afastada do centro urbano da cidade, na Estrada do Mato Grosso, no Arraial do Parthenon, a casa hospedaria pacientes de todos os tipos: os que sabiam o motivo de estarem lá, os que relutavam para estarem lá e até mesmo os que tentavam entender quais eram os motivos para estarem lá.
A Casa Verde de Porto Alegre
Criado por meio de um decreto da província em 1879, o terreno distante do centro da cidade foi adquirido pelo Estado. Na época, o então presidente da Província de São Pedro, Carlos Thompson Flores, designou fundos para que a obra da instituição prosseguisse e atentou sobre a importância e a necessidade de um estabelecimento desta ordem, declarando que o complexo serviria como um abrigo para que os infelizes, privados do uso da razão, pudessem encontrar consolo aos seus sofrimentos. A população de Porto Alegre crescia vertiginosamente. Em 1875, os registros mostravam uma população de 43.998 habitantes. Três anos depois, essa marca já havia ultrapassado os 50 mil, chegando a 73.274 em 1900. Imigrantes alemães e italianos passavam pela cidade rumo ao Vale dos Sinos e à Serra. Entretanto, muitos ali permaneciam pelas características da região. Em uma encruzilhada que ligava o litoral ao interior, o local se tornava propício para o crescimento e desenvolvimento de negócios diversificados, registra a professora, historiadora e escritora, Sandra Jatahy Pesaven.
Em 29 de junho foi inaugurado. Naquela época, os alienados eram encaminhados para a Santa Casa de Misericórdia ou para as cadeias das cidades, onde, segundo o médico e pesquisador Juliano Moreira, que atuou em instituições de saúde mental de 1893 a 1933, como o Asylo São João de Deos, hoje Hospital Juliano Moreira e o Hospício Nacional de Alienados, “de decadência em decadência aguardavam a morte”. Neste período, 27 alienados internados no hospital, e mais alguns que estavam na cadeia da cidade, foram transferidos para o São Pedro.
“Aos lugares de exclusão que definem a moradia, o lazer e a contravenção, acrescentam-se os lugares de ocultamento ou confinamento, redutos também dos excluídos. São eles o hospital, o hospício, o asilo, a cadeia”, Sandra Jatahy Pesavento.
Sobre o distúrbio
Loucura: substantivo feminino que pode ser compreendido como: 1. Distúrbio, alteração mental caracterizada pelo afastamento mais ou menos prolongado do indivíduo de seus métodos habituais de pensar, sentir e agir; 2. Sentimento ou sensação que foge ao controle da razão. O termo louco no século XXI pode representar infinitos significados. Uma expressão utilizada quando alguém comete atitudes não convencionais. Ou então para descrever uma condição física ou orgânica. Usado levianamente para descrever aquele indivíduo que desponta, possuindo modos e trejeitos diferentes dos demais. Instituições que acolhiam essas pessoas carregam uma imagem de preconceitos e estigmas, justamente por oferecer tratamento e abrigo para pessoas com distúrbios psíquicos e toxicômanos. “O mesmo preconceito que ocorria no século passado é o que encontramos hoje. Por isso o São Pedro ainda existe. O Rio Grande do Sul é atrasado em relação ao resto do país no quesito de tratamento da saúde mental”, coloca a médica psiquiátrica e doutora em história, Nádia Maria Weber Santos.
Homem, 18 anos, solteiro. Vindo da Casa de Correção, foi internado pela primeira vez em 1909. Saiu para assistência no ano seguinte e seria internado por mais quatro vezes. Provavelmente a família não o queria mais e as autoridades entendiam que o melhor local para um epilético seria o hospício. A classificação dos alienados era rasa, feita somente baseada na procedência, sexo, idade, estado civil, cor, nacionalidade, profissão. O número de indivíduos de estado desconhecido era grande”
As doenças mentais eram chamadas de doenças de espírito e lunatismo, uma relação à Lua que é citada entre as causas, mesmo acessórias ou adjuntas, da loucura, como explica o filósofo Michel Foucalt. Os lunáticos ficavam sob os cuidados na maioria das vezes de religiosos. Com o surgimento da Psiquiatria e a Psicologia, no início do século XX, a ciência começou a falar em loucura e a tratá-la como doença do corpo e não mais como doença da alma. Nádia comenta que nesse período aqueles que eram internados, por motivo de loucura, passaram a ser chamados de alienados e os responsáveis pelo tratamento eram identificados como alienistas.
O Hospital Psiquiátrico São Pedro foi a primeira instituição no sul do País a tratar doenças psiquiátricas. O alienado deveria ser vigiado e trancado, fadado a sobreviver sob regras impostas, aguardando a chegada de sua morte. Essa declaração era comum na época, onde médicos, padres, autoridades policiais e familiares impunham esta visão sobre quem fugia do modo convencional de agir. Além disso, alguns doentes eram rejeitados por seus entes próximos, muitas vezes pelo preconceito que sofriam da população. A sociedade, além de discriminar o enfermo, condenava aqueles que convivem com ele, em especial, os pais que poderiam ser vistos também como portadores de males mentais. A Doutora em História Zelinda Rosa Scotti, explica que na tentativa de a família evitar ser estigmatizada pela sociedade, por ter um doente mental em seu meio, rejeitava o alienado. “Foi possível observar a ocorrência da prática do abandono de pacientes por seus familiares, principalmente quando informavam o endereço erroneamente, ou quando a família mudava de residência e não avisava o novo paradeiro”, aponta.
“A loucura muitas vezes é um espelho das repressões"
Atrás do Muro
Todas as semanas chegavam pacientes oriundos de diferentes cidades, bem como outros estados e países. Por razões diversas, eram encaminhados para avaliação na instituição. Alguns retornavam para suas residências por não apresentarem doenças mentais, outros realizavam o tratamento e recebiam alta. Mas alguns permaneciam na instituição por tempo indeterminado. Cada paciente possuía uma papeleta de admissão, onde constava suas informações de entrada, idade e local de origem. A partir de 1928, os novos pacientes passaram a ter seus registros em um livro que continha informações como data de ingresso no São Pedro, cidade de origem, idade, classe, gênero, parecer médico, pertences com os quais chegou ao hospital, data de internação anterior (se houvesse), data de saída e motivo. Ainda, eram descritos os fatos do por que do recolhimento do paciente, normalmente realizado por alguém da família, padre ou pela polícia. Nele, constam os motivos que levavam os indivíduos a serem internados.
Os alienados vindos do interior do Estado eram trazidos para o Hospital São Pedro em trens. Na época, poucas linhas existiam e a estratégia para diminuir os gastos com o transporte era juntar o maior número de doentes possível, no mesmo vagão. Dessa forma surgiu a expressão “O Trem dos Loucos”, afirma Nádia Maria Weber dos Santos. | Crédito: Divulgação IBGE/1954
No estado de Minas Gerais o Trem dos Loucos cruzava as ferrovias em direção ao Sanatório de Barbacena | Crédito: Direção de Marcio Sampaio
Acostumados com a ideia de que os pacientes do São Pedro entravam no sistema por motivos como loucura, paranóia ou esquizofrenia, verificou-se que esses nem sempre foram as principais evidências. Para Nádia, “a loucura muitas vezes é um espelho das repressões e uma construção da realidade cultural da sociedade”. A Mestre e Doutora em história da loucura retrata que assim como a cultura e os costumes, a ciência está em constante evolução, por isso os conceitos alteram conforme cada época. Assim, é possível observar que as enfermidades mudam com os anos. Os sintomas permanecem os mesmos, o que se alteram é o diagnóstico do que é ou não patologia. Por isso em 1952 foi criado o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), utilizado para identificar as doenças mentais de acordo com os sintomas de cada paciente. O DSM já está na quinta edição e sofre alterações conforme as evoluções nos estudos científicos.
Atualmente, para a ciência é correto falar em doença mental, mesmo assim o termo loucura resistiu aos últimos cem anos e permanece no vocabulário popular e até médico. São diversos adjetivos utilizados para caracterizá-los e nunca se chega a uma definição. A loucura vive em constante reconstrução. É importante esclarecer que as interpretações são amplas e variam conforme a visão de cada estudioso. Mas podemos constar que o lunático, o alienado e o louco na sua essência são os mesmos e acima de tudo são seres humanos, cada um dentro de suas próprias peculiaridades e que sofrem, ao longo do tempo, o preconceito nas mãos da sociedade e na maioria das vezes sofrem indefesos.
“Mulher, 33 anos, casada. Internada pela primeira vez em 1909, na primeira classe. Sairia para assistência em domicílio, em 22 de abril de 1910, retornando em 26 de abril de 1910, e retirada alguns meses depois, em outubro de 1910. Ambas as vezes foi internada pelo marido. Em 1915, seria internada pelo genro, com o detalhe de que da 1ª classe passará consecutivamente para a 2ª classe, e, por fim, para a 3ª classe. Em 1940, passados vinte e cinco anos de internamento, Maria V. demonstrava em seus gestos ter incorporado a instituição: passa os dias andando de um lado para o outro, o corpo continuamente animado de um movimento de balanço. Internada com o diagnóstico de loucura histérica com delírio sistematizado religioso associado, seu comportamento inicial, possivelmente inconveniente para o marido, foi substituído por comportamento de apatia completa”.
Segundo a historiadora e escritora Sandra Jatahy Pesavento, no final do século XIX e início do século XX, era comum as internações feitas no Hospital São Pedro virarem notícia.
Glossário de diagnósticos
No final do século XIX e início do século vinte existiam diversas definições para os diagnósticos dos alienados, pois dependia da interpretação de cada profissional e linha de pesquisa. Por isso, em 1952 foi criado o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), utilizado para identificar as doenças mentais de acordo com os sintomas de cada paciente. Até a criação do DSM os enfermos ficavam a deriva da análise de cada médico.
Demência precoce: perda da afetividade; da iniciativa e associação de ideias (identificado posteriormente como esquizofrenia).
Degeneração hereditária: transmissão de caráter adquirido, ou seja, não só por fatores biológicos mas também virtudes e vícios são passados para gerações futuras.
Coprolalia: compulsão em proferir palavras obscenas.
Logorréia: produção verbal anormal intensa e acelerada, frequentemente associada à fuga de ideias e distraibilidade.
Diagnóstico maníaco-depressivo: perda do controle, euforia acompanhada de logorréia.
Sordice: sórdido, imundície, possui sujeira na vestimenta ou no corpo.
Idiotia: aquele que não consegue se expressar verbalmente, nem compreender a verbalização de pensamento de outros.
Imbecil: articula mal as palavras, não conseguindo se comunicar por escrito, nem compreende o que lê.
Debilidade mental: capaz de se comunicar verbalmente e por escrita, mas apresenta dificuldade de aprendizado.
Gatismo: incontinência de urina ou de fezes.
Coprofagia: prática de ingestão de fezes.
Psicose alcoólica (alcoolismo) crônica: é aquela que pode ser observada em indivíduos que fazem uso de álcool há muito tempo. Segundo o médico psiquiatra Henrique Roxo, o indivíduo passa por modificações de caráter, perda de noção da ética e da estética, não exerce seu trabalho de forma satisfatória e as vezes falta o emprego. Ele perde a noção de honra e não zela pela esposa, que pode o abandonar e insinuar carinhos para outro homem. Irritabilidade permanente.
Psicose alcoólica (alcoolismo) subaguda: mau humor, inquietação, insônia, irritabilidade, alucinações do ouvido além da vista, e em alguns casos ocorre delírio sistematizado de ciúmes.
Psicose alcoólica (alcoolismo) aguda: o paciente tem fortes tremores, intensas alucinações da vista e é perceptível uma confusão mental alucinatória.
Melancolia: segundo Hipócrates, considerado o pai da medicina, a melancolia era um estado de tristeza e medo de longa duração, além de ser considerada doença. Já para Phillipe Pinel, considerado o pai da psiquiatria, melancolia é a parte dos quadros patológicos, descrita como uma doença cujas vítimas tinham fixação em um orgulho desmedido, podendo ser acometidas de abatimento, consternação e desespero.
Histeria: a palavra tem origem do grego, histeros, que significa útero. O termo passou a ser utilizado para classificar um distúrbio relacionado diretamente à sexualidade feminina, podendo surgir entre a puberdade e a menopausa. Inclusive na Idade Média a Histeria era associada à possessão do demônio. Segundo o psiquiatra Charcot, a histeria se desenvolvia em quatro etapas: rigidez tônica, convulsões desajeitadas, manifestação física de estados emocionais e estado de delírio.