Você importa demais • You matter so much
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Uma vida solitária essa de ser escritora independente. Você nunca pode parar. Ou está desenvolvendo novos livros ou está, sem quase respirar, divulgando os lançamentos ou tentando encaixar o livro em conversas que importam para que, de alguma maneira, eles encontrem suas pessoas leitoras.
Quando se faz isso sem grana, o nível de dificuldade aumenta exponencialmente. Então você torce muito para que as suas pessoas queridas te apoiem comprando, lendo, avaliando. Mas a verdade é que nem sempre isso acontece. Muitas vezes o excesso de informação a que temos acesso cria atrito, outras apenas mostram que talvez as pessoas simplesmente têm outras prioridades. Como diz o meme, aceita que dói menos. Ou talvez a gente apenas aprenda mais sobre a natureza humana.
Mas quem mais vai se animar que o livro está tão bem colocado entre candidatos a um concurso legal, que pode abrir portas, que não eu, a autora? Quem mais vai vibrar por tantos comentários apaixonados sobre Abigail? Ou sobre a sorte de ter escapado de um “Martin” qualquer? Se não forem os meus olhos a brilhar por ver a versão impressa do livro em inglês, de quem serão? A alegria imensa de ver um projeto que deu tanto trabalho ganhar o mundo na medida do que eu consigo fazer acontecer é imensa, mesmo em tempos pessoais tão difíceis.
E assim sigo, um dia de cada vez, com apoio valiosíssimo de alguns, que me fazem acreditar que estou no caminho certo. Se você é uma dessas pessoas, te mando um abraço apertado. Você importa demais. Obrigada.
It's a lonely life, being an independent author. You can never stop. You're either developing new books or, barely pausing to breathe, promoting your releases or trying to slip your book into conversations that matter, hoping that somehow it will find its readers.
When you do this without money, the difficulty rises exponentially. So you hope with all your heart that the people you love will support you by buying, reading, reviewing. But the truth is that doesn't always happen. Often the flood of information we have access to creates friction; other times it just shows that people simply have other priorities. As the meme says, accept it, it hurts less. Or maybe we just learn a little more about human nature.
But who is going to be more thrilled than me, the author, that the book is so well placed among the contenders for a wonderful contest that could open doors? Who is going to be more excited about so many heartfelt comments on Abigail? Or about the luck of having escaped some "Martin"? If it isn't my own eyes lighting up at seeing the printed English edition of the book, whose will it be? The immense joy of watching a project that took so much work make its way into the world, as far as I'm able to make it happen, is enormous, even in such difficult personal times.
And so I keep going, one day at a time, with the precious support of a few who make me believe I'm on the right path. If you're one of those people, I'm sending you a big hug. You matter so much. Thank you.