Essa escultura me parou no meio da exposição do Isay Weinfeld dias atrás. Uma arma, um coração de pano pendurado nela. Apelidei silenciosamente de Amor Bandido e fiquei ali tentando entender qual das duas era a vítima.
Lançar um primeiro livro de ficção é uma das experiências mais expostas que já vivi. Você escreve e acredita sozinha por muito tempo, e aí, quando finalmente existe, quando tem capa e tudo, você imagina que as pessoas que te amam vão aparecer. Não precisa ser festa. Só aparecer.
E aí a vida te ensina, de novo, que amor e presença são coisas diferentes.
As pessoas que eu achei que seriam as primeiras (as que me conhecem, sabem o quanto esse livro custou) são muitas vezes as mais silenciosas. Compram o café, não o livro. Curtem a foto, não acessam o link. Desejam boa sorte, mas de longe. Eu sei que não é por maldade, mas dói do mesmo jeito.
O que me surpreendeu de verdade foi gente que eu mal conhecia, leitoras que vieram do nada, pessoas quase estranhas que escreveram mensagens que eu nunca esperava receber e se interessaram inclusive em divulgar sem custo algum por que ficaram curiosas.
Então sim, é amor bandido. Chega de onde você não estava de guarda, te pega desprevenida, e vai embora com alguma coisa sua (a descrença, talvez).
Obrigada a quem apareceu. A quem está chegando agora e já está esperando por Sofia e Abigail com a mesma ansiedade que eu. Vocês sabem quem são.
📖 A Banheira no Apartamento 8 disponível no link > https://a.co/d/0eosTPpR














