Ora ora, se não é MOLLY ELOISE WEASLEY ?! Realmente, se parece demais com a trouxa ABBEY COWEN e nem parece que tem apenas 21 ANOS. Atualmente está se ocupando como OBLIVIATOR e dizem que é excelente em MAGIA SEM VARINHA. Por enquanto só sabemos boatos e não temos certeza se tem alguma ligação com os misteriosos panfletos ou com os posts diários do novo jornal, mas sabemos que é PURO, que tem uma personalidade dividida em AMBICIOSA quando está de bom humor e ORGULHOSA quando não está no seu melhor dia, o que já é alguma coisa. Veremos do que ela é capaz!
THE BASICS
Nome: Molly Eloise Weasley II
Idade: 21 anos
Signo: Capricórnio
Status Sanguíneo: Puro
Filiação: Percy e Audrey Weasley
Formação: Sonserina em Hogwarts
Patrono: Raposa
Bicho-papão:
ABOUT
O nascimento da primogênita de Percy e Audrey Weasley foi planejado, assim como boa parte de sua vida. A ascensão de Percy no ministério foi difícil após a guerra, mas uma vez novamente estabelecido, era a hora de estabelecer sua parte da família. O sobrenome Weasley agora extremamente conhecido pelo mundo bruxo, passou a carregar um peso que por anos Percy imaginou que constituiria. O fato é que assim como o planejamento do nascimento de sua filha, toda sua jornada também fora traçada mirando a grandeza.
Molly sempre demonstrou facilidade com a magia, sobretudo quando haviam os primos como parâmetro, que mais pareciam ter tendências autodestrutivas, na frente da garotinha perfeccionista e determinada. Crescer em uma família grande e com diversos primos de sua idade parecia ser o ideal de família para a maioria, sobretudo para os avós que estavam cada vem mais satisfeitos com a linhagem de sucesso. Molly, por mais que tivesse herdado o sobrenome da avó, não poderia dizer que se identificava com o jeito caloroso e expansivo da mais velha, muito pelo contrário, por muito tempo a ruiva se sentiu sufocada por todas aquelas pessoas, ficando aliviada quando o silêncio se fazia presente.
Os anos de Hogwarts cooperaram para que a Weasley conseguisse sua individualidade, para além do sobrenome que carregava. Foi selecionada para a Sonserina, o primeiro choque para os demais, talvez uma decepção para outros, mesmo que Percy não pudesse se dizer surpreso, afinal ele mesmo tinha muitas das características da casa das cobras e Molly, tão parecia quanto o pai, havia herdado todas elas de maneira mais aparente, sobretudo a ambição e a astúcia.
Assim como o pai, Molly era o exemplo perfeito de aluna exemplar com as notas altas, sua participação em diversos clubes e sendo monitora no último ano. Seu principal interesse, conhecido por poucos, era o trato das criaturas mágicas, sobretudo relacionado aos Dragões, que por muito tempo pareceu ser a carreira dos sonhos para Molly, que tinha apenas o tio como exemplo.
A ruiva parecia ter um talento natural em tudo o que tentava, o que lhe rendeu muitos elogios, como muitas confusões, sobretudo sendo um Weasley na Sonserina. O que graças à sua personalidade não durou muito tempo, afinal Molly nunca foi de levar desaforo para casa, ou calar-se em situações que não via como justa. Seu talento, no então, acabava quando o assunto era o Quadribol. Apesar de toda a família ser apaixonada pelo esporte, talvez pela frustração de não conseguir sequer passar muito tempo na vassoura, seu interesse pelos jogos era praticamente nulo.
Ao sair de Hogwarts seguiu os passos dos pais e como um movimento natural ingressou no Ministério, sendo colocada no time de Obliviators do Ministério. A equipe, que era conhecida pelo trabalho “cruel, mas necessário”, não preocupou Molly à primeira vista, afinal ela sempre fazia o que era preciso. Não poderia dizer, no entanto, que estava satisfeita com o caminho que estava tomando, mas o medo de decepcionar o plano de seus pais e a incerteza da carreira que realmente queria seguir a faziam recuar, o que era raro para ela.
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— Quando a gente acha que vai ter alguma paz, sempre acontece algo que eu tenho de correr pra desfazer. — Resmungou bebendo o milk shake de chocolate, a loira deixou um bico se formar nos lábios. Se referia ao ultimo incidente que tinha tido um trabalho acima da média em apagar os fatos da mente dos trouxas e também de casos isolados que estavam acontecendo com frequência. — Eu deveria ter escolhido uma profissão mais fácil, que me deixasse dormir mais talvez…
Ao ouvir as palavras de Alexa, a ruiva balançou a cabeças soltando um risinho divertido, apesar de a situação de que a outra estava se referindo não tivesse graça alguma. Molly dificilmente reclamava diretamente do trabalho, ainda que em alguns momentos de fato a rotina se tornasse maçante, sobretudo com os últimos acontecimentos, antes mesmo de Piccadilly. “Você acha?!” questionou erguendo ambas as sobrancelhas, terminando de preparar seu chá com um pouco mais de leite, logo bebericando a bebida quente. “E pensar que não estamos nem perto de terminar, com todas aquelas solicitações novas...” soltou com um suspiro frustrado, afinal os últimos dias não haviam sido fáceis para o departamento e a aparição das criaturas estava deixando todo o ministério de cabeça para baixo. “Quanto tempo ainda temos?” indagou para a mais velha sobre o pequeno intervalo.
“Já tomei banho hoje.” Resmungou para @mollyw quando ela finalmente entrou no quarto, o qual já havia deixado aberto porque já sabia da visita e sabia que era impossível recusá-la. Respirou fundo antes de se jogar na cama novamente, deixando um espaço bem aberto caso ela optasse por se sentar ali e não na cadeira como sempre fazia. Fazia apenas um dia desde que tudo acontecera, tanto com o mundo bruxo quanto com ele, e Molly estava mais afiada do que um gavião contra si, e ele sabia bem o motivo. Não havia trocado uma palavra com ela desde o início, mas não podia ignorá-la para sempre e por isso resolvera finalmente dar espaço para a conversa. “Eu sei que você tem um cupcake de laranja na sua bolsa, e você sabe que eu sei.” Deixou no ar, pedindo o doce apenas por querer sentir o sabor de algo na boca que não fosse sopa, e também deixando em aberto o assunto que sempre havia escondido dela.
As palavras de Aleksander atingiram a ruiva antes mesmo que ela pudesse, de fato, adentrar no quarto do outro, fazendo com que ela constatasse rapidamente que acompanhá-lo até a volta de Marissa seria mais difícil do que de costume. Se já não bastasse o caos referente aos desdobramentos após o ataque em Piccadily Circus e a preocupação ao saber o que havia acontecido com o amigo, Molly ainda havia acabado de descobrir sobre sua clarividência e pelo tom com que fora recebida, Alek não parecia nada satisfeito com isso. “O que, você agora é legilimente também?” retrucou de imediato franzindo rapidamente o cenho enquanto fechava a porta atrás de si, acompanhando os movimentos do bruxo com atenção. A sensação era do mais completo estranhamento, afinal parte de Molly se sentia quase invadida, à princípio, mas depois se deu conta de que ele poderia saber simplesmente que a mãe havia pedido para que ela se certificasse de que ele havia tomado um banho. Parou ao lado da cama, com a postura um pouco rígida, tentando encontrar algo para passar o tempo, até que a voz de Krum irrompeu novamente, fazendo com que Molly soltasse um suspiro frustrado, antes de tirar o cupcake da bolsa lateral. “Você poderia pelo menos continuar fingindo, sabia? Seria menos humilhante tentar melhor seu dia com isso” soltou fitando-o diretamente e esticando o doce em sua direção, antes de relaxar os ombros e finalmente sentar no canto da cama. “Você já viu essa conversa inteira pra facilitar a minha vida ou?” indagou com o tom mais sério e provocador do que gostaria, logo umedecendo os lábios incerta de se poderia fazer aquilo de outra forma. Molly balançou levemente a cabeça em negativa soltando um risinho nervoso. “A primeira coisa que pensei quando Marissa contou... Foi que eu realmente fui bem estúpida de pensar que todas as vezes que você me recebia com torta de blueberry seriam só coincidência” soltou com um riso fraco, tirando os fios ruivos do rosto em um ato nervoso. “Você podia ter me contado, Alek... Eu entendo porque não contou, mas...” completou encolhendo os ombros e erguendo levemente o olhar para o outro.
⚖️ Se Aurora não estivesse com receio de ser um possível alvo depois do ataque no Piccadilly Circus, para que descobrissem quem era ou não purista, a bruxa teria prontamente recusado o caso que lhe fora passado mais cedo, mas ela não tinha muita escolha e por isso, estava se dirigindo ao Ministério para poder ver o que conseguiria fazer. Na porta de seu escritório, a Zabini aparatou para dentro do Ministério da Magia, dirigindo-se prontamente até a seção de obliviação, onde tinha informações a pegar e já estava com um mandado dentro da bolsa em seu ombro – Estava de saída Weasley – acenou com a varinha assim que se viu perto o bastante da ruiva para que o mandado se abrisse na frente dela, a voz de um dos membros da Suprema Corte dos Bruxos ecoando de modo que só as pudessem escutar até se fechar novamente e cair no chão aos pés de Aurora – Preciso de uma lista de nome de trouxas e talvez bruxos que foram obliviados depois daquela confusão. Acredito que você tenha esse acesso.
Antes que Molly pudesse contestar sobre as primeiras palavras da advogada, o voz autoritária e familiar de um dos membros da Suprema Corte preencheu seus ouvidos fazendo com que ela puxasse o ar mais profundamente e enrijecesse os ombros enquanto ouvia a mensagem. A Weasley olhou levemente para os lados, notando o departamento cada vez mais movimentados com as últimas ocorrências e levantou-se de supetão abotoando o casaco escuro. “Bom, tendo ou não o acesso, nesse momento infelizmente não tenho como ajudar, preciso dar conta das ocorrências urgentes.” retrucou pressionando os lábios em um sorriso não muito simpático e inclinando levemente a cabeça para o lado. “Você pode tentar com o chefe do departamento, mas acredito que ele não deva conceder essas informações uma vez que as investigações ainda não foram terminadas.” concluiu em seguida, terminando de pegar o que era necessário para fazer o que lhe havia sido designado e com um aceno breve todos os papeis restantes praticamente mergulharam nas gavetas da mesa de madeira e se trancaram ali sem que Molly precisasse sequer usar a varinha. “Mais alguma coisa?”
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Scary stories tell dark rotten || pós-drop || @aurorvzvbini
A rotina no ministério após o que aconteceu em Piccadilly Circus se tornou ainda mais acelerada e caótica, sobretudo no departamento de Obliviadores. Molly corria contra o tempo para dar conta das demandas que chegavam à todo momento, afinal apesar de terem apagado a memória de grande parte dos trouxas que estavam presentes as consequências do que havia acontecido estavam longe de acabar. A Weasley tomou o restante de seu café e sentou-se novamente apenas para tomar nota do que precisava resolver até o final do expediente, tateando a mesa para encontrar sua varinha e com um movimento rápido o sobretudo se fazia presente em sua mão. Foi quando notou uma aproximação apressada que parou exatamente em frente à sua mesa. Molly soltou um suspiro breve, já sabendo que não seria uma permissão de folga, sobretudo quando notou ser Aurora Zabini. “O que foi agora? Se for mais problema você vai ter que procurar outra pessoa, pois estou de saída”
Scary stories tell dark rotten || pós-drop || @vmustbeaweasley
Com a frequência da aparição de animais mágicos e outras criaturas após o que havia acontecido em Piccadily Circus, o departamento de Obliviadores precisou se dividir para ajudar os demais departamentos em ação, a fim de resguardar o mundo bruxo dos olhares de possíveis trouxas que estavam na hora errada e no lugar errado, afinal era difícil garantir que as aparições iriam se restringir ao mundo bruxo. Molly estava se colocando à disposição principalmente nos casos que envolviam as criaturas mágicas, sendo uma boa forma de se manter em contato com algo que gostava, apesar das circunstâncias não serem as melhores. Aguardava ansiosamente Victorie, que guiaria as buscas naquela tarde, para que pudessem seguir rapidamente as pistas que haviam sido entregues para as duas. Quando a loira se aproximou, Molly apressou os passos na direção da mais velha, fazendo notas mentais sobre a missão. “Disseram que não haviam muitos trouxas próximos da ultima vez que ele foi visto, mas precisamos nos apressar para que continue assim.”
Scary stories tell dark rotten || plotdrop || @frxnklongbottxm
Após todo o pânico que se instalou pelas ruas de Piccadilly Circus, foi a vez da equipe de Obliviadores arrumar toda a bagunça, sobretudo quando se pensava em trouxas que haviam testemunhado o ataque. Grande parte das pessoas já haviam conseguido sair do local e a outra parte recebia os cuidados necessários, enquanto os agentes do ministério faziam uma varredura em busca de alguma pista consistente sobre as consequências daqueles atos. Molly havia acabado de apagar as memórias de um dos poucos trouxas que restavam no lugar, os direcionando para o metro mais próximo para que pudessem voltar para a vida pacata que tinham. Ainda com a varinha em mãos a ruiva e a respiração ofegante por toda a situação e a rapidez com que tiveram que agir, se pôs a voltar para o centro do lugar onde encontraria o restante dos agentes e receberia novas ordens. Enquanto caminhava, reconheceu as feições de Frank mais à frente próximo aos medibruxos que se disponibilizaram em ajudar os feridos e a Weasley rapidamente mudou o rumo de seus passos até o amigo, torcendo para que nada de grave tivesse acontecido. “Da próxima vez que eu disser que é melhor ficar em casa, você deveria me escutar” murmurou ao se aproximar, se referindo ao convite que ela havia recusado mais cedo. Molly esboçou um sorriso fino, ainda que houvesse preocupação estampada em seu semblante, afim a cada momento descobria que mais conhecidos estavam presentes.
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“Ótimo! Eu também não.” Sorriu torto com o que não era coincidência entre eles. A verdade era que Aleksandar sempre aprendera a ser um tanto recluso e tímido, fora o pequeno receio que tinha de revelar suas visões que nem sempre eram boas para as pessoas próximas e segredos sempre afundavam qualquer relacionamento que tinha. Não era novidade para ele, embora fosse infeliz perder algumas das garotas de quem gostava por culpa própria. Riu da expressão assustada, rolando os olhos logo em seguida. “Você vai gostar pelo menos da festa, prometo. Só não resista muito que isso torna tudo pior.” Deu uma rápida piscadela para a ruiva com a indireta muito bem dada que dizia o óbvio: se solte. Talvez fosse daquilo que ela precisasse de verdade, depois de tanto tempo se cobrando. É claro que aquela não era a coisa mais fácil de fazê-la gostar devido ao desgosto não intencional pelo Quadribol, mas ele esperava que pudessem se divertir juntos e pelo menos trazer uma boa experiência para a amiga. Era um de seus eventos favoritos e compartilhá-lo poderia ser algo positivo. “Todos do mundo!” Respondeu quase que indignado para a pergunta. “Desde que a Bulgária é a Bulgária, a Irlanda é exatamente tudo o que eu disse e é quase um insulto você querer ter uma brecha pra defender ela, sabia? Na frente de um búlgaro!” A fala teatral escapou do moreno, que apesar de estar um pouco mais brincalhão, estava dizendo com um fundo de verdade. Não tinha razão específica, mas a rivalidade era histórica e ele a levava consigo na melhor esportiva ou até começar uma briga na torcida. Esperava não começar nenhuma ou acabaria levando algum esporro moral de Molly que doeria mais do que qualquer surra irlandesa. Finalmente ao redor dos duelos, sorriu vitorioso quando a viu se render para o chapéu discretamente, já achando graça em como as coisas fluíam. Assistiu por alguns instantes os rapazes que duelavam entre si, arrancando gritos e torcida de todos ao redor enquanto ainda esperavam o jogo, e precisava concordar com ela: agora sim. Sorriu divertido enquanto assistia e se voltou rapidamente para a ruiva, passando o braço que tinha grudado contra o próprio corpo por cima dos ombros dela, negando rapidamente com a cabeça. “Eu não. Sei que vou ganhar qualquer um que participar.” Se exibiu sem muitas cerimônias, porque tinha uma chance grande de ser verdade. “Você.” Sugeriu divertido. “Aposto que acaba com eles bem rápido.”
FLASHBACK
Molly soltou um pequeno “pff” e rolou os olhos claros logo que o amigo sinalizou que era melhor ela não resistir com toda aquela diversão, ainda que estivesse mantendo boa parte de sua postura relutante apenas de pirraça. Um semblante quase ofendido surgiu na rosto da Weasley quando a resposta indignada de Krum chamou sua atenção talvez até mais do que todo o barulho da celebração que acontecia ao redor dos dois. Os olhos claros de Molly se arregalaram brevemente, mas logo a ruiva franziu o cenho incapaz de entender a seriedade do embate entre os países, mas convencida de que não queria estragar toda a animação de Krum, que parecia realmente em seu habitat natural em meio a tantos outros fãs de Quadribol. “Não estou defendendo ninguém... Só me parece uma briga meio sem sentido, não poderiam todos jogarem de forma amistosa?!” arriscou ainda confusa, afina Molly, sequer teve curiosidade, mesmo com todos os parentes completamente imersos no esporte, de compreender o mínimo naquele universo. “Mas ok, ok, entendi! Não precisa me olhar assim. Vou me lembrar de fazer cara feia sempre que vir alguém vestido de verde em sua homenagem!” assegurou forçando um tom mais sério e ensaiando a cara que faria caso aquilo de concretizasse.
Os olhos verdes estavam atentos aos embates, que pareciam ainda mais interessantes ao levar em consideração os estilos de duelos bastantes distintos entre os bruxos vindos de outros países. As sobrancelhas se arquearam ao ouvir o tom convencido de Alek ao lado. “Certeza, é? Agora fiquei curiosa sobre os seus dons para além do óbvio do quadribol e da astronomia” soltou observando-o atentamente. O fato de não terem estudado juntos quando mais novos, fazia com que sempre tivesse alguma descoberta quando falavam sobre os anos nas escolas. “Você pode apostar todos os seus galões se quiser... Sempre fiz parte do clube de duelos e sabe do que mais? Posso contar nos dedos de uma mão quantas vezes conseguiram me vencer” respondeu vitoriosa, com um sorrisinho igualmente exibido para o outro. “Mas aquele ali parece estar enferrujado, ouch” Uma careta de dor foi esboçada quando um dos duelistas levou um golpe e Molly rapidamente balançou a cabeça em negativa, quase decepcionada ainda que permanecesse com um sorrisinho de canto pela adrenalina que os duelos proporcionavam, por ele não ter sequer tentado se defender.
“Esse lugar é cheio demais” Reclamou como se jogasse as palavras no ar, sem muita conexão, porque ele realmente acreditava nisso. Estar longe da movimentação do Beco servia exatamente como uma terapia, mas Londres em si era daquela forma, o búlgaro já não gostava muito da proximidade com os trouxas, sentindo falta do ar puro de sua pequena comunidade bruxa, porém, já que estava ali, ao menos conseguisse se acostumar com as pessoas em bando. “Bati com muita força?” A pergunta não era exatamente de uma preocupação de quem não queria machucar, mas de alguém que não queria problemas, arqueando as sobrancelhas com uma frase em especial ‘ter problemas por sua causa’ mas era uma audácia enorme. Os olhos correram pela figura feminina, cabelos ruivos, sardas, conseguia ouvir a voz de seu pai lhe dizendo que Viktor Krum havia sido trocado por um Weasley, isso acabou lhe arrancando uma risada arrastada antes de simplesmente perguntar, em um tom que não era muito egradável. “E de qual Weasley você é filha?”
“E isso nem se compara com a movimentação dos feriados” rebateu arregalando levemente os olhos claros olhando para os grupos de bruxos apressados que preenchiam o lugar. A pergunta seguinte do bruxo chamou sua atenção novamente, fazendo com que Molly se desse conta de que massageava levemente o braço direito, que permanecia segurando as sacolas. Balançou rapidamente a cabeça em negativa. “Foi só um encontrão, não é como se estivéssemos em alta velocidade ou algo do tipo” soltou franzindo o cenho e soltando um risinho mais nasalado, certa de que o maior dos estragos que poderia acontecer em uma situação como aquela era ter quebrado acidentalmente alguns dos pertences de Lucy, não que a mais velha realmente ligasse para aquilo. Ao notar o olhar do rapaz para si, Molly passou a encará-lo mais diretamente, quase estudando suas feições, mas não precisou de muito tempo até que a pergunta sobre a família se fizesse presente, fazendo-a franzir o cenho mais uma vez, agora intrigada pela forma direta que certeira que ele havia lançado o questionamento. Mentiria se dissesse que essa associação direta não a incomodava, afinal Molly Weasley havia crescido com os olhares de expectativa para além do que a maioria e o fato de seu primeiro nome também ser conhecido pela avó, a deixava ainda mais inquieta e reativa quando o assunto surgia de forma tão abrupta como aquela. “Você é dos admiradores esquisitões ou está esperando a resposta para se certificar de que não vai arranjar problemas?” perguntou agora em um tom mais firme, notando pela primeira vez que talvez a resposta não fosse necessariamente nenhuma das opções que dera anteriormente.
❝ — Bem que você faz. Já tive um tombo enorme cheirando ela no ar, imagina ingerir essa coisa. Merlin que me livre.❞ — arrepiou só de pensar naquela possibilidade. A curiosidade de Molly era cativante; Olivia não gostava de falar sobre aquele assunto, mas a vontade de agradar lhe fez sorrir de forma cúmplice. ❝ — Tá bom, mas não é nada impressionante. Grama recém cortada, chocolate, polidor de vassouras… E livros.❞ — essa última não teve vergonha de ser mal interpretada, já que a Weasley era uma das únicas que sabiam daquele seu lado mais centrado e estudioso, que normalmente não escancarava por aí. Era sua terapia e a publicidade dessignificava tudo. ❝ — Entre outras coisas, tem até uns cheiros que nem identifiquei. E os seus?❞ — perguntou, curiosa para saber quais seriam os da amiga, já sabendo que tinham pelo menos um em comum. Ainda, era uma forma de desviar o foco da conversa. Franziu o cenho tentando pensar se Marcus comentou alguma coisa ou se tinha visto algo do tipo. ❝ — Hmmm, não sei, é bem possível. Ele tá pra voltar da rua, aliás eu to aqui só para esperar ele. Podemos esperar juntas se você tiver tempo.❞ — sugeriu, sorrindo.
FLASHBACK
Um sorrisinho ansioso preencheu os lábios da Weasley quando se deu conta de que a amiga parecia disposta a compartilhar os aromas que sentia com a famosa poção do amor. Um caretinha cômica se fez presente ao ouvir sobre o polidor de vassouras, mas não poderia dizer que estava surpresa conhecendo a paixão de Liv pelo Quadribol. “Bom, dizem que eles vão ficando mais evidentes com o tempo, não é?” ponderou encolhendo levemente os ombros, antes de ouvi-la jogar a pergunta para si. Molly ponderou por um momento, com um semblante pensativo antes de respondê-la. “Além de livros, o que é bastante óbvio... chá de hortelã, pergaminhos antigos e terra molhada... foi o que identifiquei até agora” soltou franzindo levemente o cenho um tanto incerta, afinal os aromas pareciam entrar em conflito em alguns momentos. As palavras seguintes a fizeram assentir em concordância balançando levemente o corpo. “Claro, tempo de sobra, pode ter certeza” assegurou arregalando os olhos claros por alguns momentos. “Como seus pais costumam passar esse dia? Alguma tradição especial ou algo do tipo?” perguntou curiosa, lembrando dos poucos momentos em que pôde ver Percy e Audrey fazendo algo do tipo, principalmente após se afastar dos pais.
He’s going to be there for her while she’s pregnant, and he’s going to be there with her while their child grows up, and he’s going to be there for her while she does whatever it is she does. And I am in exactly the same place that I was in before.
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“Não tem de quê!” Sorriu, vendo que a amiga tinha gostado da pequena surpresa que trouxe para ela “Bem, ter a sua companhia já é um presente suficiente.” Deu uma risada, olhando para o três vassouras que parecia bem mais movimentado que o normal “Não! Eu comprei….E não sou muito fã de S.Valentim.” Respondeu há mais velha, Alice poderia gostar de muitas datas e ser carinhosa, mas S.Valentim lhe trazia péssimas memórias.
FLASHBACK
Um sorriso amigável preencheu os lábios de Molly quando a mais nova pareceu satisfeita com sua companhia, franzindo levemente o nariz em uma caretinha tímida e afastando para que ela se sentasse ao seu lado. O resposta negativa a pegou de surpresa, uma vez que a Weasley podia facilmente visualizar a loira presenteando a todos com flores como aquela. “Sério? Bom, compartilho do mesmo sentimento” soltou em um tom divertido, encolhendo levemente os ombros. “Mas tem algum motivo em especial, ou? Talvez um trauma passado?” arriscou erguendo as sobrancelhas, curiosa sobre o que poderia ter acontecido.