Eu estou abrindo mão de você. De nós. De tudo que idealizei. Estou abrindo mão dos meus sentimentos. Dos seus. Estou indo embora. Estou te deixando ir. Estou desatando nossos nós. Estou te libertando. Estou enterrando nossa história. Estou desfazendo de tudo que eu quis pra gente. Estou apagando as luzes e trancando a porta. Porque por mais que eu queira muito que você volte, sei que não vai acontecer. Estou abandonando a casa. O barco. Antes que eu me afogue e leve você junto. Eu ainda não sei qual direção seguir, só sei que será na direção contrária à sua. Não vou mentir e dizer que não tenho esperanças de que um dia nossos caminhos se cruzem novamente, mas eu tento não me enganar com isso para que não torne as coisas mais difíceis. Precisamos viver, aprender e amadurecer para que, talvez, demos certo. Não há possibilidades para nós no presente. Talvez tenha algo melhor reservado no futuro, mas talvez nós nunca mais nos encontremos. Apesar dos amigos em comum, a cidade é grande e há inúmeros lugares que podemos frequentar sem que haja chances de nos esbarrar. E eu farei isso. Pelo menos no início farei de tudo para que eu não te veja, para que eu não recaia ao ver você beijando outra boca. Desejo boa sorte na sua caminhada, desejo que consiga se libertar dessa prisão que você mesma se colocou e desejo que desfrute de cada sonho realizado. Desejo que dê certo com seu novo-velho amor, e que ame profunda e verdadeiramente. Eu juro que vou gostar de saber que está feliz. Se cuida, meu bem. Prometo tentar me cuidar também. Adeus.





















