As galerias comerciais de Shijo Dori
O nosso percurso em Quioto foi bastante urbano, dado que ambos os locais onde pernoitámos ficavam perto da Shijo Dori, a artéria principal, recheada de lojas, centros comerciais, restaurantes e cafés, e de onde se ramificam outros pontos de interesse. Um deles é o mercado de Nishiki, uma rua apertada e comprida repleta de expositores dos mais variados produtos alimentares e não só, onde, à semelhança de muitos mercados europeus, se pode provar antes de comprar.
O peixe está em especial destaque, pelo caminho há restaurantes e lojas.
Aritsugu, a meca das facas, recomendada pelo staff de um restaurante de ramen onde almoçámos.
Continuando por Shijo Dori, damos com a ponte sobre o rio Kamogawa. As margens deste são um ponto de encontro e contemplação. Se a noite estiver quente, como foi o caso, há gente sentada a conversar, cantar e beber.
Em Paris como em Quioto, um cenário familiar.
Paralelamente ao rio, antes de chegarmos à ponte, há uma rua estreita e tradicionalmente dedicada à noite e à “má vida” de seu nome Ponto-Cho, cujo nome deriva de “Ponte”, derivado aos navegadores portugueses que aqui passaram outrora. Nessa altura, Ponto Cho era uma zona de geishas e prostituição. Hoje está repleta de restaurantes e bares no primeiro andar.
Entrada de um bar em Ponto Cho
Cerveja de Kyoto, degustada num bar de Ponto Cho onde ninguém falava inglês.
Atravessando a ponte, começamos a aproximar-nos de Gion, o tradicional bairro das geishas. Estas já raramente se vêem, e podem-se confundir com turistas que alugam kimonos para usar durante o seu passeio em pela cidade. No entanto, há quem as encontre pelas suas ruas demasiado sossegadas. Aqui, experimentámos um menu Kaiseki de degustação no Kukuzen, preparado à nossa frente e degustado de pés descalços, e não nos arrependemos.
Jantar no Kukuzen, um pequeno mimo.
Normas de conduta em Gion. Sobretudo, não tocar nas Geishas!
Gion é um parêntesis em Kyoto, pelo facto de ter conservado a sua arquitectura tradicional, o que lhe traz muito charme. Outra característica que destaca esta zona é a inexistência de postes com cabos atravessados, um cenário familiar em Quioto que desvirtua alguma da perfeição que é apanágio deste país.
A rua principal de Gion, muito escura e com o seu quê de misterioso.
Entrada de loja em Kyoto, com uma iluminação que me fez lembrar os quadros do Hopper.