Aprendi a conviver com a distância,
A suportar os quilômetros,
O silêncio entre as mensagens
E a ausência dos teus braços.
Mas o que faço com esse sentimento
Que insiste em permanecer?
Em um mundo com mais de oito bilhões de pessoas,
Meu coração, entre tantas possibilidades,
Escolheu você.
E como dói te amar
Sem poder caminhar ao teu lado,
Sem dividir os dias,
Sem transformar o ordinário em nós.
Então volta.
Fica.
Faz morada em mim.
E, se quiser,
Deixa que eu faça morada em você também.
Ainda existe uma página em branco
Guardada entre os capítulos da minha vida,
Esperando apenas pelo toque das nossas mãos
Para se transformar em história.
Vamos viver.
Mas viver juntos.
Colecionar amanheceres,
Inventar lembranças,
Transformar pequenos instantes em eternidade.
Vamos criar algo que seja só nosso,
Um lugar onde ninguém mais alcance,
Feito de cumplicidade, afeto e sonhos.
Porque, no fim de tudo,
Entre todas as pessoas que o mundo poderia me apresentar,
Meu coração continua escolhendo você.













