Escrevi e reescrevi tantas vezes… Tentei ser doce, tentei ser racional, tentei até esconder a dor com ironia. Mas nenhuma versão muda o fato principal: nada do que eu diga importará. Nem a minha ausência. E é isso que nos torna tão distantes, mesmo quando estamos perto.
Eu te admiro de um jeito quase ridículo, com aquela entrega que assusta até quem a recebe. Mas você… você só me procura quando precisa de algo. Como quem usa um cartão extra, útil apenas quando o outro estoura o limite.
E mesmo assim, eu ainda gosto de você. Gosto com uma ternura cansada, daquelas que já não acreditam mais em retorno.
Meu afastamento não vai vir com discursos dramáticos ou frases de efeito. Vai ser simples, honesto e direto. Porque não adianta construir versos para alguém que jamais se dispôs a lê-los, que nunca me olhou como alguém digna de tempo ou atenção.
E, por favor… não venha me perguntar por que eu sumi. Não finja surpresa quando eu não responder. No fundo — bem no fundo — você sabe o motivo.











