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@incendivm
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If I cannot move heaven,
I will raise hell
rwby-for-real-justice:
He had this look in his eyes that made you wonder just how m a n y people he’s killed.
( And this… ) grin that made you realize
he’s probably lost count.

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— the fight club ♤ drake & donna
@poisnous
❛ Já não era sem tempo! ❜ O tom de voz era predominantemente impaciente, mas um ouvido mais atento seria capaz de notar ali um quê de zombaria. Apoiado na parede, observava a aproximação da garota que não parecia muito contente. ❛ Estava começando a me perguntar se iria aparecer. ❜ A impaciência deu, então, lugar à um tom preocupado que de nada condizia com a expressão jocosa sustentada na face do rapaz. Há muito esperava pela chance de enfrentar a garota, mas tal oportunidade nunca se fez possível, pelo menos não da maneira que o jovem desejava. Todas as vezes que um embate entre o pirocinético e a jovem parecia próximo de se tornar tangível, algo o impossibilitava de se concretizar. Normalmente o “algo” poderia ser substituído por “alguém”, já que havia sempre um indivíduo intrometendo-se na disputa de ambos na tentativa frustada de apaziguar os ânimos e evitar uma provável catástrofe. Esse “alguém” normalmente possuía Mason em sua certidão de nascimento. Nunca obteve o êxito almejado, claro. Não de fato. O inevitável era simplesmente postergado, a cólera sofreada e o desejo pelo enfrentamento a cada dia mais inflado. Drake precisava desse momento, para o bem-estar de sua saúde mental. A antipatia para com Alzahabi progredia com o passar das semanas nas quais eram obrigados a conviverem sob o mesmo espaço e não seria do agrado de ninguém se sua aversão tivesse um alcance além do sustentável. Não seria prazeroso para nenhuma alma viva se Ward perdesse o controle. Para não apenas a sua satisfação mas a de todos envolvidos no convívio social do garoto, ele finalmente conquistou a chance de extravasar tudo que sentia.
Octavius, como o líder dedicado e atencioso que tentava a todo custo ser, tinha o costume de organizar sessões de treinamento para os membros do grupo. Habilidades especiais não seriam de serventia alguma se os que a possuíssem não tivessem controle sobre elas ou se estes não fossem capazes de ao menos depositar um soco em outra pessoa sem quebrar os dedos no processo. No entanto, para tratar do assunto da maneira mais justa possível, o Mason preferia por organizar as duplas de acordo com o nível de conhecimento e domínio de habilidades, fossem elas especiais ou de combate corporal, já que não havia como obter uma disputa limpa e equilibrada se esta fosse entre um elo fraco e outro de uma força consideravelmente superior. Todos eram pareados pouco antes do início da tarefa, não havendo a possibilidade de troca de oponentes e dando tempo apenas de chegar ao local onde seria realizado o embate simulado e e prepararem-se da maneira que achassem melhor para a luta com a condição de que deveriam chegar em tempo ou haveriam punições, tendo em vista que tais testes eram obrigatórios e não era do interesse de nenhuma das partes desapontar o líder. O local tinha o costume de ser ao nível do chão e em um lugar aberto, amplo e arejado para que nenhuma grande tragédia viesse a ocorrer. Ao ouvir o nome Donatella logo após o seu, o moreno mal conseguiu esconder o estado de êxtase em que se encontrava, correndo para não perder sequer um segundo do que provavelmente seria a melhor experiência de sua vida. Há meses, dois para ser exato, esperava pela chance de fazer a garota sofrer, fosse da maneira que fosse. Queria que ela se arrependesse por tudo que já dissera e fizera a ele, e aquele era o momento perfeito. Não havia motivo para que alguém os interrompesse, com a exceção de uma possível fatalidade talvez, e poderia fazer o que bem entendesse afinal pressupunha-se que a oponente era boa o suficiente e capaz de aguentar o que quer que viesse a cair sobre ela. Quando ela se aproximou do centro da sala, movimento que ele mesmo tratou de imitar, não pôde evitar provocá-la, o sorriso zombeteiro tomando forma em seus lábios. ❛ Ainda dá tempo de desistir. ❜
Haunting // Halsey
@itsfuturisticall
melanie martinez // mad hatter
@alzxhabi

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flashback; The Devil talks to the Angel. @dauntless&pandemonium
– E não ouse, dizer que apreciaria sua presença agindo do modo como está agindo. O que procede em grande maioria de seu tempo supostamente produtivo. – O súbito fervor célere que a consumiu, provavelmente precedeu vermelhidão crescente sob a epiderme nívea no local da face. A sensação do coração encolhendo-se dentre os demais órgãos ao pulsar. Manifestação física da angústia psíquica provinda da ira. A despeito do desprazer – beirando a aversão –, a sentença proferida oriunda dos lábios alheios, a fez sentir-se estrategicamente satisfeita, o que era algo no mínimo burlesco para a conduta da Mason. – Quanta afabilidade de sua parte notar minha analogia de escárnio, o que? Esperava um termo mais elaborado para refutar da mesma forma ao utilizar sua característica excepcional de prepotência, que por acaso incessantemente encontra tangentes, mesmo que inviáveis, para manifestar-se? Poderia eu dizer, bravo também, babá? – A sobrancelha esquerda arqueou-se transpassando o teor cínico de modo gestual ao contexto. Enquanto as mãos, agora tremulas – reflexão da taquicardia precedente à cólera – continuavam a exercer o ofício ao coletar objetos, neste momento, de forma genérica pelo dispersar da assiduidade racional, substituída pelo instintos paladinos. “Não seria meu estilo, presume, é claro, mas seria no mínimo incorretamente agradável atirar uma bola daquela em seu crânio, babaca.” Mordeu as arestas do interior da muscosa, ferindo um tanto as bochechas, feito em prol da inércia do estado oculto dos pensamentos. – Há empatia agora em você?! Surpreende! Sente-se magoado pela concepção de meu irmão sobre você? Talvez rever algumas deliberações de sua conduta resolva. – Apreciaria genuinamente, se a situação correspondesse às demais comuns onde Callisto afavelmente, sugeria alguma verossimilhança alternativa em prol do bem estar alheio; todavia, o momento poderia ser classificado como uma versão de uma prática de seu feitio, entretanto com interpretação divergente; Callie desejava a preferência de: enfiar goela abaixo uma concepção menos impertinente, mesquinha e egocentrista.
Ao findar do monólogo, um misto amargo de sensações e sentimentos fora derramado sobre o âmago feminino. A mistura peçonhenta do paradoxal, do atrito. Por vezes, Callisto sentia-se amarrada as duas colunas opostas onde seus pensamentos divergentes coexistiam, sendo lenta e dolorosamente arrastadas em direções opostas, fazendo-na crer que não mais poderia mesclar o desejo ao discernimento. E conseguintemente, partindo-na ao meio. Contudo, a acústica característica de uma singela risada em tom tacanho, expressou o composto entre o esgotamento e o epigrama. – Você, realmente acha que nos conhece, por que estou pretendendo sentir-me surpresa. – Reveria-se à gênese; aos irmãos. Ao fato de que alheios presumiam que poderiam classificar sua relação fraternal, e reproduziam o mesmo com Octavius e Seth, e isto era, contemporaneamente, um de seus maiores problemas. Todavia, ambíguo como tudo em sua plena existência, uma de suas maiores artimanhas. – Simplificarei à você, o resultado de sua prognose: se há cruz que faria minha espinha partir-se ao meio, não seria a de você ter levado uma surra, ou algo do gênero. – Não há consciência se existe um limite predeterminado à benevolência da Mason, todavia há consciência da parte dela, de que há prós dos quais precisa-se usufruir, mesmo que a veracidade dos fatos, confirmaria em equivalência as palavras de Drake; não haveria calmaria em sua mente, contudo, contava-se com a característica de que não mais existia de qualquer modo.
– What can I say, Ward? That’s my kind of thing. – Deu de ombros, resistindo a não entregar parcela alguma de sua defesa à um filete de benignidade. – Não o acusei disto, tsc, e eu sou temperamental afinal, huh? Eu estou afirmando o que procede: continua sendo uma péssima irônia do destino. Hail Misandry! – O semblante adornou a fala, explanando o cunho de deboche.
“Você é realmente louca ou só gosta de agir como tal?” O tom de voz elevou-se um pouco enquanto encarava-a, já não lutando mais para conter suas emoções perante a menina. A garota provocava-o de propósito, testando seus limites e a paciência do moreno como uma criança que media até onde suas travessuras eram toleradas. Ela podia não ver, mas aquilo não traria um resultado agradável. Não para ele e muito menos para ela. A paciência de Drake era algo raro, curto e, assim como o elemento de seu domínio, extremamente inconstante. Mesmo antes daquilo tudo, da Fayz, das habilidades e do conflito com a Human Crew já era de extrema sensatez não sobrecarregá-la. Agora, com todos os acontecimentos presentes e as emoções a cada dia mais e mais sobrecarregadas, brincar com Ward era algo para se temer ainda mais; era brincar com fogo, e normalmente isso não possuía um final feliz. “Nem ao menos é capaz- Quer saber? Faça o que desejar. Fale o que desejar. Não é como se fosse ser diferente, de qualquer modo.” A respiração do rapaz era descompassada, pesada. Os punhos, agora cerrados, encontravam-se praticamente colados à lateral do corpo do menino. Uma não-tão-pequena parte de seu cérebro pedia que ele jogasse tudo para o alto e libertasse sua fúria e frustração na forma das tão reconfortantes chamas alaranjadas. Seu bom-senso no entanto, que há cada minuto tinha sua voz diminuída e tornava-se muito mais difícil de ser ouvido, foi capaz de contê-lo, fazendo com que ele se limitasse a voltar à sua tarefa de recolher objetos potencialmente utilizáveis. Não que aquilo fosse ser de alguma ajuda, é claro. Irritava-o ainda mais que tenha sido obrigado a fazer um trabalho tão ridículo como aquele. O saco que carregava ficava cada vez mais pesado e difícil de carregar, ainda mais com o tremular de seus membros por conta da cólera que lhe tomava o corpo. Distanciou-se da criança propositalmente, preferindo por manter-se o mais distante dela para não correr risco de perder-se totalmente e arriscar seu bom relacionamento com o Mason mais velho. Enquanto a menina bradava incansavelmente atrás de si, aparentemente tentando dar-lhe mais uma de suas lições de moral, ele não podia evitar bufar em resposta. “Dê graças ao seu Deus por eu não rever minha conduta, garota.” O desprezo e a repulsa em sua fala era tão nítido quanto a lua cheia durante a noite, mas provavelmente não chegara aos ouvidos de Callisto dada a distância entre seus corpos.
A garota, perseverante, não cansa de falar, fazendo com que o garoto Ward se perguntasse se ela não era movida à base de pilhas, quando tudo que o rapaz mais queria era paz. Nada mais, nada menos do que aquilo, mesmo que parecesse não ser possível, para sua total infelicidade. Pelo menos não pelo tempo em que permanecesse em Fayz ou na presença da Mason mais nova. Buscou no âmago de seu ser algo que lhe trouxesse alguma calma e serenidade para não tornar aquela situação péssima em algo insustentável, ficando alguns bons minutos calado apenas cumprindo o que mais servia como castigo. Até mesmo praticava técnicas de respiração que há muito vira na televisão, quando ainda convivia com os mais velhos e tinham acesso à tal regalia, mas a cada palavra dita por Callisto fazia com que suas mãos se fechassem ainda mais em volta do pano que segurava, os nós de seus dedos ficando brancos. Ouviu a tudo calado, sem esboçar uma reação sequer, mas quando ela enfim terminou de falar tudo o que desejara não conseguiu mais se segurar. Voou repentinamente na direção da menina de uma maneira pouco amigável e largou o saco no chão. “Não são vocês que me chamam de watchdog, tentando me diminuir ou fazer com que eu me sinta mal? Pois bem, adivinhe só: eu observo. Eu sei muito sobre todos vocês, querida. Mais do que você gostaria.” Drake encontrava-se perigosamente próximo de Callisto, a respiração acelerando gradativamente. “Você possui tamanha prepotência que acredita saber tudo sobre a minha pessoa. Surpresa, surpresa: está errada. A garotinha mal sabe o meu nome. O que lhe dá a ideia de que sabe alguma coisa sobre mim? Você não sabe quem sou, não sabe da minha história, o que já fiz e o que sou realmente capaz fazer. Você se acha superior, Callisto. A mais inteligente. Se for mesmo tudo isso, vai aprender a escutar meu conselho: não seja estúpida. Não tente medir forças comigo, eu não estou aqui para competir com uma criança que acabou de sair de suas fraldas. Não vou me policiar tanto em uma próxima vez. Estou cheio de você.” Havia fogo em seus olhos e ameaça em seu tom de voz. Ele já não estava mais brincando ou tentando ensinar-lhe uma lição. Se fosse esperta o suficiente não discutiria com ele, não naquele estado. Ela o pressionou ao extremo e provavelmente se arrependeria daquilo. Ele pegou os sacos que antes estavam no chão e jogou nos braços da garota. E começou a fazer o caminho inverso, sem olhar para trás “Você tem razão, estou sendo injusto com você. Vai lá, She-Hulk, é com você. Eu acabei por aqui.”
I am not violent. I am not malicious. I am a result.
Death, The Book Thief (via meggannn)

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— who is in control? ⚜ donna & drake & seth
alzxhabi:
@drakeward @7mason
Não demorou para que as noticias do acontecimento na Human Crew chegassem aos ouvidos dos membros da Cosmic Freak, vindas de um mensageiro ofegante a sala onde as pessoas mais próximas de Octavius estavam, contando com detalhes, no minimo, animadores sobre a catástrofe. Um sorriso discreto apareceu nos lábios da Alzabahi, pensando com estranho prazer no que aquilo poderia significar. Pouco importava-se com as pessoas que lá estavam, se seguiam o seu líder, Kyle, com certeza deveriam ser como este. Um pensamento passou como um cometa no céu estrelado de sua mente pouco convencional, o nome de Callisto- cujo nome significava satélite, como a mesma uma vez dissera- passando com rapidez. Então seu olhar foi para Octavius, este provavelmente pensando a mesma coisa que ele, assim como talvez Seth, porém Donatella não atreveu-se a olhar para este, focando em Octavius, pelo menos esse Mason conseguia encarar. Outro pensamento tentador apareceu, a oportunidade de criar um caos maior a seus inimigos que, para ela, poderiam todos morrer. Human Crew, que havia criado uma fortaleza armada a fim de manter qualquer ameaça do lado de fora, agora estava vulnerável. Parecia um presente de aniversário adiantado- ainda que esta data na Fayz já não seja motivo de comemoração.
Octavius tinha seus planos quando se tratava de Callisto e apesar de Donatella importar-se com a Mason, seu desejo era estar na linha de frente da destruição, a fim de criar algum tipo de complemento a um provável plano do líder. É claro que Drake não poderia ficar longe disto, deixando Donatella e Drake livres para causar nos territórios da Human Crew, porém Octavius os conhecia o suficiente para saber que não poderia deixá-los sozinhos. Os olhos azuis da Alzahabi observaram de relance para o novo companheiro de missão, revirando os olhos em seguida. Era de conhecimento geral o ódio que sentia pelo Ward desde o primeiro momento em que se encontraram, e o que se seguiu foram horas de brigas, discussões e objetos quebrados pelo caminho sendo apartadas apenas pelo cansaço ou a presença de Octavius. Entretanto, não seria este Mason a acompanhá-los em uma tentativa de resgate e sim Seth. Donatella conseguiu esconder muito bem o súbito desconforto de tal noticia, apenas assentindo antes de retirar-se para se preparar ao anoitecer. Todos os dias que fugia da presença de Seth iriam para o buraco negro de seus pensamentos, e não sabia como sentir-se sobre isso.
Esperou o anoitecer com estranha paciência, podendo sentir a ampliação de seus poderes. Seus olhos conseguiam ver perfeitamente com a ausência de luz, fazendo desnecessário o uso de qualquer objeto iluminando o caminho, isto iria por sua conta. Parada em frente ao apartamento dos Cosmic Freak, Donna percebeu uma súbita aproximação, reconhecendo ser Drake. — Fique ai atrás, não quero que o seu ego atrapalhe o meu campo de visão. — disparou, não conseguindo segurar a provocação. — Vamos ver se sabe ser algo além de babá, watchdog. — Donna sabia que se Seth não aparecesse, poderiam começar a atacar-se ali mesmo, sendo até preferível, porém tinham uma missão e não desapontaria Octavius.
Extasiado nem ao menos começava a descrever o estado de Drake naquele momento. Como uma criança na manhã de Natal, o rapaz mal conseguia conter sua animação com a ideia de invadir a Human Crew. Só de se imaginar fazendo tal coisa já era suficiente para que todo o seu ser se arrepiasse e ficasse embevecido. A verdade era que desde o início daquilo tudo, quando as habilidades foram descobertas e os grupos separados pelo conflito que ainda se fazia presente, o moreno se preparava para realizar tal feito. Se dependesse apenas dele e de sua boa vontade um confronto teria se dado início há tempos e tempos, mesmo que os Comic Freaks não estivessem preparados. Infelizmente para o garoto, e uma dádiva para todos os outros membros do grupo, não era ele o responsável por tomar as decisões e o que realmente estava no controle, apesar de não recriminá-lo e até mesmo compartilhar de alguns de seus ideais, era um tanto mais cauteloso e calculista que ele, o que era de grande inconveniência na concepção do pirocinético. No entanto, para sua sorte e total contentamento, suas convicções, princípios, feitos e habilidades eram notórios e reconhecidos, fazendo-se extremamente familiares entre os que compunham o grupo — talvez até mesmo entre os rivais — tornando Ward o candidato perfeito para uma missão como aquela. Sabia que uma apresentação e requerimento formal não seriam necessários, tinha total confiança de que seria o primeiro em quem Octavius pensaria para integrar e completar aquela tarefa que poderia ser tão crucial para o futuro dos Cosmic Freaks, mas ainda assim preferiu por não deixar ao acaso e assim que o mensageiro contou tudo, antes mesmo de qualquer pronunciamento, exprimiu o desejo de fazer parte daquilo. Não foi surpresa para ninguém ali tal discurso, provavelmente já esperavam aquilo, e tampouco foi de alguma surpresa ter sido agraciado com o “sim” do líder. Entretanto, como nem tudo são flores e a vida adora pregar peças em seus peões, haviam certos contratempos que simplesmente não podiam ser evitados independente das tentativas de fazê-lo. Para Drake este chamava-se Donatella.
O embate entre os dois indivíduos se iniciara quase ao mesmo tempo que a nova cidade habitada e se perpetuaria talvez até o fim dos tempos. A antipatia mútua se deu logo nos primeiros instantes de convívio e a única coisa que pareciam concordar era o quanto desprezavam um ao outro. Se pudesse, se Octavius não insistisse no valor e necessidade da garota, já teria enxotado-a daquele grupo e de sua presença há tempos. Uma pessoa inútil, sem qualquer habilidade — fora o poder adquirido — que lhe agregasse algum valor e que pouco contribuía para com a comunidade não deveria ser resguardada, gastando mantimentos e paciência daqueles ao seu redor. Para o lamento do rapaz ele parecia ser o único a pensar daquela maneira, sendo minoria absoluta no assunto. O Mason líder a tinha em boa estima, ele não sabia o motivo, e confiava nela quase tanto quanto nele quanto o assunto era destruição, e usando disso como desculpa designou-a para ser sua parceira naquela incumbência. Ao ouvir tais palavras nem ao menos tentou disfarçar o resmungo, praticamente rosnando ao direcionar o olhar para a garota. Com alguma sorte conseguiriam retornar daquela pequena atividade vivos, quase inteiros e com a tarefa cumprida. Com alguma sorte. Ou não. Como se lesse sua mente, O mais velho dos Mason designou ninguém menos que seu irmão mais novo, e único remanescente, para lhes acompanhar. “Assegurar que manterão o foco” foram as palavras exatas proferidas por ele. Como se tivesse desistido, jogou ambos os braços para o alto em um movimento brusco e começou a caminhar em direção à porta. “Não se atrasem.” Falou antes de atravessá-la e ir se preparar, tendo até o início do anoitecer para tal. Quando deu o horário, o moreno deu início à caminhada em direção ao local combinado. Movia-se despretensiosamente, como se fosse em direção à um parque. Chegando a poucos metros de distância notou uma figura já parada, uma figura feminina. Donatella, obviamente. Revirou os olhos, a aversão começando a tomar conta, mas tentou se conter. Ao invés disso, colocou um sorriso no rosto e se aproximou. Ao ouvir as palavras da menina a face se alargou, tornando-se logo em um riso. “Que graça. A garotinha realmente acha que pode me dar ordens? Com insultos dignos de uma criança de não mais de doze anos, ainda? Adorável.” Colocou-se ao seu lado e a encarou. “Sabemos que sou capaz de muito mais, não precisa se acanhar em reconhecer. Não sou de falsas modéstias, você sabe. Mas mesmo que não fosse apto a qualquer outra coisa, saberia fazer mais que você, então não é de todo o mal.” Mantendo o riso nos lábios inclinou-se um pouco na direção da garota, como se a desafiasse.