Marco Pigossi as Dylan — in the TV series ‘Tidelands’ (2018—), in episode 01x02 — ‘Orphans of L'Attente’.
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@impaviiido
Marco Pigossi as Dylan — in the TV series ‘Tidelands’ (2018—), in episode 01x02 — ‘Orphans of L'Attente’.

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( FLASHBACK ) burguessxfado:
vaiiimalandra:
Havia se perdido de Aarjen no meio daquela confusão desenfreada, Mariana nem sabia mais para onde correr já que todos os lados pareciam terríveis o suficiente para fazê-la correr em círculos como se aquilo fosse a ajudar de fato. Seu vestido já estava em farrapos, queimado em várias partes, assim como seu cabelo que também não estava muito melhor, entretanto, tudo isso era melhor do que a queimadura que tinha em uma das pernas, que felizmente não era exatamente grave, mas de todo jeito estava a incomodando. Mariana nunca, nem em sonho, pensou que viveria uma situação parecida, não tinha qualquer estratégia de para onde ir ou o que fazer. Seus poderes não pareciam ser eficazes para serem úteis de fato e a fumaça já começava a atordoá-la.
O relâmpago, no entanto, a acordou rapidamente, principalmente por ouvir a voz de Pedro Henrique através do mesmo e fora o suficiente para acalmar-lhe o peito por alguns minutos pois sabia onde encontrá-lo naquela baderna por fim. Não hesitou em correr mais uma vez na direção indicada pelo irmão e até então estava obtendo êxito já que não havia sido atingida por nada e nem por ninguém.
Era surreal que toda a festa havia se desfeito em segundos, pessoas feridas se arrastavam pelos cantos e Mariana até tentava ajudar como podia, mas o máximo que conseguia era tentar tirar as vítimas do caminho dos lagartos gigantes, como se eles não pudessem fazer algum mal ali. Para a sua alegria, porém, conseguia ver de longe o irmão no local onde fora combinado. Seu corpo agora parecia mais ativo para se ver perto de Pedro, mas a princesa não conseguiu ignorar a figura de Rafael junto ao outro e sua surpresa foi tanta que nem mesmo percebeu o dragão que surgira ‘magicamente’ logo a frente a fazendo recuar de seu objetivo mesmo que este estivesse tão perto. “Pedro! Rafael!” gritou o mais alto que conseguiu antes de cair no chão depois de tropeçar em alguma coisa que não se preocupou em verificar. A criatura estava próxima o suficiente para lhe engolir inteira e Mariana só conseguia tatear os braços em busca da sua esfera que havia sido transformada em uma pulseira temporariamente para o evento. Assim que a achou a mesma se transformou em seu espelho e bastou um olhar rápido para que a magia se concentrasse em si, onde Mariana conseguiu finalmente estender um braço na direção do Dragão, tentando o segurar, usando toda a sua força para controlar os líquidos dentro do mesmo, mas esgotando sua própria energia ao fazer isso.
As palavras de Pedro foram o bastante para que o herdeiro sentisse um aperto no peito, apenas saber que a caçula estava por ali sem proteção alguma era o suficiente para que o brasileiro se preocupasse mais do que o normal. Mesmo que nunca tivesse expressado qualquer afeto pelos dois irmãos mais novos, Rafael nutria o amor de irmão e talvez apenas não mostrasse nada daquilo porque a mãe dizia que era errado e que ele era o herdeiro, não deveria manchar sua imagem com o bastardo e a desequilibrada… as vezes se perguntava se ela tinha razão, como era aquele momento. Resolveu deixar qualquer pensamento de lado para se focar nas coisas ali - Merda, temos que achar ela. Pode acontecer alguma coisa. - diz rapidamente tratando de jogar o punhal com destreza praticamente perfeita em direção a parte livre de escamas do dragão, sua barriga e observou o bicho cair ferido. Não queria matá-lo, apenas deixar o animal longe de seus irmãos e das outras pessoas.
O mais velho deixou-se ser puxado e ergueu os braços para proteger a cabeça no momento que Pedro jogou uma flecha em direção ao dragão. - Sim, eu estou bem. Mas o foco agora não sou eu, é a nossa irmã. Foda-se se eu me machucar aqui, só quero que a Mariana fique bem. Vocês dois fiquem bem. - acabou soltando por puro reflexo, sem nem se tocar nas palavras que tinha acabado de pronunciar. - Vamos lá, vamos achar um lugar em meio a essa merda toda. - concordou com o outro, assentindo com a cabeça e acabou por o seguir calmamente por entre as pessoas embora seu lado de soldado como o patrono não estivesse lá muito calmo e tudo o que queria era partir para a luta. - Eu não vou deixar você sozinho, Pedro Henrique. - o tom de voz saindo firme para que não houvesse questionamentos sobre sua decisão de permanecer ao lado do mais novo. Deu um aceno de compreensão com a cabeça para mostrar que tinha entendido o que ele falou e mal tivera tempo para pensar em alguma outra coisa quando a voz de Mariana se fez ouvir.
Os olhos castanhos se voltaram na direção da irmã mais nova e empurrando @impaviiido para longe, o herdeiro correu em direção a figura feminina que se protegia. A mão se ergueu para a esfera, segurando com firmeza a réplica da espada de São Miguel Arcanjo de modo que logo a mão ficou em chamas, o fogo angelical e ele praticamente estalou os dedos para desfazer o dragão em um monte de poeira antes de derrapar de joelhos até o chão pra perto da morena. - Ei, está tudo bem! Você vai ficar bem. - os braços envolveram a figura esguia da irmã, como quando eles eram crianças e ele poderia protegê-la de tudo até mesmo quando a mãe brigava por algo idiota e ele escondido ia consolar a garota. - Vamos para lá. Eu e o Pedro vamos te tirar daqui. - ergueu o corpo lentamente puxando a irmã com cuidado consigo.
A voz de Mariana parecia um alívio ao príncipe brasileiro que pode respirar bem fundo ao vê-la aproximar-se, enfim. Mas tal situação durou apenas dois segundos ao perceber que a irmã estava em perigo. Pedro Henrique não respondera a Rafael quando esse disse-lhe que ficaria ao seu lado, ainda que questionasse a sanidade do mais velho, porém via lógica no plano que possuía na sua própria mente. Pedro foi empurrado por Rafael quando o dragão apareceu na frente de Mariana, xingando um palavrão em voz alta antes que pudesse auxiliar na situação toda. O bastardo concentrou-se na esfera que estava em suas mãos para gerar um raio que em conjunto trabalharam para eliminar a ameaça à Mariana, ainda que Pedro preferia que somente tivessem imobilizado a criatura ao invés de assassiná-la. Enquanto Rafael estranhamente abraçava Mariana com um sentimentalismo que Pedro nunca havia visto antes, seus olhos analisaram a figura da mais nova encontrando uma queimadura em seus braços. Aproximou-se, abraçando Mariana rapidamente uma vez que não tinham tempo para sentimentalismos, depositando um terno beijo na testa da morena.
—— Eu posso ajudar com isso aqui. —— Apontou discretamente com a cabeça para o ferimento em sua perna. Não tinha uma aparência ruim, contudo, Pedro Henrique tinha noção da dor que uma queimadura causava, pois o próprio experimentara da sensação algumas vezes em sua vida militar. Não que enxergasse fragilidade em Mariana, mas a morena raríssimas vezes tivera que lidar com ferimentos e situações do tipo e sentia-se no dever de auxiliá-la, usando o dom que Tupã lhe dera. Pedro abaixou-se para tocar na canela da menina, deixando que a esfera, agora em forma de colar novamente, enviasse a energia necessária para que o ferimento de Mariana fosse extinguido.
Podia sentir as primeiras pontadas da dor em si mesmo e tão logo a ardência parecia contaminar seu ser. A mesma não era vista em Pedro pela sua utilização de calças compridas, mas a pata dianteira de Uyara exibia o ferimento e a suçuarana não parecia feliz com o novo ferimento que foi adquirido no momento, mas entendia Pedro Henrique. —— Pronto. Rafael, você leva Mariana para fora daqui? Eu vou permanecer, ainda há muitas pessoas aqui que precisam de auxílio e vocês dois precisam prestar esclarecimentos, do contrário tenho certeza que a mãe de vocês vai pirar. —— Tinha uma mão no ombro de Rafael quando levantou-se e a outra segurava os ombros da mais nova. —— Eu vou confiar em vocês dois para saírem daqui em segurança sem mim. —— Franziu o cenho, em um tom grave, na expectativa que ambos pudessem cuidar um do outro enquanto ele retornava ao olho do furacão mesmo com a petulância e Uyara em querer acompanhar Mariana e Rafael. A daemon, no entanto, sabia o porque Pedro queria permanecer, sabia que existia a expectativa de um levante rebelde descontrolado naquele caos.
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burguessxfado:
Jamais, em momento algum de sua vida Rafael pensou que uma coisa como aquela pudesse acontecer ainda mais em um lugar tão cheio de gente. O lado bondoso dentro de si, nunca revelado queria ajudar as outras pessoas, mas ele simplesmente não conseguia se colocar em perigo por gente que não conhecia… no entanto, o que nunca negara era o amor pelos irmãos mesmo que nunca demonstrado por ambos. Dessa forma, quando notou PH ali perto tratou de se aproximar do rapaz - Onde está Mariana? - perguntou logo de cara. Tinha tirado o paletó e só se importava em encontrar a mais nova, o tom de voz era preocupado e o olhar pela primeira vez não era esnobe. - Precisamos encontrar e ajudar a Mariana. - a mão passou pelos cabelos antes que a outra fosse para dentro das vestes puxando uma pequena adaga que carregava consigo para todos os lados. - Sei que não temos a melhor relação, mas nesse momento isso pode ser deixado de lado para o bem da nossa irmã.
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Uma labareda de fogo por pouco não carbonizara a pele de seu braço. A queimadura era pungente, ardia e podia-se ver parte do músculo exposta devido a pele machucada. Por sorte, Pedro Henrique podia recuperar-se do incidente rapidamente, a mesma pele machucada já começava seus preparos para reparação e ele podia sentir seu organismo trabalhando para prevenir infecções e a pele regenerando-se sobre o machucado, de maneira divina. Não era seu machucado que lhe preocupava, no entanto, era a surpresa do momento e a falta de conhecimento sobre como lidar com a situação. Pedro Henrique havia tentado auxiliar o máximo de pessoas que era cabível em sua situação, mas não podia funcionar direito sem pensar na segurança de @vaiiimalandra, que não havia sequer visto novamente após a situação com o raio anterior ao momento. O brasileiro respirou fundo, a fumaça queimando seus pulmões, a pele de seu braço quase completamente curada quando ouviu a voz de Rafael aproximando-se.
O bastardo virou-se para o herdeiro, segurando em suas mãos o arco e flecha que a sua esfera havia se transformado nas mãos, abaixando-o lentamente na presença do outro brasileiro. —— Eu não sei, a última vez que a vi ela estava perto do bar, mas nos separamos desde então. —— A voz de Pedro era aflita, pois esperava que Mariana pudesse estar com Rafael. Sabia que esse momento de fragilidade era um hora propícia para os mais radicais e anarquistas da organização atacarem a monarquia, ainda que nenhuma ordem houvesse sido-lhe dada sobre o que fazer ou agir naquele momento. Pedro era levado a crer que os dragões reais eram puramente um infortúnio do destino, talvez com um propósito maior, mas sem ligação com a organização, por mais ironico que fosse. —— Pela primeira vez na vida, Rafael, eu concordo com você. A segurança da Mari vem em primeiro lugar. —— O parabenizaria por ter sido sensato uma única vez na vida, mas viu um dragão aproximando-se de ambos e empurrou o mais velho da direção, erguendo o arco e flecha, atirando com uma flecha moldada de eletricidade pura na criatura, não para eliminá-lo, mas para incapacitá-lo.
—— Caralho. Você tá bem? Olha, se formos para um lugar mais calmo eu posso enviar uma mensagem para ela por um meio que tenho certeza que não vai errar o alvo e que ela vai escutar definitivamente. —— Disse puxando-o pela manga da blusa sem esperar resposta, para fora do lugar-alvo dos dragões. Pedro Henrique mirou uma flecha em forma de raio no ar, direcionando-a especificamente para qualquer localidade onde estaria Mariana, com a mensagem para que ela os encontrasse no corredor em direção aos banheiros femininos e masculinos, onde haveria menor concentração de dragões e possivelmente, de chamas. —— Falei pra ela nos encontrar no corredor dos banheiros, lá, pensamos em uma forma de você e ela saírem daqui. —— Pedro, por outro lado, permaneceria no local para auxiliar o povo que era mais atingido pela tragédia. Assim, colocou-se a andar, sem tempo para esperar afirmativas ou discussões: a sua própria esfera emanava uma energia mandatória, uma energia eloquente de liderança a cada passo que tomava, cabia a Rafael acatar essa aura ou ignorá-la, enquanto Pedro direcionava-se para o lugar onde esperava encontrar a caçula através da mensagem enviada por um trovão, exatamente como o próprio Tupã.

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Marco Pigossi in Netflix’s Tidelands trailer.
m-aterdei:
Dairon não compartilhava dos mesmos gostos de moda que Maria, que adorava chamar atenção em toda e qualquer oportunidade que tinha. O vestido adornado com flores lhe servia perfeitamente, e as jóias que usava, apesar de mais discretas, destacavam perfeitamente sua figura. Gostaria que o cisne tivesse se enfeitado mais, mas o daemon optou por usar apenas uma coroa dourada e uma fina corrente em seu longo pescoço. A russa avaliou a própria figura no espelho do quarto pela milésima vez naquele começo de noite. Você está deslumbrante, Maria, como sempre. Agora podemos ir? O cisne a apressou; sua impaciência servia quase como que um gatilho para a própria ansiedade. Claro que esperava que Pedro Henrique aceitasse seu convite para acompanhá-la ao baile; o que não esperava era que fosse ficar tão nervosa quando o dia chegasse. Não podia, no entanto, deixar tal sentimento levar a melhor - já o havia convidado, afinal, e não era de bom tom deixá-lo esperando tanto tempo.
Os corredores de Avalon estavam estranhamente coloridos, já que a grande maioria dos herdeiros se encaminhava a Shangri-La para prestigiar a nova pitonisa. Maria caminhou ao lado de Dairon até a porta principal do castelo, onde diversos carros já estacionavam. Reconheceu o herdeiro brasileiro quase que imediatamente, não pela sua própria figura, mas pela majestosa onça parda que estava ao seu lado. Olhe bem para Uyara, Dairon. Talvez aprenda alguma coisa. A Romanova não resistiu à alfinetada, e o cisne a lançou um único olhar exasperado enquanto alçava voo para ir ao encontro dos dois mais rápido e cumprimentar a outra daemon. Não muito tempo depois, Maria o alcançou, e ainda que tentasse ser discreta, não pôde controlar o olhar que esquadrinhou Pedro Henrique de cima a baixo. “Está muito elegante, Alteza.” O cumprimento veio em forma de elogio, embora em sua mente ela lhe atribuísse adjetivos muito mais sujos do que “elegante”; o pensamento não escapou a Dairon, que soltou uma risada exasperada em sua consciência. “Mas, se me permite dizer, Uyara roubará a cena quando chegar. Perto dela, pareço estar vestida em um saco de batatas.” O elogio foi feito alto o suficiente para ser escutado pela suçuarana, e Maria lhe direcionou um olhar de aprovação.
Uma névoa branca se formava acima de sua cabeça conforme expirava a fumaça do cigarro que estava seguro entre o dedo indicador e o dedo médio do brasileiro. O mais velho observava as cinzas que caíram em cima da bota de couro que cobria seus pés e acomodava a calça de tecido rico em seu interior. Tragou mais uma vez o objeto tóxico, a nicotina aumentando em seus níveis séricos ocasionando-lhe a saciedade de mais um vício. Uyara não apreciava seu hábito e reclamava que Pedro Henrique acabava com seus pulmões e consequentemente com os dela própria ao fazer uso da droga lícita. O rapaz, porém, não respondeu, uma vez que qualquer réplica que desse estaria errada e Uyara estava certíssima. Fumar era um hábito que deveria parar, mas era extremamente difícil, especialmente a cada estresse que era colocado diante de si para que reagisse dentro da organização dos Dragões. Levantou os olhos do chão quando escutou o som dos saltos pisando contra o chão, percebendo a figura da herdeira russa caminhando em sua direção com elegância e graciosidade. Ainda que preferisse ambientações menos elegantes, não podia deixar de inferir que eventos de gala possuíam um quê de sensualidade capaz de exarcebar a beleza das pessoas. Pedro tornara-se um amante de belezas e vestes por causa de Uyara, claramente, de maneira quase artística inda que jamais profissional como a suçuarana. No entanto, Uyara estava orgulhosa do scion ao aceitar a sugestão de Mariana para suas vestes e pareceu ainda mais feliz ao enxergar o vestido de Maria.
‘ Ela não está magnífica, Pedro? Perceba essa postura e elegância, eu tenho certeza que com um único pisão ela poderia te arrastar pelo chão com aqueles saltos, belíssima. ’ O rapaz olhou para o lado com um vinco na sobrancelha. ‘ Cadê você me elogiando dessa maneira, guria? Estou chocado com a sua falta de consideração pelo seu próprio scion ’. Brincou com a mesma, que parecia entretida conversando com o daemon de Maria e cumprimentando-o ao aproximar-se do mesmo de maneira graciosa, fazendo ressoar as jóias e braceletes que compunham o seu traje da comemoração. —— Assim como você está estonteante com esse vestido dourado. —— Igualmente cumprimentou-a, aproximando-se da russa para segura a destra da mesma e depositar-lhe um beijo sobre o dorso pálido de sua mão. —— Imagino que deva ter sido extremamente trabalhoso para vestí-lo, dada a complexidade dos tecidos mesmo. Indago-me se a mesma dificuldade existirá no processo de despí-lo, Vossa Alteza... —— Ora, pois, a dubiedade em sua frase era extremamente óbvia, mas não deixava transparecer o flerte intrínseco na mesma. Maria e Pedro Henrique costumavam jogar um jogo em que ele nem ao menso sabia se haveriam ganhadores, uma vez que perguntava-se se não se passasse de um passatempo de quem fazia os flertes ou comentários mais atrevidos.
Afastou-se enquanto Maria cumprimentava Uyara e lhe elogiava, alimentando o ego da onça parda que parecia inflar assim como ela parecia se exibir mais altivamente depois da ação. —— Ah, não alimente o ego desse pequeno monstro, você não sabe o estrago e o problema que vai me causar, Maria. Ademais, devo dizer que Dairon também encontra-se excepcionalmente belo como você. Acredito que a chegada de vocês vai roubar o meu lugar sobre os holofotes, se assim Tupã quiser e me abençoar com sua misericórdia. —— Encarou Uyara de lado que parecia desgostosa com as palavras do scions e ele riu. —— Não, Uyara, você ainda será tão requisitada como a nova pitonisa, não se preocupe. E ah, ela disse-lhe que você está maravilhosa e que seu vestido é extremamente belo e original, Uyara gostaria de saber o nome de seu designer. —— Pedro franziu o cenho diante das indagações da daemon, desencostando-se do conversível e jogando a bituca de cigarro no chão, pisando em cima da mesma em seguida. Com a destra, abriu a porta do carro por pura educação para que Maria e Dairon pudessem entrar no veículo. —— Prontos para pegar a estrada? ——
ekaterinc:
“ — Tão bonito…” A búlgara murmurou em um tom de voz contido, mas com altura suficiente para que @impaviiido lhe escutasse. Não seria difícil, uma vez que estavam próximos um do outro naquele momento. Ela então sorriu com sugestão característica. Oras, adorava flertes. Sedução era uma arma que lhe fora dada por Circe. Não podiam pedir que não fizesse, principalmente com Pedro ao qual compartilhava uma intimidade diferente do que com os outros, uma vez que sabia sobre a ligação da búlgara com os Dragões. Podia ser bem mais aberta com ele. “ — Uma pena que essa beleza não seja aproveitada da maneira correta.” Deixou a frase no ar para que ele entendesse da forma que quisesse, dando de ombros. Ela tinha boas ideias de como fazer para apreciar a beleza alheia. Quem sabe lhe contaria em outro momento? Por fim, entornou um último gole da bebida que estava em sua taça e virou-se para o príncipe brasileiro, encarando-o de cima a baixo sem qualquer descrição. “ — Diga-me, Pedro. Você dança?” Abriu um sorriso lateral, enquanto arqueava uma de suas sobrancelhas no aguardo da resposta. “ — Sou uma mulher moderna, you know. Não preciso que me faça convites para poder vocalizar minhas vontades.”
Quando decidira circular pelo salão, Pedro Henrique evitava conversas fúteis com príncipes ou nobres que não lhe trariam benefício algum. Não era com a nobreza que ele se importava, mas com a opinião popular e isso já era um fato constatado midiaticamente, não apenas por si mesmo. Poucas pessoas ali de fato podiam ser consideradas ideais para tornar a noite de Pedro um evento memorável ou divertido. O tipo de evento formal não lhe era de grande apreço: Pedro Henrique apreciava festas de cunho brasileiro, que pudesse compartilhar com o seu povo e entre eles, com toda a simplicidade de uma boa brahma gelada e um pagode claramente brasileiro. Havia se distraído com o copo em sua mão após passar no bar, segurando entre seus dedos uma bela caipirinha de cachaça, ainda que essa não ostentasse o típico sabor de casa que apenas as terras tupiniquins possuíam. Deu um gole no drink, quando a presença furtiva de Ekaterina mais uma vez irrompia em sua frente, dessa vez ele indagou-se se haveria algum motivo específico para a abordagem da búlgara.
O moreno ergueu seus olhos, acompanhando-a em silêncio enquanto essa sorria para si, observando o vestido vermelho e esbelto que modelava-se à cada curva de sua silhueta e ele seria extremamente tolo se não se demorasse no decote feminino antes de encará-la, finalmente. —— E na sua opinião de que maneira ela deveria ser aproveitada? —— Colocou o drink de lado, ainda sentindo o sabor ácido do limão em sua língua fazendo-se ainda mais presente com o sabor do destilado. —— ...dançando? —— Indagou-a frente ao convite feito pela búlgara, sem rodeios. —— Ah, e eu duvidei da sua capacidade de expor seus desejos, meu bem**? Eu seria completamente tomado por um tolo se me chocasse com a atitude. Inclusive, se quiser continuá-la, não serei eu quem irá colocar limites ou achar ruim de maneira alguma, aprecio aqueles que sabem expor suas demandas e determinem o que devo fazer em determinadas situações. —— Pedro Henrique deu um grande gole na caipirinha em mãos, após finalizar as suas palavras denotando certo desafio em seu tom de voz para com a morena. Brevemente seus olhos se desviaram dos dela, procurando por uma determinada princesa russa antes de voltar sua atenção para Ekaterina novamente. —— Aliás, nunca ouviu o boato de que brasileiros já saem gingando de dentro dos ventres de suas mães, Kat? ——
wcrzonc:
Lorsan sabia que, mesmo que não fosse de seu gosto, seu rosto estava estampado em cada maldita revista de fofoca dentro dos EUA, e mesmo em algumas fora dele, de forma que sobreviver às abordagens e investidas em eventos públicos como aquele (em que estava exposto) exigia muito de sua paciência. Garotas mais jovens, especialmente, tendiam a ficar em seu encalço, e já não era surpreendente quando uma das mais atrevidas passava a persegui-lo por desatenção dos seguranças. E Lorsan Vlahakis podia não temer exércitos inimigos ou armas potentes, mas certamente tinha muito medo das mulheres. “ Seria pedir demais que ficasse do meu lado por um tempo? ” perguntou discretamente, se aproximando da pessoa mais próxima, ao perceber que dentro do salão uma das garotas que puxara sua gravata à força no tapete de entrada passava os olhos sobre a multidão, como que procurando alguém. “ Estou fugindo de uma pessoa ”
A suçuarana era requisitada pelas câmera enquanto o príncipe brasileiro preferia ficar atrás dos holofotes, mas essas o seguiam pela causalidade de Uyara ser uma famosa daemon das passarelas da moda para tais criaturas. E como parte de seu trato, o brasileiro não podia negá-la o fato de disponibilizar a sua imagem para ser vendida com a dela. No entanto, diante de tantos flashes sentia-se muito mais cansado do que caso tivesse que correr atrás de inimigos no meio das florestas amazônicas. Por sua vez, viu uma brecha ao enxergar a saída do tapete vermelho, local onde pisara para entrar e retornara por insistência da daemon. Ao ver-se distanciando das câmeras para ambiente interno, porém, no intenso desejo de procurar por uma cerveja brasileira ou simplesmente uma capirinha de limão a voz de Lorsan Vlahakis lhe suplicava por ajuda. O brasileiro, apesar de ser o menor dos adoradores da bandeira azul, vermelha e branca dos EUA e mesmo com tantos contrapontos relacionados ao que o rapaz representava, haviam compatilidades que na balança, deixava a ambos em equilíbrio, portanto, não deixaria-o na mão diante de tamanho desespero.
—— Pois não, meu consagrado**? —— Questionou, com um arquear de sobrancelha, inspecionando o ambiente para tentar localizar a quem Lorsan referia-se, mas não podia de fato julgar de quem é que ele estaria fugindo. A primeira coisa que passou em sua mente é que poderia tratar-se de algum soldado enfrentado em campo inimigo, mas Lorsan não exibiria o semblante preocupado. Imaginar que fosse uma fangirl poderia ser algo mais válido diante da situação em que se encontravam. O brasileio agiu rápido, tendo uma resposta escrachada em sua mente. Rapidamente buscou pela mão destra do Vlahakis, entrelaçando seus dígitos ao do príncipe estadunidense para passar a imagem de que possivelmente eram mais do que apenas amigos. —— Se puder me dizer de quem é que está fugindo podemos fazer a cena se tornar mais convincente para despistar o alvo ou mudá-la de contexto. ——
burguessxfado:
Acostumado a eventos como aqueles era completamente normal para o príncipe herdeiro, até mesmo gostava porque sempre podia fazer mais contatos do que os pais pensavam. Claro, se os irmãos idiotas não estragassem tudo, como sempre acontecia com aquele pensamento comunista e escroto que eles tinham, além de Mariana que se comportava como uma… quenga, sempre que possível. A mão estava segurando com firmeza o copo de whisky, tomando um pequeno gole antes de ouvir uma voz ao seu lado - O que disse? Perdão, eu acabei não prestando atenção. - diz sem dar um sorriso, afinal, não sabia quem era e não iria ser simpático com alguém que não conhecia.
Era certo que o Bragança encontraria seu meio-irmão mais cedo ou mais tarde no evento de comemoração à pitonisa, por mais que decidisse tê-lo ignorado o máximo que pudesse. Contudo, aproximou-se do bar para adquirir uma cerveja para si quando a figura de Rafael entrou em seu campo de visão, infelimente. Pedro Henrique não nutria sentimentos saudáveis pelo mais velho, intensificando seu desgosto e o sentimento amargo de ódio ao lembrar-se que a causa e ter sido expulso do exército fora causada pela influência do herdeiro. Ele era a imagem de tudo de repudiava, portanto, era extremamente óbvio que Rafael instigasse em Pedro Henrique a ânsia de permanecer entre os dragões e levar a queda do próprio nome Bragança e Bourbon, que ele mesmo ostentava como sobrenome. Uyara fortemente repudiava as intenções do brasileiro quando esse aproximou-se do mais velho após pedir sua bebida, escutando a conversa alheia. Até certo ponto, manteve-se invisível, porém Pedro Henrique virou-se, com a expressão debochada ao perceber que Rafael se fazia de desentendido sobre questões que não eram de seu interesse, mas pareciam pertinentes a todos os outros indivíduos. —— Até porque, caro irmão, sua atenção é extremamente seletiva para o próprio reflexo ou para manipular qualquer informação que pareça correta aos seus princípios e unicamente a eles, independente da verdade racional. Acredite, meu caro, não vale a pena discutir com esse aí. —— E riu, antes de dar dois tapas nas costas da companhia de Rafael.

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PEDRO HENRIQUE & UYARA
❝ We are more than we are: we are one. ❞
Desde que Pedro Henrique conhecia-se por gente, Uyara sempre esteve ao seu lado, leal e dotada de fidelidade. No entanto, isso jamais foi espelho de que ela concordava com as decisões e ações do bastardo: ora, pois, Uyara era uma lady! E ladies não se metem em sujeiras e brincadeiras que pareciam ou podiam sujar seus lustrosos pelos, mesmo que em formas diversificadas antes de fixar-se em uma suçuarana orgulhosa e vaidosa.
A pior problemática entre scion e daemon deu-se com a decisão de Pedro Henrique de alistar-se para o exército e permanecer no mesmo por tempo indeterminado. Uyara não aceitou a decisão, teria que ver-se em treinamentos, rolar na lama, dormir em florestas, definitivamente tudo aquilo que ela mais rechaçava por preferir viver em castelos, rodeada de luxos e regalias.
‘ Como assim você tomou decisões sem que eu estivesse ciente delas, Pedro Henrique? Isso é simplesmente deplorável! Você não espera que eu corra atrás de seus inimigos ou o acompanhe em trincheiras, certo? Olha essas garras, elas não foram feitas na manicure para que você chegasse com essa notícia terrível. Aí, como é difícil ser eu! ’ Ela exasperou, enquanto rodeava a cama do scion antes de jogar-se sobre a mesma dramaticamente, movendo todas as molas do móvel do quarto compartilhado com outros militares. O rapaz, por sua vez, colocou uma mão na testa, tentando lidar com o xilique da daemon frente à sua decisão e respirou fundo.
‘ Olha só, Uyara. Você sabe e conhece meus planos, imagino. Então, consequentemente sabe que para ele ter alguma relevância futura eu vou precisar de apoio militar e muitos dos soldados e até mesmo coronéis estão extremamente insatisfeitos frente às decisões tomadas por meu pai e seus conselheiros. Então, porque não pegar essa oportunidade ao favor dos meus objetivos? Por caprichos seus? ’ O brasileiro exibia um olhar incomodado com a atitude da daemon, vendo-a como uma criatura dotada de futilidade por não ver a razão atrás de seus planos. A felina emitiu um som similar a um rugido de desgosto, enquanto expunha os dentes de maneira ameaçadora para Pedro Henrique.
‘ É claro que vejo senso em sua decisão, você não é tão idiota assim, Pedro Henrique. Mas a questão a ser debatida é o fato de que você tomou uma decisão sem me consultar, mesmo sabendo que eu dependo inteiramente de você assim como você depende de mim. Se eu decidir retornar ao Quinta da Boa Vista, você não poderá fazer nada, já imaginou? Agora, pensa em mim, meus desfiles, como vou ficar afastada da moda e jogada na selva!? Eu não nasci pra essa vida, Pedro Henrique! ’ Ela exasperou, colocando uma pata no colo do scions com o olhar dotado de uma mágoa e irritação que o scions vira apenas em poucas vezes. Por fim, ele respirou fundo e colocou sua mão sobre a pata da daemon, acariciando a pelagem parda da mesma.
‘ Eu vejo o seu ponto, mas é crucial para atingir meus objetivos e eu já sabia que você daria um xilique se escutasse a minha proposta, Uyara. Posso te propor um trato e uma trégua? ’ Questionou-a, sentindo-se já prestes a ter sua paciência esgotada para com a daemon, mas ainda restava-lhe um ímpeto de tentar equilibrar a balança. Uyara maneou a cabeça positivamente, confirmando a pergunta do bastardo. ‘ Nós iremos fazer tudo o que for necessário para subirmos de patente e insígnias, conseguirmos medalhas e a atenção dos rebeldes, pois pretendo aliar-me à causa, apenas preciso de influência para ser notado para tal. Em compensação, eu me disponho a acompanhá-la em qualquer desfile que você participe, não só como coadjuvante, mas como modelo de tudo o que você quiser e deixarei-a brilhar e ter seu momento. Temos um negócio, Uyara? ’
A daemon pareceu considerar, virando a cabeça para o lado em silêncio. O semblante de Pedro Henrique continha certa impaciência, no entanto. Ele queria a resposta da suçuarana e ela parecia disposta a causar-lhe um ataque de nervoso com seu xilique. No entanto, a mesma virou-se na direção do scion, depositando uma lambia áspera na palma de sua mão. ‘ Aceito os termos e condições, mas você terá que vestir e exibir-se nos desfiles em que eu desejar e terá que também portar-se em festas e eventos quando eu tornar-me famosa entre o mundo da moda daemon ’. Empertigou-se ao falar, olhando-o quase ambiciosa. O rapaz, porém, não hesitou dois segundos em aceitar a situação toda, sem saber onde metera-se, tão logo. No entanto, nem ao menos Uyara tinha certeza do quanto estaria ferrada ao ter que lidar com treinamentos e missões militares.
No entanto, após acordado o negócio, scion e daemon eram uma dupla inseparável e passaram a trabalhar em conjunto como nunca antes. Apesar dos conflitos e das críticas constantes entre os hábitos que um não apreciava no outro, quando tratava-se da seriedade em finalizar uma missão ao proteger uma fronteira contra o tráfico e contrabando de armas, proteger contra invasores ou simplesmente permanecer sentado em uma cadeira enquanto maquiavam-no para caminhar em uma passarela em prol da daemon, era feito com sério profissionalismo. Assim, ambos militar e modelo daemon pareciam coexistir com certa harmonia, aprendendo até mesmo a apreciar os gostos um do outro mesmo que com ressalvas.
Afinal, indepentende de qualquer situação que lhes aparecesse, ambos eram um só.
O fato de não ter visto @vaiiimalandra nenhuma vez na festa deixou-o parcialmente preocupado, no papel de irmão mais velho. Rafael não podia se importar menos com a mais nova, mas Pedro Henrique sentia-se de certa forma responsável pela caçula. Podia ter plena consciência de que Mariana era capaz de lidar com qualquer coisa que a rodeasse, mas um instinto fraterno o deixava apreensivo com sumiços e escapadas da irmã sem dar-lhe notícias, especialmente tendo consciência da situação inflamada que existia entre plebeus e realeza. Ela não possuía culpa apesar e ter nascido na família imperial, Mariana era quem menos sabia e lidava com os problemas políticos internos do Brasil e também até mesmo externos, internacionalmente. Uyara também parecia preocupada com a mais nova e com o próprio Guaraci, ao qual costumava tentar ensinar bons modos e elegância.
Caminhando pelo extenso salão desacompanhado, pois deixara Maria há um tempo atrás, Pedro Henrique visualizou ao longe o vestido dourado da brasileira, a qual estava extremamente ocupada e bem acompanhada de uma figura que nem ao menos recordava-se do nome. Não seria preocupante, na verdade, se não houvessem milhares de papparazzi tirando fotos da princesa, invadindo sua privacidade. Como irmão mais velho, sentiu-se na obrigação de lidar com aquela situação imprópria, não para zelar pela reputação de Mariana, mas para evitar boatos, fofocas e ofensas que poderiam surgir a partir daquilo, pois a mais nova não merecia a crueldade da mídia como outrora ele sofrera pelo fato de ser bastardo. Concentrou-se, então, em sua esfera de poder, permitindo que a magia de Tupã se fizesse presente em sua extensão e a eletricidade formigando pelo seu corpo, um raio direcionado ao lado de Mariana, ainda que rápido e curto, preciso. O raio, por sua vez, foi acompanhado de palavras que ribombaram como um trovão no lugar onde ela se encontrava. —— MARIANA, PRECISO FALAR CONTIGO. —— As palavras em português claro eram graves. —— E CARALHO DE FOTÓGRAFOS, VÃO ENCONTRAR OUTRA COISA PRA TIRAR FOTO SE NÃO QUISEREM LEVAR UM RAIO EM VOSSAS FACES. —— Finalizou, por fim, perdendo o foco de seus poderes e mantendo-se na linha de visão da mais nova, de braço cruzados. Uyara, por sua vez, parecia extremamente envergonhada com as ações de Pedro Henrique e bem disposta a dar-lhe um sermão mental, esse que não vale a pena nem ser narrado.
Felizmente fora agraciado pela existência de uma irmã sensata em alguns momentos, pois seus trajes eram confortáveis e não eram espalhafatosos como esperou que seriam, permitindo que Mariana ficasse responsável por decidir a sua roupa para a ocasião festiva da nova pitonisa. Pedro Henrique, por sua vez, possuía companhia para o baile, tendo aceitado o pedido de @m-aterdei de maneira impulsiva. Uyara parecia contente com a decisão de Pedro, pois ela apreciava a presença da russa e até mesmo de seu daemon. ‘ Você poderia ter trazido algum presente, Pedro Henrique. Normalmente as pessoas apreciam presentes, eu aprecio ’. A voz de Uyara soara quase como uma indireta na última frase, levando o bastardo a rir. ‘ Olha todas essas jóias que voce está vestindo, Uyara, acha mesmo que não ganhou nenhum presente pra ficar me dando indireta? Aliás, quem deveria ser presenteada é Ayla, a pitonisa e não você, não é nem nosso aniversário ’. Ela olhou-o com desprezo enquanto observava o próprio reflexo na lataria do carro, avaliando a própria beleza. Esperava a russa recostado na porta do conversível com o qual alugara para levá-los até Shangri-la, um cigarro aceso entre os dedos emitindo fumaça para o desgosto da daemon, que via-se impregnada com o odor do mesmo.
egyptianprincessxn:
Neftis não era o tipo de princesa rebelde sem causa que reclamaria de tudo presente numa festa como aquela. Não que ela não o fizesse vez ou outra, mas não podia negar a si mesma que qualquer evento parecido com aquele melhorava muito seu humor, apesar de tudo. Os episódios costumavam dar um tempo, talvez pelas bebidas ingeridas ou por ocupar a cabeça com outras coisas. Fosse o que fosse, a egípcia só saia ganhando e desta forma era difícil esconder o sorriso que desenhava seus lábios conforme ia conversando com os presentes ou quando as bebidas começavam a fazer o efeito desejado. ‘Qual foi o bicho que te mordeu, Neftis? Tá quase saltitando de animação, chego a ficar com medo das suas probabilidades de fazer merda aumentarem.’ o gato tinha certa apreensão na voz em sua mente, o que fez a egípcia rir. ‘Sabe que eu adoro festas, Khufu, e a minha probabilidade de fazer merda é sempre alta, não sei qual o espanto.’ retrucou, levando a terceira taça de champanhe aos lábios. “A pitonisia é linda, a festa está bonita e eu até estou estranhando não querer sair correndo daqui pra viver meu momento gótico de sempre. Festas fazem milagres…” estreitou os olhos após finalizar a sentença, estranhando-se sozinha após a ladainha. “Isso sou eu ou o álcool falando? Não que eu esteja caindo, mas o champanhe está ótimo.”
—— Felizmente saindo do mundo emo, gótico, vampiro e roqueiro e caminhando para a luz. Acho digno e também acharia ainda mais digno caso em algum momento você comece a dançar alguma coisa. —— Ergueu a sobrancelha ao observar a animação da egípcia. As música que preenchiam o local eram belas, animadas, mas PH sentia falta dos ritmos brasileiros de axé, sertanejo, funk, samba. A animação dos eventos brasileiros era sempre tida como excepcional e ele sabia apreciar uma boa farra, de fato. Normalmente soldados são conhecidos pela sua capacidade de destruir festas com a empolgação, uma vez que em campo e em missões a rigidez é sufocando. Em momentos de descontração, apreciava soltar a própria natureza instintiva, mas havia alguns anos que estava afastado de seu posto e tivera suas insígnias e posições tomadas de si pelo medo de Rafael. O próprio PH observou seu copo vazio, colocando-o sobre uma das bandejas que ali jaziam. —— Quantas taças já entornou, Neftis? Cuidado para não dar PT**, não vou cuidar de ninguém não, já me basta Mariana. —— Ele por um momento fez uma careta engraçada de preocupação para com a irmã mais velha, tendo a certeza de que ela encontraria uma maneira de se tornar a alma da festa em algum momento mais tardar. —— Você viu a Maria, aliás? Pensei que ela estaria contigo. ——
feministxprincess:
E pensar que tinha pensado escapar de bailes e outras coisas, mas pelo visto a africana estava errada embora fosse por um ótimo motivo já que ela estava morrendo de curiosidade para saber quem seria x novx Pitonisa. Os olhos analisando com cuidado a decoração do local enquanto os saltos batiam com suavidade no chão de modo que o vestido vermelho contrastado com a pele negra esvoaçava para os lados, conforme a princesa aproximava-se de um garçom para pegar uma taça de champanhe e virava-se para a pessoa ao seu lado. - Curiosx também? Porque eu juro que quero muito saber o que essa noite vai revelar para todos. Aliás, você está belíssimx.
—— Curiosidade não seria bem o adjetivo que eu usaria para descrever as minhas expectativas. —— Respondeu a mulher com um sorriso distante em sua face, com a destra atrás da própria nuca. —— Os deuses parecem excessivamente animados, oferecendo bençãos e brincando conosco. Ainda que isso seja melhor do a fúria dos mesmos. —— Ponderou, seus olhos observando as estátuas dispostas em seus devidos lugares, haviam milhares delas para cada panteão e cada deus. Levou a mão para segurar a sua esfera, mas lembrou-se que essa estava pendurada em seu pescoço por dentro da camisa e do blazer negro escolhido por Mariana. —— Hodiernamente costumo ostentar meus belos olhos verdes e meu belo rosto, mas agradeço o elogio, a escolha das vestes foi feita pela minha irmã. —— Não deixou de fazer uma comentário bem humorado sobre a própria personalidade, dando-lhe a impressão de ser um narciso, ainda que não o fosse de fato. Um sorriso ladino preenchia seu rosto. ‘ Pedro Henrique, você claramente não tem um pingo de valor próprio, já posso até imaginar o que você vai fazer. Às vezes eu realmente gostaria de te ensinar um pouco mais de graciosidade ’. A suçuarana pareceu adivinhar, apenas com o sorriso ladino de Pedro que esse faria algum comentário em tom de flerte. —— Mas se vamos comentar e exaltar belezas nesse lugar, não posso deixar de inferir sobre a sua, pois você não apenas está belíssima, você é belíssima. ——

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mcdelynn:
Que o salão do Hotel estava extremamente bem decorado era um fato. Que as comidas e bebidas eram deliciosas também. Mas o suficiente para divertir-se? Não. Fazia anos que Madelynn não sabia mais o que era isso. Estava ali porque seria um ultraje se a futura rainha do Canadá não comparecesse ao festejo da Pitonisa. Além daquilo, havia sido aconselhada por seus pais para conseguir bons contatos durante o evento. Meia hora depois, porém, cansara-se de conversar sobre política com alguns duques e condes de países aliados ao seu e resolvera utilizar uma desculpa para poder se afastar. Com a educação e elegância característica o fez, caminhando até uma mesa afastada do grupo. Tirou uma cadeira e sentou-se ali, só então notando que sobre o móvel havia uma taça ainda cheia. Ponderou se a mesa já não estaria ocupada por outro convidado. “ — Me desculpa, eu não notei que a mesa estava ocupada.” A canadense tratou de informar assim que alguém se aproximou de onde estava, enquanto levantava-se da cadeira. “ — Vou me retirar.”
Convidados bem-vestidos, luxo, música sendo tocada ao vivo e todo o misticismo que envolvia o lugar eram aprazíveis para Uyara. No evento, a daemon estava claramente em seu habitát natural e quem sentia-se deslocado era Pedro Henrique. Mostrava-se agitado, havia alguma coisa que ele não sabia que aconteceria, provavelmente, apenas paranoia de um ex-tenente coronel. O fato de estar sempre atento à conflito fazia-o imaginar as possibilidades de que a própria organização onde fazia-se membro maquinara algo sem avisar seus participantes e ora, se tivesse o feito ele não poderia reclamar, uma vez que não encabeçava os planosinternacionais. Apesar de ter comparecido ao baile na companhia da herdeira russa, em determinado momento ambos decidiram socializar para que pudessem encontrar-se mais tarde. PH tinha o desejo de afastar-se das câmeras, enquanto Uyara preferia ser capturada para exibir suas jóias e suas roupas. ‘ Exibida ’. Comentou olhando-a pelo canto de olho quando recebeu mais um clique e então começou a caminhar para o canto do local e obrigando a daemon a acompanhá-lo. ‘ Sinceramente, Pedro Henrique, onde estão os seus modos? Nós temos um trato e você claramente está o quebrando. Isso não é nada honroso da sua parte ’. Responderia Uyara, mas foi abordado por uma voz feminina sentada à mesa um tanto isolada. PH observou a taça sobre a mesma, conferindo que não era sua, pois em sua mão havia um copo com o conteúdo de uma caipirinha tipicamente brasileira. —— Pra quê? Tem muitíssimas mesas espalhadas, Vossa Alteza, e apesar de essa taça não pertencer à mim, ainda podemos permanecer sentados nessa mesa, independente. —— Em determinados momentos, PH não possuái qualquer respeito por normas ou regras. A daemon subiu na cadeira ao lado para sentar-se, de maneira majestosa e elegante. —— A não ser que esteja disposta a ir à outro lugar ou prefira ficar sozinha, nesse caso, eu e Uyara podemos nos acomodar em outro canto. —— ‘ De preferência próximo dos flashes, Pedro ’, Uyara comentou enquanto lambia a própria pata vagarosamente.
ℙ𝕖𝕕𝕣𝕠 ℍ𝕖𝕟𝕣𝕚𝕢𝕦𝕖 𝕕𝕖 𝔹𝕣𝕒𝕘𝕒𝕟ç𝕒 𝕖 𝔹𝕠𝕦𝕣𝕓𝕠𝕟
The pythoness celebration
Seu terno foi escolhido e decidido pela irmã mais nova, Mariana, pois se dependesse do próprio Pedro Henrique, sua escolha teria sido uma jaqueta de couro e uma calça social qualquer guardada entre suas roupas. A mais nova decidiu por um conjunto Dolce & Gabbana para o seu irmão mais velho, conhecendo-o por si só, escolheu algo sóbrio para não irritá-lo, completamente preto, apenas com bordados em um preto diferente do tecido do terno em arabescos florais. As botas que finalizam o conjunto também foram características e aprovadas pelo príncipe, uma vez que provaram sua utilidade em mantê-lo confortável. Dispensou o uso de coroas, pois apesar de legitimado sempre seria o bastardo. No entanto, uma pequena medalha de honra foi conectada ao tecido do seu terno, com as cores brasileiras na mesma e um relógio importado adorna seu pulso, assim como alguns anéis em seus dedos.
Uyara, por sua vez, decidiu por trajes mais extravagantes. A suçuarana é envolvida com moda de daemons e optou por utilizar jóias brilhantes e caríssimas para adornar o seu pescoço e suas orelhas com brincos de pressão, além de braceletes em cada uma de suas patas.