⠀⠀⠀DRACO, também conhecida como HEIKE EBERHARDT, é uma dama da CASTA 4, que veio de LABRADOR para competir na seleção do príncipe Schreave. Aos seus 25 ANOS, Heike é extremamente parecida com FLORENCE PUGH.
Os Eberhardt são famosos por toda a Columbia, chegando até mesmo a terem certo prestígio e respeito na corte por serem exímios ferreiros - as melhores armaduras e armas têm o selo da família estampado. O patriarca Eberhardt não escondia o desejo de ter um herdeiro masculino para dar continuidade ao negócio e ao nome da família. Heike foi esperada e amada desde a concepção, mas o fato de ela ser uma garota representava uma preocupação - as condições de trabalho de um ferreiro não são exatamente fáceis, e não havia muitas mulheres que se dispusessem a executar tal ofício.
Heike, no entanto, aprendeu a profissão do pai com entusiasmo, entrosando-se facilmente entre os homens de origem humilde que, juntos, mantinham o bom funcionamento da oficina. Ainda que, inicialmente, Alexander a colocasse apenas em funções administrativas, como caixa e estoque, a moça foi, aos poucos, observando o trabalho dos ferreiros, e não demorou muito para que a curiosidade a fizesse colocar a mão na massa - ou no metal. O talento de Heike acendeu uma nova esperança em seu pai, que viu nela a possibilidade de manter o negócio de sua família vivo.
Nem Heike nem seu pai imaginavam que ela fosse ser escolhida para participar da Seleção - especialmente nas circunstâncias em que aquilo ocorreu. Certamente a família real não veria valor algum em uma garota jovem, a pele pálida coberta de suor e fuligem, acostumada a trabalhos pesados. Mas um dos conselheiros reais a observou atentamente, desde o momento em que ela recebeu seu pedido de confecção de uma espada de celebração até o momento em que ela entregou a arma impecável em suas mãos. Mais do que isso, observou que, apesar de ser a filha do dono do estabelecimento, ela tratava a todos com igual respeito, dirigindo aos seus funcionários a mesma afabilidade que lhe dera ao atendê-lo.
Foi tal conselheiro que chamou o pai de Heike para uma conversa, explicando as oportunidades que se abririam para a moça caso ela fosse selecionada - conviver com a própria realeza, frequentar eventos importantes, fazer-se conhecida na sociedade e, quem sabe, vir a se tornar uma princesa. Por mais que lhe doesse se afastar da filha, Alexander concordou que aquela poderia ser a única oportunidade de Heike ter condições de vida que ele jamais seria capaz de dar. Por fim, ele acabou por convencê-la a fazer sua inscrição. e Heike acabou sendo escolhida. Talvez houvesse nela algum potencial, ou sua aprovação tenha ocorrido apenas pela simpatia do conselheiro, mas a verdade é que existia um motivo mais escuso.
O parentesco dos Eberhardt com os Schraeve era um segredo muito bem guardado pela primeira família e era um fato do qual a segunda não parecia se importar. Era difícil registrar em que ponto da árvore genealógica as duas se encontravam, mas o fato é que, em algum momento, o faziam. Heike sabia que as famílias eram ligadas, mas aquele era o máximo de conhecimento que possuía - diferente da mãe, que falava com frequência da vida que deveriam ter se a família real os incluísse em sua corte. O que a garota desconhecia era a real razão de sua aprovação. A ida do conselheiro na oficina não havia sido uma feliz coincidência, e sim um plano premeditado do funcionário que via em Heike uma oportunidade de manter a linhagem real intacta. Uma moça de sangue real que sabia lidar com o povo comum - era a escolha perfeita aos olhos do homem. Resta saber se essa linhagem será uma vantagem para a Eberhardt ou se ela se transformará em sua ruína.













