NAM JOO HYUK? não! é apenas LEE HWON, ele é filho de HADES do chalé 13 e tem TRINTA E CINCO anos. a tv hefesto informa no guia de programação que ele está no NÍVEL III por estar no acampamento há VINTE E OITO anos, sabia? e se lá estiver certo, HWON é bastante AVENTUREIRO mas também dizem que ele é IMPRUDENTE. mas você sabe como hefesto é, sempre inventando fake news pra atrair audiência.
Hwon nasceu em Jeju. Seus pais eram o tipo de pessoa que você gostaria de ter como vizinhos: sempre sorrindo, trabalhadores incansáveis e com um amor tão grande pelo que faziam que contagiava. Eles eram os mestres de uma vasta plantação de chá verde, onde o aroma sozinho poderia revitalizar sua alma.
Apesar de terem dinheiro suficiente para viver em qualquer lugar do mundo, escolheram ficar em Jeju. Para eles, riqueza era poder ver o nascer do sol sobre os campos de chá todos os dias, e não quantos carros de luxo podiam caber em sua garagem. Hwon cresceu absorvendo esses valores, seguindo seu pai como um pequeno aprendiz de chá, embora passasse metade do tempo transformando as plantações em palcos de suas aventuras imaginárias.
Hwon era a definição de aventureiro. Não havia praia não explorada, cachoeira não visitada ou penhasco não escalado por ele na ilha, ele conhecia Jeju melhor do que qualquer um. Em um dia aparentemente normal, enquanto brincava de esconde-esconde com seus amigos, algo chamou sua atenção. No centro da floresta, onde as árvores formavam uma cúpula tão densa que o sol lutava para se infiltrar, algo parecia chamá-lo.
A maioria das crianças correria na direção oposta, mas Hwon? Ele sorriu. A possibilidade de fantasmas, espíritos ou qualquer coisa do gênero existirem era como o Natal chegando mais cedo. Com o coração batendo de empolgação, ele se aproximou do que só poderia ser descrito como um portal. Sim, um portal.
Quando Hwon estendeu a mão, talvez esperando sentir um frio sobrenatural ou uma energia mística, ele não esperava ser sugado literalmente para dentro. Mas foi exatamente isso que aconteceu. Hwon desapareceu do mundo que conhecia e apareceu no centro de Seul. Tão logo ele tentou regressar, descobriu que os portais eram mais esquivos do que uma sombra, aparecendo e desaparecendo constantemente. A impossibilidade de voltar para casa e perseguição por monstros cada vez mais terríveis o mergulharam em um pesadelo do qual parecia impossível acordar.
Foi durante um desses encontros aterrorizantes, face a face com o lendário leão de Nemeia, que Hwon sentiu o gosto amargo do medo verdadeiro. A besta, atraída pelo cheiro do pavor que Hwon exalava, não tardou a atacá-lo. Com uma dor inimaginável se espalhando por sua perna abocanhada, o mundo de Hwon desvaneceu em escuridão.
Ao despertar, encontrou-se em um lugar completamente estranho: a floresta que circundava o Acampamento Meio-Sangue. Com apenas sete anos e agora sem uma de suas pernas, Hwon teve que se adaptar a uma nova realidade entre semideuses e deuses que antes pertenciam apenas às páginas de mitos e lendas ocidentais. A habilidade dos filhos de Apolo não foi suficiente para salvar sua perna, e Hwon encontrou um novo lar no chalé de Hermes, repleto de outros sem parentesco.
A vida de Hwon no acampamento não foi fácil. Seus pesadelos tinham o estranho poder de criar portais, um dom que frequentemente causava caos e isolamento. Com a ajuda dos filhos de Hefesto, ele ganhou uma prótese mecânica e aprendeu a manusear uma lança com destreza incomparável, lentamente dominando seus poderes.
Em seu décimo quinto aniversário ele finalmente teve coragem de criar um portal para Jeju. Ele viu sua família de longe, um vislumbre de uma vida que poderia ter sido. A descoberta de uma irmã e a visão do amor incondicional de seus pais para com ela incendiaram um ressentimento que Hwon lutou para esconder quando voltou para o acampamento.
Tudo mudou quando o chalé 13 foi erguido e o símbolo de Hades brilhou acima de sua cabeça. A revelação de sua verdadeira linhagem foi um choque, não apenas por descobrir-se filho do deus do submundo, mas por se ver tão diferente de seus meio-irmãos. A adaptação ao chalé de Hades foi desafiadora, mas a solidão e o silêncio eventualmente se tornaram companhias confortáveis, apenas interrompidas pelos sons dos instrumentos que Hwon colecionava para preencher o vazio.
Hwon estava em missão quando recebeu o aviso de Dionísio e não ficou nada feliz por ter que voltar. Se obrigou a recuperar o livro mágico antes, mesmo que isso tenha significado enfrentar mais monstros do que o normal e chegar todo machucado ao acampamento.
















