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@hlucian

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FRIENDLY FIRE (or the art of ass whooping).
LOCAL: Área de Combates (Acampamento Meio-Sangue)
MISSÃO: Treinamento com @hlucian
Uma semana depois do retorno dos semideuses escolhidos ao Acampamento, as coisas estavam voltando à rotina usual. Seus irmãos haviam parado de fazer perguntas sobre os minotauros, a fenda e o gigante que emergira de Etna, e Bishop havia parado de respondê-las para relembrá-los de que ainda precisavam cumprir suas tarefas. Se fosse sincera, estava tentando ocupar-se com o máximo de atividades possíveis para não pensar em como a situação do Submundo estava ainda pior do que imaginara, contudo, era impossível não voltar às memórias de Sicília, especialmente quando, entre suas responsabilidades como líder de chalé, preparar os filhos de Fobos para outros ataques (e para uma possível troca de liderança, caso o pior acontecesse) estava no topo da lista. Não importava o que fizesse, tudo retornava ao mesmo problema: estavam à beira de um colapso entre as forças do Tártaro e os semideuses.
Em natureza, Bishop não era uma pessoa violenta. Ela sequer gostava de elevar a voz para dar ordens aos irmãos — por mais que muitas vezes fosse necessário —, e bastava uma palavra desagradável ou um comentário infeliz para que ela se recolhesse em sua tristeza e duvidasse de ao menos metade de suas escolhas de vida. Porém, naquele momento, seguir regras, organizar listas e cumprir tarefas não traziam-lhe nada além de ansiedade e temor, como se precisasse agir antes que o próximo mal aparecesse. E se nada disso a ajudava, só havia uma outra opção que aliviaria sua tensão: bater em algo com toda a força que tinha.
O algo em questão acabou sendo Lucian, que aceitou treinar com a garota quando ela o perguntou e que já estava acostumado o bastante com o temperamento de Bishop para não questionar seu súbito instinto de meter um soco no melhor amigo. Além disso, o filho de Apolo havia demonstrado insatisfação com suas habilidades no campo de batalha ultimamente, então imaginara que ele também poderia se beneficiar das circunstâncias. Tinham uma boa sincronia, afinal: as lutas travadas na Itália provaram isso.
“Não se preocupa, vou deixar seu rosto intacto.” Provocou ela, um sorriso presunçoso exibido no rosto enquanto se aproximava de Lucian. Cerrando os punhos, ela ergueu-os na altura do rosto e tomou postura de briga, à espera do sinal alheio para que avançasse. Quando o recebeu, foi direto ao ataque: um golpe certeiro no estômago do amigo abriu espaço para que acertasse outro logo em seguida, desta vez usando o joelho, no mesmo local. À distância, a cena era até cômica, considerando a discrepância significativa de altura entre ambos. No entanto, sua terceira investida veio com atraso e, assim, seu momentum foi perdido e o soco passou reto pelo ar. Bishop recuou, levantou os punhos novamente e aguardou pela retribuição.
BISHOP —— HP: 175/175 / MP: 160/160 LUCIAN —— HP: 195/225 / MP: 200/200
A volta a uma rotina regular de treinos estava sendo incrivelmente benéfica para Lucian. A perda das memórias o desestabilizara completamente, então o retorno a seus hábitos o fazia bem. Inspeções, patrulhas... Além disso, vinha se esforçando para pegar o jeito de manejar o arco e suas habilidades novamente, mas algo que acabou deixando de lado foi o combate corpo-a-corpo. Nem sempre teria acesso a suas armas e um chute bem dado poderia ser a diferença entre a vida e a morte. Quando se está lutando para sobreviver, não existem regras.
Quando Bishop o convidou para treinar, Lucian aceitou de imediato. Achava que seria impossível se aproximar mais ainda dela, afinal, se conheciam há bastante tempo. Contudo, a missão na Itália o provou errado. O seu grupo por inteiro conseguiu coordenar bem os ataques mas Lucian e Bishop pareciam estar na mesma sintonia quando lutando. Era a vontade de voltar para casa, de sobreviver, de saber que pessoas dependiam da liderança deles no acampamento. Poderia até soar um pouco egocêntrico, mas era assim que o rapaz se sentia. Lutava não apenas para sobreviver mas também para que seus irmãos não tivessem que queimar sua mortalha. Eram a única família que conhecia e não queria os abandonar assim.
Lucian soltou uma risada com o comentário da amiga e teve que rebater. “Acho que você não alcançaria meu rosto, convenhamos.” provocou levando uma mão ao queixo e assumindo uma posição pensadora. Fora a coisa errada a dizer, pois assim que assentiu indicando que Bishop podia começar, levou dois golpes consecutivos no estômago fazendo com que soltasse um “humpf” abafado e ficasse sem ar por um instante. Como desviou do terceiro soco não saberia dizer, pois estava ocupado tentando respirar normalmente.
“Essa foi boa.” disse com dificuldade, elogiando os golpes da amiga. Analisou rapidamente suas opções e percebeu que a única alternativa que tinha era mirar no rosto da garota. Por ser mais alto que Bishop, atingi-la no estômago seria praticamente impossível na posição que se encontravam. O filho de Apolo sabia que qualquer tentativa de “pegar leve” com ela não seria bem recebida então não hesitou em desferir o primeiro soco que atingiu diretamente o bloqueio dela. Apesar disso, não perdeu a velocidade e continuou atacando, atingindo-a na mandíbula duas vezes seguidas.
Fez uma careta. Esperava não ter causado muito dano, até porque machucados no rosto poderiam sangrar facilmente. Não queria perder a luta mas também não queria machucar ninguém seriamente. Isso ele fazia com monstros. "Desculpa, mas tive que atingir onde dava pra alcançar.” se desculpou passando a mão pelo cabelo um pouco constrangido. “Vou tentar não acertar o nariz mas não garanto nada.” continuou, seu rosto implorando por perdão. “Pode vir.” convidou-a para acertá-lo novamente. “Pode até acertar na cara se alcançar, juro que não fico com raiva.” ofereceu com um sorriso.
BISHOP —— HP: 155/175 / MP: 160/160 LUCIAN —— HP: 195/225 / MP: 200/200
manicve:
flashback.
fez uma careta, mas depois, abriu um sorriso. típico lucian. evelyn se lembrava quando costumava segui-lo pelo acampamento quando era mais nova, acabou que, no fim, tinham personalidades bem diferentes, mas ela ainda sustentava a mania de sair por aí imitando suas ações, dessa vez, suas caminhadas matinais. não que ela gostasse da caminhada em si, mas era bom manter um amigo por perto. — ah, mas eu estaria pronta se você aparecesse um pouco mais tarde. por que a gente precisa sair logo quando o sol nasce? eu não sou um passarinho, lucian. — falou, usando o indicador para dar ênfase à desculpa péssima. ela não estaria pronta, nunca estava. saía do quarto colocando roupas de qualquer jeito e caminhava por vinte minutos como se fosse um zumbi até parecer gente. chutou uma pedrinha próxima dos pés, e se encostou perto do portão, se espreguiçando. — mas enfim, você vai amar saber que eu recuperei aquele lance de só ficar bêbada se eu quiser. ressaca? completamente opcional. — começou, e então, abriu um sorriso radiante. — não que vá fazer diferença, eu adoro a experiência completa da embriagues. inclusive, cadê a reciprocidade aqui? vamos lu, fica bêbado até cair no fim de semana comigo, não tem patrulha no sábado. aí, a gente pode ter aquelas histórias icônicas pra gente contar umas semanas depois pros outros como se fosse fascinante e rir de como a gente é bobo.
[ Flashback ]
“Exatamente por isso, ué.” explicou rindo. “Por que não cumprimentar o sol todas as manhãs?” Seu tom era de brincadeira, porém, o motivo era esse mesmo. Sentia-se mais próximo do pai nas manhãs, a sensação de que estava sendo acompanhado pelo próprio Apolo em suas caminhadas diárias. “Sério?” perguntou Lucian ao escutar sobre a recuperação das habilidades de Evelyn. “Será que isso significa que as memórias vão voltar ou é só mesmo o treinamento da gente que ‘tá fazendo a gente recuperá-las?” ponderou encostando-se no outro lado do portão.
Revirou os olhos e soltou uma pequena risada com o convite da amiga para uma noite de embriaguez. Não seria hipócrita e diria que jamais ficara bêbado. Lucian tinha seus vinte e poucos anos e nenhuma supervisão parental, claro que já tinha passado dos limites algumas vezes. No entanto, desde que assumiu a posição de líder do Chalé de Apolo, sentia-se na responsabilidade de ser um exemplo para seus irmãos mais novos, então não poderia simplesmente passar o fim de semana descompensado depois de uma noite de bebedeira. “Eu posso até beber com você… a parte de ‘até cair’ é que não posso garantir.” concedeu após a insistência. “Se der merda, alguém precisa está a postos ‘pra socorrer vocês.” argumentou, apontando para Evelyn com a flecha que segurava em suas mãos. “Sem falar que nosso conceito de embriaguez é bem diferente, né? O que você chama de embriaguez 'pra mim é coma alcoólico.” provocou ainda sorrindo. “É esse seu plano, Evelyn Winters? Me encher de cachaça ‘pra não ter que sair ‘pra caminhar comigo de manhã cedo?”
local: floresta
data: 16/07
missão: patrulha avançada.
integrantes: cédric dior, @hlucian e @aikaterhineb
estar em território grego não era algo familiar para cédric, pessoalmente, ele nunca tivera muita curiosidade em visitar o acampamento meio-sangue porque estava sempre muito investido nas atividades do seu próprio acampamento, como você deveria esperar de um centurião. mas, dada a situação atual e o modo como vinha se sentindo confiante em suas habilidades, pensou que fazia sentido se deslocar do seu, afinal, haviam inúmeros centuriões muito bem preparados no jupiter, inclusive sua companheira de cargo da coorte i, que conseguiram manter as coisas em ordem enquanto ia auxiliar aos demais colegas.
passou por perrengues antes de conseguir chegar de fato ao acampamento, claro, mas já se sentia bem o bastante para patrulhar e tentar deixar o lugar o mais limpo possível de monstros. não era familiar com a moça que o acompanhava, mas conhecia lucian de outras batalhas: as em sicília, estavam juntos contra as ameaças dos monstros, logo, era muito bem-vindo estar na companhia de alguém que julgou ser sério o suficiente para uma patrulha. com a mulher, veria em ação, supunha. por hora, se apresentaria. — cédric dior, centurião da primeira coorte e filho de jupiter. — ofereceu a mão para que ela apertasse. depois, se virou para o filho de apolo. — é bom vê-lo novamente, lucian. — fez um aceno de cabeça, e então, observou o espaço. — não sou familiar com as trilhas daqui, mas dei uma verificada nos mapas. apareceram muitos monstros nessa área nos últimos dias?
Desde que retornara da Itália, Lucian vinha recuperando um pouco de sua confiança. As batalhas foram difíceis e houve momentos em que o rapaz duvidou de sua capacidade de retornar vivo ao Acampamento Meio Sangue. Mas no fim, dera tudo certo. A perda das memórias o afetou de uma maneira absurda, no entanto, a rotina frenética no acampamento na Sicília o deixou um pouco mais seguro em suas habilidades. Antes de ir até o ponto de encontro para a patrulha daquela noite, Lucian sentou-se em um banco no meio do caminho para conferir a corda do arco e suas flechas e verificar se todas as partes de sua armadura estavam no lugar correto. Constatando que tudo estava em seu devido lugar, pôs-se de pé e partiu em direção a floresta.
Chegando lá, cumprimentou Aika, sua companheira nos curandeiros de Apolo, com um sorriso e ficou no aguardo de quem seria a outra pessoa que os acompanharia naquela patrulha. “Como você está? Faz tempo que não te vejo.” perguntou educadamente. Logo em seguida, Cédric apareceu. O rapaz ficou um pouco surpreso pois não sabia que o romano estava de visita, porém, não recusaria a ajuda de quem considerava um bom guerreiro. “E aí, Cédric?” sorriu acenando com a cabeça. “Viagem tranquila?” puxou assunto. “Olha, ultimamente no geral tem aparecido mais monstros. Não especificamente apenas nessa área, mas em todas.” explicou Lucian. “Mas aqui na floresta geralmente aparece. É bem difícil não encontrar nada em uma patrulha.” continuou. “Às vezes acontece, mas quase nunca, né?” disse se dirigindo à filha de Perséfone.
prox: @aikaterhineb
manicve:
(flashback).
ser uma pessoa positiva nunca foi uma tarefa difícil para evelyn, afinal, era fácil assumir que ela não tinha nenhuma obrigação em manter-se cem por cento fixa à realidade. tinha preocupações, claro, mas o fato de que podia se embriagar e isso lhe dava vitalidade, deixava tudo muito mais suportável porque significava estar num estado alterado de espírito, onde tudo era muito mais simples, de certo modo, soava muito mais são do que a própria sobriedade. e ela sempre poderia escolher voltar, se assim quisesse, contudo, patrulhar altinha era uma de suas atividades favoritas simplesmente porque tornava muito mais empolgante tudo que poderia vir a encontrar. naquele caso específico, o que encontrou o companheiro de time, ao qual cumprimentou com um abraço caloroso, e um sorrisinho alegre. — oi, sol da meia-noite! eu tô mais do que pronta! trouxe meus dois sais e um bastão bem pesado! inclusive preciso dar um nome pra ele. eu já tenho delírio e mania, talvez distúrbio? gaslight? nossa, ou quem sabe diálogo? imagina a ironia. — começou a divagar, apoiada no outro. — enfim, top 5 monstros que você mais queria bater agora. — e começou a andar, enquanto esperava pela resposta do mais velho.
[ Flashback ]
Uma coisa que Lucian podia ter certeza é que a presença de Evelyn sempre o fazia sorrir. Não importava quanto tempo passasse, sempre se recordaria da garotinha que ficava no seu pé quando chegou no acampamento. Ainda assim, o tempo passou, mas a personalidade dos dois continuou a mesma, bem como a leve implicância que fazia o filho de Apolo revirar os olhos diversas vezes quando na presença da garota. “Armada até os dentes, posso ver.” comentou sorrindo e soltou uma risada com as sugestões de nome para o novo bastão. “Isso significa que você lidaria com os monstros na base do diálogo?” brincou com a piada dela. “Daqui a pouco você ‘tá dando os nomes de ‘des’ e ‘truição’ ‘pra um par de armas.” riu balançando a cabeça enquanto testava a corda de seu arco. “Hmmm.” murmurou ao escutar a pergunta da amiga. “Um que eu tenho certeza que não quero ver na minha frente por um bom tempo é uma aranha gigante.” respondeu com um calafrio. Ainda demoraria bastante tempo para que estivesse pronto para enfrentar uma delas outra vez depois do que acontecera no seu último encontro. “E minotauros.” complementou enfaticamente enquanto caminhava. “Desses eu quero distância. De resto, não tenho preferência não. O que vier pela frente eu ‘tô querendo fazer de almofada de alfinetes.” concluiu. “E você? Algum monstro em específico merecendo sua fúria?”

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LOCAL: Sicília, Itália
MISSÃO: Derrotar o minotauro, com @hlucian, @centuriomaris, @cedrior, @wisesutton & @ryokumo
Se Bishop estava curiosa para saber o que havia de tão diferente nos minotauros que o campista do Júpiter encontrara, bem, ela estava prestes a descobrir. Julian não mentira quando falara da sorte dos semideuses: beirava a zero, pois assim que a filha de Fobos viu o gigante emergir de Etna, ela soube que estavam completa, inteira, tremendamente fodidos.
“Cê tá tirando com a minha cara.”
Ela olhou ao redor, para os campistas no campo de batalha e os colegas de sua equipe; as criaturas que outrora os enfrentavam agora pareciam desinteressadas na luta, tão vidradas na aparição de Encélado quanto os próprios semideuses. Após eles vieram os minotauros, cinco dos homens touros, descontrolados, famintos por violência. O Oráculo havia a mandado ali para morrer.
Não era uma maneira ruim de ir, Bishop pensou. Conseguia imaginar mortes piores e menos dignas, menos heroicas e mitológicas do que cair em batalha contra um daqueles monstros. Ainda assim, quando foram enviados a Sicília, ela quis acreditar que tudo ficaria bem. Eram muitos deles, mas também muitos dos seus, semideuses dispostos a arriscar-se um pelo outro e pelo bem maior. Deveria ter percebido o quão fácil tudo fora, o quão calmas as coisas estavam. Por que o Oráculo teria recebido uma profecia apenas para que eles fechassem a fenda? Em retrospecto, fazia sentido. E mesmo que a probabilidade de saírem daquilo com vida fosse mínima, se já havia chegado até ali, não tinha motivo para não ir até o fim.
Os deuses, no entanto, pareciam discordar de sua aceitação. “O que é aquilo?”, Bishop escutou alguém dizer. Os campistas miraram os céus e, como eles, ela ergueu a cabeça: surgindo das nuvens, as figuras das Forças Aladas de Zeus mergulharam no campo de batalha e em direção ao gigante que saía do vulcão. Em seu âmago, Bishop sentiu algo mudar, como se o cansaço e as feridas das últimas horas de combate tivessem retrocedido. A deusa da vitória havia os revitalizado, dando-os mais uma chance para vencer aquela batalha. Com um sorriso esperançoso que sequer tentara evitar, a filha de Fobos virou-se para o amigo ao seu lado, Lucian.
“Intervenção divina.” Disse ela.
De repente, Bishop sabia o que fazer. Agora que os titãs repeliam Encélado — e a criatura irreconhecível que emergira junto a ele —, restava aos semideuses derrotar os minotauros antes que eles escapassem da área. Ela puxou Rakshasa da bainha e preparou-se para o avanço de um dos monstros, que chegava perigosamente perto de sua equipe. Somente restou-lhe tempo para pedir que Lucian se afastasse: o minotauro desceu o machado na semideusa e arrancou dela um grunhido de dor, a arma cortando-a exatamente na pele desprotegida pela armadura em seu braço.
Bishop cambaleou, mas continuou de pé. Tinha que comprar mais tempo para o amigo, para que ele tomasse distância, ou suas flechas não serviriam de nada.
“Só isso?” Provocou. Desta vez, foi ela quem avançou na criatura, acertando dois golpes em uma de suas pernas. O primeiro corte foi superficial — aparentemente, nada significativo para a forma robusta e monstruosa —, porém, o segundo fez estrago o bastante para irritar o minotauro, que, com o cabo do machado, atingiu a garota no peito e jogou-a para longe. Bishop bateu as costas no chão, sem fôlego, e por pouco escapou de um segundo ataque, rolando para o lado antes que o machado descesse bem em sua cabeça. Ofegante, ela reuniu ar o suficiente nos pulmões para gritar: “Lucian, atira!” E, ainda deitada, segurou a katana com as duas mãos e fincou-a na perna do minotauro, tirando-o mais um urro agoniado.
BISHOP —— HP: 131/175 / MP: 160/160 LUCIAN —— HP: 200/200 / MP: 180/180 ELIJAH —— HP: 425/425 / MP: 360/360 CÉDRIC —— HP: 325/325 / MP: 280/280 SUTTON —— HP: 225/225 / MP: 200/200 RYOHEI —— HP: 100/100 / MP: 100/100 MINOTAURO —— HP: 2476/2500 / MP: 2500/2500
Lucian sempre manteve um pensamento positivo diante de todas as situações que o destino o metia, porém, tinha que admitir que, ultimamente, estava cada vez mais difícil. Já tinha até começado a aceitar o fato de que esta missão poderia muito bem ser a sua última. Isso porém, não significava que estava se entregando. Passara praticamente os últimos vinte anos lutando para sobreviver num mundo em que todos os monstros queriam um pedacinho de semideus, não seria agora que ia desistir e aceitar a morte de bom grado.
Na realidade, vinha achando um pouco estranha a “facilidade” com que vinham contendo os monstros que escapavam da fenda. Não era uma tarefa simples mas também não era impossível. Se organizaram em turnos e todos conseguiam descansar um pouco antes de voltar para a batalha. Mas ali estava a explicação: os monstros não passavam de uma mera distração para mantê-los ocupados.
Encélado. E minotauros - no plural. Estava grato por sempre carregar dracmas em seu bolso pois com certeza precisaria pagar Caronte para atravessar os rios do Mundo Inferior mais tarde. Minotauros. Deveria existir apenas um. Mas não podia ignorar o que os seus próprios olhos mostravam. Observando com mais atenção, percebeu que não eram exatamente como o minotauro descrito nos mitos. Esses eram diferentes. As palavras do campista romano começaram a fazer sentido.
Olhou ao seu redor. Os semideuses eram muitos. Talvez conseguissem dar conta do recado. Mas também vinham lutando praticamente sem parar há dias. E eram cinco minotauros. E Encélado. Engoliu em seco, apertando seu arco com mais força. Mesmo cansado, não iria abaixar a cabeça. Respirando fundo e preparando-se para atirar, viu a comoção ao seu redor.
Olhou para cima e escutou o comentário de Bishop enquanto sentia suas forças voltarem. Lucian bufou e um pequeno sorriso surgiu em seu rosto. “Realmente…” Não foi capaz de dizer mais do que isso, era muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, contudo, o filho de Apolo tinha uma certeza: era hora de lutar.
Quando percebeu que Bishop começaria a atacar, Lucian assentiu com a cabeça e recuou, tomando a decisão de usar um poder que quase não usara nos últimos tempos. Poucas tinham sido as vezes que conseguira voar desde a perda de suas memórias, mas levando em conta que estavam enfrentando um minotauro, achou que valia a pena arriscar.
Seus pés deixaram o chão. Com a distância e altura, ficaria mais fácil acertar suas flechadas. Teve sorte pois quando a katana de Bishop golpeou a perna do minotauro, este derrubou o machado que segurava. Quebraram o pique da criatura. Enquanto o animal tentava recuperar sua arma, Lucian aproveitou e o atingiu com um raio condensado de luz, fazendo com que cambaleasse.
Logo em seguida, disparou uma de suas flechas. Não atingiu seu alvo mas foi o suficiente para desviar a atenção dele de Bishop para Lucian. O minotauro levantou o machado no ar e tentou golpear o filho de Apolo, que conseguiu escapar. Concentrou suas forças nos músculos das costas e lançou mais uma flecha, que atingiu o minotauro no ombro, arrancando-lhe um berro de dor. Mais raivoso após ter levado uma flechada, o monstro ergueu o machado novamente e dessa vez, a lâmina pegou de raspão na perna de Lucian que, apesar de protegida pela armadura, não foi o suficiente para que o semideus escapasse sem perder um pouco de sangue.
Com um silvo de dor, Lucian projetou-se ainda mais para cima, tentando criar uma maior distância entre ele e o minotauro e lançou mais uma de suas flechas, o que causou ainda mais irritação ao monstro que balançava seu machado pelo ar tentando alcançá-lo e falhando. Aproveitando que estava servindo de distração, virou-se para os outros de seu grupo e indicou com a cabeça que aquele seria um bom momento para atacar, já que o minotauro estava ocupado focando em acertar o filho de Apolo.
BISHOP —— HP: 131/175 / MP: 160/160 LUCIAN —— HP: 172/200 / MP: 130/180 ELIJAH —— HP: 425/425 / MP: 360/360 CÉDRIC —— HP: 325/325 / MP: 280/280 SUTTON —— HP: 225/225 / MP: 200/200 RYOHEI —— HP: 100/100 / MP: 100/100 MINOTAURO —— HP: 2419/2500 / MP: 2500/2500
prox: @centuriomaris
missão: patrulha.
local: acampamento meio-sangue.
participantes: rebecca & @hlucian.
Tudo o que ela conseguia pensar naquele momento era: tomara que não apareça nenhuma novidade nessa patrulha, para ser bem sincera, Becca estava exausta de um dia de tantas obrigações e atividades que tivera que realizar então ela somente esperava que se fosse para ter algum problema naquela patrulha, que fosse algo leve pois sua mente estava esgotada. Enquanto caminhava até o canto combinado anteriormente com Lucian para ambos se encontrarem e irem para a patrulha, a ruiva prendia seus cabelos em um rabo de cavalo sentindo a brisa do vento em seu rosto, distraída em seus próprios pensamentos conforme dava passos pequenos e mais lentos afinal ela estava adiantada no horário.
Escorou-se em um das árvores que havia ali pelas redondezas enquanto esperava pelo amigo e quando escutou um barulho perto de passos vindo Becca primeiramente assustou-se, mas logo em que virou para ver de onde vinha o barulho o alivio tomou conta da semideusa, era apenas Lucian. "Você quase me matou do coração de susto agora, mas ao menos não está atrasado." ela esboçou um sorriso simpático ao que de desencostava-se da árvore deixando a postura mais séria. "Vamos lá?"
A rotina no Acampamento Meio-Sangue nunca fora tranquila, disso Lucian sabia bem. A vida de semideus não era fácil e apesar de ser melhor no acampamento, havia dias em que o filho de Apolo estava simplesmente exausto. Depois de chegar da missão na Itália, ainda teve que organizar umas sessões de treinamento e realizar mais uma inspeção de seu chalé. A única coisa que pedia é que a patrulha daquele dia fosse tranquila para que pudesse apenas tomar um banho e cair no sono. Foi pensando em sua cama que caminhou até o ponto de encontro combinado com Becca.
“Não atira!” brincou levantando as mãos em sinal de rendição ao perceber que tinha assustado a amiga. “Sou só eu,” disse, posicionando o arco em sua frente. Com seus anos de treino apagados era melhor já começar a patrulha com a arma em mãos ao invés de ter que pegá-la quando estivesse sendo atacado. “Juro que não foi a intenção, sério.” se desculpou ainda sorrindo. “Vamos sim!” concordou, já começando a caminhar, os olhos e ouvidos atentos a qualquer movimentação fora do normal. “Como é que você ‘tá, hein?” perguntou após um tempo. Por enquanto, parecia tudo tranquilo, então uma simples conversa não faria mal. “Conseguindo treinar?”
@demigodscurse-av
Local: Arredores do Acampamento Meio-Sangue (Área Amarela)
Missão: Patrulha Avançada
Com: @manicve
“Mais um dia, mais uma patrulha” pensou Lucian enquanto se dirigia ao ponto de encontro da noite. Esta seria a primeira vez desde que perdera parte de suas memórias que iria em uma patrulha avançada e embora hesitasse em admitir, estava um pouco receoso. A missão na Sicília com certeza fora mais complicada do que uma simples patrulha porém, estavam em maior número enfrentando os monstros. Nos limites do acampamento, estaria apenas acompanhado de Evelyn naquela noite. O filho de Apolo balançou a cabeça tentando se livrar dos pensamentos negativos. Estar acompanhado numa patrulha era melhor do que estar sozinho então não deveria estar reclamando. Sentia que nos últimos tempos enxergar o lado positivo das coisas se tornara mais complicado. Definitivamente precisava relaxar um pouco. Esforçando-se para não parecer ranzinza, cumprimentou Evelyn com o sorriso assim que a avistou. “Preparada ‘pra bater em alguns monstros?”
michael evans behling as jordan baker in all american 2.01

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fearocious:
Bishop entendia bem sobre o que ele estava falando. Rakshasa era sua há anos, mas ultimamente era um instrumento estranho em suas mãos. Perdera o equilíbrio, a maneira como a empunhava, a velocidade que uma katana exigia. Espadas do arsenal do Acampamento eram ainda piores, pesadas e lentas demais para seu gosto, e sempre que tentava usar um escudo se sentia carregando um trambolho. “Me sinto com onze anos de novo.” Suspirou, derrotada. Mais de dez anos de treinamento jogados fora com um único estalo de dedos de uma titã. Que bela maneira de fazê-la se sentir indefesa. Quanto às viagens, ela apenas concordou com a cabeça, pois pensava o mesmo; a menos que absolutamente necessário, não havia razão para que os campistas continuassem indo e vindo entre acampamentos. Era colocar-se em risco sem motivo algum. “É, eu também. Ainda mais sendo líderes. Nós temos que ficar mais fortes se quisermos proteger o Acampamento, e é nosso dever protegê-lo.” Ela e Lucian dividiam um peso em comum: ambos eram líderes de seus chalés e levavam o cargo muito a sério, mesmo que cada um da própria maneira. Sabia que ele compreendia o que ela falava, que também possuía aquele senso de proteção com os meios-irmãos e o Acampamento Meio-Sangue. Não era só uma questão de cargo: aquele era seu lar. Fora por mais tempo do que seu lar mortal. “Eu vou voltar a treinar amanhã. Com sorte não teremos outro incidente como esse tão cedo, mas… nunca se sabe.” Disse, por fim. Então espiou o horário no celular e, suspirando outra vez, afastou o prato e se levantou. “E falando em coisa boa, tenho vigia agora. A gente se vê depois?”
[ Flashback ]
“Pois é… a sensação é que viramos criança outra vez.” concordou tristemente. Movimentos que haviam se tornado naturais com o passar do tempo agora exigiam um esforço tremendo. “E ainda tem isso né.” disse quando Bishop mencionou o fato de serem líderes. A responsabilidade que tinham como os conselheiros de seus respectivos chalés era mais um peso a ser carregado por eles. O Acampamento Meio-Sangue fora o primeiro lugar que Lucian realmente considerou seu lar, e ele o defenderia mesmo que fosse a última coisa que fizesse. Era um refúgio, não só para ele mas para todos os semideuses. Era a única família que Lucian podia chamar de sua e se dependesse de sua vontade, nada seria capaz de destruí-la. “Eu vou fazer isso também. Tirar uma manhã pra treinar sozinho, vê se consigo recuperar ao menos um pouco da prática.” informou. Não sabia o quão útil uma manhã de treino seria no longo prazo contudo, era melhor que nada. Ao ver a amiga observando a hora, lembrou-se que tinha uma patrulha com Belen logo após o jantar. Se não se apressasse, chegaria atrasado. “Eu tenho patrulha agora também.” falou, se pondo de pé. “A gente se encontra.”
- Encerrado
LOCAL: Sicília, Itália
MISSÃO: Lidar com os monstros da fenda, com @hlucian, @centuriomaris, @cedrior & @wisesutton
Bishop não conseguia esconder o nervosismo: estava no tamborilar dos dedos sobre o cabo da katana, nas idas e vindas de uma extremidade a outra do acampamento improvisado, no roer das unhas enquanto esperava a hora de seu grupo dirigir-se à fenda. Eram a segunda equipe no revezamento e, se por um lado era como arrancar um band-aid de uma vez só, por outro havia a pressão e expectativa dos colegas semideuses, somente esperando pelo momento em que eles retornariam da batalha. Isso é, se retornassem.
Felizmente, o grupo ao qual fora designada tinha dois rostos bastante conhecidos: mais uma vez estava a caminho de uma missão com Lucian e Sutton, o que trouxe certa segurança à filha de Fobos. Sabia que ambos eram guerreiros e líderes competentes, e trabalhar em conjunto não seria uma dificuldade para os três. Contudo, não conhecia os outros semideuses, ambos vindos do Acampamento Júpiter e aparentemente de cargos importantes, visto que um deles fora escolhido como líder de seu grupo. Ela tinha certo respeito pelos romanos e por como faziam as coisas no outro acampamento, então não estava exatamente preocupada — no máximo, perguntava-se se eles se dedicariam tanto a protegê-los quanto um ao outro. Perguntava o mesmo de si própria e seus colegas gregos.
“Acho que nunca fomos apresentados. Meu nome é Bishop, sou filha de Fobos.” Anunciou ao oferecer a mão a um deles, o rapaz loiro, enquanto aguardavam a chegada do outro. “Espero que façamos um bom trabalho juntos.” E então virou-se para Lucian e Sutton, esperando que eles também se apresentassem.
Estar em uma missão no exterior sem Dawnbreaker era, no mínimo, estranho. O arco longo fora seu companheiro por tanto tempo que parecia traição deixá-lo no acampamento enquanto Lucian ia enfrentar monstros. No entanto, precisava de uma arma que pudesse dar conta do trabalho e naquele momento, o que seria capaz de fazer isso seria o arco forjado por Nakajima. Respirando fundo, o filho de Apolo foi em direção ao ponto de encontro.
Confessava que estava um pouco receoso com toda a história da fenda mas era um semideus, não é como se pudesse escolher não lutar. Por uma questão de sobrevivência, precisava erguer a cabeça e encarar o que viesse pela sua frente. Seu consolo é que estava com Bishop e Sutton, pessoas com quem já trabalhara antes e recentemente, inclusive. Era melhor do que estar em um grupo repleto de estranhos.
Ainda que os acampamentos tivessem se aproximado nos últimos anos, campistas treinando em ambos, Lucian não conhecia os dois romanos que seriam seus parceiros de batalha. Cumprimentou Bishop e Sutton com um aceno da cabeça e aproveitou a deixa para se apresentar: “Lucian, filho de Apolo, Líder do Chalé 7.” disse também estendendo a mão. Olhando em volta, fez uma pequena contagem mental e reparou que o grupo ainda não estava completo. “‘Tá faltando uma pessoa, certo?” perguntou mesmo que já soubesse a resposta.
prox: @centuriomaris
lowkeyblacksmith:
missão: vigia de portão c/ @hlucian
local: acampamento meio-sangue
horário: fim da tarde
“olha, para a surpresa de todos, minha viagem foi completamente normal… é até cômico, já que as colinas e a própria san francisco estão lotadas de monstros…” comentou, esticando o braço com o saquinho para que o outro pegasse. ao longe, viu a figura de um semideus se aproximando, mas não ligou para isso, afinal, seria normal alguém por ali. “olha ali, chegou alguém…-” no mesmo momento que benjamin disse isso, em sua visão periférica viu a lâmina de ouro imperial da adaga descer em sua direção, conseguindo se desviar do golpe ao custo de suas batatas, que foram ao ar.
─ que porr-… ─
interrompeu-se e, num movimento rápido, puxou o martelo de carbono primordial, acertando-o contra a barriga do filho de hermes, em instinto, vendo-o deslizar nas solas alguns centímetros antes de para. a face do garoto parecia não ter qualquer emoção, e benji já havia visto isso antes. “eidolon.” disse em voz alta para que seu parceiro de vigia ouvisse. nesse momento, viu a criatura disparar contra ele, não conseguindo puxar o escudo a tempo, sentindo a lâmina de ouro impactar contra o protetor de antebraço, certamente causando dano, mesmo sob o metal.
BENJAMIN: 341/358 HP 280/280 MP
LUCIAN: 175/175 HP 160/160 MP
EIDOLON: 401/450 HP 450/450 MP
Quase se engasgou com a batatinha quando viu o borrão de uma lâmina passando pelo ar, em direção a Benji. No mesmo instante, puxou uma flecha mas, por conta de seu alvoroço, acabou não acertando o campista possuído. Enquanto preparava a próxima flechada, não percebeu ele se aproximando e atingindo seu ombro direito com a ponta da adaga. Sibilou com a dor mas tentou lançar a flecha mesmo com o eidolon em sua frente. Porém, devido a proximidade, não conseguiu puxá-la o suficiente, o que fez que não atingisse seu alvo mais uma vez.
Esse seu segundo erro acabou lhe causando mais um corte com a adaga de ouro imperial do outro. A braçadeira atenuou um pouco o dano, mas agora havia um corte em seu antebraço também. Precisava criar uma distância entre ele e o oponente. Decidiu que Dawnbreaker talvez não fosse a melhor opção no momento, afinal, não era uma arma muito eficiente no combate próximo. Lucian respirou fundo e tentou manipular os raios vindos do pôr-do-sol ao seu redor usando apenas uma mão, concentrando-os num só feixe que direcionou ao campista. “Okay, funcionou.” pensou ao ver o eidolon ser atingido. O ideal seria lançar mais um feixe, porém, não era possível. Um ataque daqueles exigia bastante energia. Nem mesmo quando ainda se recordava dos seus anos de treinamento tinha conseguido lançar dois ataques consecutivos.
Com a sua sequência de infortúnios ao tentar atacar, Hale ficou surpreso ao perceber que tinha conseguido atingir algo, ainda que não tivesse usado suas flechas. Seu período de distração foi breve porém, suficiente para o eidolon se recuperar e atacá-lo novamente com a adaga. A única alternativa de Lucian era usar o arco novamente, apesar da distância. Foi o que fez: puxou mais uma flecha da aljava e tentou lançar. Sua impaciência teve um preço. Acabou disparando sem apoiar os dedos segurando a flecha. Não saberia dizer onde essa foi parar, mas o impacto da corda do arco mesmo por cima da braçadeira doeu o suficiente para que ele derrubasse Dawnbreaker no chão, um uivo de dor deixando seus lábios. Não teve nem tempo de absorver o que tinha acontecido pois o eidolon estava com a adaga bem em sua frente. Por pouco conseguiu impedir que a lâmina atingisse seu rosto, colocando os braços defronte à cabeça, fazendo com que absorvessem o impacto.
Enquanto continuava a cobrir o rosto com um dos braços, abaixou o outro tateando em busca de seu arco. Soltou um suspiro aliviado quando sentiu Dawnbreaker e se pôs de pé, pronto para continuar a luta. No entanto, o eidolon já ia em direção a Benjamin, fazendo com que Lucian gritasse em aviso: “Sua direita!”.
BENJAMIN: 341/358 HP 280/280 MP
LUCIAN: 124/200 HP 155/180 MP
EIDOLON: 369/450 HP 450/450 MP
LOCAL: Área de Combates, Acampamento Meio-Sangue
MISSÃO: Monitoria
Com: @damnh e @wisesutton
Após o café da manhã, Lucian foi logo em direção ao arsenal do acampamento para pegar alguns dos materiais necessários para a monitoria daquela manhã. Era impossível carregar tudo sozinho, mas conseguiria dar conta de pegar algumas espadas para distribuir entre os campistas. Não demorou muito e já estava na área de combate. Alguns dos novatos e mais novos já se achavam no local e Lucian os cumprimentou com um bom dia e aproveitou para ajudar alguns deles a colocarem a armadura da maneira correta.
Não demorou muito e avistou Heidi e Sutton se aproximando e Lucian se viu acenando para indicar exatamente onde se encontrava - apertando a braçadeira de um filho de Hermes. “E aí, gente? Prontas?” perguntou sorrindo e dando um tapinha no ombro do garoto mais novo, indicando que terminara o ajuste na armadura. “Vocês pensaram em algo específico pra hoje? Eu peguei algumas espadas no arsenal mas podemos fazer outra coisa se preferirem.” informou, indicando a pequena pilha no chão. “Podíamos fazer uma demonstração ou ficarmos revezando para lutar com eles. Vocês que sabem.” deu de ombros. Não sabia como seriam capazes de treinar os campistas sendo que eles mesmos vinham tendo dificuldades com as próprias habilidades mas aquela era a vida de semideus.
Inspeção de Chalé - Chalé 7, Apolo.
@demigodscurse-av

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witchxbecca:
Becca cruzou os braços pensativa sobre aquela situação, aparentemente Quíron estava ocupado demais para todos os outros semideuses também, aquilo só deixava a filha de Hécate cada vez mais apreensiva, não era um bom sinal. “Sim, de qualquer forma, acho que ainda merecíamos uma explicação a mais.” comentou Rebecca com Lucian, estar sem informações era no mínimo preocupante. Escutou o desabafo de Lucian e concordou com a cabeça, pensando que havia passado algo parecido com seus irmãos no chalé. “Bom, eu tenho que lidar todo dia com um vindo querer saber algo preocupado, mas como faze-los entenderem que eu também não sei? É complicado. Nunca pensei que os filhos de Hécate pudessem ser tão curiosos.” uma risada baixa e sem tanta animação acabou lhe escapando dos lábios. “Te entendo, manter a rotina no Chalé 20 ‘tá praticamente impossível, não sei o que é pior: a exaustão dos treinos intensos ou tentar colocar uma organização no Chalé e nos meus irmãos desde os últimos acontecimentos. Se tiver dicas, estou aceitando-as.”
“Sim!” exclamou Lucian se identificando com a situação contada por Becca. Todos os dias era abordado por um de seus irmãos perguntando se ele tinha algum tipo de informação sobre os acontecimentos e partia seu coração ser apenas capaz de dizer que “tudo ficaria bem” quando nem ele mesmo tinha certeza daquilo. “Uma das estratégias que eu tenho tentado é pelo menos manter uma rotina com eles, sabe?” começou contando. “Por exemplo, sempre acordamos cedo então faço questão de levar quem está interessado para um pequeno treino, nem que seja apenas para lançar uma flecha. Depois, mando todo mundo pro banho e vou acordar os resto do pessoal pra que possamos ir pro café da manhã.” relatou. “Isso não impede eles de fazerem perguntas, mas fazer com que eles se concentrem em alguma coisa ajuda um pouco.” Finalizou. “Eita! Eu tenho que dar uma passada na enfermaria agora, a gente se vê por aí?” se despediu um pouco apressado.
missão: vigia de portão c/ @hlucian
local: acampamento meio-sangue
horário: fim da tarde
de braços cruzados, encostado na parede do portão do meio-sangue, benjamin, escaneava a distância com seu olhar, em alerta. ultimamente tinha feito muito isso: vigiar os portões. planejara a viagem ao acampamento grego do dia para a noite, apenas para dar um ‘oizinho’ por ali, no final acabou por participar de todo tipo de serviço por ali. um suspiro deixou os lábios do filho de vulcano. “que tédio… bem que alguma coisa interessante podia acontecer… no júpiter toda hora aqueles na vigia encontram criaturas.” comentou, levando o olhar à figura de seu parceiro de vigia, lucian. “impressionante como as coisas estão calmas por aqui.” acrescentou. não era como se quisesse que monstros aparecessem, mas sentia que podia ao menos ter alguma emoção no serviço tedioso de vigia, nem que fosse surgir outros semideuses de viagem para poderem conversar. abriu um pacote de batatas que havia trazido consigo, jogando uma para dentro. “quer?”
Lucian já chegou ao portão para o seu turno de vigia com Dawnbreaker em mãos e a aljava nas costas. Um sorriso pequeno surgiu em seus lábios quando viu quem seria seu companheiro naquele fim de tarde. Há tempos que não conversava com algum campista romano. “Olha, eu agradeceria por um turno de tédio.” disse com uma pequena risada. “O pessoal ‘tava comentando que os ataques aumentaram mesmo. Quase toda patrulha aparece alguma criatura. Teoricamente, estamos protegidos nos limites do acampamento, mas nunca se sabe né…” ponderou, dando de ombros. “A sua viagem foi tranquila?” perguntou curioso. Com o aumento na frequência dos ataques imaginava que a viagem até o Acampamento Meio-Sangue tivesse sido um pouco complicada. “Vou aceitar.” sorriu, pegando uma batatinha do pacote e encostando a lateral do corpo no portão.