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@cedrior

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lyrately:
“Com certeza um pouco de descanso não irá lhe matar, Cédric…” Lyra comentou em um tom neutro, mas logo seus olhos brilharam enquanto um sorriso quase travesso brilhou em seus lábios “Bem… Pelo menos eu espero que você não tenha uma síncope por descansar um pouco…” E após botar a mão levemente sobre o peito para fingir uma dose extra de preocupação, a semideusa riu por sua própria brincadeira. “Vamos evitar isso ao máximo… Deveríamos encontrar uma atividade mais lúdica para você… Oh, o outro acampamento tem um campo de morangos, sabia? Me diga, acharia legal cuidar dos campos?”
.
arqueou uma das sobrancelhas levemente e depois revirou os olhos, com os braços cruzados. claro, era inegável o pequeno sorriso que apareceu no canto dos lábios também, especificamente por se tratar dela. brincadeiras relacionadas a como cédric tinha sérios problemas em relaxar, na verdade, não eram assim tão incomuns, de modo que já estava acostumado, mas não necessariamente esboçava reações diante delas. — talvez eu tenha uma. — comentou, em resposta, num tom que parecia sério demais para ser brincadeira, mas brincalhão demais para ser sério. depois, ponderou sobre o que a praetora havia dito, com um genuíno hmm sendo expresso. engraçado. pensou em como nunca havia contado a ela sobre sua rotina diária, a de antes do acampamento e da vida como conheciam, quando era só um menino órfão criado por fazendeiros. cuidar do campo era uma atividade antiga que já havia desempenhado com seus irmãos e trazia à tona memórias que lhe davam uma sensação estranha, como uma coceirinha em cima de um ferimento cicatrizando: apesar de ser incômodo, parecia interessante de se cutucar. — sua ideia de “lúdico” é cuidar dos campos? realmente, pros meus parâmetros, acho coerente. — e então, deu de ombros. — se os filhos de ceres já não estiverem fazendo isso, no caso.
missão: patrulha avançada.
data: 19/07
integrantes: cédric dior e @fearocious
assim que avistou a grega, tratou de dar um aceno com a cabeça. — bishop. — falou, como forma de cumprimento, e checou o armamento uma última vez. o brinco dourado em sua orelha balançava de leve, e a outra espada menor estava embainhada. não havia escudo, porém, porque percebeu que era mais produtivo atacar com o dobro de armas do que se defender: era forte o suficiente para aguentar o dano. quando viu que tudo estava nos conformes, apenas começou a andar, deixando para a moça o papel de ir na frente, já que era ela quem conhecia o caminho. num geral, não tinham tanto o que conversar, mas existiam uma ou duas coisas que queria dizer. — é um lugar bonito. — começou, olhando pelos arredores. — a floresta. é uma pena que é tão infestada de monstros. — completou, sendo alcançado pela feliz recordação da infância entre os bosques que rodeavam o matadouro. — quando eu era menor, costumava brincar com meus amigos em uma. era um jogo de “assustar”. — falou, e acabou sacudindo a cabeça, tentando afastar a lembrança. não era hora. — crianças tem essa tendência de sentir vergonha de quando ficam assustadas, então era inaceitável perder. — e então, voltou a seu momento de silêncio, aguardando, caso ela quisesse complementar ou dar continuidade. caso não quisesse, tudo bem, ficava confortável no silêncio.
um pouco mais a frente, porém, qualquer que fosse o assunto, fora completamente cessado pelos barulhos traiçoeiros, e, ao levar o indicador até os lábios, escutou os sibilos audíveis, sendo, entretanto, pego de surpresa pela aparição de um ghoul junto das já prováveis dracaenas que vinham cortando caminho por entre as árvores. o ghoul, entretanto, foi quem chegou primeiro, faminto e voraz. ugh, maldito zumbi. sacou aigled’or, entretanto, o bicho parecia estava desesperado o suficiente para ser capaz de desviar de seu ataque, buscando pela carne do filho de jupiter a qualquer custo. conseguiu arranhá-lo, enquanto cédric, por sua vez, não conseguia encontrar o equilíbrio entre as investidas rápidas do ghoul e se proteger de mais garras, portanto, usou seu truque: ao invocar os ventos, flutuou, voando acima do monstro que, se aproveitando da tentativa do romano de acertá-lo com a lâmina dourada, conseguiu arrancar mais um arranhão. depois disso, nenhum deles pareceu capaz de se acertar pelo próximo minuto, o ghoul era muito rápido, e cédric estava muito alto. até que, cansado do jogo de gato e rato, acabou de uma vez por todas com a raça da criatura, decepando sua cabeça num corte limpo, finalmente, procurando por bishop. — como está indo? — perguntou, com a voz elevada, enquanto se aproximava de uma das mulheres serpentes que, agora, também parecia muitíssimo interessada em atacá-lo.
CÉDRIC: 283/325 hp e 280/280 mp.
BISHOP: 175/175 hp e 160/160 mp.
GHOUL: 0/100 hp e 100/100 mp.
DRACAENA #01: 350/350 hp e 350 mp
DRACAENA #02: 350/350 hp e 350 mp.
local: floresta
data: 16/07
missão: patrulha avançada.
integrantes: cédric dior, @hlucian e @aikaterhineb
estar em território grego não era algo familiar para cédric, pessoalmente, ele nunca tivera muita curiosidade em visitar o acampamento meio-sangue porque estava sempre muito investido nas atividades do seu próprio acampamento, como você deveria esperar de um centurião. mas, dada a situação atual e o modo como vinha se sentindo confiante em suas habilidades, pensou que fazia sentido se deslocar do seu, afinal, haviam inúmeros centuriões muito bem preparados no jupiter, inclusive sua companheira de cargo da coorte i, que conseguiram manter as coisas em ordem enquanto ia auxiliar aos demais colegas.
passou por perrengues antes de conseguir chegar de fato ao acampamento, claro, mas já se sentia bem o bastante para patrulhar e tentar deixar o lugar o mais limpo possível de monstros. não era familiar com a moça que o acompanhava, mas conhecia lucian de outras batalhas: as em sicília, estavam juntos contra as ameaças dos monstros, logo, era muito bem-vindo estar na companhia de alguém que julgou ser sério o suficiente para uma patrulha. com a mulher, veria em ação, supunha. por hora, se apresentaria. — cédric dior, centurião da primeira coorte e filho de jupiter. — ofereceu a mão para que ela apertasse. depois, se virou para o filho de apolo. — é bom vê-lo novamente, lucian. — fez um aceno de cabeça, e então, observou o espaço. — não sou familiar com as trilhas daqui, mas dei uma verificada nos mapas. apareceram muitos monstros nessa área nos últimos dias?
local: coliseu.
data: 14/07.
integrantes: cédric dior e @centuriomaris
treinamentos com terceiros vinham se tornando um pouco mais difíceis a medida que suas habilidades retornavam ao corpo. afinal, não é todo mundo que está disposto a enfrentar um oponente claramente mais forte, e, tendo na cota como pode ser intimidador naturalmente, isso reduzia ainda mais o número já baixo. portanto, era bom ter elijah por perto. se fosse honesto, vinha se tornando recorrente que contassem um com o outro e gostava disso, afinal, além de aliados, considerava que realmente haviam criado uma espécie de vínculo parental que não era obrigatório, considerando que todos em algum nível já eram parentes um do outro. não, vínculos parentais eram coisas mundanas mais do que divinas. e, bem, eram bons guerreiros, logo, era bom que trabalhassem em equipe. desde seu último treino, sentia que seu desempenho com espadas havia se aprimorado, portanto, era mera vaidade que estivesse sentindo falta de aigled'or, simplesmente porque tinha preferência por espadas longas, e as do arsenal eram todas curtas. mas, bem, ainda assim conseguiria se virar bem, como já exemplificado no começo da batalha, tendo acertado o primeiro golpe da espada em uma das laterais do corpo do filho de netuno, escutando o barulho do metal se chocando ao da armadura pelos poucos segundos em que a manteve ali, e recuando poucos passos, apenas para avançar com o escudo, na distância já curta entre ambos, para atacar novamente, dessa vez, optando por um acerto em um dos joelhos do rapaz.
CÉDRIC: 325/325 hp e 280280 mp.
ELIJAH: 414/500 hp e 420/420 mp.

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local: acampamento jupiter.
— sendo honesto, eu não tiro da cabeça que deveria estar treinando agora mesmo. — começou, tomando a liberdade de ocupar o assento vago ao lado da outra pessoa. com um suspiro pesado, cruzou os braços. — mas, apesar da nossa fama, eu acredito que pode haver sim um momento ou outro pra... outras atividades que não sejam treinamento. — completou, e foi aí que sua expressão se tornou um pouco conflituosa. — só não consigo pensar em nada específico por agora. imaginação não é muito meu forte.
MAL ORETSEV | Shadow and Bone 1.01
centuriomaris:
A perspectiva de liderar graecus não era exatamente animadora para o filho de Netuno, ainda mais considerando sua única experiência com sua visita no Acampamento Meio-Sangue há pouquíssimo tempo. Liderar não era um problema; já tinha anos o suficiente em seu posto com centurião para que viesse com naturalidade. Mas isso se aplicava aos seus legionários, os que ele treinava pessoalmente e que eram romanos. Não tinha garantia alguma de que seria igual com os baderneiros desorganizados de Long Island. A presença do filho de Júpiter era um conforto pequeno, mas bem vindo — se tivesse que contar apenas com uma pessoa no grupo, pelo menos seria Cédric.
Ele passou mais tempo do que deveria pensando em formações, estratégias e tudo mais, apenas para chegar à conclusão de que não sabia exatamente o que iriam enfrentar. O que quer que comandasse, teria que ser improvisado. E, deuses sabem, Elijah odiava improvisos. Se juntou ao resto do grupo com certo atraso, mas ouviu o suficiente para entender que estavam se apresentando. — Elijah, filho de Netuno e centurião da quarta coorte. Pelo menos por hoje, vocês estão sob minha responsabilidade. — Apresentou-se, dispensando os apertos de mão que os outros trocavam com seu primo. Teriam tempo para amenidades do tipo depois de cumprir a missão. Ele esperou que as apresentações terminassem antes de prosseguir, no entanto, por que era relevante saber com que tipo de poderes podiam contar. — Vamos, por aqui. Não temos tempo a perder. — E foi à frente, esperando que os outros seguissem.
Ele encontrou o grupo de grifos antes que eles os encontrassem, felizmente, com tempo o suficiente para que ele pensasse. Eles tinha a vantagem numérica, e a vantagem de que — Lucian, mantenha uma distância segura e prenda a atenção do mais a esquerda. — A ordem tinha um quê de óbvio: um arqueiro usando uma armadura leve não deveria estar na linha de frente. — Bishop, Strode, peguem o da direita. Dior, comigo. — E avançou em direção aos dois grifos restantes, esperando para que o centurião se aproximasse o suficiente para que só ele pudesse ouvi-lo dizer, indicando o grifo mais próximo ao que tinha apontado para Lucian: — Vá naquele, mas fique de olho no outro. Não deixe o filho de Febo morrer. — Ali, se separou do outro centurião e apertou o passo, praticamente correndo em uma investida em direção ao grifo que havia elegido, honestamente, para matar o mais rápido possível.
A investida foi certeira, o tridente enterrando no músculo da pata dianteira do grifo e tirando um som de sua garganta que estava entre o crocitar de uma águia e o rugido de um leão. Desviando de um golpe das garras da criatura, o movimento de esquiva fazendo com que o próximo golpe saísse do eixo e não apenas errasse o corpo leonino, mas deixasse uma abertura perfeita para que o grifo arranhasse o interior do bíceps, arrancando um grunhido do filho de Netuno. Ainda assim, ele permaneceu no corpo-a-corpo com o grifo, obstinado em cumprir sua tarefa de cuidar sozinho do monstro — e por um momento os combatentes pareciam quase equiparados, trocando golpes em igualdade, garras e tridente manchados com o sangue alheio até o filho Netuno criar água nas pontas dos dedos, as bolhas flutuando perigosamente até a pata direita do grifo e explodindo ao tocá-la. Sangue e carne saíram voando quase que em spray, com força o suficiente para desequilibrar Elijah e fazê-lo errar o próximo golpe, e empurrando–o para fora do alcance dos golpes cegos que o grifo tentava com a pata restante em meio ao seu frenesi.
elijah: 387/425hp, 310/360mp
cédric: 325/325hp, 280/280mp
sutton: 225/225hp, 200/200mp
bishop: 175/175hp, 160/160mp
lucian: 200/200hp, 180/180mp
grifo 1: 113/300hp, 300/300mp
grifo 2: 300/300hp, 300/300mp
grifo 3: 300/300hp, 300/300mp
grifo 4: 300/300hp, 300/300mp
com um aceno de cabeça, apertou firmemente a mão de bishop, a expressão séria usual sem deixa-lo. — cédric dior. — falou, já olhando também para os demais: um homem e uma mulher. o sotaque provavelmente saiu mais francês do que planejado, acontecia as vezes. — filho de jupiter e centurião da primeira coorte. — completou, acenando com a cabeça para bishop, e apertando a mão de lucian em seguida, silencioso, voltando à postura ereta e impecável. não conhecia muitos graecus se fosse honesto, mas, pelo menos num primeiro momento, todos pareciam verdadeiramente comprometidos com a missão, então isso já lhe bastava.
tentou conter a expressão satisfeita perante os comandos de elijah porque, no fim das contas, estava sob suas ordens, entretanto, uma parte sua estava orgulhosa de que estivessem na mesma equipe, pois conseguiriam se mostrar soldados eficientes e manter a imagem romana para os do outro acampamento e, definitivamente, cédric se importava em ser visto como alguém eficiente. representavam o acampamento júpiter, portanto, deveriam ser excelentes guerreiros. no fim, assentiu rapidamente seguindo o líder, os olhos analíticos focados no grifo, embora os ouvidos se atentassem à ordem do filho de netuno. — okay. — foi o que respondeu, antes de se apressar até próximo do grifo. chegou em passos cautelosos e, em resposta, o animal fez a mesma coisa. já tinha sacado aigled’or e a segurava em posição de ataque, entretanto, errou a primeira investida, tal como o grifo que avançou com suas garras acertando o ar. seria cômico, se não estivessem em batalha, o modo como tanto ele quanto o grifo pareceram frustrados em errar seus respectivos golpes, principalmente considerando a relação de ambos com o tão poderoso senhor dos céus.
passou pela cabeça de cédric que poderia simplesmente dizer ao grifo para recuar, afinal, antes quando sua memória ainda lhe pertencia e não havia esquecido como usar suas habilidades, criaturas aladas o respeitavam como filho de jupiter, contudo, sabia que talvez não fosse uma ideia assim tão boa, portanto, apenas usou novamente sua espada e, dessa vez, acertou em cheio o animal, desferindo um corte na base de uma das patas dianteiras, tendo como resposta o crocitar infernal. o grifo parecia pessoalmente ofendido e, como uma criatura lutando por sua honra, ergueu o corpo sustentado pela parte traseira de leão, e acertou cédric enquanto o fazia, deixando a marca de uma das garras cravadas bem no centro de sua armadura, por onde o risco deixava escapar sangue, enquanto as outras duas riscavam a superfície de seu escudo. o centurião grunhiu, com ódio, e tentou atacar, contudo, a dor que sentia justificou a falha seguinte com a espada e, se aproveitando do braço estendido, deu ao grifo a chance perfeita de arrancar mais sangue do semideus com a mesma garra que usou da última vez, segurando-o como uma pinça e puxando para frente. na tentativa de se soltar, dior acabou com a pele rasgada, e, tomado pela adrenalina do momento, acertou, dessa vez, no bico do animal, que imediatamente deixou seu som monstruoso escapar, em agonia profunda, soando quase desesperado demais e, naturalmente, para tentar se defender, atacou.
cédric não conseguiu escapar da investida com as garras, apesar de novamente ter sido salvo pelo escudo que, com sucesso, impediu que o grifo acertasse seu olho, mas, ainda, assim, lhe deixou com uma ferida significativa na orelha: um furo relativamente grande na cartilagem e, justamente por ter sido tão próximo do ouvido, o deixou desorientado o suficiente para não conseguir se defender, dando ao grifo a chance de avançar novamente, dessa vez, no braço segurando o maldito escudo que já havia o atrapalhado duas vezes. apesar de exausto, e, definitivamente, repleto do próprio sangue, seguiu com o combinado, olhando para os arredores em busca de sinais de que estava tudo bem com os demais, especialmente lucian. além disso, do mesmo modo que estava acabado, percebeu que o grifo parecia ainda mais abatido.
elijah: 387/425hp, 310/360mp
cédric: 249/325hp, 280/280mp
sutton: 225/225hp, 200/200mp
bishop: 175/175hp, 160/160mp
lucian: 200/200hp, 180/180mp
grifo 1: 113/300hp, 300/300mp
grifo 2: 172/300hp, 300/300mp
grifo 3: 300/300hp, 300/300mp
grifo 4: 300/300hp, 300/300mp
mattsuokas:
revirou os olhos com a resposta dele, mas já que foi a coisa mais próxima de algo divertido que ele disse durante todo aquele diálogo, matt sorriu. “certo, é seu jeitinho especial.” ela acabou ficando um pouco mais satisfeita ao vê-lo rir, mesmo que de forma curta e soprada, afastando mais seu mau humor com relação ao filho de júpiter. “é, eu vejo você passando quando ‘tô no templo de plutão.” ela admitiu. “o que você conversa com ele?” indagou, sem saber se o loiro responderia e fitando a enorme estátua de júpiter no centro do local. “se você quiser me contar, claro.” acrescentou ao final, voltando a observar o semideus enquanto ele a respondia sobre sua sugestão. “okay, você tem um ponto, acho que você chamaria bastante atenção no mundo inferior. quer dizer…” ela gesticulou em direção à ele. “olha seu cabelo, parece um farol!” e soltou uma risadinha. “no bom sentido!” prometeu a ele antes de voltar a esfregar o chão. matt sabia que ele estava se referindo ao fato de ser filho do deus dos deuses, o que o tornava particularmente odiado entre monstros e divindades, mas não perderia a oportunidade de fazer uma piadinha. a garota fez uma expressão de genuína surpresa quando ele disse, em meio à toda sua postura preocupada, que levaria a sugestão ao conselho. logo, a filha de plutão estava dando pulinhos de alegria, se antes ela estava irritada com cedric, agora estava perfeitamente satisfeita com ele. “certo! tudo bem, entendi! eu acho que também prefiro estar mais forte antes de ir lá em baixo!” ela se aproximou dele e deu um beijo estalado em sua bochecha. “você mereceu esse… ou vai merecer, de qualquer forma. talvez eu tenha dado a recompensa muito cedo? jura juradinho que vai levar pro conselho?” matt estendeu a mão esquerda com o dedo mindinho erguido. “se você jurar, eu prometo que termino de limpar sem reclamar mais!”
quando fora questionado sobre, cédric coçou a nuca. o que ele tanto falava com seu pai? coisas de... pai e filho? é, provavelmente era uma resposta boa o bastante para não se expor demais. não que não confiasse em matt, ele só não gostava de contar muitas coisas sobre si mesmo, era meio complicado. — ah, coisas de pai de filho. eu peço uns conselhos, agradeço e umas outras coisas. é assim com seu pai também, eu imagino. — considerando como matt era, realmente imaginava que as coisas fossem assim. revirou os olhos brevemente com o comentário seguinte. — você é obcecada pelo meu cabelo. — e só disse isso, não indicando nada em particular, uma comentário aleatório. sempre que podia, matt gostava de falar sobre seu cabelo, era curioso. mas nada de outro mundo, imaginava. romanos não costumam ter um visual tão diferente, ao menos não os mais tradicionais. a reação alheia, contudo, o pegou de surpresa. cédric abriu a boca e fechou pelo menos duas vezes durante os saltos animados da matsuoka, seguido do beijo estalado em sua bochecha. — se controla. — falou, tentando conter a energia da filha de plutão, e acabou rindo de novo. olhou para o dedo mindinho estendido, olhou para o seu próprio e respirou fundo. tá. estendeu o próprio para enlaçar no alheio. — juro. agora vai, continua limpando. a gente já se distraiu demais. — e tendo isso dito, voltou a limpar, serviço no qual ficou por mais uns vinte minutos, quando finalmente conseguiram finalizar o templo.
FINALIZADO.
prettynate:
griseonoctis:
local: limites do acampamento júpiter.
missão: patrulha avançada com @prettynate e @cedrior
Nate tinha suas próprias opiniões sobre o que Miranda estava falando. Não que ele discordasse da centuriã, muito pelo contrário, quando se tratava de legionários era muito difícil que eles tivessem pensamentos divergentes. Os três ali haviam basicamente passado por todas as fases da legião juntos, então havia bastante confiança e familiaridade. Ainda assim, o praetor estava sempre argumentando contra si mesmo em sua mente sobre o que deveria ou não fazer durante aquele momento péssimo que o acampamento estava passando, e quando ele estava prestes a lhe responder a garota mencionou um barulho. “— Hmn, eu não escutei nad-” e então o garoto escutou.
Er…
Ele falou cedo demais talvez. Nate de primeira não percebeu, ele viu um rosto familiar se aproximando, segurando sua lança com a bandeira roxa do acampamento presa na mesma e não teve como confundir. Delilah Belmont. Também conhecida como sua antiga parceira centuriã, haviam sido centuriões juntos no que agora pareciam séculos atrás, mas assim como os três ali eram próximos, Delilah também fazia parte da “Panelinha”. Ela subiu de ranking para senadora junto de Nate, apenas não quis subir mais do que aquilo, achando a posição de praetora responsabilidade demais. “— Delly, o que você ta fazendo aqui?” falou, abaixando sua adaga e também sua guarda, apenas para que com a aproximação percebesse a garota tentando lhe atacar.
Ela estava possuída. Era um Eidolon. Um Eidolon havia possuído a Delilah.
Desviou por pouco, tendo que usar todos os seus reflexos pois a menina não perdeu tempo em sair lhe atacando com tudo que tinha. Felizmente Nathaniel a conhecia, e conhecia todos os seus movimentos. Conseguiu fazer uma pequena ‘dança’ com a mesma com facilidade, como sempre se movendo de forma graciosa e precisa, mesmo que estivesse afetando com a imagem na sua frente. Ele já havia pesquisado e lido sobre Eidolons, para lutar contra eles tinha que basicamente bater em seu hospedeiro até ele sair e esperar pelo melhor, esperar que seu hospedeiro não acabasse se machucando demais. Esperar que o hospedeiro não morresse.
Não iria fazer aquilo com Delly. Não tinha como. Continuou desviando. “— Ela está possuída!” gritou para os outros dois, se movendo de um lado para o outro, até que percebeu a mesma começar a se cansar. Ao ver a mesma hesitar, ele fez o exato oposto. “— Delly…. Olha para mim. Delly. Delilah.” a chamou, sua voz sendo bem macia, melódica até, uma voz cheia de charme que fazia qualquer amolecer, e claramente havia afetado a garota. Ou melhor. A criatura.
O monstro novamente avançou para cima de Nate, que não moveu um musculo sequer. “— Eidolon, pare.” fez questão de chama-lo com outro tom, ajustando sua postura para uma de comando. Ainda estava utilizando seu charme, mas agora de uma maneira intimidadora. Autoritária. “— Esse corpo não é seu. Como ousa possuir esse corpo? Saía dele agora!” ordenou, o que teve um efeito, mas não pareceu ser o suficiente. O garoto se moveu para frente, fechando seus punhos. “— Eu disse AGORA!” e então, Delilah começou a se debater, como se o monstro estivesse lutando contra algo, talvez contra a força da ordem do praetor.
Porém Nate era mais forte, e logo percebeu uma essência fantasmagórica sair do corpo da garota. No mesmo segundo que ele viu isso, correu para segurar sua amiga que estava completamente apagada. “— Gente, ajuda!” gritou para os outros dois. Abraçou a menina muito forte, se esquecendo de procurar por sinais vitais ou qualquer coisa, não era o momento para aquilo, pelo menos não para Nathaniel.
Nathaniel: 20% + 20% (carisma) + 20% (voz suave) + 20% (beleza divina) = 80
Eidolon: 18% + 0% (Sabedoria) = 18
Resultado: 80 - 18 = 62 = Sucesso.
para cédric, tudo aconteceu muito rápido. primeiro, estavam conversando sobre legionários e o modo como deveriam tratá-los e, se fosse honesto, sua opinião atualmente era exterminar a maior quantidade que conseguisse sozinho, para deixar seus soldados com uma quantia razoável para um bando de campistas desmemoriados. eles provavelmente não gostariam disso, mas de qualquer modo, fazia parte de sua linha de pensamento. não que ele desejasse que eles não lutassem, o que também não fazia sentido, mas, era uma questão de quantidade para e equilibrar com o nível de experiência. ele jamais jogaria alguém despreparado para uma missão muito maior se pudesse impedir. e, todos os três ali eram perfeitamente capazes de se virar.
acontece que, ainda assim, quando observou o corpo possuído de delilah, vacilou por alguns instantes. ela era incrível, absolutamente incrível. e, mesmo assim, teve o infortúnio de ser possuída por uma criatura tão terrível. e cédric lia sobre criaturas, ele as estudava o suficiente para saber que aquilo muito provavelmente significava ter que bater em delilah para expulsá-lo de lá. grunhiu, tirando o brinco dourado que logo que transformou em aigled’or, enquanto ela já avançava para atacar à nate. deu alguns passos em sua direção, visando ajudá-lo a combatê-la, completamente desgostoso, olhando de relance para ver o que miranda fazia, entretanto, escutou a voz do praetor e, naquele momento, soube o que ele estava tentando fazer.
ainda em guarda, só abaixou a espada quando percebeu o corpo alheio se debater e, aflito, não esperou sequer um segundo para ir até onde estava o mais novo, para ajudar a amparar sua amiga. ele e delilah tinham uma relação engraçada: a maior parte do tempo, conversavam se alfinetando, mas era sempre num tom de piada, leve. ela era família. e, se existia uma coisa que cédric era incapaz de fazer, era deixar mais alguém de sua família desamparado. — eu levo ela. — falou, fazendo menção de tirá-la dos braços de nathaniel, e, olhou para mirando, anunciando também para ela. enquanto falava, observou as feições femininas um pouco e, com o corpo já nos braços, se endireitou, dando meia volta pela trilha que haviam pego até ali. — é melhor vocês ficarem atentos ao caminho de volta enquanto eu seguro ela.

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missão: patrulha.
membros: cédric dior.
patrulhar sozinho foi uma decisão tomada pelo peso da responsabilidade, é verdade. após tantas patrulhas acompanhadas de legionários, precisava que eles descasassem e, sabendo que possuía mais força que a maioria, havia se dado essa tarefa. não é como se já não fosse sua função já que era, literalmente, isso que significava o título que carregava: saía em missões assim sempre as encabeçando, e tentava fazer o melhor por todos. havia deixado um aviso sobre sua patrulha e o tempo que levaria nela, além de medidas de precaução. ainda não estava sem miranda, portanto, havia dito a ela, além dos praetores.
o começo não parecia assim tão difícil e, por um momento, achou que iria se safar dessa sem atrair monstros. até perceber a estranha quietude de alguém um pouco a frente, com o uniforme do acampamento júpiter. intrigado, seguiu em passos cautelosos, sendo surpreendido com a tentativa de ataque que veio logo em seguida. e, para sua infelicidade, de um dos legionários da coorte I, um dos filhos de proserpina. respirou fundo, porque não era a primeira vez que enfrentava um eidolon para saber reconhecer um, o que, infelizmente, significava que ele também sabia exatamente o que precisava fazer.
mattsuokas:
witchxbecca·:
Local: Acampamento Júpiter ;
Missão: Patrulha c/ @cedrior e @mattsuokas ;
A noite sempre fora o horário preferido de Rebecca, então quando a semideusa optou por aceitar a missão de fazer uma patrulha no Júpiter ela decidiu que viajaria a noite, justamente por ir sozinha, preferia que fosse em um horário que sentisse mais confortável. Chegando lá de manhã logo cedo, onde o céu mal havia luz ainda ela foi direto a sua tarefa designada, vendo que seus parceiros já estavam no local combinado e sentiu sua timidez aumentar pois não era assim tão próximo dos campistas romanos como era com seus colegas do Meio-Sangue. Acenou para ambos de forma mais envergonhada, sem saber exatamente o que falar a ambos quando chegou perto dos mesmo. “E aí, tudo certo?” perguntou, sentindo-se meio boboca por falar algo tão genérico para Cédric e Matt. Esperava que aquela fosse uma patrulha mais tranquila, afinal não estava em boas condições para enfrentar monstros após um treino intenso e logo depois uma viagem de horas pela madrugada sem dormir tranquilamente. “Desculpem o atraso, o ônibus estava um pouco mais lento essa madrugada.”
matt havia convencido cedric a sentar-se na grama enquanto esperavam por rebecca para começar a patrulha. haviam recebido a notícia de que a grega os acompanharia na patrulha no dia anterior, mas, pelas contas da filha de plutão ela provavelmente já devia ter chegado. de qualquer forma, não é como se a semideusa estivesse realmente ligando para isso. quando a filha de hécate chegou, deparou-se com uma cena bem peculiar. matt estava passando a mão pelos cabelos de cedric, colocando-os para trás, bem rentes à cabeça. ela fazia uma careta enquanto analisava as feições do filho de júpiter. “pelo seu bem e pelo meu, nunca corte o cabelo.” o tom de voz dela era tão amedrontador que quase parecia que o loiro seria amaldiçoado caso cortasse o cabelo. ao ver a ruiva se aproximar, a ceifadora soltou o rapaz e se levantou na mesma hora, acenando para a grega. “sem problemas, a gente nem tá esperando há tanto tempo assim… eu acho.” a morena falou, pensativa, logo enfiando a mão numa bolsinha que havia prendido ao cinto no lugar de seu ursinho habitual. de lá ela tirou um saquinho transparente mal amarrado, com vários biscoitos de aparência duvidosa. “enfim, biscoito de café? imaginei que estivesse com fome. como você ‘tá, becca?”
próximo: @cedrior·
receber visitas não era exatamente o tipo de tarefa ao qual você associaria cédric. não que ele fosse um péssimo anfitrião, era, apenas, uma pessoa fechada por natureza. o que não se podia dizer de matt, e, apesar dos pesares, as vezes ele acaba cedendo às suas loucuras e manias. após toda a cena em relação ao seu cabelo, sua única reação foi fazer uma clara expressão de quem não havia considerado nada daquele assunto — meu cabelo realmente fica ótimo assim, mas não garanto nada. — e aí, virou-se para cumprimentar a outra. era bom que tivessem alguém de do acampamento grego entre os seus, porque cédric definitivamente tinha perguntas a fazer, especialmente a respeito do injuriado que ainda estava por lá. com um aceno de cabeça, diferente da abordagem da amiga, se aproximou com a postura impecável e estendeu a mão para que ela apertasse. — espero que a viagem tenha sido tranquila. e sem problemas com o prazo, ficamos alguns minutos a mais na trilha. — na verdade, ele tinha sim problemas com o prazo, mas ela era uma visitante, então não precisava ser assim tão rígido. e então, pôs-se a caminhar ao lado de ambas, indicando o caminho por onde deveriam começar. — se estiver com fome mesmo, também tenho coisas na mochila, podemos parar daqui alguns minutos de patrulha.
mattsuokas:
“argh!” ela gemeu horrivelmente como se tivesse levado um soco no estômago. “como você consegue ser assim tão… chato e sem sal?” ela demorou a encontrar os adjetivos certos. chegava a ser cômico o quanto cedric não precisava fazer quase nada para tirar matt do sério, ela apenas olhava para ele e não conseguia evitar em achá-lo extremamente desinteressante. e chegava a incomodá-la o quanto ele não se importava com aquilo. como alguém não tinha um extremo em nada? seria ele o homem mais neutro do mundo? que palhaçada. “cedric, querido, sempre está rolando uma competição na minha cabecinha. existem dois neurônios aqui…” e ela fez um toc toc em sua própria cabeça como se estivesse batendo em uma porta. “… que são extremamente desprezíveis e competitivos e estão sempre discutindo.” ela respirou fundo outra vez com o que ele disse a seguir. por que ele tinha que ser tão sensato? bom, de qualquer forma, o nível de sensatez do loiro dificilmente significava que matt concordaria com ele. “e se eu… tomar cuidado?” estava aí algo que não saía da boca da semideusa com frequência. “e se eu conseguir me manter escondida?” continuou a sugerir. “e se você estiver muito preocupado, você pode vir!” ela dizia, encostando o queixo no topo do cabo do esfregão e sorrindo maliciosamente enquanto tamborilava os dedinhos no objeto.
— sendo. — respondeu, com uma sombra de sorriso que não se concretizou. claro, imaginava que aquela não era uma opinião só dela, mas, no fim, ele ia fazer o quê? não considerava nada tão grave assim a sua personalidade. arqueou uma sobrancelha diante da resposta alheia e acabou soltando um riso soprado. — certo. bom, no fim eu não posso fazer nada. particularmente eu gosto muito da estrutura do templo do meu pai, eu venho até bastante por aqui. — comentou, por cima, em um dos raros momentos em que compartilhava suas coisas com alguém. em seguida, voltou à expressão de antes, só que, dessa vez, com um pouco mais de preocupação. — você é só uma contra vários monstros, igual eu falei. tomar cuidado não quer dizer que você vai conseguir. e eu definitivamente não posso pisar no submundo, de todas as pessoas, eu sou a menos indicada. mas, eu vou levar a sua sugestão para o conselho, pode ser? eu não acho um plano prudente por agora porque ainda estamos fracos, mas a gente pode estudar essa questão mais a fundo depois.
cvpidsarrov:
Que inferno! Pensou Nate ao ver a criatura correr para atacar a Nieve. Queria manter a sua tão querida sobrinha o mais longe possível do monstro, para que apenas fizesse ataques de longa distância, mas pelo visto o seu charme (ou melhor, o seu bullying) não havia sido poderoso o suficiente para que o Spartus ficasse completamente imovel. Merda. Procurou por sua adaga no chão, agora que o guerreiro havia se distanciado e graças a sua mãe divina a encontrou, apenas para ver que Cédric também tinha se jogado na batalha. Bom, pelo menos ele pareceu fazer um estrago e ainda tirou sua arma, mesmo que também tivesse levado uma surra.
Não estava sendo nada bonito para a Coorte I.
E pra piorar, quando Nate correu em direção ao monstro o mesmo se virou com força batendo com força no seu peitoral com o cabo de sua espada. Merda merda merda MERDA. Olhou com raiva para a criatura, que pareceu se assustar com aquilo, recuando por um breve segundo, o suficiente para que o praetor ver uma brecha e tentar lhe atacar com sua adaga. Infelizmente não acertou, pelo movimento ter sido meio impensado. Não tinha percebido que o monstro havia recuperado sua espada, então todo o seu plano havia se evaporado. Entretanto os ataques que o Spartus lhe lançava estavam sendo desleixados, parecendo estar totalmente assustado com a presença do semideus na sua frente, enquanto o mesmo desviava de seus golpes com bastante facilidade.
Nate sorriu, percebendo que havia afetado o Spartus e então pulou em seu braço, segurando o mesmo com suas pernas com força para que soltasse sua espada no chão. Assim que o monstro fez isso, encostou seu pé em seu peitoral e fez um impulso, dando uma cambalhota para se distanciar novamente da criatura para que o seguisse e ficasse longe dos outros semideuses. Felizmente seu plano funcionou, o guerreiro foi atrás do praetor e então, como estava sem sua arma, tentou lhe atacar saltando em cima do menor que apenas desviou de uma forma graciosa, dando um giro no ar digno de seus anos de figure skating, o que resultou no monstro caindo com força no chão e prejudicando sua armadura com o impacto.
Agora o Praetor tinha uma chance. Pisou com força do bicho para lhe manter preso no chão e usou sua adaga para lhe esfaquear no mínimo três vezes em seu crânio. Planejava fazer muito mais, porém escutou um barulho agoniante e percebeu que o Myrmeko que aproximava. Ugh.
“— Deixem esse comigo, cuidem do Spartus!” gritou para os outros dois, e então correu para entrar em batalha com a formiga gigante.
nathaniel: 168/250 hp — 145/220 mp.
nieve: 62/100 hp — 75/100 mp.
cédric: 158/175 hp — 160/160 mp.
spartus: 158/450 hp — 450/450 mp.
myrmeko: 200/200 hp. — 200/200 mp.
Nieve sabia que, se a criatura tentasse atacá-la outra vez, ela estaria encrencada; tinha um corte no braço e outro na perna que atrapalhavam seu movimento e o uso do arco, e estar tão perto de seu alvo só diminuía suas chances de acerto. Mas para sua sorte, Cédric veio ao seu auxílio e logo em seguida Nate, ambos aproveitando da distração do monstro para golpeá-lo e tirar seu foco da garota.
Por um momento, ela se viu confusa: se pegasse distância, havia a possibilidade de atirar nos colegas sem querer, e se ficasse por perto, poderia se machucar mais ainda, pois não tinha o auxílio de um escudo para bloquear golpes de espada. Mas ora, se permitisse que os dois lidassem com aquilo sozinhos eles também se machucariam, e ainda que ela normalmente não se importasse em deixar que outros fizessem a parte heroica de ser um semideus, escutar histórias sobre batalhas e assisti-las acontecendo à sua frente era muito diferente.
Tendo tomado uma decisão, estava prestes a recuar quando, entre a confusão da luta, o monstro esbarrou na semideusa e jogou Loveshot para longe. Inferno. O tempo de recuperá-lo e puxar mais uma flecha foi o que Nate usou para derrubar o esqueleto e correr em direção à outra criatura, e enquanto ele — Spartus? — se reerguia e recolhia a espada do chão, Nieve atirou, acertando-o de novo.
Ela olhou para Cédric, que ainda estava próximo dela, e então para Nate, que já avançava no inseto gigante. Se o acertasse dali, daria ao praetor uma vantagem. Pegou outra flecha da aljava e preparou o tiro, mirando bem no peito do inseto, mas, pelo canto do olho, percebeu algo vindo em sua direção. O Spartus, em pé novamente, empunhava a espada enquanto corria até ela, ensandecido. Desta vez, Nieve não travou: mudou a mira para o monstro e o acertou, fincando uma flecha no pescoço esquelético. Porém, a rapidez para atacar não foi a mesma de desviar completamente da investida, que resultou em um corte em seu outro braço enquanto ela tentava sair do caminho.
“Porra!” Praguejou, segurando o local do corte. Assim não dava, precisava se distanciar. Então voltou a olhar para Cédric, como um pedido de ajuda, enquanto andava para trás e preparava-se para mais um ataque.
NATHANIEL —— HP: 168/250 / MP: 145/220 NIEVE —— HP: 43/100 / MP: 75/100 CÉDRIC —— HP: 158/175 / MP: 160/160 SPARTUS —— HP: 112/450 / MP: 450/450 MYRMEKO —— HP: 200/200 / MP: 200/200
cometer o mesmo erro duas vezes não fazia seu estilo, mas foi o que aconteceu quando, pela segunda vez, tentou apunhalar pelas costas ao spartus. com todo o ódio de estar apanhando de semideuses, é possível que estivesse usando suas últimas forças para tentar aniquilar aquelas criaturas insuportáveis antes de sua morte iminente. ou, pelo menos, deveria ser isso. cédric não teve tempo o bastante de pensar sobre a pauta, porque estava ocupado sentindo dor pelo golpe que havia levado na cabeça, ouch. mal havia se recuperado da falta de ar, e o bicho insistia em atacá-lo no rosto. então era por isso que o praetor passava? entretanto, não havia tempo para lamentar demais e, com o escudo, jogou o peso do corpo para frente, acertando a lâmina da espada já estando próximo ao bicho, que afundou até a metade.
quando a puxou de volta, foi para trás o mais rápido que pôde (felizmente para nieve, que tinha tempo de se afastar mais ainda, já que estava bem machucada) mas, ainda assim, não o suficiente para escapar de mais uma investida com sua espada, e ele conseguiu chegar muito perto de furá-lo no estômago. grunhindo frustrado, houve um pequeno intervalo de segundos entre o vislumbre do céu e um suspiro exausto. não costumava usar aquilo. e então, gritou — fechem os olhos! — e ergueu um dos braços. logo depois, houve um clarão. um raio que não deu a spartus sequer a chance de escapar: havia sido pulverizado pela eletricidade.
com a espada em mãos, alcançou nate após checar uma última vez onde estava nieve, e não quis perder tempo. estava cansado daqueles monstros. não deu à myrmeko a chance de agir, chegou com a espada com muito mais agressividade do que estava antes, usando todo o seu peso contra uma de suas pernas nojentas. com um som agonizante, a myrmeko teve sua atenção voltada para ele, e usou de suas garras para rasgar a mão que empunhava a espada. cédric soltou um gemido de dor e um grunhido raivoso e, tomado pelo mais puro ódio, tal como o spartus mais cedo, avançou contra sua outra perna asquerosa, usando a lâmina mais uma vez, que ficou cravada na base alguns segundos, antes de puxá-la de volta. agora, a criatura parecia ainda mais feia com seu andar torto e uma pata quase descolada do resto do corpo. respirou pesado, o corte a mão não parava de sangrar, mas ainda estava em posição de batalha.
nathaniel: 168/250 hp — 145/220 mp.
nieve: 43/100 hp — 75/100 mp.
cédric: 100/175 hp — 128/160 mp.
spartus: -2/450 hp — 450/450 mp.
myrmeko: 128/200 hp. — 200/200 mp.
missão: limpeza dos templos.
membros: cédric dior.
local: templo de jupiter.
apesar do relacionamento com o pai aparentar ser meramente formal, haviam momentos em que se sentia mais propenso a rezar para jupiter em busca de respostas. no fim das contas, ainda eram pai e filho, por mais complexo que isso soasse. cédric não se considerava um filho que dava trabalho, apesar de saber que, para as grandezas de jupiter, estava longe de ser o melhor (especialmente com o currículo de outras proles do rei dos deuses, como hércules) então, se esforçava para receber pelo menos o reconhecimento do mesmo, já que, indubitavelmente, o respeitava. o que era isso? desejo por validação? ele diria que não, mas a verdade é que, lá no fundo, era sim. cédric não tinha contato com sua família há anos porque sabia que não podia arriscá-los. sua parte mortal era um segredo, porque era também, um assunto doloroso. além disso, no fim das contas, ser filho de júpiter era... solitário.

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missão fixa: patrulha.
membros: cédric, @centuriomaris e @shadowlord-aro
aquele não era o time mais vantajoso se olhasse por um lado, precisava assumir. mas em contrapartida, se de uma perspectiva era importante se preservar, de outra, cédric sabia que eram também qualificados o suficiente para derrotar o que aparecesse em seu caminho, desse modo, preservando a segurança dos que estavam resguardados atrás dos muros. basicamente, uma aposta alta, mas com um alto risco de sucesso, apesar dos pesares. carregar tanta responsabilidade não podia ser por nada. além do mais, imaginava que um trio de centuriões sabia muito bem as obrigações que ostentavam junto desse título, portanto, deveriam estar na mesma página naquela patrulha.
e, bem, uma coisa era fato: cédric era um bom guerreiro, e dava o seu melhor aconselhando quando se tratava de batalhas, mas não era ele quem começava pequenas conversas, não gostava de revelar muito sobre sua vida. ainda assim, achou que deveria se arriscar e falar alguma coisa, estava se sentindo particularmente social naquele dia por alguma razão. — estão correndo por aí umas notícias suas, elijah. daqui a pouco vão te intitular o exterminador de monstros. — e abriu um sorriso contido, se virando para aro. — a gente tem que estar à altura aqui, sem passar vergonha.
cvpidsarrov:
prettynate:
Nate observou o centurião, sabendo muito bem que ele tava categorizado na em sua pasta mental como “pessoas sérias ponto com”, para saber quais seriam suas reações a conversa dele com sua sobrinha. Ele riu, óbvio, ao perceber que ele parecia um tanto desconfortável no inicio, até que se soltou por alguns segundos breves, e então o praetor tomou posição ao escutar o barulho. Que ódio. Ele conhecia muito bem aquele barulho, o som dos ossos batendo uns nos outros, aquele grito de guerra infernal. “— Para trás” ordenou a Nieve, logo tomando a frente da situação, a expressão do seu rosto mudando de um jovemzinho bobo e rico que se importava com fofocas e namoricos para a de um gladiador romano. Podia não se lembrar bem de seu treinamento, mas ainda era um magistrado por dentro, e não iria deixar ninguém, principalmente uma legionária, se machucar.
Sem demorar muito mais Nathaniel correu em direção a criatura, só então percebendo que logo atrás vinha uma outra, uma espécie de formiga mutante gigante. Na verdade, sabia bem do que se tratava, havia passado mais de horas lendo e relendo o bestiário para que pudesse saber todas as vantagens e desvantagens, pontos fracos e tudo mais dos monstros que ele e sua legião precisava enfrentar. Respirou fundo, segurando sua adaga e começou um embate com o guerreiro esquelético. Vários golpes do Nate contra vários golpes do monstro, os dois sendo ageis o suficiente para desviar, os colocando páreo à páreo naquela briga, pelo menos até o monstro acertar um ataque com sua espada na lateral do seu corpo. Felizmente estava de armadura, mas isso não ajudou no impacto total, e Nate cuspiu sangue bem no rosto ossudo do monstro. E mais rápido do que pudesse prever, o monstro lhe deu um golpe no queixo que o fez cair para trás com força e soltar sua adaga no chão.
Meu rosto.
Agora Nate realmente estava com raiva. A cada golpe que a criatura estava desviando ele já se irritava mais e mais, porém aquele último havia sido a última gota no balde. Respirou fundo, arrumou o seu cabelo e então se moveu até a criatura, lhe jogando o sorriso mais sedutor que tinha, piscando seus olhos e até mesmo lançando um beijinho na sua direção. Sabia que poderia soar idiota para quem lhe observava, mas era útil e estava longe de ligar. No momento em que percebeu que a criatura estava distraída com sua beleza e seu charme, a segurou na cabeça e fez questão de jogar todos os sentimentos negativos, toda a raiva que sentia, para dentro do seu corpo monstruoso. Como esperado, a criatura foi para trás, seu grito de guerra se tornando um grito de dor.
Nate riu ao observar aquilo, caçoando totalmente do monstro. “— Que monstro pau mole, não aguenta nem um round comigo direito, é isso mesmo?” riu mais, canalizando toda a energia de filho de Vênus que tinha, sabendo muito bem que seus insultos possuíam certos efeitos nos seus adversários. “— Nem sabe segurar a arma direito, tentou me acertar e tô aqui olha, tranquilo. Betazinho cringe de Marte. Eu hein, voltar e ser cadelinha de Deus que é cadelinha da minha mãe, que desgraça.” Ele então se distanciou da criatura, aproveitando da sua confusão para poder ter um pouco de vantagem de campo. Também olhou de lado para o outro monstro que se aproximava, cuidaria desse depois. “— Honestamente, você deveria só… Morrer mesmo. Pelo amor, voltou pra que sabe? Pra passar mico assim? Eu teria vergonha, cara. Foi um fracassado na vida, e continua sendo um fracassado na morte. Só desiste, vai pro seu tumulo tirar um soninho eterno.” agora olhou para sua adaga no chão. Tinha que dar um jeito de recuperar a mesma. “— Enfim, foda ser um perdedor para todo sempre. Eu cansaria.”
nathaniel
hp: 185/250 / mp: 145/220
nieve
hp: 100/100 / mp: 100/100
cédric
hp: 175/175 / mp: 160/160
spartus
hp: 385/450 / mp: 450/450
myrmeko
hp: 200/200 / mp: 200/200
Talvez Nieve estivesse repensando aquela história de esperar o melhor. Seus olhos brilhavam com curiosidade quando Cédric começou a falar, mas, assim que percebeu sua inquietação, soube que algo estava errado. No minuto seguinte, Nate estava com uma adaga em mãos e pondo-se em sua frente, e ela não hesitou em ir para trás do praetor e puxar uma flecha de sua aljava. De início, teve que espremer os olhos para enxergar o que vinha em sua direção: o primeiro parecia um homem-esqueleto com espada e armadura, e o segundo… uma formiga? Ela não era a melhor com nomes de criaturas, precisava admitir. Vendo o primeiro se aproximar de Nate, Nieve ergueu o arco e esperou a oportunidade para atacá-lo.
É pra um praetor apanhar assim mesmo? Foi o que pensou. Nate levara um golpe em cheio no rosto e derrubara sua adaga. Porém, o próprio garoto parecia ter esgotado a paciência, e então algo ainda mais esquisito aconteceu: ele começou a ofender o esqueleto. Nieve levou alguns segundos para entender que era uma coisa de filho de Vênus e não uma roast party de graça. Depois disso, no entanto, ela também percebeu que podia usar a situação a seu favor; ainda mirada na criatura, ela tentou procurar por suas emoções, o que Nate estava a fazendo sentir. Quando encontrou um canal, ampliou toda a dor e negatividade, arrancando da criatura um urro desgostoso. Nieve abriu um sorriso orgulhoso, percebendo que havia funcionado. E aí a criatura correu em direção a ela.
Por sorte, a garota estava distante o bastante para que o primeiro golpe da espada a errasse. Ela desviou do esqueleto e rapidamente soltou a corda do arco, acertando uma flecha no monstro. Ele parecia confuso e irritado, e continuou a aproximar-se para investir outra vez, ao mesmo tempo em que Nieve preparava uma segunda flecha. Ela sentiu um corte no antebraço, mas seu segundo tiro ainda acertou o alvo.
Bom, se já estava ali, podia continuar distraindo a criatura enquanto Nate recuperava a arma e Cédric atacava. Ainda havia a segunda à distância — agora, consideravelmente longe dela, que atraíra o esqueleto para o outro lado —, e se ocupasse o monstro por tempo o suficiente, os daria uma vantagem contra ambos. Ela então deu mais uns passos para trás e atirou outra flecha, que cravou-se entre as brechas da armadura do esqueleto, e mais uma, que fincou-se entre os ossos expostos, mas logo foi correspondida por um corte na perna de Nieve, que tirou dela um gemido de dor. Cambaleante, ela puxou mais uma flecha e a soltou, e o projétil passou assobiando bem ao lado do crânio, errando-o por poucos. Olhando por cima do ombro dele, Nieve procurou pelos colegas; esperava que tivesse sido o suficiente.
NATHANIEL
HP: 185/250 / MP: 145/220
NIEVE
HP: 62/100 / MP: 75/100
CÉDRIC
HP: 175/175 / MP: 160/160
SPARTUS
HP: 274/450 / MP: 450/450
MYRMEKO
HP: 200/200 / MP: 200/200
que peculiar. foi a primeira coisa que pensou ao observar como nate usou sua abordagem contra o spartus. não que fosse uma novidade, afinal, não era segredo para ninguém a habilidade do praetor. ela só nunca falhava em ser pitoresca. de qualquer modo, já havia se preparado para a batalha, usando sua arma amada e o escudo recém-adquirido. e, bem, não é que estavam muito bem sincronizados? nieve parecia espertinha também, ele logo entendeu o que ela estava tentando fazer, portanto, foi até próximo do spartus, tentando acertá-lo pelas costas. vai ver, foi por isso que errou. não foi uma jogada de muita honra, apesar de não ter certeza se isso realmente valia de algo contra um monstro.
como resultado, o spartus pareceu bastante irritado com toda a movimentação ao seu redor, e, quando atacou cédric de volta, mirou em uma de suas partes vitais: a jugular. com o escudo, o filho de júpiter se defendeu como dava, mas o impacto do golpe fez com que machucasse o próprio pescoço tentando se proteger da lâmina afiada que o perfuraria. chegou a ficar sem fôlego, com um efeito parecido ao de cair de um lugar alto de costas e, de repente, sentir que desaprendeu a respirar por um segundo. sendo seguido pela fúria do guerreiro esquelético e atordoado pelo impacto, primeiramente, usou sua força para afastá-lo de modo meio cambaleante, através de um chute, e aí, usou a espada para acertar sua face sem vida, cravando-a no que, supostamente, deveria ser a área de sua bochecha, e a puxando de volta enquanto se afastava, estrategicamente.
possessa, a criatura tentou de todas as formas contra-atacar. na primeira, seu objetivo era usar seu peso contra cédric, contudo, sendo alguém que já usava dessa artimanha em treinamentos diários, foi familiar demais para o centurião, até previsível; ele só precisou desviar e, posteriormente, golpeou seu joelho pela lateral e, quando o monstro tentou se levantar, golpeou do outro lado, para atrasá-lo. o bichou urrou, agarrou o ar e se levantou com a ajuda da espada, dando a cédric a chance perfeita de usar seu escudo para acertá-lo na face. ele não caiu, mas sua espada sim.
precisou se afastar um pouco, e puxar o ar. o cansaço mais proveniente de sua própria agitação do que de qualquer investida real do monstro contra si, apesar do pescoço estar latejando, ele conseguia sentir quando prestava um pouco mais de atenção.
nathaniel: 185/250 hp — 145/220 mp.
nieve: 62/100 hp — 75/100 mp.
cédric: 158/175 hp — 160/160 mp.
spartus: 178/450 hp — 450/450 mp.
myrmeko: 200/200 hp. — 200/200 mp.