Elijah conseguia sentir os olhos da filha de Dionísio nele. Talvez essa fosse sua verdadeira punição por conta da coisa de ter patrulhado com Aro e Cédric aquele dia: ter que pajear a visitante mais agressivamente grega que já tinham recebido. Se sua experiência com a equipe que foi designado a liderar na Sicília tinha servido para mostrar-lhe que os gregos não eram necessariamente dignos da fama que tinham, a vinda de Evelyn acabava sendo prova de que ele talvez só tivesse tido uma sorte ímpar de estar em uma equipe que não era formada de desordeiros e bêbados de Long Island. Por que sim, ele conseguia sentir o cheiro forte de bebida exalando do cantil. Esse tipo de comportamento jamais seria tolerado na legião.
— Suponho que sim, mas eu não saberia com certeza. Você teria mais sorte perguntando a um dos filhos de Febo… Creio que vocês chamem de Apolo? Enfim. Um desses ou um dos senadores. Talvez um praetor. — Apesar de todas as linhas no antebraço, Elijah nunca teve muito interesse nas partes mais burocráticas ou esotéricas do funcionamento do Júpiter. O que lhe importava eram as missões trazidas pelos agouros. Sobre a sugestão dos praetores? Ele só queria jogar os dois debaixo do ônibus por terem lhe designado para patrulhar com uma visitante com uma caderneta e caneta gel. — Pode se dizer que sim. Sou responsável pelos legionários da quarta coorte, e- — A última sentença o pegou de surpresa, os olhos se estreitando em disconfiança na direção da outra. — Te… Procurar? Mas você está bem aqui. — As sobrancelhas se juntaram em uma expressão de genuína confusão, qualquer sentido além do literal nas palavras alheias escapando sua interpretação. — Se está se referindo à tempo livre, geralmente o uso pra treinar meu legionários.
deixou escapar um risinho. oh boy, no fim eram todos tontinhos assim? — ai, mas aqui? que isso, a gente tá trabalhando. — pareceu escandalizada por dois segundos antes dela própria balançar a cabeça, em negação, e aproximar o indicador até a ponta do nariz alheio. — você consegue melhor que isso, vai. — e então, focou os olhos na estrada, atrás de pontos mais altos para subir, testando o próprio equilíbrio. um segundo, parecia extremamente bêbada e prestes a cair, mas, num literal piscar de olhos, era novamente uma pessoa capaz de ter equilíbrio. escutando o restante da resposta do romano, levou um indicador até o queixo. — hum, entendi. então geralmente seu tempo livre é usado para trabalho. sabe o que isso quer dizer? que raramente você não faz isso. só que "raro" não é impossível. — e então, retornou até próximo dele. — e sabe o que mais é raro? eu estar aqui. — apontou para si mesma, dando mais alguns passos para perto do filho de netuno. — e... — cantarolou essa parte. — ...você pode estar pensando "hmm, e daí, grega?" mas é só porque você ainda não me emprestou aquelas três horinhas do seu tempo precioso, pra gente ficar a sós e- — não conseguiu seguir com seu raciocínio, porque, estreitando os olhos num segundo que voltou a olhar por cima ombros alheios, visualizou um dos seus piores pesadelos se aproximando: um leucrota. com a expressão fechada, levou a mão até o cantil, determinada. com um gole rápido, praticamente rosnou ao mesmo tempo que a criatura. — não encosta no leucrota, é meu. — ergueu o indicador, pegando o bastão e correndo na direção do monstro.
aquele sequer era o leucrota de antes (ela não tinha certeza disso na verdade) mas, ele parecia tão determinado a não ser acertado quanto ela, já que ambos erraram golpes que tinham um claro jeito de serem letais. soltando um grunhido insatisfeito, segurou o bastão com ódio, o usou para parar a tentativa de mordida, com rapidez, levando a ponta até a parte da boca aberta, fazendo questão de fazê-lo demorar se embolando na língua úmida com sua ponta envenenada. o animal, atordoado, tentou engolir seu braço mas falhou, dando a ela a chance de recuar com o bastão, mas, no caminho, soltando o escudo para longe quando sentiu a arma ficar enganchada em uma das presas do bicho. o que isso fez, porém, foi arrancá-lo um dos dentes, soltando do animal um gemido sofrido. em seguida, fez algo certamente ousado: se jogou em cima do animal, o escalando, para enfiar novamente a ponta do bastão em alguma parte de seu corpo, dessa vez, em um de seus olhos. o leucrota se sacudiu, mas não pôde fazer nada além disso. ainda em cima dele, quase caindo, ergueu os braços para enfiar o bastão novamente no mesmo olho, remexendo-o dentro da orbe jorrando icor com barulhos esquisitos, até que ele conseguiu derrubá-la, avançando com uma mordida certeira. ugh, que nojo, estava presa. — ai, para né? você tá caindo aos pedaços e me manda essa, cria vergonha. — falou, entre arfadas, dando tapas no animal. ficou tão entretida em sua luta, que acabou esquecendo o restante das coisas ao seu redor: o romano gostoso e as harpias malvadas.
EVELYN: 222/250 hp e 220/220 mp
ELIJAH: 500/500 hp e 420/420 mp
LEUCROTA: 51/150 hp e 150/150 mp
HARPIA #01: 350/350 hp e 350/350 mp
HARPIA #02: 350/350 hp e 350/350 mp