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E COMEÇA A ERA DIGITAL: SONY CYBER-SHOT DSC-S650
Depois de muitos e muitos anos com a velha Kodak e a não tão velha Yashica, a família finalmente entrou na fotografia do século XXI e comprou sua primeira câmera digital, abandonando por completo o filme de 35MM e as duas máquinas nos serviram por tanto tempo.
A nova câmera foi comprada em algum momento de 2007, junto de um cartão de memória de 513MB, bastante espaçoso para a época. A estreia da câmera não poderia ter sido feita de outra forma, novamente pelas mãos de meu irmão mais velho em mais uma de suas viagens, agora livre do limite de 36 poses dos filmes.
A câmera
A Sony Cyber-Shot DSC-S650 trata-se de uma câmera digital compacta fabricada pela Sony. A câmera foi lançada no mercado mundial em 2007. Sendo bastante intuitiva de usar, revelava-se mais que adequada para usuários comuns que precisavam apenas de uma boa câmera compacta para registrar os momentos importantes da vida.
Sendo uma máquina bastante simples, vinha equipada com uma objetiva com zoom óptico de 3X (equivalente a uma objetiva 35-105mm), com abertura máxima de F/3.5. Vinha equipada com sensor CCD de 7.2 Megapixels efetivos, com ISO máximo de 1000, conjunto que entregava ótimas fotos para uma compacta de sua época.
A câmera possui um seletor com diversos modos automáticos que otimizam a performance nas mais variadas situações, como retratos, fotos sob luz crepuscular, em ambientes com neve ou sol intenso. Se destaca a presença de modo de preferência de ajustes, que permite a realização de alguns ajustes pelo usuário, contudo não permite o controle de abertura do diafragma ou de velocidade do obturador.
Possui ainda modo para fotografias macro, com distância mínima de 5 centímetros, ajustes para realização de fotos em preto e branco ou Sépia, ajustes de nitidez e timer programável de até 10 segundos. O display traseiro possui bom tamanho para sua época, sendo bastante nítido mesmo sob sol forte.
Mesmo alimentada por duas pilhas AA, a câmera possui tamanho compacto e bom consumo de baterias. A memória interna é de apenas 6MB, podendo ser expandida com o uso de cartões de memória Memory Stick Pro Duo, formato proprietário da Sony.
Minha experiência com a câmera
Sendo a terceira câmera básica adquirida pela família e a primeira digital, ela me acompanhou pelo final da adolescência e durante toda a faculdade, sendo usada para o registro de reuniões de família, viagens de férias, festas e eventos da faculdade. Por não ter as mesmas restrições que uma câmera de filme, me vi livre para fazer quantas fotos quisesse, podendo verificar o resultado imediatamente.
Além das novas experiências fotográficas, descobri em pouco tempo que a câmera consumia baterias alcalinas com voracidade, me obrigando a comprar um conjunto de pilhas recarregáveis e seu carregador, que apesar não ter sido tão barato na época, se revelou uma escolha econômica logo no curto prazo.
Hoje a pequena Sony se encontra aposentada, com suas marcas de uso por muitos anos, descansando em meu acervo pessoal junto das veteranas Kodak e Yashica, mas ainda em plenas condições de voltar à ação, pedindo apenas duas pilhas AA para ir novamente à guerra.
Referências
Câmera Versus Câmera: http://www.cameraversuscamera.com.br/cameras/ss650/ck_ss650.htm
Exercício de fotografia no jardim.
AVANÇANDO UM POUCO: YASHICA EZ-MATE
Após vários bons anos com a “velha senhora” da Kodak em mãos, a família adquiriu uma segunda máquina fotográfica, movidos pela necessidade de uma segunda câmera um pouco mais moderna. A família comprou essa câmera em algum momento de 2003 e o responsável pela estreia do novo equipamento acabou sendo meu irmão mais velho, que a levou para uma viagem da faculdade, na qual registrou obras de arte em museus e demais lugares onde não se pode usar o flash.
A câmera
A Yashica EZ-Mate trata-se de uma câmera compacta fabricada pela marca japonesa Yashica, então pertencente à Kyocera. A câmera foi lançada no mercado mundial no início do ano 2000. Utilizando filme de 35mm, a câmera possui controles eletrônicos para suas funções básicas, como disparo, acionamento do flash, timer, e avanço e retorno do filme para o rolo.
Dentro de sua proposta de máquina simples, acessível e de fácil operação, possui somente uma objetiva, com distância focal fixa de 30mm, com abertura de f/6.4, com uma pequena alavanca que pode ser acionada para alteração da posição da objetiva para otimizar a realização de retratos.
Todos os controles básicos são eletrônicos, com a câmera possuindo em sua parte superior três botões de borracha, sendo o maior para o disparador, e dois menores responsáveis pelas demais funções, como acionamento do flash, do timer e do retorno do filme. O avanço do filme se dá de forma automática a cada disparo, com uma pequena tela de cristal líquido indicando a quantidade de poses restantes, o acionamento ou não do flash e o controle do timer.
A quantidade de funções controladas eletronicamente torna indispensável o uso de duas pilhas AA para o funcionamento da câmera. O flash possui um tamanho condizente com a proposta da câmera, vindo ainda com a função de redução de olhos vermelhos. O visor possui um tamanho bastante generoso, facilitando a composição de cenas por praticamente qualquer pessoa, acompanhado de um pequeno LED vermelho ao lado do visor que indica o carregamento do flash.
Além dos controles bastante intuitivos e diversas funções automatizadas, entre elas está o ajuste de isso de acordo com o filme empregado, com a câmera reconhecendo e se ajustando para o melhor uso de filmes com ISO 100, 200 ou 400. Outra função automatizada é o desligamento do equipamento após alguns minutos sem uso, o que auxilia no consumo de bateria.
Minha experiência com a câmera
Sendo mais uma câmera básica adquirida pela família, ela me acompanhou por boa parte da minha adolescência, sendo usada para o registro de reuniões de família, viagens de férias, e eventos no colégio nos quais tive a chance de levar a câmera e um rolo de filme, o que me deu a oportunidade de decidir as fotos que queria fazer e experimentar um pouco com a câmera fora do ambiente familiar.
Essa foi a última câmera de filme que passou pelas minhas mãos, sendo preterida no momento em que a primeira câmera digital foi adquirida, com a pequena Yashica sendo relegada ao fundo de uma gaveta por anos, até ser encontrada em uma mudança, o que a levou a se tornar minha sem oposição, tornando-se mais uma peça de meu pequeno acervo pessoal.
A Yashica pode ser trazida de volta da aposentadoria? Provavelmente sim, pois ela se encontra em ótimo estado de conservação, bastando pilhas e um rolo de filme para que possa voltar à ação mais uma vez, sendo um eco do passado e uma lembrança dos últimos dias do domínio da fotografia analógica.
Referências
Kyocera Americas: https://americas.kyocera.com/press-releases/press-releases_20150318206.htm
PRIMEIROS PASSOS: KODAK HOBBY
Em qualquer atividade todos começam de algum lugar, certo? Minha relação de idas e vindas com a fotografia começou com essa pequena câmera analógica compacta, uma câmera “da família”, comprada para registrar momentos como festas de aniversário, reuniões de família, viagens de férias, dentre outros eventos dos quais queremos guardar algum registro para a posteridade.
A câmera
A Kodak Hobby trata-se de uma câmera analógica compacta fabricada pela Kodak do Brasil no final da década de 1980. Utilizando filme de 35mm, a câmera é toda mecânica, com controles manuais para avançar e rebobinar o filme, acionamento do flash, e seleção dos ajustes de exposição oferecidos.
Sendo uma máquina compacta e de concepção simples, possui apenas uma objetiva, com distância focal fixa de 44mm e abertura de f/5.6, o que torna a objetiva um pouco escura para alguns, mas serve à proposta de uma câmera compacta e acessível.
Os controles são todos mecânicos, com o avanço do filme após o disparo sendo feito girando um seletor com o polegar até que a máquina faça um clique, reativando o controle do obturador e indicando que uma nova pose se encontra na posição certa. Para se rebobinar é preciso levantar a alavanca do botão superior esquerdo e girá-la no sentido horário até que todo o filme seja rebobinado de volta para o rolo, com a câmera se abrindo ao se levantar o botão por completo.
A câmera oferece dois ajustes de exposição, com duas aberturas distintas, sendo uma mais fechada para ambientes mais iluminados, com indicação de uso de filme de ISO 100 ou 200, e a segunda, mais aberta, para uso em ambientes com menos iluminação, recomendando o uso de filme com ISO 400.
Sendo uma câmera totalmente mecânica, dispensa o uso de pilhas para o funcionamento básico, com as baterias sendo reservadas para o uso do flash, que possui um tamanho razoável para uma câmera compacta e que no meu exemplar continua funcionando mesmo após 30 anos desde sua fabricação.
O flash é acionado ao ser deslocado levemente para a esquerda, passando a emitir um sinal sonoro indicando que está sendo carregado, com a câmera informando que o mesmo está pronto para uso ao acender uma pequena luz à direita do visor, com o início de recarga se iniciando logo após seu emprego e o avanço do filme para a próxima pose.
A câmera possui um visor pequeno e posicionado pouco acima da lente, com um pequeno indicador de poses utilizadas, indo de “S”, que indica a ausência de filme na câmera, até 36. Possui ainda em seu botão de disparo uma rosca que permite a instalação de cabos para disparo remoto, e em sua parte inferior outra rosca, para instalação da câmera em tripés.
Minha experiência com a câmera
Essa câmera foi a primeira que tive em mãos, e por ser tão velha quanto eu, vem acompanhando a minha família nas últimas décadas, sendo usada para o registro de festas de aniversário e viagens de férias, sendo ainda a câmera que ajudou a me apresentar ao mundo da fotografia, ao me proporcionar as primeiras experiências atrás da câmera, registrando o momento e me permitindo aprender as operações básicas de um equipamento tão simples, mas que para uma criança era complexo e misterioso.
Com o tempo a câmera foi sendo deixada de lado pelo resto da família, seja pela aquisição de uma nova câmera compacta, seja pela posterior compra de câmeras digitais, o que levou a Kodak a se tornar minha de forma definitiva sem que houvessem muitas objeções, tornando-se uma pequena relíquia pessoal.
Com as idas e vindas da vida, e a ressurreição do meu interesse pela fotografia, agora com muito mais seriedade e comprometimento, a pequena Kodak pode ser convocada da aposentadoria, recarregada com pilhas e filme para ver o mundo mais uma vez.
Referências
Kodak Classics: http://kodak.3106.net/index.php?p=210&cam=1330
Camera Wiki: http://camera-wiki.org/wiki/Kodak_Hobby

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De volta ao quadrado 01, doze anos depois
Em dois de dezembro de 2018 dei início a minha primeira tentativa de publicar conteúdo na internet, influenciado muito mais por blogs e sites do que livros, passei a resenhar jogos antigos que tinha em mãos, aproveitando o período entre o resultado do vestibular e o início das aulas na faculdade.
Aquele primeiro dia, publicando um texto de apresentação e uma primeira resenha de um RRG do saudoso Super Nintendo tive uma experiência interessante, pois até então nunca havia me dedicado a escrever com afinco para além de trabalhos escolares e redações em preparação para vestibular.
Relendo o texto hoje, não aprovaria aquela resenha, pois além da organização precária de ideias, o próprio vocabulário não era dos mais refinados, fruto em boa parte da falta de prática com a escrita e da falta de diversidade de leitura daqueles tempos.
Insisti com o blog durante aqueles dois meses de férias, jogando, tomando notas, pesquisando e escrevendo. A falta de prática somada a ansiedade para escrever me levaram a publicar resenhas quase criminosas de tão ruins de alguns dos melhores jogos que já tive em mãos, um pecado do qual algum dia espero me redimir.
Com o passar do tempo e o desenvolvimento tanto do hábito da escrita quanto de leituras mais variadas, em parte mérito do início da faculdade, passei a melhorar pouco a pouco meus textos, tornando-os cada vez mais organizados, detalhados e com linguagem progressivamente mais sofisticada.
A recém-iniciada vida acadêmica também trouxe suas novidades, como a imposição da necessidade de organização do tempo por conta da nova rotina, mais intensa que aquela dos tempos de cursinho. Além disso, a vontade de escrever contribuía com a prática da pesquisa por novos jogos, bem como por informações que pudessem servir de inspiração.
Ao final do primeiro ano de blog, já havia publicado mais de uma centena de textos, entre resenhas de jogos, matérias diretamente relacionadas com games antigos, bem como resmungos e reflexões no início de cada mês, sempre buscando fazer um bom trabalho para a meia dúzia de leitores e paraquedistas que liam o que era escrito naquelas linhas tortas.
No segundo ano de faculdade, escaldado com os percalços do primeiro e animado com as matérias futuras, me dediquem como nunca aos estudos, colhendo os frutos em pouco tempo. O maior afinco se refletiu no blog, com o maior volume de leituras e escrita contribuindo diretamente para a melhora nas habilidades de pesquisa bibliográfica e organização de ideias e dos trabalhos como um todo.
Ao mesmo tempo no blog, com mais ânimo e redação mais refinada, os textos foram ficando mais extensos, detalhados e com menos erros, se aproximando um passo de cada vez da qualidade dos textos e autores que me inspiravam e que tanto desejei desde o início, com a publicação de alguns textos que me trazem algum orgulho até hoje por conta da evolução percebida.
Com o fim do segundo ano, com a vida acadêmica indo de vento em popa, me sentia realizado tanto na faculdade quanto com o meu “trabalho” como blogueiro, muito otimista com tudo que o futuro me reservava, com tudo mudando para melhor e pior ao mesmo tempo.
O terceiro ano conseguiu a proeza de trazer ao mesmo tempo mudanças para melhor e pior, com a vida acadêmica tendo seu saldo largamente positivo, ao mesmo tempo em que passei a sofrer com o esgotamento mental para com o blog, não conseguindo mais cumprir a pauta que havia me imposto, ao mesmo tempo em que me sentia culpado por pensar em diminuir o ritmo, o que resultou na queda drástica do volume de publicações até o fim do blog por inanição.
A vida seguiu independente daquela primeira aventura, com formatura, início da vida profissional, altos e baixos profissionais, altos e baixos pessoais, corações partidos, mais leituras, redação profissional e o próprio amadurecimento pessoal.
Mais de dez anos depois daquele dia 02 de Dezembro, veio novamente a vontade de escrever na internet, dessa vez inspirado muito mais por livros do que por blogs e sites, volto às linhas tortas motivado pelo desejo de fugir um pouco da redação profissional, que apesar de indispensável, é excessivamente engessada e estafante, sem falar na necessidade de uma válvula de escape para a criatividade.
Volto a escrever para aliviar a pressão e o cansaço de guardar certas coisas, para compartilhar experiências, leituras, fotos e todo resto, sem seguir uma pauta rígida de publicações, mas ao mesmo tempo que desejo trazer algo novo com alguma frequência, para não deixar mais um blog morrer de inanição.
Meu antigo canto na internet ainda está no ar, juntando teias de aranha e spam na caixa de comentários, não sei se o mantenho no ar como uma pegada virtual ou se o retiro definitivamente, o tempo dirá.
Aos novos leitores e paraquedistas, deixo as boas vindas nessas pouco mais de 800 palavras contando sobre meu próprio trajeto virtual e no mundo real, parte do caminho que me trouxe até aqui. Muito obrigado pela leitura e espero que gostem.