Já me encontro rosnando para as pessoas, cadê a porra do bom senso, eu tenho insônia caralho, qualquer barulho infeliz me mantém acordada. Depois a pessoa quer que eu funcione bem, e sorrindo.

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Já me encontro rosnando para as pessoas, cadê a porra do bom senso, eu tenho insônia caralho, qualquer barulho infeliz me mantém acordada. Depois a pessoa quer que eu funcione bem, e sorrindo.

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Espero profundamente que eu acorde melhor do que hoje e que tudo tenha sido apenas um dia estressante. Tô cansada, irritada... Não sei como sobreviveram à minha ilustre presença hoje.
A mini capitalista agora deu pra jurar pela mãe mortinha.
Eu aqui sentindo umas pontadas no peito, sem saber o motivo. Em risco de ter uma parada cardíaca por conta dessa criança sem-vergonha. 🤡😂
O eu de antes tinha uma força inabalável e uma certeza sobre suas próprias convicções que hoje me causam inveja.
Eu era forte.
Simplesmente a garotinha mais magrela e mais rancorosa que já conheci.
Por muitos anos, quando encontrava meninas com aquele mesmo olhar, eu sentia ressentimento. Porque eu já não era mais aquela menina. Já não era a potência humana em forma de vareta. Não era nem um terço do que um dia fui. E não por culpa minha, nem do mundo, mas, tristemente, por causa das pessoas ao meu redor.
Elas viam minha estranheza como uma falha moral. Viam minha força e minha autenticidade como burrice, ingenuidade ou idiotice. Enxergavam em mim defeitos que, com o tempo, eu mesma passei a enxergar.
Minhas dificuldades foram se tornando cada vez mais evidentes à medida que me eram apontadas. Era como colocar uma lupa sobre um queijo suíço: de repente, só os buracos existiam. O que fazia de mim quem eu era passou a parecer apenas uma coleção de ausências. Aquilo que me definia tornou-se exatamente aquilo que mais me faltava.
Eu era chamada de estranha por todos ao meu redor. E passei de alguém completamente alheia a esses julgamentos, quase indiferente às próprias falhas, para uma pessoa hipersensível a cada uma delas.
Foi nesse momento que aquele que arrancou de mim meu eu mais profundo encontrou espaço para agir. Aproveitou-se da insegurança que outros haviam cuidadosamente cultivado.
E aquela que deveria ter me protegido olhou ao redor, viu o coro de vozes dizendo que eu era errada e concluiu que, pelas minhas transgressões — transgressões que consistiam apenas em ser estranhamente eu —, eu devia pagar.
E eu paguei.
Paguei em pele.
Paguei em psique.
Paguei em intimidade.
Paguei em tempo.
Paguei em silêncio.
Paguei em paz.
Embora, pensando bem, talvez paz nunca tivesse sido uma opção para aquela menina.
Mas, mesmo que tivesse sido, já não há como saber.
Porque ela não existe mais.
Tem uns ovão bem grandão.
O nome dele é Boby.
Os ovo tão pa batendo no short... 🎶

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Pensando aqui num contexto geral, muito complicado esse humilde eu.
Gosto das pessoas? Sim. De todas? Aí a resposta já vem outra.
Não gosto tanto assim de gente, mas curto observar de longe e interagir de vez em quando.
Agora, um tópico sensível: meus momentos de carência.
Mano, isso me rende muitos problemas.
Por exemplo, de fato sou uma pessoa carinhosa, porém não demonstro o tempo todo.
Só que aí tem a fase lútea, onde aparentemente estou: muito carente e perturbadoramente aconchegante.
Problemático, no mínimo. E a querida questão: não fico agarrada nem com as pessoas que mais amo, pelo menos não o tempo todo. Demoro a sentir falta das pessoas, às vezes até esqueço de sentir falta, muito problemático, embora curta uma boa companhia para ficar em silêncio ou falar por horas, a solidão ou solitude, sei lá que diabos de termo usam sobre isso, essa querida muito me encanta.
Gosto de ter companhia, sim, mas gosto mais de ficar sozinha. Isso pesa muito.
Porque, literalmente, quero uma noite gostosa e meter o pé. Não quero ter que explicar com quem saí, por que saí, nem me restringir pra alguém não se magoar comigo, ou fazer alguém se sentir insuficiente. Feliz ou infelizmente, não vou mudar. Cansei de me restringir, de me adaptar. Ninguém se adequa a mim.
Mas aí também não facilito para um amigo de foda. Se gosto, não quero dividir. Se tenho algum apreço, não quero que ninguém toque no meu brinquedo favorito. É precioso e raro, pois até para eu ter um real interesse além do sexo é difícil.
Aí complica pro outro lado. Não é falta de amor, ok? Esse negócio escapa sem que eu queira. Aí, quem olha de fora pensa: "É só um demônio não compreendido."
E, de fato, sim. Mas a criatura tem o título de demônio por um bom motivo.
Deveria parar de dizer que não valho nada e começar a dizer que não quero nada.
Ou sim quero algo, mas sem toda a merda sufocante que vem junto, esse convencional não me agrada.
Português bem claro, sabe?
Mas aí, as pessoas encaram isso de outra forma ou, pior, como desculpa para um sexo meia-boca.
Meu coração é meio duvidoso, meu corpo delicioso e tão peculiar quanto os sentimentos que carrego dentro da minha carne.
Tenhamos bom senso.
~Gabrielly Oliveira
Amor de pica é real, porque vocês acham que tem tanta mulher com o homem errado por aí.
As. Dylan sem futuro.
😌 sou difícil de lidar mesmo kkk
Difícil de lidar não é nem a palavra.
Meu windows deu uma travada de leve ao tentar processar uma voz gostosa.