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A grande lei da natureza é que ela nunca para, não há fim
Mal você consegue superar um obstáculo, surge outro
Mas é justamente isso que mantém a vida interessante
A vida é um processo de romper esses impedimentos...
Uma série de linhas fortificadas que devemos romper
Cada vez, você aprende algo
A cada vez, desenvolve força, sabedoria e perspectiva
Cada vez, um pouco mais da competição é eliminada
Até que tudo que resta é você:
A melhor versão de você
(Ryan Holiday - The Obstacle Is The Way)
SEXTORSÃO
“Meu computador foi invadido por um hacker que vai divulgar vídeos constrangedores meus se eu não fizer um depósito em 24h. Ele sabe meu nome, e-mail e senhas. O que devo fazer?” ALINE
O que está acontecendo?
Ameaçar distribuir materiais privados e sensíveis visando obter imagens de natureza sexual, favores sexuais ou dinheiro caracteriza o crime de SEXtorsão, uma variação da antiga extorsão. A popularização dos smartphones, câmeras, redes sociais, sites e APPs de relacionamentos com trocas de vídeos e fotos com conotação sexual vem impulsionando esse tipo de crime.
Devo me preocupar?
Em parte.
A boa notícia é que na grande maioria das vezes o autor da mensagem não tem nada seu e você não precisa temer as ameaças do e-mail. Golpes desse tipo costumam ser genéricos, direcionados a milhões de pessoas ao mesmo tempo.
Os golpistas apostam que muitas vítimas irão preferir ceder às chantagens e guardar silêncio para não se arriscarem a enfrentar situações que possam comprometer reputações, casamentos ou empregos, até mesmo quando nada fizeram de impróprio.
A má notícia é que se você recebeu um e-mail desse tipo deve ter havido uma violação da sua privacidade com exposição de dados confidenciais. Consulte meu post sobre PWNED para ver algumas medidas simples que podem aumentar sua segurança e prevenir problemas futuros.
Analise a mensagem cuidadosamente
Tendo em mente que pode se tratar de uma mensagem genérica, analise o conteúdo com bastante atenção. Provavelmente, você conseguirá perceber que, na verdade, eles não sabem muito sobre você. Talvez os dados revelados sejam desconexos, ainda que verdadeiros, ou a senha indicada seja antiga ou obsoleta.
Como eles conseguiram minha senha?
Infelizmente, incidentes de segurança na web acontecem quase todos os dias e os dados roubados dos servidores invadidos acabam sendo vendidos ou expostos na dark web. Veja o meu posto Pwned para saber mais sobre isso.
Devo responder ao e-mail?
NUNCA. Uma resposta pode dar início a uma conversa e os criminosos podem se mover para um estágio mais avançado do golpe. Não clique em links ou anexos. Simplesmente, exclua a mensagem se você não desejar ir adiante com uma investigação.
Melhor pagar o resgate?
Em hipótese alguma. Você apenas perderá dinheiro, se mostrará suscetível à chantagem e incentivará os golpistas a continuarem com a prática contra outras pessoas.
E se for verdade?
Agora, se você tiver motivos para acreditar que se trate de uma chantagem real, procure ajuda profissional. Um perito ou um advogado especializado em crimes cibernéticos pode lhe ajudar com isso. Não se intimide.
';--você foi pwned?
Dados pessoais dos usuários de centenas de servidores já foram vazados em decorrência de ataques hackers. Saiba se os seus dados foram expostos, os riscos envolvidos e quais providências você deveria tomar.
O que é pwned?
Pwned (pronuncia-se “powned”) é um termo inglês que significa que algo foi dominado. A expressão como sinônimo para dados comprometidos devido a violação de bases de dados foi popularizada pelo site “have i been pwned?”, um serviço que coleta e analisa informações de bilhões de contas vazadas na internet.
Como meus dados foram violados?
Vazamentos de dados podem advir de empresas com as quais você se relaciona ou com falhas de segurança no seu próprio equipamento devido a programas maliciosos (malware).
Grandes incidentes de vazamentos de dados decorrem da ação intencional de criminosos sobre provedores. NetFlix, Facebook, SnapChat, Uber e LinkedIn são exemplos de empresas que já foram invadidas.
Por que querem meus dados?
Em geral, dados são roubados para serem vendidos no mercado negro, expostos na dark web ou por interesse específico de hackers em determinados conjuntos de dados.
O domínio de contas e informações pessoais pode viabilizar muitos outros golpes, tais como extorsão, roubo de identidade, spam de phishing ou malware, uso indevido de cartões de crédito ou das credenciais de acesso em outros sistemas online.
Minha conta foi pwned?
As empresas deveriam alertar seus usuários quando um incidente de segurança resulta em violação de dados, mas nem sempre são tão transparentes. Na prática, nossos dados pessoais podem ser expostos sem tomarmos conhecimento.
Para verificar se seu e-mail fez parte de alguma violação de dados conhecida use o site “have i been pwned?” - https://haveibeenpwned.com/
Digite o e-mail que deseja consultar e clique em “pwned?”.
Caso seu e-mail esteja comprometido serão listadas as bases de dados que o contém, os provedores violados e os tipos de dados que foram expostos.
Fui pwned. E agora?
Os dados expostos caíram em “domínio público”, mas você pode prevenir danos colaterais e aumentar sua segurança.
Primeiro, faça uma varredura completa no seu equipamento para garantir que ele esteja livre de malware. Resolva isso antes de alterar senhas.
Segundo, verifique as configurações da sua conta de e-mail no seu provedor. Elas podem ter sido alteradas para encaminhar suas mensagens para os criminosos ou para propagar malware ou phishing.
Agora, troque a senha vinculada ao e-mail pwned. Se essa senha for usada em outras contas, um hábito do qual você deve se livrar, altere as senhas dessas contas.
Finalmente, adote as medidas preventivas indicadas no próximo tópico.
Como se prevenir?
Siga as velhas e boas recomendações de segurança: • Mantenha seus programas e sistemas operacionais atualizados • Instale um bom antivírus • Regularmente rode o antivírus para procurar por malware, mesmo que tudo pareça estar bem • Crie senhas fortes – quanto maior e mais difícil, melhor • Use senhas únicas – não as repita em outros serviços • Altere suas senhas habitualmente • Considere um programa gerenciador de senhas • Habilite a autenticação de dois fatores onde disponível • Não clique em links nem abra arquivos de mensagens cuja origem seja desconhecida
Por regra, evite fornecer a provedores mais dados do que os necessários para a prestação dos serviços que você estiver interessado.
Não fui pwned. Posso ficar tranquilo?
Não. As empresas invadidas não costumam divulgar quais contas foram expostas. Apenas os dados vazados que foram parar na internet são conhecidos.
Cabem medidas legais?
Não obstante a legislação geral, o Brasil dispõe de leis específicas para crimes digitais, bem como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) que estabelece limites e responsabilidades para as empresas quanto à coleta, armazenamento e utilização de dados pessoais.
Caso você tenha sido prejudicado em virtude de vazamentos de dados, converse com um perito ou advogado especialista em crimes cibernéticos para delinear o caso e avaliar medidas cabíveis.
Contatos: [email protected]
PARA QUEM POSSUI NUDES Então, você tem algumas fotos de nudes e não tem muita certeza do que pode fazer com elas? A Comissão Nacional de Perícia Audiovisual da Academia Brasileira de Ciências Criminais(ABCCRIM) preparou esse fluxo para ajudar você. Contatos: [email protected] #abccrim #periciaaudiovisual #pericia #crimesdigitais #nudes #crimesciberneticos #dr_renatoguedes https://www.instagram.com/p/B0UZYvajzjQ/?igshid=1e3tyiqby8oxo

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Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais
Em agosto de 2020 começa a vigorar no Brasil a Lei 13.709/18, mais conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais - LGPD ou LGPDP.
Agora, qualquer empresa que colete, armazene, processe, transfira ou compartilhe dados, seja em meio físico ou digital, precisará ajustar seus procedimentos, políticas, sistemas e, eventualmente, até seu modelo de negócio para se adequar à nova lei e evitar multas que podem chegar a 50 milhões de reais por incidente.
A LGPD traz, de forma expressa, a importância da boa-fé no tratamento dos dados das pessoas, exigindo bom senso e transparência de quem lida com esses dados e buscando penalizar excessos e abusos através da definição da responsabilidade e do dever de indenizar.
O assunto é tão importante que em 02/07/2019 o plenário do Senado aprovou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) visando incluir os dados pessoais na lista de direitos fundamentais e invioláveis do cidadão.
A lei cria oportunidades para que advogados e profissionais de informática passem a fornecer assessoria e serviços para empresas que utilizem dados pessoais, haja vista que estas precisarão criar, ajustar e manter procedimentos e sistemas de forma a garantir sua adequabilidade à lei.
E a sua empresa? Já está preparada para a mudança?
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A teoria das janelas quebradas
O que teria levado respeitáveis cidadãos do Vale do Silício a um processo de vandalismo coletivo, comparando-se aos habitantes de um distrito com os piores indicadores sociais de Nova York? Entenda a teoria que fez do termo “janela quebrada” uma metáfora para sinais de desordem, negligência ou decadência social, inspirou modelos educacionais e suscitou argumentos para a formulação de uma das mais importantes teorias sobre o crime dos últimos tempos.
Introdução
A teoria das janelas quebradas é uma história um pouco antiga e um tanto conhecida, mas decidi falar sobre ela porque nos faz pensar na natureza humana, nas condutas sociais e em como podemos ser influenciados pelo que fazemos e também por aquilo que deixamos de fazer dentro de uma comunidade. Na sequência, conversaremos sobre as implicações e aplicações dessa teoria no contexto educacional.
Antes de chegar na teoria, vamos conhecer um experimento relatado há décadas pelo Prof. Philip Zimbardo, um psicólogo e professor emérito da Universidade de Stanford.
O experimento de Zimbardo
Em 1969, Zimbardo simulou o abandono de dois automóveis da mesma marca, modelo e cor em áreas com populações muito diferentes. O primeiro foi deixado no coração do Bronx, distrito de Nova York então conhecido pela criminalidade elevada e pelo grande número de conflitos entre seus habitantes. O segundo foi largado em Palo Alto, uma próspera cidade californiana encravada no vale do silício, região que a partir de 1950 viria a se tornar símbolo das inovações científicas e tecnológicas. De ambos os veículos foram retiradas as placas e os capôs foram deixados abertos. Especialistas da psicologia social ficaram observando os acontecimentos em cada local.
Bem, no Bronx, não foi preciso esperar muito para que algo acontecesse. Em apenas vinte e quatro horas todas as peças de valor do carro haviam sido levadas, começando por uma família formada por pai, mãe e um filho jovem, que chegaram ao local em dez minutos. Quando já desprovido de valor econômico, o carro se tornou fonte de entretenimento para as crianças e teve os vidros quebrados, os estofados rasgados e a pintura riscada, reduzindo o veículo a uma espécie de lixo. Levaram o que poderia ter alguma utilidade ou valor comercial e destruíram o que sobrou.
Enquanto isso, em Palo Alto, mesmo após uma semana de abandono o veículo permanecia intocado, tal como fora deixado. Até aí tudo parecia indicar que a diferença do perfil social e educacional dos moradores das duas regiões seria fator determinante para tal desfecho. Foi quando o Prof. Zimbardo, às vistas de todos, quebrou um vidro do carro com uma marreta. Logo vieram outras pessoas para fazer o mesmo e em poucas horas o carro tinha sido virado de cabeça para baixo e também estaria totalmente destruído, da mesma forma que o carro no Bronx.
Pois é, parece que os ilustres habitantes da próspera cidade de Palo Alto só precisavam de um empurrãozinho para se comportarem tal qual os “vândalos” do pobre Bronx. Vamos pensar um pouco sobre isso...
De antemão, podemos inferir que a pobreza e os indicadores de desenvolvimento não seriam suficientes para explicar o processo delituoso, haja vista que o vandalismo também ocorreu em uma comunidade supostamente segura como Palo Alto. Registra-se que nas duas cidades a maioria das pessoas que participaram das ações estava bem vestida, limpa e tinha pele clara, um estereótipo diferente daquele que se podia esperar à época para candidatos a esse tipo de delito. Então, só restou buscar as razões para tal tipo de comportamento nas relações sociais e na psicologia humana.
Acontece que um veículo abandonado e danificado na rua transmite às pessoas um sentimento de desinteresse, de ausência de propriedade, tal como um lixo qualquer. Nessas condições, quando as barreiras impostas pelo senso de respeito mútuo e obrigações de civilidade são diminuídas por ações que parecem sinalizar que ninguém se importa, os códigos de convivência instituídos parecem perder relevância sugerindo às pessoas que podem ser quebrados, como se até a própria lei não fosse aplicável nesses casos.
O fato de se tratar de uma ação coletiva também provoca uma sensação de cumplicidade, de grupo de iguais ou de afinidade, de aprovação pelos demais membros da comunidade. Cada novo golpe parece reforçar e amplificar esse sentimento, invocando reações cada vez mais enérgicas que podem até culminar num processo irracional e incontrolável.
Como o Bronx é um distrito com uma experiência passada de região malcuidada, um tanto ignorado pelo poder público, com maior incidência de brigas, roubos, danos a propriedades e carros descartados nas ruas, o vandalismo começou rapidamente, justamente porque o sentimento de abandono já estava culturalmente arraigado na população. Já em Palo Alto, onde, em geral, as pessoas zelam pelas suas propriedades, o governo cuida adequadamente dos bens públicos e sabe-se que o comportamento malicioso pode ter sérias implicações, o vandalismo só começou mediante o incentivo proposital do Prof. Zimbardo.
A teoria de James Q. Wilson e George Kelling
O experimento de Zimbardo foi um dos estímulos para o artigo acadêmico na área da criminologia intitulado broken windows (janelas quebradas), publicado em 1982 pelos cientistas sociais James Q. Wilson e George Kelling. A teoria das janelas quebradas teve um enorme impacto no âmbito das ciências sociais e nas políticas públicas nas últimas décadas do século passado e mantém-se influente no século 21, tendo sido utilizada como motivação para várias reformas na política criminal.
No artigo de Wilson e Kelling, a teoria é descrita a partir da metáfora de que se uma janela quebrada de um edifício permanece sem reparo, vândalos quebrarão as janelas restantes desse edifício em pouco tempo. Mais que isso, a teoria demonstra uma forte relação entre desordem e incivilidade com a ocorrência de crimes mais graves.
A teoria das janelas quebradas presume que há maior incidência de delitos nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores, justamente porque ambientes nessas condições estimulam a depredação e a criminalidade, tais como convites para o crime. Assim, se uma comunidade apresenta sinais de deterioração e ninguém se importa, ali nascerá o delito. Se pequenas faltas são admitidas, faltas e delitos mais graves as sucederão. Se crianças se acostumam a presenciar cenas de violência elas tendem se tornar adultos violentos.
Reparem que há uma certa inversão de ordem no argumento. Nos acostumamos a pensar que uma área suja e malcuidada é assim porque reflete o grau de civilidade dos seus moradores, enquanto a teoria conclui que o abandono e a falta de cuidado são os verdadeiros precursores da incivilidade, da desordem e, consequentemente, dos delitos. Ela valoriza a importância do meio sobre o homem para o comportamento social.
Com base na teoria das janelas quebradas, Rudy Giuliani, o então prefeito da cidade de Nova York nos anos 1990, implantou a política da “tolerância zero”, primeiro no metrô, depois em toda a cidade, acabando por reduzir drasticamente os índices de criminalidade e colocando Nova York na lista das cidades seguras. A partir dessa política, qualquer contravenção ou delito, por menor que fosse, passou a ser combatido. Jogar lixo no chão, embriaguez, fumar em local proibido, usar transporte público sem pagar, pichações... nada mais ficou impune.
Em contrapartida, o governo também passou a fazer a parte dele com maior empenho e rigor sinalizando para a população que tinha alguém no comando, alguém que se importava com a cidade e que estava de olho em tudo. Assim, aumentou o efetivo policial nas ruas, passou a zelar pelos princípios éticos na esfera pública e a cuidar melhor dos serviços e bens comuns.
Gostaria de chamar a atenção para o real sentido dessa política, pois seu objetivo não é linchar o delinquente. A tolerância é zero em relação ao delito, não em relação à pessoa que o comete. Trata-se, portanto, de criar comunidades limpas e ordenadas que respeitem as leis e os códigos básicos da convivência social.
Conclusão
O experimento do Prof. Philip Zimbardo demonstrou que até mesmo pessoas cumpridoras da lei, que não se imaginam em atitudes socialmente condenáveis, podem ser instadas a atos insanos, seja para divertimento ou pilhagem. Segundo ele, o mal “repousa dentro das pessoas” e somente uma em cada dez pessoas permanece imune às situações que poderiam levá-las a agir de forma má, ou seja, a grande maioria das pessoas é capaz de cometer atrocidades e atos de intensa maldade dependendo das circunstâncias que são oferecidas.
A teoria das janelas quebradas postula que se formos complacentes com a sujeira, a desordem e os pequenos delitos estaremos criando condições para que delitos de maior gravidade venham a ocorrer. Dessa forma, para implantar uma cultura social de civilidade em uma comunidade precisamos bloquear os pequenos desvios. Cabe a máxima para que o mal floresça basta que o bem não faça nada.
Pelo caso da cidade de Nova York percebemos que não foi apenas a “tolerância zero” com os crimes e contravenções que fez dela uma cidade melhor. Na verdade, esse foi o resultado de um conjunto de ações que começou pela mudança de atitudes da própria prefeitura com suas obrigações e culminou na sedução dos seus habitantes por um movimento em prol de viver melhor em uma cidade mais cuidada e segura.
Assim, precisamos considerar a existência de estímulos diferentes para o sucesso de qualquer política de tal natureza, pois, a cobrança ou mesmo a punição por pequenas falhas somente se torna admissível em havendo uma contrapartida de coerência e responsabilidade do gestor. Reparem que o compromisso do poder público com a população de Nova York foi essencial para o sucesso da implantação daquela política.
Cumpre informar que existem muitos críticos para a "tolerância zero" de Nova York, inclusive os que veem nela uma licença social para o desrespeito aos direitos civis de negros e hispânicos, principais alvos das abordagens policiais preventivas que param, questionam e revistam cidadãos nas ruas sem um motivo concreto.
Bem, como vimos, a teoria das janelas quebradas nos fala sobre formação de cultura, disciplina, limites, convivência e responsabilidades, entre outras coisas. Dessa forma, é natural que ela também tenha gerado repercussões no meio educacional e empresarial. Esse tema será abordado no próximo artigo, onde conversaremos sobre as implicações da teoria das janelas quebradas na educação.
Em meio a tantas notícias de corrupção e criminalidade em nosso país, deixo para pensar: até onde as pequenas falhas que cometemos ou admitimos no dia a dia contribuem para modelar a nossa sociedade?
Reflitam sobre tudo isso e, por favor, não quebrem janelas, ok?
CADEIA DE CUSTÓDIA EM COMPUTAÇÃO FORENSE
Cadeia de custódia se refere a um registro histórico sobre a coleta, posse, manuseio e transferência de evidências físicas ou digitais. As evidências no meio digital representam as informações armazenadas ou transmitidas em forma binária, que podem ser invocadas em juízo. Falhas na cadeia de custódia podem desqualificar e desentranhar evidências de processos cíveis ou criminais. Tomemos o famoso caso do jogador de futebol norte-americano O. J. Simpsom como exemplo. Apesar da existência de uma quantidade magnífica de indícios de que ele teria assassinado de forma brutal sua ex-mulher e um amigo dela, a defesa do jogador demonstrou diversas falhas nos processos de coleta, documentação, preservação e manuseio dos vestígios encontrados na cena do crime, acabando por inocentá-lo. No caso da computação forense devemos considerar que se trata de uma ciência nova que trabalha com evidências baseadas em dispositivos eletrônicos, muitas vezes voláteis. A falta de boas práticas e de procedimentos confiáveis ainda são problemas sérios, fazendo com que muitas evidências possam ser questionadas. Dessa forma, além dos peritos que podem ser designados para auxiliar o juízo, é essencial que as partes litigantes em um processo contratem peritos assistentes técnicos para avaliar a qualidade das evidências apresentadas, bem como validar a originalidade de documentos digitais e a integridade da cadeia de custódia. Podemos ajudar, seja na perícia, na assistência, na quesitação ou na validação da cadeia de custódia de evidências. Converse com a gente. Contatos: [email protected]
NUDES: ARMADILHAS DO AMOR
Nudes podem ser inocentes, divertidos e excitantes. Nudes podem demonstrar afirmação, cumplicidade e até prova de amor. Mas nudes também são portas abertas para a sua intimidade. Nudes podem ser armadilhas. Podem causar vergonha, humilhação e baixa autoestima. Podem levar a chantagens e exposições indesejadas. E você? Já enviou ou recebeu algum nude? Conhece o Snapchat? Sabe o que é sexting? Revenge porn? Será que seus filhos ou seus alunos sabem mais do que você sobre esses assuntos? Vamos conversar sobre práticas seguras na internet? Nossas palestras são personalizadas para o seu público. Esse é um gesto simples que pode evitar que muitas histórias felizes tenham finais indesejados. Enviar nudes não é crime. Divulgar nudes sem autorização é crime digital. Contatos: [email protected]
Apresentação de caso: Michael Jackson
Michael Jackson, um dos artistas mais famosos da história da música pop, passou seus últimos dias em uma névoa de medicamentos, privação do sono e angústia até que finalmente sucumbiu a uma dose fatal de drogas potentes fornecidas pelo médico particular que ele havia contratado para atuar como seu agente pessoal. Esse foi o entendimento do júri que em novembro de 2011 condenou o Dr. Conrad Murray a quatro anos de prisão por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e o fez perder sua licença médica em alguns Estados. A condenação do Dr. Murray foi apoiada por evidências digitais extraídas do iPhone e do computador do médico na investigação conduzida por Stephen Marx, um perito em computação forense. Durante a perícia foram localizados e-mails trocados com o cantor, prescrições do sedativo Profolol em doses consideradas letais e arquivos contendo áudios e imagens que ajudaram a remontar as últimas semanas de vida do cantor. A perícia também concluiu pela inexistência de gráficos terapêuticos, indicando condutas negligentes e inapropriadas ao caso. Contatos: [email protected] Perícias e assistência técnica judicial em computação, grafotécnica, áudio e vídeo.

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UMA RAJADA DE BYTES Já comentei que o ciberespaço se tornou o quarto domínio de guerra, juntamente com a terra, o mar e o ar. Diversos países vêm investindo pesado na criação de barreiras digitais e em armas cibernéticas para proteção, espionagem ou ataque a outras nações. Armas cibernéticas são programas maliciosos de computador que provocam comportamentos inesperados em sistemas causando danos no mundo concreto, tais como sabotagens ou paralisação de serviços essenciais. No centro dessa questão estão os hackers, experts em dispositivos digitais, programas e redes de computadores, pois são eles que criam os programas maliciosos e promovem ataques através do mundo virtual do ciberespaço. Não faltam exemplos. Atribui-se à Rússia interferências nas eleições dos EUA e em sistemas críticos na Estônia, Geórgia e Ucrânia. China estaria roubando patentes e dados de consumidores. Israel e EUA seriam autores de um sofisticado programa criado para sabotar as centrífugas nucleares iranianas. Ativistas do Hamas sequestram drones de Israel. Nicolas Maduro acusa os EUA por ciberataques que teriam provocado paralisações do sistema elétrico venezuelano. Até agora as nações vinham lidando com esses incidentes por meio de negociações diplomáticas e sanções econômicas, mas a linha divisória entre o mundo digital e o mundo físico é cada vez mais tênue. Apesar de armados apenas com seus computadores e sem ter como se defender, em tempos de guerra os hackers estão sendo considerados combatentes e, como tal, começaram a sofrer reveses que extrapolam o mundo digital na chamada guerra híbrida. Recentemente, Israel protagonizou o maior ataque bélico conhecido contra hackers, bombardeando e matando um grupo do Hamas que estaria realizando ataques cibernéticos. Em 2015, os EUA já teriam atacado e matado hackers na Síria usando drones. Concorde-se ou não com a teoria do hacker-combatente, o certo é que enquanto as guerras evoluem a raça humana retrocede mais um pouco. Contato: [email protected] Perícias, Computação Forense e Defesa Cibernética #defesacibernetica #dr.renatoguedes #hackers #computacaoforence #crimesdigitais #acessivatecnologia #pericias https://www.instagram.com/p/Bxplsw5lG8u/?igshid=1hg31n8d8z8do
MS WINDOWS URGENTE: FECHANDO ANTIGAS JANELAS A Microsoft anunciou ontem, 14 de maio, que todos os usuários do Windows 2003, Windows XP, Windows 7, Windows Server 2008 R2 e Windows Server 2008 precisam realizar um procedimento de segurança com urgência, visando impedir que seus computadores sejam afetados por softwares maliciosos (malware). A vulnerabilidade relatada é tão séria que a Microsoft disponibilizou uma correção até para as versões do Windows antigas, que não têm mais direito a suporte. A falha permitiria a um malware se propagar de um computador para outro de maneira similar ao que fez o WannaCry em 2017, quando infectou mais de 230 mil computadores em cerca de 150 países, incluindo o Brasil, este fortemente afetado. Após tomar o controle dos computadores, o WannaCry exigia que os usuários pagassem um "resgate" em bitcoins equivalente a 300 dólares para terem de volta o acesso aos dados dos seus equipamentos. O preço dobrava após 3 dias. Assim, para evitar problemas futuros, a recomendação é que você atualize seus sistemas agora. Precisando de ajuda, conte com a gente. Contatos: [email protected] Anúncio oficial: https://blogs.technet.microsoft.com/msrc/2019/05/14/prevent-a-worm-by-updating-remote-desktop-services-cve-2019-0708/ #lgpd #lgpdp #segurançadainformacao #defesacibernetica #leideproteçaodedados #dadospessoais #tratamentodedados #compliancedigital #gestaodainformaçao #acessivatecnologia #malware #hackers #computacaoforense #cienciasforenses #periciaforense #periciadigital #periciaforensecomputacional #crimesciberneticos #acessivatecnologia #wannacry #windows (Photo by Martin Adams on Unsplash) https://www.instagram.com/p/BxgKquojGfX/?igshid=1tl0jryikj9cz
Em 1928, os educadores Rugg & Shumaker, quando descrevendo as bases para a filosofia educacional centrada nas crianças, alertavam:
“Mesas em filas! Um cenário característico da educação tradicional e típico de seu espírito, também. Mesas em filas para aprisionar jovens relutantes e recalcitrantes enquanto a educação joga seu manto pesado sobre eles. Crianças sentadas e obrigadas a permanecerem assim, sem liberdade de movimentos. Reprimidas e quietas, elas são mantidas em classes lotadas aonde suas identidades vão sendo frustradas ou mesmo totalmente destruídas”.
Curiosamente, encontramos salas de aula com esse padrão tanto em imagens que remontam à Idade Média, coisa muito antiga, portanto, mas também em modernos ambientes virtuais criados na perspectiva do ciberespaço.
Parece que ficamos presos a essa formação através dos séculos, como se fosse o modelo ideal para a ocorrência do ensino e da aprendizagem.
Pensando em contextos alternativos para a educação que procuram estabelecer conceitos de salas de aula apoiadas pelo uso intensivo da internet e de recursos computacionais, estudantes do ensino fundamental participaram de uma experiência imersiva viajando em uma espaçonave simulada a partir do espaço próximo à Terra até a órbita de Marte para procurar evidências de que o planeta vermelho tem ou teve vida um dia.
A originalidade do experimento despertou a curiosidade da George Lucas Educational Foundation que deslocou uma equipe cinematográfica da Edutopia até o Recife para produção de um documentário sobre essa metodologia.
A didática utilizada engajou os alunos, passou pela formação do pensamento profissional, pela autodescoberta e resolução de problemas, chegando na identificação de aspectos vocacionais e comportamentais dos alunos.
Se interessou? Baixe o artigo na íntegra em PDF:
https://periodicos.ufpe.br/revistas/emteia/article/view/2166
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