crouchcarrow:
— Ei! O que você está bebendo? — advertiu a corvina, fitando Kellan com um olhar sério. Tinha a impressão que a maioria das pessoas do castelo achavam-a severa, e as vezes usava disso para se divertir. — Como monitora, devo dizer que — e fez uma pausa, arqueando a sobrancelha esquerda, podendo assim ver a expressão engraçada na cara dele. Ela tinha o pego colocando algo no copo que sabia não ser de um simples suco de abóbora — é falta de educação não oferecer para os outros. — terminou com um sorriso, mostrando estar brincando.
❝ Se você apelasse pro cartão de monitora eu juro que ia desertar desse baile ❞ o comentário foi bem humorado, num tom de alguém que já não estava 100% sóbrio e estava prestes a ficar menos ainda. Quando pensou em chamar Achillia para o baile, o fez por saber que ela seria uma boa companhia, sim, mas também por gostar do fato de não ter que manter uma pose com ela, coisa que acontecia com a maioria das pessoas com que ele convivia. ❝ Eu não vou te falar o que é porque senão estraga a surpresa, só vou deixar claro que não é nada que vai te colocar em perigo ou estragar sua beleza impecável que, inclusive, puta que pariu, eu já disse que você ‘tá linda? Mas de um jeito que torna injusto pra qualquer pessoa que 'tá do seu lado porque com certeza vai ser ofuscado, no caso, eu. Enfim, posso lidar com esse carma. Você vai ter que confiar em mim. ❞
— Oh Kellan, nem em um milhão de danos eu daria cartão vermelho para você. Não quero que nossa casa perca tantos pontos assim — não brincava ao falar, sabia que se denunciasse tudo que seus amigos puritanos faziam ou falavam, a pontuação da corvinal entraria em colapso. Contudo, por mais que suas palavras fossem verdadeiras, ela sorria ao conversar com garoto; sorriso este que se alongou e, se não fosse o costume de lidar com qualquer coisa que fosse, ela coraria de vergonha. Kellan não costumava medir palavras sobre o que pensava, ao menos não na presença da Carrow, e ela gostava daquilo. Gostava de ter alguém para ser sincera sobre o que pensava e que fizesse o mesmo, assim ela se sentia mais confortável ao saber que não tinha que forjar ‘bons modos mestiços’¹ — Primeiro: eu seria louca de confiar em você, aposto que nem o Potter beberia um copo viesse de suas mãos. E olha que, pelo que percebo, é mais fácil você colocar uma aliança na mão dele e uma coleira no pescoço que qualquer garota desse lugar. — um sorriso irônico tomou seus lábios ao falar, unido de um riso nasal e de braços cruzados. Achillia não tinha nada contra os Potter, até se afeiçoava com o mais novo deles, mas o peso de sua história fazia com que ela tivesse criado uma certa aversão à toda fama e glória que receberam. Na cabeça da Carrow, se não fosse o Lorde das Trevas ter sido besta o suficiente para agir por medo, sem todas as informações de profecias (como os livros hoje contavam), O Eleito nem mesmo eleito chegaria a ser. Claro que era tudo ponto de vista.
— Segundo: obrigada. Normalmente eu diria um ‘deixa disso’, mas não vou usar de falsa modéstia hoje. E você também não deveria!, Oras, nem todo o brilho do mundo ofuscaria o grande e belo Kellan Zabini em um terno formal. Corvinal realmente não brinca em serviço na hora de selecionar seus alunos, sinceramente. Você está deslumbrante — não mentia ao falar — Terceiro: o fato de não citado no primeiro ponto, faz com que eu queira ainda mais beber isso. Nunca nego um bom desafio. Espero que esse mistério todo não seja somente por uma cerveja amanteigada, ou vou ficar realmente decepcionada.



















