Ontem lembrei de alguém que fez parte da minha infância, mas que marcou minha adolescência por um misto de sentimentos.
Sinto saudades apenas da sensação de rirmos com tanta facilidade, porque éramos leves.. nos risos, nos abraços e na forma de ser.
Hoje, não nos falamos mais. O presente é apenas a consciência de que ainda existimos, cada uma em seu próprio mundo. Somos totalmente insignificantes uma para a outra e foi algo natural da vida.
Nos afastamos e seguimos nossos caminhos, e tenho absoluta certeza de que o “nós” só precisava existir no passado, apenas ali, naqueles momentos.
E não há problema algum nisso. Fomos felizes, vivemos o que era para ser. O ciclo se encerrou, o universo se alinhou como deveria, e seguimos o rumo que nos cabia seguir.
Algumas pessoas são e devem existir apenas em certos momentos das nossas vidas, em versões de nós que já não existem mais.
E as deixamos para trás, assim como deixamos quem fomos.
O que resta são as lembranças distantes, mas vivas, guardadas em algum lugar dentro de nós, onde a nostalgia ainda sorri com leveza.
"Às vezes, as pessoas são mesmo capítulos importantes, mas não o livro todo."