Atualmente desempregada, mas costumava ser agente e trabalhar como cientista forense quando em Washington. Tem memórias de que voltou para Storybrooke há cerca de dois meses (antes do Festival de Lanternas) junto à irmã, Maisie.
Nicole, assim como a Fada Azul, tem um pequeno talento: ela é human lie detector. É difícil sustentar mentiras perto dela.
Não está acordada.
BACKSTORY (BÁSICA)
A Blue nasceu como uma fada de Neverland/Pixie Hollow, mas ela escapou porque queria ser uma fada dos desejos e se considerava apta para tal, mesmo nunca tendo sido apreciada em Neverland pela Rainha Clarion. Ao chegar na Floresta Encantada, a motivação dela em ajudar os outros era tão grande que a magia de luz que existe nela permitiu que ela moldasse a própria varinha do tronco de um salgueiro, e aí ela foi atrás de um meio de se transformar em fada dos desejos sem precisar depender do pó de fada porque não queria ter que voltar pra Neverland. Sendo assim, ela precisou conceder um desejo bem sucedido e que viesse do coração de um amor verdadeiro, que foi o que rolou com o Gepetto e o Pinóquio. Depois disso, ela virou fada dos desejos oficialmente. Se ela estava perto de onde o seu personagem fez um desejo, tanto pras estrelas, quanto só “por fazer”, o vento enviava o pedido pra ela e ela aparecia tipo: “oi e aí vamo fecha?” mas ela sempre fazia as pessoas prometerem atos de bondade em troca dos desejos concedidos... e aí se mentiam pra ela, ela sabia. Exatamente como o Pinóquio.
INFORMAÇÕES EXTRAS
Cor do cabelo: loiro na Floresta Encantada, castanho-escuro em Storybrooke.
Em Storybrooke, tem uma irmã mais nova e que considera basicamente como filha já que os pais morreram quando ela era muito novinha e quem criou foi a Nicole, a irmã dela é a Maisie.
O B. no nome dela é de Blue. Ela odeia. Poucas pessoas sabem disso.
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Se tinha dúvidas sobre a possibilidade de aquela decoração ficar mais brega, ele não teve mais assim que colocou os pés no reservado do karaokê. Ursula não estava mentindo quando disse que os microfones eram em formato de concha, o que Killian achou engraçado, mas de péssimo gosto. Só não esperava que fosse se deparar com Nicole segurando um daqueles e mostrando toda a sua potência vocal em cima do palco. Claro que ele não ia destruir as conchas como a Bruxa do Mar tinha pedido, mas acabou de se aproximando um pouco mais do palco, esperando ser notado pela Fada Azul. Lançou a ela olhar de repreensão, contudo, assim que teve o microfone estendido, encarando-o por breves segundos antes afastá-lo para dizer: “ É impressão minha ou a Celine Dion está mais gostosa? ”
Não houve dúvidas da parte dela, ao vislumbrar quem se aproximava do palco, que tentaria a sorte de puxá-lo para passar vergonha. Poucas eram as chances do homem aceitar, ela imaginava, mas não custava testar. “Não sei. Não tenho falado com ela ultimamente. Mas se você diz, vou acreditar.” Rolou os olhos, incapaz de suprimir o sorriso que surgiu na boca pelo elogio recebido. A música continuava tocando no karaokê, mas enquanto conversava rapidamente com Killian, a Spruce perdeu as notas; o que arrancou um protesto dramático do adolescente que estava na fila para cantar Celine Dion. Ela gesticulou para que o rapaz subisse no palco e entregou o microfone para ele, afinal, poderia dar continuidade à canção sem precisar dela. Então, voltou-se para Killian, estudando-o com os olhos enquanto tentava não cambalear no lugar. “Huh, Killian. Não sabia que você se aventurava em áreas de karaokê. Poderíamos ter feito um dueto de Shallow se você tivesse chegado um pouco antes. Você certamente seria um Bradley Cooper mais gostoso.” Brincou, estendendo a mão para que ele a ajudasse a sair do palco enquanto cantarolava, por culpa do álcool, no ritmo da música de outro filme que ela nem gostava tanto assim: “In the sha-ha-sha-la-la-la-llow.”
🌷 ───’ Depois de ter cumprimentado alguns conhecidos e tirado milhares de fotos juntamente com os pais, afinal, os Quinn’s precisavam da imagem de família unida e perfeita em todos os momentos possíveis. Cansada daquele show de aparência todo, a ruiva começou a explorar todas as opções de entretenimento que o casamento parecia ter, realmente, tinha estava sendo um evento e tanto, o prefeito não tinha poupado esforços para que o casamento fosse memorável para todos da cidade. Agatha acabou na área de karaokê sem que nem percebesse, logo ficando entretida pela performance da morena, logo se juntando a ela no momento em que o microfone fora colocado a sua frente. - “Far across the distance and spaces between us… You have come to show you go on” -
A animação da ruiva foi logo acompanhada por Nicole; a despeito do ritmo lento da música, as duas pareciam dispostas a colocarem o coração naquele dueto (e isso só acontecia da parte da Spruce porque, bem, estava para lá de bêbada). Sorriu para a mais jovem, puxando o ar de modo teatral antes de continuar: “Near... Far... Wherever you ar—” E ser interrompida pelo encerramento abrupto da canção. O cenho da morena foi franzido, ela se virou para o visor onde os versos de My Heart Will Go On deveriam estar estampados em letrinhas brancas que seriam preenchidas de amarelo todas as vezes que acertassem uma nota, mas foi surpreendida por... “I Wanna Dance With Somebody.” Riu sozinha, voltando o corpo na direção da garota enquanto o ritmo da nova música começava. Confusa com o quê havia acontecido ou não, ela adorava Whitney Houston. “Vai querer encarar essa?” Indagou, solevando um tantinho a sobrancelha direita; como se desafiasse a outra.
Encarregado de cuidar da vizinha que se tornara uma amiga próxima, Oberon se assustara quando, meia hora após tê-la perdido de vista, ouvir a voz familiar do outro lado do salão num tom totalmente desafinado, erguendo as sobrancelhas. Praticamente cruzou o ambiente num salto, presenciando a cena ofegante junto aos olhos arregalados, logo precisando cobrir os lábios afim de esconder o riso mínimo. Diariamente tinha o show particular de qualquer cômodo da própria casa, fosse visual ou pertencendo somente aos ouvidos, estava ligeiramente acostumado, se metendo aos poucos perto da mais nova. A mão quase tocou o braço fino, recolhendo-se com a expressão paralisada, ousando outra tentativa. Recolheu a mão assim que a mulher se aproximou, negando com a cabeça repetidamente. —— Eu não canto. Nicol.. Nicole, vamos sair daqui. —— Tentava, o microfone empurrado para si. —— Aposto que vai se arrepender disso amanh.. Far across the distance, and spaces between us.. You have come to show you go on.. —— Mais ditou a letra do que de fato cantou. —— Chega, vamos.
Álcool demais e Nicole Spruce não era a melhor das combinações. Costumava ter um auto-controle admirável, pelo menos em grande parte do tempo (mesmo porque concentrava os vícios em outras coisas), mas haviam noites em que a policial exagerava. Talvez fosse o fato de que nunca bebera uma champanhe tão boa quanto aquela; talvez porque, como não precisava voltar para casa dirigindo — e graças a Deus! — muito menos preocupar-se com Maisie, que ficaria na mesma suíte, ela poderia dar-se ao luxo de extrapolar. Claro que não contava com as consequências que viriam disso, mas teria o resto do dia seguinte, e da semana que viria à frente, para lamuriar-se pelo vexame no karaokê, o quê já era mais do que suficiente. Precisou apenas de uma troca de olhares com o Hayward para quase correr na direção dele, tropicando nos próprios pés e estendendo o microfone frente à boca dele, como uma criança teria feito. Era tudo culpa da embriaguez, até o beiço nos lábios carmesim e o protesto escapado numa voz arrastada. “Não quero sair, Hayward.” Empurrou um pouco mais o objeto até que Oberon, enfim, cedesse no meio da frase. De fato acabaria arrependida amanhã, mas agora estampava o maior dos sorrisos no rosto por assistir ao homem fazer aquilo. “Você cantou.” Gargalhou, balançando a cabeça animada antes de afastar o microfone. “E vamos para onde? Para a sua suíte? A minha?” Indagou com o cenho franzido; ela não quis soar sugestiva com o vizinho, mas ainda era Nicole. “Porque não dá ‘pra ir 'pra casa quando temos a chance de dormir num hotel desses. Sério, eu preciso pelo menos roubar os shampoos e os sabonetes do banheiro da minha suíte antes de irmos embora.”
Quando resolveu aproximar-se daquela atração com curiosidade, sua intenção era somente observar de longe, sem chegar a mostrar sua voz a qual julgava ser terrível. No entanto, quando notou Nicole se aproximando, sua garganta secou e Marianne arregalou os olhos, sem conseguir mover um músculo sequer até que o microfone foi estendido para si e ela olhou para os lados, em busca de ajuda, encontrando somente gestos a incentivando a continuar. — “… Go on…” Embalou, entrando tardiamente na música de maneira meio incerta. — “Near, far… wherever you are I believe that the heart does go on…” A voz afinada a assustou e aquilo era mais do que poderia cantar, por isso empurrou o microfone de volta à Spruce que estava fazendo um excelente trabalho.
A voz de Marianne, tal como a sua, soava tão melódica no microfone que Nicole estampou uma expressão de surpresa. Ainda que estivesse bêbada, havia notado como a morena parecia igualmente impressionada, o quê fez com que a policial concluísse que havia algum tipo de auto-tune por ali (porque, decerto, não iria supor que era magia). “Woah, Marianne. Não imaginei que você fosse cantora.” Brincou com ela, oferecendo o enviesar genuíno dos lábios carmim. Puxou de volta o microfone para a própria boca, como se desenhasse cada palavra junto dele ao dar segmento à canção de Celine: “Once more, you open the door and you’re here in my heart and my heart will go on and on...” Fez a pausa dramática, soprando um riso e esperando a próxima parte da música antes de oferecer o microfone para a Springville mais uma vez. “Sua voz é incrível, continua.” Encorajou em tom baixo. “Depois eu te arranjo uma bebida por essa.”
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O moreno não acreditou quando ouviu a voz de Nicole ecoando dos microfones, estava a meio gole de sua bebida e quase engasgou, precisou dar alguns soquinhos em seu peitoral para desafogar, enquanto seu olhar encontrava a figura da mulher. “ pelos deuses. ” ela estava linda, mas completamente embriagada e quando ela finalmente se dirigiu a ele, Sean balançou a cabeça em uma negativa. “ eu não canto. ” afirmou, mas ela parecia realmente decidida em continuar ali até que ele cantasse algumas das frases. “ Far across the distance and spaces between us (…) ” cantou sem ritmo nenhum, apenas desejando que Nicole cessasse aquela tentativa.
Quando encontrou a figura de Sean por ali, absorto no próprio copo da bebida, não conteve o impulso de se aproximar; a boca escarlate curvada num sorrisinho de quem sabia muito bem o quê estava fazendo ao estender o microfone na direção dele. Era até engraçado como sempre se encontravam em situações inusitadas, pelo menos quando estavam fora do cassino. “Ah, para, Cassidy.” Provocou, soprando um riso curto. “Você tem a maior cara de cantor.” Levantou uma sobrancelha de maneira debochada e, antes que pudesse insistir de novo, o homem ditou as palavras, arrancando uma gargalhada da Spruce. “Olha só, temos aqui o Troy Bolton de Storybrooke.” Não sabia se o outro pegaria a referência, mas com uma irmã anos mais nova, Nicole entendia bem até demais delas. “You have come to show you go on...” Trouxe de volta o microfone até os lábios, dando continuidade à canção ao passo que balançava o corpo no ritmo. “Vem, canta junto. Near, far... Wherever you are...”
Arqueou uma das sobrancelhas quando viu Nicole estendendo o microfone em sua direção e, automaticamente, sua reação foi afastar o rosto. “I’m not doing this, honey.” fez uma expressão incômoda. Claramente, não faria uma cena no meio do casamento que estava detestando. “Ainda mais com essa música, péssima. Por que não coloca Rihanna? Then, we’re talking”
Nicole quase perdeu o equilíbrio ao se aproximar de Alexandra, tanto pelo álcool em seu sistema quanto pelo degrau elevado do palco; mas procurou apoio no braço da mulher antes que pudesse torcer os saltos e acabar num vexame ainda maior. “Oh, c’mon, Alex.” Soprou um risinho, afastando-se um pouco. “My Heart Will Go On não é tão ruim assim. O filme que é dramático e comprido demais, só.” Deu de ombros. A música continuava tocando no fundo, mas ninguém cantava junto desde que a Spruce pausara para conversar com a morena. “Rihanna, huh. Que tal Love On The Brain?” Solevou uma sobrancelha, levando a sério a proposta. “Esse é o tipo de oportunidade que você vai se arrepender de deixar passar, babe, I’m telling ya.”
pego de surpresa pelo gesto, christopher hesitou por alguns instantes, afinal, como ja’far, fazer algo do tipo era um absurdo, mas, como chris, parecia natural. “far across the distance… and spaces between us… you have come to show you… go on…” cantou ao microfone. a entonação era melhor do esperava, provavelmente havia um toque de algo a mais naquilo, mas não entraria no assunto. o riso veio em seguida, contra a palma, ao que esperou que ela conduzisse o refrão.
Reconheceu o homem no momento que os olhos verdes enfocaram o rosto dele. Ainda que Nicole nunca tivesse falado com o moreno, depois de fazer as suas buscas pela cidade, que envolviam os interrogatórios acerca do livro maldito, descobrira que Christopher era o principal concorrente do prefeito. Se não estivesse tão bêbada, e no meio de um karaokê, certamente teria o puxado para uma conversa. Deixou escapar uma risada alta quando ele cantarolou a letra no ritmo. “Near... Far... Wherever you are... I believe that the heart does go on...” Continuou, a voz falhando na metade em decorrência do riso. “Acho que você acabou de ganhar o meu voto.” Afastou os lábios do microfone para murmurar a frase perto do rosto dele, entregando-lhe uma piscadela. Não deixava de ser verdade; a Spruce definitivamente não votaria em Pierre. “Me chamo Nicole, aliás. Fã de carteirinha de Titanic.” E agora ela mentia em tom humorado: o filme era longo e dramático demais para que gostasse.
Em sua concepção havia muita coisa acontecendo ali naquele lugar para que ela se desse ao luxo de escolher apenas uma para acabar destroçando sem dó e nem piedade. E podia sentir que havia magia em todo lugar, como se Pierre tivesse feito aquilo de propósito e ela se questionava o quanto de magia sua ele estava tendo a ousadia de usar. Só de pensar na possibilidade ela sentiu o sangue ferver e quando estava prestes a arranjar algo para distrair-se antes de fazer algo planejado, Vanessa foi recebida com aquele microfone em sua cara e desvencilhando-se daquilo. Ela olhou para outra. “Não canto e certamente estão aproveitando muito mais o seu showzinho solo.”
Nicole não era do tipo insistente, porém, acostumada a ver a juíza sempre tão séria — até mais do que a policial poderia considerar a si própria no dia a dia — e além de contar com a influência do álcool no organismo, ela decidiu que não seria uma ideia tão ruim assim tentar mais um pouco. “Eles vão gostar ainda mais se estivermos cantando isso juntas.” Frisou com o solevar de uma sobrancelha e o repuxar do cantinho do lábio vermelho. “Come on, não vai ser tão ruim assim.” Afastou o microfone, mas ofereceu a mão livre para a mulher, num convite para que subisse ao palco com a Spruce. “Podemos mudar a música. Você escolhe.”
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como segurança, era para passar despercebido pelos convidados, mas não foi o caso. para piorar, nem lembrava da letra daquela música; muito menos gostava dela. deu um passo para trás, negando com a cabeça. “eu não sei cantar essa música.” murmurou, caso ela insistisse por acreditar ser timidez. deon não era tímido, só não gostava da música.
Nicole esboçou uma expressão de decepção -- deveras infantil para a postura que costumava sustentar no dia a dia, mas, de novo, era culpa do álcool em excesso. De qualquer modo, ela, mais do que ninguém, entendia que o homem estava lá à trabalho, o quê significava que distrações como o karaokê estariam fora de cogitação. Passou o microfone para um deconhecido tão embriagado quanto a própria Spruce, que implorava para que continuasse com a cantoria de sua ídola; e então se viu livre da brincadeira, girando nos calcanhares para se voltar na direção do segurança, quase perdendo o equilíbrio dos saltos no processo. “Você realmente não sabe cantar My Heart Will Go On?” Perguntou com aquele quê de descrença que lhe era de praxe, ao passo que o outro gritava desafinado no palco. “Tenho certeza que soaríamos melhor que isso.” Riu sozinha, enfim estendendo a mão para ele. “Nicole.”
victor queria se matar ao mesmo tempo que se divertia. ele não conseguia se lembrar a última vez que havia cantando em um karaokê, e com nicole, que já havia o pego em seus piores momentos, aquele gesto parecia um alívio, por isso não ficara tão bravo com a situação. assim que ela se aproximou de seu corpo, passou o braço pela cintura dela, cantando junto dela o tão famoso refrão. revirou os olhos ao ouvir o comentário dela. ─── se alguém mais ficar sabendo disso daqui, bem… você sabe com o que eu trabalho, não sabe? ─── a ameaçou em sussurro de brincadeira, mas um pouquinho de verdade. assim que a letra voltou a aparecer, soltou do corpo dela e voltou a focar na música. ─── once more, you open the door, and you’re here in my heart, and my heart will go on and on… ─── seu olhar voltou a encontrar o dela, um sorriso ladino presente nos lábios ao mesmo tempo que a mente suplicava para que aquela tortura acabasse.
Nicole não seria Nicole, mesmo que numa versão mais embriagada do que lhe era de praxe, se não usasse da intimidade com Victor para provocá-lo, fosse de um jeito ou de outro. Aproveitou que era ele quem agora ultrapassava a linha do espaço pessoal entre os dois, e deslizou a própria mão pelo braço que ainda segurava firme na sua cintura. Os lábios carmim se entreabriram enquanto fingia descrença pelo que o outro havia dito, a ameaça jocosa levando a policial a balançar a cabeça e rir baixo logo em seguida. “E você sabe com o que eu já trabalhei também. Guess we’re even.” Levantou uma sobrancelha, não precisando de mais do que um murmúrio dada a proximidade que, como esperado, não durou o suficiente. Tornou a prestar atenção na letra conhecida da música, ainda que não conseguisse tirar os olhos do mais velho. "Love can touch us one time and last for a lifetime... and never let go 'till we're gone.” Podia ver a estampa da tortura nas feições alheias, mas, se fosse honesta, aquilo apenas a divertia mais. “Se eu soubesse que você ia subir no palco comigo, teria escolhido outra música... Uma mais adequada.”
˙ ˖ ✧ Talvez se não fosse pela bebida, Oz já teria se retirado da festa a bastante tempo devido ao desgosto e tédio que ela estava o proporcionado. Para a sua surpresa, a figura feminina começando a cantar havia se mostrado como uma luz no fim do túnel para a chatice local, arrancando um sorriso em divertimento do rapaz enquanto a assistia. Esse sorriso, no entanto, vacilou ao ver ela se aproximar se si, o fazendo olhar ao redor para confirmar suas suspeitas de que, primeiramente, era dele que se tratava e, seguidamente, que estavam prestando atenção em si. Soltou um suspiro suspiro rendição, mantendo o o sorridente que a morena se aproximasse, segurando sua mão com o microfone antes que os lábios se separassem para ecoar a voz cantante do homem. “Far across de distance. And spaces between us.” O rapaz possuía uma bela voz, cortesia do que havia aprendido em Oz durante o tempo que havia sido regente e com as inúmeras festas cantantes da terra. “You have come to show you go on.” Durante o processo, focou o olhar no da outra, assim como manteve sua mão sobre a dela e apenas a soltando para que ela conseguisse continuar a música.
A voz dele, muito mais bonita do que a Spruce esperava ouvir de um estranho no casamento, arrancou um sorriso dos lábios de Nicole. Ela fechou os olhos esverdeados por alguns segundos como se quisesse usufruir do momento ao máximo, mas tornou a fitá-lo logo em seguida, mantendo-se fixa no olhar do moreno de maneira que o dueto se tornasse ainda mais teatral entre os dois. “Near... Far...” Continuou, agora com o microfone quase tocando a própria boca. “Wherever you are... I believe that the heart does... Go on...” Mais uma vez, esticou o objeto na direção dele, dando um passo para frente e mantendo a proximidade dos corpos. “Qual é o seu nome, stranger?” Sussurrou no processo, tentando conciliar a cantoria com a conversa curta. “É uma pena que não tenhamos sido propriamente apresentados antes. Mas gostei do karaokê.”
victor ainda sentia um misto de sentimentos tomar conta de si naquela noite. não queria deixar que a tristeza estragasse tudo, mas ao mesmo tempo, não conseguia simplesmente ignorar o fato de que estava em um casamento, sem sua esposa, e que todas as lembraças pareciam vívidas em sua mente. sua atenção foi tomada pela voz que começava a cantar no microfone, e os pensamentos deixados de lado. terminando o conteúdo do copo que tinha em mãos, logo o deixou de lado e instintivamente subiu no palco, talvez com a intenção de alertá-la que aquela era uma péssima ideia? ele não sabia, já era tarde demais, porque agora nicole esperava que ele cantasse. ─── far across the distance and spaces between us, you have come to show you go on… ─── continou a canção tentando forçar para que a voz não saísse tão ruim, amaldiçoando nicole naquele momento por fazê-lo passar uma vergonha daquelas.
Nicole não conseguiu segurar o ímpeto de rir quando viu que Victor se aproximava do palco; muito provavelmente o homem queria repreendê-la, mas não havia nada melhor do que compartilhar aquele momento vergonhoso com ele, de todas as pessoas, então sequer hesitou em oferecê-lo o microfone... ou concha... ou quê quer que fosse aquilo. Escutá-lo cantar o verso conseguinte arrancou da Spruce um sorrisinho satisfeito, ela deu um passo a mais na direção do corpo alheio, ficando perto o suficiente para que compartilhassem do mesmo microfone. “Near, far, wherever you are...” Levantou os olhos até os dele. “I believe that the heart does go on...” E soprou um riso baixo. “Eu sempre proporciono os melhores momentos, huh?” Afastou-se um pouco para deixar aquilo só entre eles.
normalmente jimmy não estaria naquela posição. normalmente jimmy estaria sentado. normalmente jimmy não iria cantar. mas havia bebido naquela noite e o efeito da bebida era sempre imprevisível, hoje sentia-se alegre e bobo a ponto de acompanhar a canção. ‘ nEEaaAAr… levou a mão em punho até a frente da boca e pigarreou, soou extremamente desafinado. ‘ faAAr. e continuava desafinado.
Nicole tentou avisar Jimmy que ele havia pulado o verso, mas igualmente bêbada, não conseguiu formular as palavras, apenas se juntou ao moreno dando uma risadinha. Por sorte, quem quer que controlasse a música, pulou alguns versos para que eles cantassem o refrão emocionante juntos. “Whereeeeeever you are, I believe that the heart does go ooooon...” Deixou o microfone entre eles. “Once moooooore, you OPEEEEEN the doooooor... And you’re here in my heart and my heart will go on and oooon...” Com o canto do olho, a Spruce conseguia ver algumas pessoas filmando, outras caindo na gargalhada e ainda havia os que se escondiam pela vergonha alheia. “Vai, Jimmy, a parte da gritaria é toda tua.”
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Nicole tinha que estar, no mínimo, ligeiramente bêbada para pegar um daqueles microfones-concha e escolher, entre o repertório de músicas românticas, My Heart Will Go On. “Every night, in my dreams...” Começou no ritmo da canção de Celine Dion, solevando as sobrancelhas ao perceber que a voz soava muito mais afinada do que o normal, quando cantarolava na cozinha de casa. Talvez devesse embebedar-se antes de cantar mais vezes. “I see you, I feel you... That is how I know you... Go on...” Continuou, caminhando até a pessoa mais próxima e estendendo o microfone em sua direção para que desse continuidade ao dueto inventado.