Sabe, eu não deveria estar falando com estranhos, mas sinto que já te conheço! Foi você o sonho bonito que eu sonhei, certo? Você costumava ser conhecida como MALÉVOLA, do conto THE SLEEPING BEAUTY antes da maldição atingir o seu mundo FLORESTA ENCANTADA e o seu reino BRIAR. Agora, em Storybrooke, você é conhecida como VANESSA MORGENSTERN, uma JUÍZA de TRINTA E QUATRO anos de idade. Você me lembra um pouco MEGAN FOX, mas deve ser só a névoa da maldição me confundindo…
O PERSONAGEM ESTÁ ACORDADO? Sim. Malévola tinha tido pequenos lapsos de memória antes de acordar de vez, acreditando que os sonhos de possuir chifres e até mesmo asas fosse apenas algo de uma mente completamente fértil e cansada do trabalho. Porém quando despertou, ela soube que havia algo a fazer, que havia impedimentos a serem feitos e um sentimento de vingança cresceu dentro de si ainda que não soubesse de onde vinha tamanha sensação, só sabia que a cada dia que passava ela se tornava cada vez mais forte.
VIDA EM STORYBROOKE
Antes de descobrir sobre sua verdade, Malévola havia recebido o nome de Vanessa Morgenstern, filha de uma família que vinha de longe, de terras que pareciam que ninguém sabia o nome e que parecia apenas uma invenção de seus pais para que ela não soubesse de verdade quem eles eram. Sempre se questionou o motivo de nunca saberem falar sobre o passado, sempre mudando a história, sempre mudando o rumo, assim como sempre mudando de cidade. Havia chegado um momento que de repente ela se sentiu traída, sendo deixada por eles em um acampamento de férias e nunca mais voltaram para buscar.
De alguém que tinha tudo para alguém que de repente já não possuía mais nada em sua vida. Vanessa se viu perdida por um bom tempo antes de repentinamente se ver tendo ajuda de pessoas aqui ou ali que poderiam ser consideradas estranhas e escória da sociedade, mas se não fosse por eles estaria sem qualquer rumo. Aprendeu que confiar nas pessoas não era nem um pouco uma opção e essa foi sua primeira lição. Levada então a ideia de que poderia acabar se tornando alguém poderosa e que ninguém seria capaz de lhe contestar e levando em consideração que ela possuía uma boa lábia depois de tudo o que havia passado, Vanessa estudou direito e logo que se formou tratou de fazer a prova para se tornar juíza. Agora não havia ninguém que fosse capaz de pará-la.
EXTRAS
Enquanto Vanessa, ela acaba fazendo certas coisas por diversão... Como mandar um suposto inocente para a cadeia às vezes só para ver a carinha de desespero e culpar o júri popular em tal decisão.
É uma mulher de boa lábia quando precisava e em um contexto geral é alguém que não confia nas pessoas, pelo menos não facilmente se a pessoa for capaz de conseguir sua atenção de determinada forma.
Apesar de acordada, Malévola ainda não detém todos os poderes mesmo que esteja louca para por a mão em seu cajado novamente.
Com a posição de poder, ela sabe que a vida de certas pessoas possam estar em suas mãos e adora a sensação de ver gente implorando para que ela tenha piedade.
É vingativa independente do que seja. Claro que pode ter começado com um convite não feito, mas ela trouxe isso para si como parte de sua personalidade. Como parte de si.
Como uma das poucas Mors que detinha asas, ela sente bastante falta das próprias e da liberdade de voar pelos céus como bem entendia. Como bem era livre.
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“O que acha desse vestido?” Saiu do provador, virando para a pessoa que estava do lado de fora. “Vai ser para o evento de sexta feira no Black Crystal. Preciso de algo sexy, que atraía novos clientes, mas também que transmita seriedade, para não acharem que eu sou uma piranha.”
(ou aperte o 💖 para eu ir no seu chat plotar algo diferente)
“Acho que poderia fazer uma escolha melhor.” Comentou sem muita emoção. Apesar do belo corte, o vestido não lhe chamava atenção da maneira que a outra parecia querer que acontecesse. “E por que não ser uma piranha séria? Acredite em mim. Você poderia até estar nua da frente das pessoas, mas se conseguir chamar atenção apenas para você e o que tem a dizer, as vestes serão sua menor preocupação.”
Desistindo de esperar por qualquer pessoa, porque aparentemente e seriamente parecia funcionar melhor sozinha. Vanessa decidiu ir até o pub para beber porque era a solução plausível para o momento, cansada de beber em casa precisava de um pouco mais de calor humano, ainda que tivesse aprendido a odiar seriamente a raça. Em um suspiro e uma boa tomada de dose de whisky, ela olhou para o lado vendo a presença de Mackenzie ali e chegou até a arquear a sobrancelha e se aproximar da ruiva. “E eu pensando que assistentes não tinham seus momentos de diversão.”
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Não vinha desejando muito além de querer cometer assassinatos, mas como juíza daquela merda de cidade, ela não poderia cometer nenhum tipo de atrocidade sem que acabasse com toda sua reputação e desse mais motivos para Pierre debochar de si. Mais do que já fazia. E só de lembrar de toda a palhaçada que ele vinha fazendo consigo, somado a outras coisas que vinham acontecendo faziam o sangue dela ferver e a mensagem que tinha recebido no celular com fotos do que não queria ter visto só a atiçou ainda mais. Vanessa ergueu-se da cadeira com tanta força que a mesma virou para trás caindo em um baque alto, mas mais do que isso, ela nem percebeu quando virou a mesa à sua frente. Como se sentisse os poderes de volta e até a mudança de coloração dos olhos. Ela respirava fundo, ofegante pelo que acabara de fazer, tudo caído no chão simplesmente destruído e quando o olhar foi para a porta ela nem se deu ao luxo de temer por quem tinha visto a cena. “O que é?”
Malévola não gostava do que estava vendo e sabendo. Parecia que cada segundo que se passava ela estava começando a perder tudo e que as coisas estavam simplesmente escapando por suas mãos e já estava na hora de voltar a ter as rédeas e isso teria de começar por Diaval. Sabia que a humanidade poderia trazer algum problema, mas não esperava que fosse justamente ele o primeiro a não estar perto de si. Por isso lá estava ela entrando na sala da diretoria do hospital e a trancando assim que entrou. “Não tem nada para me contar, Diaval querido?” Questionou com um ar de quem aparentemente não estava nem um pouco para brincadeiras naquele instante.
It's scratching on the walls, in the closet, in the halls
It comes awake and I can't control it
Hiding under the bed, in my body, in my head
Why won't somebody come and save me from this, make it end?
Era estranho ter a crença de que após a morte do rei Stefan, Malévola seria capaz de em algum momento acabar estando ali naquele castelo por mais uma vez. A Rainha dos Moors estar pisando em solo humano novamente era algo que não só os seus súditos achavam estranho como também odiava ver que os humanos tinham medo de si. Claro que os chifres pareciam ajudar naquela situação, assim como as asas, mas aquilo era ela e a fada jamais mudaria por alguém que parecia não entender sua essência. Ao menos tinha Diaval ao seu lado para ajudar-lhe antes que pudesse lançar, no mínimo, uma outra maldição naqueles humanos nojentos. — Quanto mais vejo isso tudo, mais acredito que estamos à beira de uma enrascada, querido. — Ela disse à medida que encarava o companheiro ao compasso que caminhavam pelo enorme jardim em direção as estruturas enormes daquele castelo tão bem cuidado. — Vai ficar tudo bem, senhora. Sabe que nela podemos confiar. — Ainda que houvesse a voz dele ali, algo dizia para a fada que nada estaria bem. Algo lhe dizia que a garota estava prestes a fazer algo consigo.
Vanessa já se encontrava em seu auge de espirros. Não aguentava que cada passo que dava parecia que algo como uma alergia parecia ter se apoderado de si e por instantes desejou não ter mexido naqueles malditos materiais do trabalho. Quem diria que logo ela que um dia havia sido a mais poderosa de todas estava ali tendo de mexer com papéis para ver se acusaria certos humanos ou não de seus fiascos. E o que mais lhe deixava puta era o fato de que precisava acusar uma em específico e não por vontade sua e sim de Pierre. Acusar Hope Swan vinha com uma ameaça a qual Vanessa não sabia como lidar naquele momento. Era a garota ou seu cajado e os deuses sabiam o quanto ela precisava do objeto para ter seus poderes totais de volta. Ela necessitava. Ela precisava daquilo mais do que qualquer coisa no mundo e quase sentia mal por deixar Diaval de lado em um momento como aquele, mas seria algo para proteger os dois dos ataques de qualquer pessoa. De qualquer um que ousasse tocar neles novamente.
Um jantar não deveria ser nada demais, mas ali sentada naquela cadeira com aquela quantidade de guardas dentro daquela suposta sala de jantar não lhe deixava menos tensa ou menos propícia a querer matar um. Ainda que Diaval lhe segurasse a mão vez ou outra em uma tentativa clara de tentar lhe acalmar, os ombros tensos entregavam que aquilo não era nada fácil. Que não seria. Os talheres de prata rente à si lhe faziam a pele formigar ainda que não tivesse tido nenhum contato direto com eles. A cada segundo podia sentir que alguém poderia lhe voar nas costas ou em seu pescoço com a premissa de que ela tinha tentado atacar a agora nova rainha. Já tinha se livrado da mãe de Phillip poderia fazer isso facilmente com qualquer um dos outros ali existentes. — Então... Por que estamos aqui nessa situação peculiar? — Questionou encarando a loira diretamente. — Porque eu queria mostrar à todos que os Moors e os humanos podem conviver pacificamente, madr--- Malévola. — Perceber que a palavra havia morrido na garganta da loira quase a fez rir. Sabia que não poderia ser chamada daquilo novamente, principalmente porque Malévola sabia que nunca havia feito jus aquele título se levado em consideração que apenas tinha cuidado dela para ter certeza de que a maldição aconteceria de acordo com seu plano. — Se acredita tanto nisso... Por que então tantos guardas e tantos talheres de prata. Sabe o que isso significa para mim e ainda quer que eu caia nessa ladainha de que podemos nos dar bem mais uma vez?
— Diaval, querido! — O chamou à medida que adentrava em sua sala da diretoria do hospital. Estranhamente achava aquilo sexy da parte dele, de ter escolhido um cargo alto se levado em consideração que toda a vida deles até então ele não tinha passado de seu companheiro e alguém que fazia as coisas para si. No fundo, admitia o medo que tinha de perdê-lo porque no fundo era a única coisa que lhe importava mais do que qualquer cajado ou poder no mundo. — Eu preciso que a gente saia para beber ou ir lá para casa beber antes que eventualmente eu faça algo que certamente irá me repreender pela ousadia. — Com aquilo ela queria dizer arranjar alguma briga com alguém à ponto dela poder utilizar do seu poder de juíza para mandar a pessoa para a cadeia e ainda se sentir completamente bem por aquilo. — Dizer não, não é uma opção. Então arrume essas bolsas malditas e vamos embora.
Uma vez havia confiado nos humanos e Malévola sabia que não poderia fazê-lo novamente, porém, também chegava a ser irônico o fato de que o único suposto humanoide que confiava era Diaval ali ao seu lado. — Claro que sim! Olha só pra isso! Aceitou vir aqui ainda que as pessoas lá fora temam você. — Uma risada soprada escapou da fada. — Isso é apenas um fato Aurora. Você também teve medo de mim da primeira vez. A diferença é que comigo elas verdadeiramente tem um motivo. A história da fada que lançou a maldição em sua rainha e que ainda tem a audácia de visitá-la como se fossem velhas amigas. Ou você é muito burra ou pretende fazer com que seu reinado acabe antes do previsto.
Recebeu uma cotovelada de Diaval que apenas recebeu dela um olhar de lado antes de voltar-se para a loira e seu príncipe ao seu lado. Ou deveria dizer rei? Aqueles títulos eram desnecessários para si. — Não fale assim dela! Ela é uma ótima rainha e só pensa no melhor pro seu povo. — A interferência do outro a fez rir. — Então pense em seu povo e deixe o meu. Não pretendo compactuar com vocês, porque sei que tudo o que querem é saber do meu poder e não faço questão de emprestá-lo para vocês.
— Você é só poder. Ainda bem que sabe disso.
A sobrancelha dela se arqueou ao que ouviu a voz de um guarda atrás de si que parecia que tinha passado todo o tempo pronto para ter uma oportunidade de falar. — Porque não passa de uma mulher fraca que só quer poder pisar nos outros na primeira oportunidade, sem seus poderes não seria nada.
Em casa, ela jogou as coisas no sofá e foi em passos rápidos para o barzinho que havia feito questão de construir para um momento como aquele. Para quando quisesse beber sem se preocupar com o mundo lá fora ou com ela mesma. Era só ela e o álcool no sangue. Bom, dessa vez ao menos era ela e seu querido companheiro. — O que pretende fazer agora com a ameaça de Pierre? — Ela pegava uma garrafa de Whisky quando Diaval falou. — Isso é fácil de resolver. Eu só preciso daquela irmãzinha maldita dele para o plano dar certo. Ele a mantem presa e em algum momento o passarinho vai querer sair da gaiola e é aí que nós entramos. — Sabia que Audrey talvez fosse alguém difícil de lidar, mas não impossível de se manipular. — E mesmo que eu não use você para isso, querido. Eu tenho a pessoa perfeita para a missão. — Concluiu ao que colocava duas doses em cada copo e entregava ao outro. — Eu posso estar sem poderes agora, mas eu me sinto mais poderosa do que nunca e o Dark One mal pode esperar pelo que vem para ele.
E se tudo desse certo. Ela queria acreditar que poderia ser sua morte.
apesar das teorias e a curiosidade que permeavam os pensamentos do ex-vizir real, a ideia de transformar aquele evento em uma forma de se conectar mais com as pessoas de storybrooke, dando a ele alguma vantagem nas candidaturas que estavam por vir era apenas muito mais seduzente. ofereceu um dos copos que carregava a MUSE, exibindo um sorriso gentil. “aproveitando o evento?”
da porta que dava para o salão que tinha ocorrido a cerimônia, malévola observava tudo com um olhar de que seria capaz de matar um, assim como os braços cruzados denunciavam que uma aproximação não era algo que deveria ser feito naquele instante. porém, quando ouviu a voz conhecida, a sobrancelha se arqueou e ela virou-se na direção dele, aceitando o copo. “chama isso de aproveitar, jafar querido? chama essa palhaçada toda aqui de evento?”
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Sugar Plum terminava o drink que ela havia misturado com doses exageradas de açúcar – apenas porque precisava de sua principal fonte de energia – brincando com o canudo, enquanto se mantinha alheia à movimentação ao seu redor no salão, quando escutou a voz familiar de Malévola. Virou o rosto para fitar a morena, enviesando os lábios cor-de-rosa num sorriso largo. “Horroroso, se você quer saber, querida. Essa decoração é esdrúxula. Falta cor-de-rosa. Falta boias de flamingo… E as sobremesas são péssimas, acredite, eu provei todas só para poder criticar.” Balançou a cabeça como se contasse algo absurdo – para a fada, não deixava de ser. “E, sejamos honestas, ela nem tá tão bonita assim.” Gesticulou na direção de Clarion, fazendo uma careta. “Mas e você?”
Malévola não sabia se achava mais estranha toda a decoração escolhida por Pierre ou a ideia ridiculamente rósea proveniente da regente ali. “Por que tanto rosa?” Questionou em uma curiosidade até estranha, em momentos comuns não se daria ao luxo, mas Sugar Plumm conseguia lhe arrancar alguma curiosidade daqueles trejeitos tão esquisitos provenientes unicamente dela. “Não duvido disso.” Comentou sobre as sobremesas antes de o olhar ser levado em direção até Clarion. “Ela poderia ter feito uma escolha melhor de roupa.” Um suspiro lhe escapou. “Por mim, eu já teria tacado fogo em toda essa decoração brega e sem qualquer tipo de gosto proveniente do Pierre. Então... Preto com cinza ia ser a perfeita decoração pra isso.”
Orson ficou feliz de ver que alguém tinha se animado a cantar com ele. Ele se virou para a mulher e abriu um sorriso antes de cantar de volta, fazendo um sinal para que a multidão cantasse junto com ele. – I want it that way!
Como Vanessa aquela sensação era até boa de poder se despreocupar com tudo, como Malévola ela se sentia estranha em saber que estava curtindo algo tão mundano como aquilo. “Tell me why!” Ela cantou virando o microfone para o pessoal que respondeu de volta com a letra. “TELL ME WHY.”
˙ ˖ ✧ “Por isso e por muitas coisas, minha cara Vanessa, que eu a adoro.” Estendeu a taça em um brinde à ela sorrindo antes de beber do líquido. “Conhecendo a peça, talvez a noiva tenha escrito. Se ele realmente se moveu para fazer um algo complicado, quem sabe roubou um coração em um acesso de piedade da pobre Clarissa.” Deu ênfase no adjetivo, se perdendo em seus pensamentos enquanto tentava imaginar o que teria levado a colega a se casar justo com Pierre de todas as pessoas de Storybrook. Ainda que gostasse dela, não sabia se era estúpida, ingênua ou estava simplesmente fora de si. Uma das taças prontamente foi de encontro a dela, concretizando um brinde. “Mas me diga, como seu caro Oz aqui pode auxiliar em seus planos mais uma vez.” Não sabia exatamente porque Malévola tinha escolhido se aliar a ele, ainda que isso ferisse seu ego. Ela era claramente incrivelmente poderosa antes da maldição e, mesmo com seu título anterior, ele apenas era alguém comum. Ainda sim, não hesitava em a auxiliar em qualquer coisa que fosse. Um ato de gratidão por ela não ter a rejeitado como muitos outros faziam e já haviam feito.
“Pois saiba que a recíproca é verdadeira.” Ainda que Oz não fosse exatamente alguém mágico, era graças a engenhosidade dele como um bom malandro que ela conseguia ter ele como aliado. Por certas coisas poderia realmente necessitar dele e por isso que fazia questão de mantê-lo por perto em caso de necessidade maior. “Não duvido. Dark One não deve ser criativo o suficiente para algo de cunho romântico.” E certamente Clarion quem deveria ter escrito tudo aquilo, ter tido ideia de algumas coisas do casamento, mas certamente ele quem deveria ter planejado toda aquela coisa brega que lhe deixava insana por brincar com suas vidas. “Por hora não preciso de nada ainda. Primeiro preciso ver os passos de Pierre antes que possamos fazer alguma coisa, mas não se preocupe que se eventualmente algo acontecer lhe chamarei o mais rápido possível. Sua genialidade é uma coisa necessária.”
Não podia afirmar-se bêbado visto que havia ingerido poucas taças e possuía uma resistência considerável, porém definitivamente não podia se declarar completamente sensato desde que os olhos por vezes se perdiam numa tontura cambaleante, inebriado. Partiu em busca de uma garrafa d'água quando o corpo esguio o atingiu em cheio, por reflexo a segurando pelos braços assim como as palmas percorrendo a parte superior dos seus, piscando duas vezes enquanto a mente processava rosto e voz. —— Não, não tem problema. Você está bem? —— Os olhos percorreram para baixo afim de saber se havia pisado no pé dela, mas o que fora encontrado o obrigou a ergue-los rapidamente, engolindo seco. Por pior que fosse a imagem tida devido ao término, a morena continuava mais atraente do que gostaria, rindo nasalmente após abrir a boca para falar e ser surpreendido com o comentário final. —— E acompanhado. —— Comentou, por mais que aquela não fosse exatamente uma convidada romântica. Por algum motivo, ainda não a soltara. —— Aposto que também não está sozinha, então é melhor não ficarmos aqui dizendo esse tipo de coisa.
Queria manter aquela fingida cara de quem sentia muito sobre ter caído sobre ele, mas quando Oberon falou que estava acompanhado, a expressão dela simplesmente fechou o mais rápido possível, só que Vanessa acabou por tentar aliviar a mesma com um sorriso nos lábios. “E onde está tamanha companhia apreciada?” Questionou sem nem ao menos fazer menção de se soltar dele, assim como ele igualmente não fazia o mesmo por estar a lhe segurar. “Apostou errado, Ron. Porque me encontro muito bem sozinha, bom... Pelo menos agora não mais.”
Orson estava irritado com as escolhas no karaokê das pessoas. Elas só escolhiam músicas que divertiam a si mesmas ou às outras ao redor. Aquele não era o verdadeiro espírito do karaokê, especialmente em público assim! Assim que pôde, ele tomou o microfone e recebeu a música que com certeza colocaria todos para dançar - e para cantar com ele, quem quisesse. – You are… My fireeeee… – Começou, o instrumental dos Backstreet Boys demonstrando tudo de bom que os anos 90 tinham a oferecer.
Às vezes sentia que havia um certo conflito entre personalidades se ela assim poderia dizer. Entre Vanessa e Malévola. Porque certas coisas lhe traziam para seu lado mais mundano que às vezes não conseguia lutar contra, como era o caso ali daquele karaokê que apesar de ter abominado o mesmo até o presente momento, ela não conseguiu lutar contra Backstreet Boys. “The one desiiiiiiiire, believe when i saaaaay....” Ela começou a cantar ao lado do garoto assim que pegou o outro microfone.
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“ Eu adoro essa sua veia maquiavélica, juro. Te deixa umas duas vezes mais sexy ” ronronou, diminuindo a distância entre eles aos poucos, considerando que a fada parecia ter se afastado dele propositalmente. Ainda assim, o pensamento era completamente válido, considerando que era o que tinha em mente. Era irônico até que ela estivesse pedindo sua ajuda quando ele pretendia pedir a dela. “ Não era esse o combinado, Ness? ” perguntou, se inclinando, para que não ouvissem do que estavam tratando. “ Uma mão lava a outra. Eu nunca te incitaria contra Pierre se não fosse para estar do seu lado ” era difícil saber com que a lealdade da juíza estava, mas ele podia se apegar ao vínculo que tinham. “ Notícias do seu cajado? ”
“Eu sei disso.” Comentou à medida que passava a língua por sobre os lábios. Vanessa apenas tinha se afastado propositalmente porque seria capaz até mesmo de voar no pescoço do capitão e certamente não era algo que queria fazer. Pelo menos não naquele momento, porque haviam oportunidades muito mais prazerosas para fazer aquilo com ele. O olhar o acompanhou se aproximar e a mão livre da taça seguiu para o braço dele, dedilhando ali à medida que o ouvia falar. “Não seria o contrário?” Questionou ao arquear a sobrancelha. “Você demorou muito para querer ir contra seu tão querido amiguinho, Kil. Então acho que eu que incitei você à isso.” Agora que ele detinha ódio em relação ao Dark One, certamente deixava as coisas ainda mais interessantes para ambas as partes e Malévola certamente gostava daquilo. “Infelizmente não detenho muitas dicas sobre ele, mas algo me diz que Pierre sabe onde está e mais do que isso: está usando minha magia. Eu posso sentir ela aqui nesse maldito casamento.”
“Vanessa, darling?” se aproximou da morena com um sorriso de lado. “Deslumbrante, my dear, a escolha realçou seus olhos, de fato, está lindíssima. Não que eu esperasse menos de você” arqueou uma das sobrancelhas, dando um sorriso de canto. “Está se divertindo no casamento mais brega e ridículo do ano?”
“Hn?” Vanessa se virou ao que ouviu seu nome ser chamado. Um sorriso lhe adornou mediante os elogios recebidos. “E você certamente não ficar para trás, está igualmente belíssima.” Apesar de sempre ter alfinetadas preparada para Alexandra, ela não pode evitar de elogiá-la. “Diversão? Isso aqui no máximo é um localzinho pra se frequentar na falta do que fazer. Esperava que Pierre tivesse um pouco mais de noção em suas escolhas do que toda essa merda aqui.”