o castelo havia sido sua casa desde que havia nascido, mas nunca fora seu lar. não da maneira intangível que a palavra costumava significar, pelo menos. não havia calmaria, não havia paz, nenhuma sensação positiva para além da familiaridade. o mais próximo que havia ali de um refúgio era seu quarto – que no fim, nem era dele. nada era, parecia. sua casa era da família real, sua posição era do seu sobrenome, sua imagem era de seu pai, sua rotina era da coroa. seus pensamentos eram de todos os problemas que a vida resolvia jogar em seu colo. só havia uma coisa que parecia ser unicamente sua, e apesar de todo o resto. tão íntima, tão intrínseca que nem ele próprio conseguia mais fingir não existir: o que sentia pelo rapaz embriagado diante de si. nem conseguiria colocar um nome no sentimento, tampouco considerar que havia um só. tantas coisas, tantos pensamentos, tantos desejos, tanto na mente de bellamy ultimamente se resumiam à drew clark e os efeitos dele em si. e tudo aquilo, por mais torturante que vinha sendo, era dele e de ninguém mais. quiçá era também boa parte do motivo de ter tentado, do jeito torto e problemático, colocar uma distância entre eles mais cedo naquele dia. porque quanto menos risco de descobrirem, menos chance de tirarem dele algo que finalmente era só seu. nos instantes no banho, naquele pequeno período de paz, sabia que era inútil desejar que tudo fosse diferente; decidiu tentar se satisfazer com a ideia de que, pelo menos, admitir a si mesmo tudo o que negara aqueles anos permitia que enfim tivesse posse de algo. clark seguiria a vida o odiando de longe, pensando que knox era como o pai. kirius seguiria a carreira colocando pressão no filho, esmagando todos. e blade seguiria lembrando da sensação no labirinto, do sabor dos lábios de drew, e dos sonhos que certamente se fariam criativos nos próximos dias. havia tentado fazer as pazes com aquela situação, aceitando a desgraça como tudo que lhe era imposto a vida toda, mas dessa vez, aceitar a existência daquele sentimento era como uma pequena rebeldia, um pequeno respiro após tanto tempo sufocado.
isso se drew não tivesse aparecido ali, trazendo tempestade para o único local remotamente pacífico daquele castelo. ateando fogo na ideia de que blade pudesse viver com aquela angústia, nutrindo-se do atrevimento de sentir, como se fosse uma ação de resistência. sua presença misturava tudo de novo, fazia confusão, trazia medo. nada mais justo, no fim, certo? não era como se blade tivesse dado qualquer paz ao juízo do capitão nos últimos dias. que recebesse o troco. estava exausto de procurar saídas. preparar justificativas. antecipar terremotos. cada passo de drew era uma batalha que bellamy perdia, já sabendo que com a proximidade certa, não teria forças de fugir dele uma terceira vez. assim que as mãos do mais velho tocaram sua mandíbula e o forçaram olhar em seus olhos, sabia que a guerra havia sido vencida.
quando os lábios já familiares tocaram os seus, bellamy fechou os olhos, os músculos relaxando como quem prova de uma droga após muito tempo em abstinência. em algum momento específico enquanto se lavava, levou a ponta do indicador até os lábios, lembrando a sensação do beijo no labirinto. agora percebia que sua memória não fazia jus à realidade. se o primeiro beijo dos dois havia sido rápido e agressivo, e o segundo forte e necessitado, esse era… lento. havia ainda tanto desejo e desespero quanto das outras vezes, mas era como se finalmente clark tivesse o encontrado com a guarda baixa. ele não iria mais lutar contra qualquer que fosse aquilo que sentia. estava entregue, e não tinha mais volta. a língua explorava cuidadosa como alguém que entra em um museu ansioso para decifrar cada pedaço de história, a mão esquerda encontrava o pescoço alheio e como fizera antes, se afogava nos fios escuros, apenas aproveitando a sensação que lhe causava entre os dedos. a destra alcançou por fim sua cintura, que ele podia sentir bem através do tecido fino da roupa casual que ele raramente utilizava, e o puxou para mais perto. percebeu, em meio aos toques cuidadosos que buscavam compreender cada sensação que o outro lhe causava, que talvez não fosse ele o único dono daqueles sentimentos escondidos. se minutos atrás pensou que odiaria que aquela única posse preciosa sua fosse roubada, viu-se gostando de partilhá-la com ele. quem sabe, bem, aquele fosse o mais perto de lar que ele já havia chegado?
em algum momento, não sabia após quanto tempo, a mão alheia esbarrou nas marcas doloridas do pescoço onde há horas atrás as unhas do pai fincavam. a dor o tirou apenas um pouco do momento, apenas o suficiente para trazê-lo de volta ao quarto, ao invés da nuvem pela qual havia subido desde o encontro dos labios alheios nos seus. o coração ainda batia forte, mas a respiração estava mais calma, e ele afastou apenas o rosto. blade tinha medo, muito medo, mas decidiu ao olhar nos olhos escuros do mais velho que não mais permitiria que aquilo o impedisse. se a sua vida era uma merda fazendo o possível e o impossível para ser o que o pai queria, então se arriscar não seria terrível. no pior dos casos, se tivesse que ir de encontro ao seu fim; ele teria pelo caminho alguns momentos de felicidade, como aquele. “drew…” um pequeno calafrio passou pelo seu corpo, lembrando do fim terrível que os últimos beijos tiveram. “nunca foi um jogo.” quis deixar claro. tentar, pelo menos. “eu só estava…” fugindo. se escondendo. enlouquecendo, surtando, e nas horas vagas, apanhando. “eu não vou fugir mais.” quis pedir desculpas pela situação daquele dia, e por todas as outras, mas já havia falado muito mais do que estava acostumado. mais um pouco, e talvez implodiria.
Drew era um estrategista nato. Moldado sempre pela lógica, pelo caminho mais eficiente. Se considerava um homem muito pragmático e que via várias facetas de uma situação de um ponto amplo o suficiente, e, portanto, que conseguia traçar conclusões precisas sobre diversos assuntos. Todavia, nunca se sentiu mais contrariado com a própria visão de si mesmo por toda a situação que aconteceu com Blade, desde o início. Cego pela própria vivência, não percebendo que ele estava no olho do furacão ao invés de flutuar por cima dele. Achava que tinha mais controle do que realmente o tinha, e que as coisas eram bem mais preto e branco do que realmente eram. Em uma ocasião normal, aquilo seria uma desgraça completa para seu orgulho e sua grande auto confiança tão inquebráveis e tão imbatíveis; era só se lembrar de quando Blade o apontara um único erro na segurança e já foi o motivo para lhe dar nos nervos. Agora? Não poderia estar mais feliz em estar errado. Estava feliz que se deixou levar pelos próprios desejos ao invés de se segurar pela milionésima vez. Feliz que pôde sentir de volta o calor do corpo do soldado contra o seu, as mãos dele bem-vindas em todo lugar que desejava tocá-lo. Feliz de poder aproveitar daquele momento sem outras preocupações, nem mesmo se importando se Blade se incomodava com o gosto de álcool na sua língua. Feliz, inclusive, em sentir novamente o gosto do beijo que o deixou acordado por noites a fio. Feliz em respirar e sentir o cheiro do perfume de Blade, da pele recém limpa. Feliz que pôde ele mesmo traçar seus dedos de volta pelo rosto que lhe fez sentir tantas emoções distintas e disjuntas em um período tão curto de tempo, deixando com que a mão que elevara a cabeça de Bellamy se encaixasse contra a bochecha dele, a outra não tardando a acompanhá-la no lado oposto.
Feliz. Drew Clark estava, simplesmente, feliz.
Felicidade não era uma sensação ao qual estava acostumado. Sentimentos bons como alívio e normalidade, sim, já eram mais conhecidas dele. Normalidade no cotidiano que conseguia controlar, em cumprir com suas tarefas de maneira bem feita, seja lá quais fossem elas. Alívio em receber uma ligação dos pais e saber que estava tudo bem com eles, escutar a voz da irmã ao telefone. Normalidade em preencher relatórios, gritar com cadetes, ministrar aulas para as selecionadas, servir de escolta para um convidado. Alívio em receber uma mensagem na caligrafia que reconhecia ser do gêmeo, o agradecendo pelo dinheiro e talvez o pedindo algum remédio necessário. Normalidade, alívio, normalidade, alívio. Feliz? Drew não pensava a si mesmo como feliz, não depois de ser flagrado com o cozinheiro na dispensa. Na verdade, não pensava em si mesmo como feliz desde que entrou para o exército. Até… Até antes, na verdade. No teatro, fazia o que fosse necessário para sobreviver. No exército, fazia o que fosse necessário para subir de patente e poder sustentar a família. Quando é que Drew teve uma felicidade dele? Um objetivo próprio que não fosse sustentar a própria família, todos eles vítimas de um sistema de castas injusto a ponto da única solução de terem um mínimo conforto era o sacrifício indubitável de um membro do núcleo familiar? Drew não se lembrava. Claro, já foi jovem e teve seus sonhos, mas há muito que foram embora, dispersos em meio à realidade. Teve pouquíssimos namorados firmes, o número nem preenchendo uma mão, pelos quais imaginou arriscar uma vida pacata, mas que nunca passava daquilo, de imaginação, um desejo efêmero destruído por situações mais urgentes que ele, que seus relacionamentos, que suas vontades particulares.
Era tão diferente estar com alguém que entendia. Que também se sacrificou, que também deu muito mais do que recebeu. Quando Blade recuou do beijo, as mãos de Drew agora pousadas na nuca do mais novo, e mantiveram contato visual, Drew soube que ele entendia. Os cantos dos lábios subiram em instinto quando escutou seu nome (não “capitão”, não “Clark”, mas Drew) seguido da afirmação que nunca havia sido um jogo. A felicidade transbordou do peito com a agora já conhecida sensação de alívio. Que jogasse fora todas as ideias, todos os planos e cálculos. Blade havia o dito, com tão poucas palavras, que estava no olho do furacão ao seu lado, e que não tentaria mais escapar dele sozinho. Aquilo era um alívio, e o deixava tão, tão contente. Não precisava escutar uma verbalização de um pedido de desculpas, pois aquilo já era tão imensamente suficiente que nem se dava conta do quanto precisava escutar aquilo.
❛❛ —- Por favor, ❜❜ pediu, em súplica. O tom era tão distinto da sua voz normal, costumeiramente tão ríspida e seca, que sentiu a garganta arranhar com o timbre mais doce, mais vulnerável. ❛❛ —- não me deixe mais para trás. ❜❜ fechou os olhos, inclinou a cabeça para mais um selar demorado dos lábios, deslizou as bochechas uma na outra e, por fim, recostou a testa no ombro de Blade. As palmas saíram da nuca dele, passearam pelo tronco despido e enfim encontraram seu lugar nas costas cheias de cicatrizes (as quais mal imaginava os verdadeiros significados) para poder apertá-lo em um abraço. Os ombros se tensionaram por um momento, o gesto nada usual. A paz que o trouxe, no entanto, fez com que relaxasse imediatamente. ❛❛ —- Me prometa, Blade. ❜❜ a fala veio sem retirar o rosto do conforto que era a pele do soldado. Ali, de olhos fechados, tudo o que precisava era que ele o segurasse e o som da voz dele o confirmasse o que queria.
não era como se bellamy knox tivesse crescido com bons exemplos de histórias de amor. a decisão política fantasiada de grande espetáculo que acontecia naquele momento no castelo era prova que o amor não era algo realmente levado a sério por ali. alexander, blade sabia, não pensava em buscar o amor de sua vida tanto quanto uma esposa razoável e uma rainha ideal. também não tinha lembranças de seus pais juntos, considerando que o abandono da mãe veio em tenra idade, e nunca viu seu pai envolvido com qualquer outra pessoa no decorrer dos anos. o rei e a rainha tinham tanta formalidade entre eles que bellamy não podia acreditar haver algum sentimento forte ali (sem contar os boatos que vez ou outra rondavam o castelo sobre as mulheres que se envolviam com o rei). já na guarda, os homens pareciam sempre pouco dispostos a buscar pelo casamento, contentando-se com breves encontros com plebeias ou com criadas do palácio. muitos argumentavam que já tinham responsabilidade demais com os familiares já existentes que precisavam bancar com o salário de soldado para criar uma família inteiramente nova, também que nada adiantaria casar e ficar longe tanto tempo da pessoa amada. ou ainda, que era arriscado demais encontrar alguém enquanto se corre tanto perigo no exército. poderia ele amar alguém algum dia, se tão pouco exemplo daquilo ele havia presenciado? saberia ele amar alguém? ou sequer gostar. sendo filho de quem era, era capaz de tais sentimentos?
se lembrava bem, algo próximo dos treze anos de idade, quando a filha de uma das cozinheiras lhe roubou seu primeiro beijo. um selinho rápido. acreditou piamente estar apaixonado, mas quando a cozinheira resolveu voltar para o interior com a família, levando a menina, percebeu que havia sido fácil demais esquecê-la. depois teve a prima de alexander, que ficara alguns meses no castelo antes de retornar aos estudos na frança. blade tinha dezesseis e já treinava para se tornar o guarda oficial do príncipe, não tinha tanto tempo a dispor, mas os olhos seguiam a garota em qualquer cômodo em que ela se encontrava. ele, que pouco falava, apreciava passar tempo com a jovem incapaz de ficar quieta por mais que dois minutos. estava sempre animada demais, falante demais, curiosa demais. contava sobre suas viagens, sobre o que lia nos livros e o que assistia na vida. foi seu primeiro beijo de verdade, que tão logo viraram toques atrevidos que exploravam em demasia o corpo alheio. claro que não podiam ir além, já que a garota precisava continuar virgem para o eventual casamento. casamento esse que bellamy sabia, jamais poderia ser com um mero guarda, mesmo um knox. ele estava apenas ligeiramente acima dos colegas, e muitíssimo distante da nobreza. seguiu pensando na moça por mais alguns meses após sua ida, mas alexander deu um jeito de distraí-lo arranjando uma jovem cantora para distraí-lo. aquela sim, tinha sido sua primeira vez oficial.
com exceção de outros breves envolvimentos de uma noite, ou olhares trocados a distância, bellamy não teve um extenso histórico de relações, muito menos significativas. às vezes se arriscava a se imaginar casado, mas sempre parecia errado. seu dever era com a coroa, devia viver e morrer por ela. como um padre, que abdica de tudo para que deus seja seu único foco. assim devia ser o guarda, com um único foco. seu pai um dia lhe disse algo que nunca esquecera: "seu único amor deve ser suas obrigações. como espera servir a coroa com todo seu coração, se colocá-lo nas mãos de outra pessoa? se apontarem uma arma para o príncipe e para alguém da sua família, deve ser capaz de fazer a escolha certa." havia tanto naquela frase, que precisou de dias para digerí-la por completo. se seu pai deixava subentendido em pequenas ações o quão pouco apreciava o filho, os dizeres deixavam claro que kirius knox não amava nem mesmo a sua prole. também deixaram claro que ele esperava que bellamy seguisse o mesmo caminho. mas mais do que tudo, deixava claro que entre alexander e bellamy, kirius salvaria o primeiro sem pensar duas vezes.
o tom de voz macio, necessitado e rouco do capitão fez o peito apertar. não iria tão longe para dizer que o amava; mas era inegável que havia algo muito forte entre os dois soldados. blade sempre o apreciara, mesmo como um colega, antes de tudo aquilo acontecer. admirava seu trabalho, seu talento, sua ética. gostava das conversas curtas que partilhavam, e das provocações amistosas que sempre fizeram. ser amigo do príncipe praticamente fazia parte do escopo do seu trabalho, mas ser amigo do capitão clark havia sido uma escolha pessoal. e antes dos boatos, gostava daquilo. gostava tanto que sempre torcia para que os horários do príncipe o permitissem treinar com o restante da guarda, apenas para ter aqueles pequenos momentos com outrém. tanto que quando corria pelo castelo de manhã, esperava ansioso para esbarrar em drew, que as vezes se exercitava por ali também. olhando para trás, agora fazia mesmo sentido o quanto a presença alheia lhe instigava. sempre soubera, só não havia se permitido admitir. observou o rosto alheio enquanto ele fechava os olhos, o pedido tão carregado emocionalmente que fizera a pontinha do seu nariz arder, como quem está prestes a lubrificar demais os olhos. se apontassem uma arma para alexander, e para drew, seria assim tão fácil escolher? daria a ordem sem hesitar? deixaria o outro em prol de suas obrigações? 'não me deixe mais para trás'. não sabia se era capaz de amar, não sabia nem se era capaz de reconhecer tal sentimento, mas sabia que gostava de drew como nunca havia gostado de ninguém antes. e quando o capitão o abraçou, percebeu que drew gostava de bellamy como nunca ninguém havia gostado antes.
o ato era tão pouco usual, que teve certeza de que estava fazendo errado. qual a última vez que havia abraçado alguém? ainda sim, os braços encontraram um encaixe em torno do corpo alheio. eram exatamente da mesma altura, mas o capitão estava ligeiramente arqueado para apoiar a testa em seu ombro, o que permitia o mais novo envolvê-lo por inteiro com os braços fortes. clark tinha a desculpa do álcool para falar tão livremente, pedir tão sem receios pela promessa que ambos sabiam que não deviam fazer. blade precisou encontrar em si uma coragem enorme, maior do que o necessário para lidar com os rebeldes, com seu pai, até mesmo com o fracasso. abrir-se daquela forma, sóbrio, consciente, era mais assustador do que todo o resto. mas o fez. respirou fundo, tomando fôlego com quem estava prestes a mergulhar. de certa forma, estava. agradeceu mentalmente que pelo menos ele não podia ver seu rosto, que ficaria vermelho, com toda certeza. "prometo." a primeira palavra saiu, como uma pequena gota que antecede a água corrente. "eu não sei bem o que é isso, mas quero descobrir. com você. eu só preciso que entenda... o quão difícil isso tudo é pra mim. o quão difícil pode ser. eu não falo de sussurros no corredor, drew, não falo de trapaças e sabotagens no meu trabalho. isso aqui é arriscado, e eu não sei se você sabe o quanto." talvez pareceria dramático, mas seu pai era doente. e blade sabia que para quem não se esforçaria para salvar o filho da mira de uma bala, só o pior poderia vir. bem, já havia falado muito mesmo. o que era um pouco mais? "desculpe pelos últimos dias. eu nunca quis te deixar confuso. eu não sabia o que estava acontecendo, eu nunca... nunca gostei de alguém assim. qualquer pessoa." esperou que ficasse claro que sim, muito embora fosse a primeira vez que admitia estar terrivelmente atraído por outro homem, aquele sentimento era novidade de modo geral. minha nossa, pensou de imediato. para alguém que não sabia falar sobre sentimentos, ele de certo havia falado bastante. esperava que a bebedeira de drew o impedisse de lembrar daquilo no dia seguinte, pois tão logo terminou de falar, arrependeu-se, com medo de parecer bobo.















