‘ stass! a bebida que havia ingerido sempre fazia parecer que estava mais animado do que geralmente o era. conhecia a garota por ser amiga da irmã, mas não convivia realmente com ela. ‘ nunca brinquei disso na vida.
Stass acabou rindo das sentenças de sua companhia do jogo, logo depois de entrar no local e ter a porta fechada atrás de si. “Ah, meu Deus! Eu não acredito que eu vou ser sua primeira vez!” Não evitou a brincadeira de duplo sentido, e por mais ruim que tivesse sido a piada, ela riu novamente de sua colocação. “A sua irmã vai me matar se souber que eu 'tô te corrompendo nos sete minutos no paraíso.”
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Enquanto permanecia sentada sobre o jardim, deixava que seu olhar focasse no ponto de ônibus que havia logo em frente ao local. Ou pelo menos o resquício do que seria um ponto de ônibus, já que o mesmo parecia ter seu material enferrujado de anos acumulados e ausentes de reformas. Os bancos todos quebrados, e uma plantação não aparada por meses deixava o cenário ainda mais assustador. Se perguntava como seria esperar por um ônibus ali, se alguém, nos dias atuais, esperava por um ônibus ali, ou se até mesmo haviam plantado todo aquele ponto para uso exclusivo de uma festa de Halloween bem sucedida. Foi em meio àqueles pensamentos desordenados de alguém nitidamente afetado pelo efeito do álcool que se assustou diante da aproximação repentina da amiga que agora lhe dirigia a palavra. — Meu Deus, Stass! Você sabe que eu amo você, mas- — Interrompeu-se assim que escutara a sequência seguinte da outra, lançando-lhe, com isso, um sorriso que usualmente não lhe era vestido durante a rotina. — Nada. Você simplesmente sabe que eu amo você, e é exatamente por isso.
Stass acabou rindo ao perceber que havia assustado a outra. Não havia percebido que ela estava tão distraída, mas relaxou a postura assim que notificou um sorriso no canto dos lábios dela, e diante das palavras, a loira jogou rapidamente uma das mechas do cabelo para trás. “Eu sei, eu sei... É bem difícil não me amar.” Comentou, de forma teatral, rindo mais uma vez antes de se sentar ao lado dela. Tirou de um dos pequenos bolsos de sua roupa o tal baseado, juntamente com um isqueiro pequeno, e olhou em volta rapidamente antes de voltar a atenção novamente a Eva. “Por quê tá sentada sozinha aqui, que mal lhe pergunte? Já tava chapada antes de eu chegar?” Perguntou, com um tom bem humorado, apesar de estar realmente curiosa quanto aquilo. Em seguida, colocou-se a acender o cigarro, dando um longo primeiro trago e um segundo um pouco menor, segurando a fumaça nos pulmões por alguns segundos enquanto estendia a bituca em direção a amiga.
Não evitou muito pensamentos bastante inapropriados apesar de serem apropriados para o momento. Anastasia e ele eram opostos demais e isso fazia com que fosse infinitamente mais gostoso. Não era só pelo segredo ou pela sensação de que estavam fazendo algo que não deveriam, porque depois de algumas vezes, a euforia do segredo já não era mais tão alta. O que sempre mantinha Christopher interessado em Stass e naquele jogo quase perigoso entre os corpos que eles faziam, era o fato de se encaixarem tão bem. Ele gostava que ela lhe dissesse onde tocar e o que queria fazer e ela gostava quando ele tocava. Ele não se considerava um cara sensual muito menos algum tipo de deus do sexo mas a loira fazia com que ele se sentisse sempre a flor da pele e eufórico para que se tocassem, porque o toque podia ser gentil mas nunca era carinhoso. Era um pouco necessitado. Talvez esse fosse o motivo que uma vez que tocava a pele dela, não conseguia afastado os dedos com tanta facilidade. “Gosto quando é criteriosa. Na verdade, eu adoro.” Sua voz era rouca como a dela, não que ele precisassem falar muito mais alto do que cochichos, estavam sozinhos ali e por aqueles instantes, mesmo que fosse somente uma porta velha com uma cadeira velha trancando-a, Chris sentia que a festa anual de Halloween da Armstrong estava a quilômetros de distancia deles, que estavam tão perto quanto poderiam estar.
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A loira sentia o corpo todo esquentar gradualmente, possivelmente acompanhado o ritmo da pulsação que ficava cada vez mais acelerada, agora que estava totalmente à mercê dos toques de Christopher. Mesmo que já tivessem estado em um cenário parecido com aquele vezes o suficiente para Anastasia já estar acostumada com aquele tipo de contato entre os dois, era como se sempre existisse algo novo a ser dividido pelos dois. Sua pele parecia descobrir novamente novas sensações que eram causadas pelos dígitos masculinos em cada uma das ocasiões em que entrava em contato com eles, e era aquela linha tênue entre o familiar e a novidade que fazia a respiração da Blackwood perder o ritmo aos poucos, tornando-se um arfar descompassado antes mesmo que ela pensasse em tentar controlá-la.
Mordeu o próprio lábio inferior com força para conter algumas lamúrias, assim que ouviu a voz dele soar próxima de seu ouvido e seu hálito soprar contra sua pele. Fora impossível, porém, manter-se em silêncio, assim que a boca do Gardner desceu pela pele exposta de seu pescoço, expelindo, então, algumas lamúrias baixas que acompanhavam o ritmo da pequena trilha que ele fazia pela extensão de sua epiderme. Um arfar baixo escapou assim que sentiu a saia sendo retirada de seu corpo, revelando a única peça de roupa íntima que ela usava por baixo da fantasia, que não passava de uma calcinha de renda preta tão pequena quanto poderia ser. Rapidamente, aproveitou que os dedos ainda estavam por entre os cabelos alheios para apertar os dígitos contra os fios, trazendo o rosto dele até o seu novamente e pressionando um único beijo contra sua boca, puxando levemente o lábio inferior alheio por entre os dentes antes de afastar-se. Logo em seguida, levou a boca até esta estar próxima do ouvido dele e, depois de uma leve mordida no lóbulo de sua orelha, prosseguiu para sua resposta a pergunta do outro. “Continue descendo e você vai chegar até o prêmio que eu quero...” Sussurrou, com um sorriso malicioso tingindo sua boca. Anastasia não tinha pudor nenhum em falar aquelas coisas, e sabia que o Gardner a conhecia o suficiente para saber daquilo, o que deixava-a confiante para escolher sua recompensa criteriosa.
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Exceto que minha mãe não deixaria eu mudar os planos de voltar para casa. Não sem uma boa desculpa, tipo… Hum, consegui carona e um lugar para dormir. Não precisa vir me buscar. Isso com certeza deixaria ela muito satisfeita. Não é bem uma desculpa, mas ela ia gostar.
"Eu posso te deixar em casa depois, se você quiser. Quero dizer... Droga, deve soar seguro pra caralho pegar uma carona com alguém que disse abertamente que pretende ficar chapada, não é?”
“Forget about it, não quero me tornar tão precocemente o tipo de amizade que a sua mãe te avisa para ficar longe. A gente deixa esse after pra outro dia. A proposta sempre estará de pé.”
Você sabe que eu não hesitaria de fazer isso no meio de todo mundo Stass, eu só não faço porque não quero dividir a visão dos deuses - riu e realmente tinha um interesse pela mulher, mas sendo sincera, quem não teria? Victoria também não era conhecida por ser alguém que fosse quieta ou que não aproveitasse as oportunidades cedidas. Sorriu com a fala e se aproximou da loira, levou a mão para o rosto dela e mordiscou o próprio lábio se aproximando mas quase encostando os lábios ela desviou a boca para perto do ouvido, a música alta requeria uma aproximação mas ela gostava de atentar também - Não tem volta Stass - uma das mãos brincava na cintura dela de maneira despretensiosa, passando os lábios levemente próximo a mandíbula dela.
O sorriso de Stass permaneceu no canto de seus lábios enquanto observava-a se aproximar, apenas acentuando-se ao ouvir o que lhe fora sussurrado contra o ouvido. Engoliu em seco rapidamente, assim que o corpo arrepiou-se diante dos toques de Victoria, e logo fora a vez da loira de elevar ambas as mãos, até que pudesse pegar o rosto alheio por entre elas e trazê-lo para si. Arrastou levemente a boca contra a dela, apenas uma vez, antes de, finalmente, selar um beijo contra os lábios da morena. Ao mesmo tempo, afundou ambas as mãos lentamente por entre os fios do cabelo alheio, apoiando os dedos na nuca de Nimue.
“sou de julgar antes de conhecer, na verdade.” admitiu, sem se importar com o tipo de pensamento que a loira teria de si. “mas quando escuto coisas sobre ‘garotas loucas’ não sou capaz de fazê-lo. ainda mais se vem de algum babaca aleatório.” sabia que fugia um pouco da ideologia que acreditava, mas não seria hipócrita de dizer que às vezes era sim um ser humano terrível. mas não quando se tratava das garotas. com ela, hazel gostava de tirar as suas próprias conclusões. “mas posso me atrever a perguntar por que as pessoas fazem isso com você? digo, além do fato de você ser mulher.” hazel mais do que ninguém sabia o peso que carregava com aquele simples fato. certamente não seria diferente com a loira. mais ainda após notar que ela não tinha tantos pudores. “bom, já ouvi alguns absurdos. mas não duvido que já devem ter falado alguma coisa de mim também. de todo modo, estou sempre fingindo que escuto as pessoas. não sou a melhor pra te contar isso.”
Uma risada rápida escapou dos lábios da loira ao ouvir a primeira sentença dela, que logo abrandou-se para um sorriso pequeno conforme ela continuava a falar, assentindo logo em seguida das palavras. “É uma decisão inteligente, na verdade. Sempre têm uma história por trás de cada garota louca desse colégio.” Concordou, segurando-se para não se delongar muito naquele assunto, já que ela mesma era prova viva de como aquilo acontecia com frequência na Armstrong. “Acho que é por uma sucessão de motivos, na verdade... Primeiro: Eu vim do interior do Texas. Então, desde que eu cheguei no colégio esses babacas achavam muito engraçado tirar sarro do meu sotaque ou do fato de eu ter crescido em uma fazenda.” Revirou os olhos, recordando-se de como os primeiros meses ali haviam sido difíceis. “Segundo, eu nunca fui tão... Inibida? Não sei se é a palavra ideal. Quero dizer, eu nunca vi problema em ter uma vida sexual, e você já sabe como homens lidam com mulheres assim.” Arqueou as sobrancelhas rapidamente na direção da garota. “Mas ficou tudo uma merda de verdade ano passado. Eu fui idiota e mandei fotos íntimas pra alguém mais idiota ainda, então, não demorou pra elas estarem no celular de todo mundo.” A história ainda a incomodava, mas Stass tentava por tudo não demonstrar muito aquilo. Fazia parte de sua pequena pose, então, logo levantou o olhar para Hazel, voltando a sorrir diante de sua pergunta. “Eu também sou do time que não me ligo em boatos, mas acho que já ouvi comentários sobre você ser brava... Confere?”
A festa parecia aos poucos abrandar-se, e isso só se devia ao fato das pessoas começarem a cair pelos cantos, depois de abusarem do tanto de álcool que podiam ter ingerido naquela noite. Stass ria baixo enquanto observava aquelas cenas, caminhando para fora da mansão para tomar um pouco de ar fresco. Assim que saiu para o jardim, aumentou o sorriso ao que os olhos focaram em @evaltieri, e ela logo caminhou até a amiga. Abraçou-a por trás sem muita cerimônia, assim que estava perto o suficiente. “Aqui está minha garota.” Murmurou, sorrindo e pregando um beijo na bochecha dela antes de se afastar. “Tá afim de ficar chapada? Eu sempre reservo um baseado especial para o final da festa, e acho que está na hora de colocar ele em ação.”
Victoria conseguiu ver o momento em que Stass tinha processado que tinha ganhado depois de tanto tempo tentando fazê-la se soltar das rígidas restrições auto-impostas e regras que seguia em sua vida, sempre tentando ser certinha e não se colocar, nem por acidente, em nenhum problema. Se deixou ser levada até a mesa de bebidas e ficou feliz em ver que a loira tinha colocado licor de morango; nunca havia experimentado, mas adorava morangos e esperava que fosse doce, porque era uma formiguinha. A fala alheia a fez se sentir mais confiante do que estava, mas ainda assim deu apenas um gole pequeno, arregalando os olhos em surpresa quando gostou ❝—Na verdade é muito bom! ❞ exclamou com um sorriso, voltando o olhar para o copo e bebendo mais ❝—Eu consigo sentir o ardor do álcool, mas é docinho e gostoso, e quanto mais eu bebo, menos sinto o álcool. ❞
Os olhos de Anastasia praticamente brilhavam enquanto observava a amiga pegar o copo em mãos e tomar o primeiro gole, ansiosa para acompanhar suas reações. Assim que recebeu o primeiro sinal de aprovação, assim como uma criança faria, Stass bateu algumas palmas e deu pequenos pulinhos em seu lugar, demonstrando o quão feliz estava com aquilo. “Eu sabia que você ia gostar! Viu só, Vic? Você precisa me deixar tomar as rédeas da situação de vez em quando.” Arqueou as sobrancelhas na direção da amiga, mantendo um sorriso nos lábios enquanto colocava-se a preparar um copo para si mesma.
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“Premiação em dobro? Não conseguiria te negar algo assim nem que me esforçasse sabe? Sempre tento fazer o máximo para te agradar.” Piscou para a loira. Ela devia saber como era bonita e como era fácil seduzir qualquer um que passasse pela frente porque ela nem parecia se esforçar para fazer com que Christopher ficasse completamente pronto para fazer as vontades dela. Da forma como segurava o copo, mordia a borda até a forma como seus olhos se encontravam. O lugar não era bem iluminado mas conseguia quase ver o desejo nos olhos claro dela, ou talvez fosse somente sua própria lente de desejo que fazia com que visse daquela forma. Era prazeroso ver como a resposta do corpo da outra era rápida ao toque dos seus dedos e o Gardner não conseguia evitar deixar um sorriso permanecer nos lábios enquanto deslizada os dedos pela pele um pouco gélida dela. Ali, longe dos outros, o calor humano não era tão forte e havia algo que fazia com que aquela casa velha fosse mais gelada do que o normal para um meio de outono. Mas, se Chris a conhecia bem, sabia que logo a temperatura da epiderme dela logo se aqueceria pela pulsação acelerada do sangue. “Pode escolher qual recompensa vai ganhar, Blackwood, sabe que sempre sou bom e de dou recompensas.” E assim como ela, não conseguiu levar os olhos para outro lugar se não os lábios dela enquanto pegava o lábio inferior entre os dentes. Passeou os dedos pelas coxas dela enquanto os dedos da outra desabotoavam alguns botões da camisa vinho, já bem amarrotada, que ele usava. Quando os dedos da outra foram para seus cabelos, não conseguiu não fechar os olhos por alguns instantes, subindo as mãos grandes até alcançar as laterais da bunda da outra, tentando traze-la ainda mais para si, aproveitando o movimento de puxa-lo da outra. “Não estamos fazendo nada, Stass. Não ainda.” Um sorriso malicioso se instalou na boca do outro até não conseguir sustentar a pose por causa da aproximação da outra. Levou uma das mãos até o rosto dela, segurando gentilmente e passando o polegar nos lábios carnudos de Anastasia, antes de inclinar o rosto dela para o lado, trilhando sua pele de beijos da bochecha até o pescoço e fazendo o caminho de volta. “Acho que já ouvi isso antes, mas sim, combinado. Última vez, não podemos seguir fazendo isso, estamos ficando mais desleixados.” Foram suas palavras antes de levar a boca até os lábios dela, puxando de leve o inferior antes de grudar suas bocas.
Não era nada se não muito automático para Anastasia abrir um sorriso de canto às respostas que recebia de Christopher. Era uma reação instintiva, e era naqueles momentos que a loira percebia o quão bem os dois conseguiam conversar e se entender, mesmo quando o assunto era algo que, em tese, nem deveriam estar fazendo. Talvez por já se conhecerem previamente antes de dividirem aquele pequeno segredo, mas era fato que como os dois pareciam falar a mesma língua quando se tratava das coisas que faziam entre quatro paredes. “Você vai me deixar escolher?” Blackwood indagou, no que não passou de um sussurro, com as sobrancelhas levemente arqueadas. “Você sabe que eu posso ser bem criteriosa...” Complementou, com um fio de voz. Anastasia era boa com as palavras, mas nem mesmo sua língua afiada conseguia competir com uma aproximação tão impeta do Gardner. Seu corpo todo correspondia a proximidade de forma fraca, e até mesmo seu tom de voz acabava por soar mais rouco, de forma afetada pelo simples fato do espaço entre eles não passar de poucos centímetros que, logo, foram cessados. Os pelos de seu braço eriçaram-se ainda mais ao sentir os dedos masculinos invadirem a pele por debaixo de sua saia, sentindo que toda a sua pele ansiava para receber a atenção dos toques de Christopher. Mordeu o lábio inferior com força enquanto fechava os olhos, assim que a cabeça fora inclinada para o lado e ela pode aproveitar a sensação dos lábios quentes do outro percorrerem seu pescoço. Os dedos instintivamente se apertaram contra os fios dos cabelos do outro, e ela precisou esforçar-se para prestar atenção no que ele dizia. Assentiu, de forma veemente, já que não era capaz de expelir qualquer outra palavra -- praticamente salivava em desejo pelo outro.
Quando finalmente suas bocas se encontraram, Stass correspondeu ao beijo de forma tão urgente que parecia que era a primeira vez que fazia. Mas, se fosse mesmo a última, ela sabia que precisava aproveitar. Conforme aprofundava o ritmo do contato, as pernas aumentavam ainda mais a pressão que faziam contra a cintura do Gardner, como se, mesmo estando com os corpos completamente colados, ainda não fosse o suficiente para a Blackwood. E realmente, não era. Havia roupa demais no caminho, ela logo concluiu. E tão logo quanto o fez, os dedos se desentrelaçaram dos fios masculinos, para que as mãos pudessem deslizar até o restante dos botões que faltavam para serem abertos. De fato, não era uma tarefa fácil, especialmente quanto precisava dividir sua atenção entre aquilo e o beijo, que ela recusava-se a interromper. Depois de alguns momentos naquilo, porem, logo sentiu que o último botão cedia abaixo de seu tato, e logo a loira fechou os dedos ao redor da camisa aberta para empurrá-la para fora do corpo de Christopher. Foi ali que sorriu contra os lábios dele, e, ao passar as mãos pelo peitoral já descoberto, afastou-se apenas o suficiente para cantar sua vitória. “Um ponto pra mim.” Sussurrou, rápida e roucamente, apenas para lembrá-lo da recompensa que lhe era devida depois daquilo.
— Metade dessa escola deve ter ficado traumatizada, principalmente quem brigava demais com a mãe. — Franziu seu nariz, se expondo sem exatamente fazer isso. — Isso! Acho que o essencial você entendeu, sabe? Então, quem liga para as partes que não entendeu? — Brincou, dando de ombros.
— Se algum dia quiser assistir de novo e ler teorias da internet, eu topo.
“Você tá me entendendo completamente! É disso mesmo que eu tô falando!” Stass comentou, com um tom de voz animado diante das palavras da outra. "Caramba... Você acabou de descrever um after party perfeito pra mim, na verdade. Tem planos pra depois daqui? Porque assistir esse filme chapada parece ser a proposta mais tentadora que já me fizeram em tempos.”
Parcialmente melhor do estado de euforia iniciado pela bebida, agora sua cabeça estava começando a funcionar de volta à clareza. Era assustadora as nuances da festa, o medo seguido da determinação a esquecer o que a estava travando ao chegar ali e a animação da bebida, a cabeça leve demais pra pensar nas malditas fotos. Mas do mesmo jeito que os efeitos das coisas que ingeriu passaram, a falsa felicidade também e já conseguia sentir seu estômago pesar sem saber se por agonia ou por início de ressaca. Estava indo pra fora da casa, dar um tempo, com uma garrafa de água na mão quando foi chamada atenção por Stass que conhecia, muito pouco, mas que nunca tinha conversado mais do que quando foi pedir ajuda com o voluntariado. “O que-.” Não retrucou, assentindo apenas, a urgência que ela lhe passou lhe silenciou mais que o volume da música. Apontou para fora da casa, que era pra onde estava indo e começou a andar em direção ao espaço menos barulhento. “Eu posso ajudar em alguma coisa?” Foi o que primeiro veio a mente pra falar, mas não achava muito que aquilo fosse um pedido de ajuda. Esperava ao menos que não fosse um momento pra que escutasse o que já vinha escutando nos últimos dias.
Stass manteve os lábios comprimidos em uma linha reta durante todo o trajeto que fez ao lado da ruiva, os olhos instintivamente olhando ao redor, para verificar se as pessoas olhavam na direção dela. Perguntava-se quantas dali já tiveram acesso a foto, se naquele mesmo momento ela não estava sendo repassada para outras conversas, e só pensar naquilo, trazia a ela as lembranças horríveis de ter passado pela mesma situação há apenas alguns meses. Parou de caminhar ao mesmo tempo que ela, ficando de frente para a ruiva e soltando o ar dos pulmões, que nem havia percebido que segurava até então, em um suspiro baixo. “Por acaso você... V-Você conhece o Dylan?” Perguntou, de forma hesitante, tentando acompanhar as reações dela de começo. “Vocês já... Você sabe, já conversaram de forma mais... Íntima?” Prosseguiu, e percebeu o quanto poderia estar sendo esquisita fazendo aquelas perguntas. Fechou os olhos e inspirou todo o ar que conseguia, tirando o celular do bolso e desbloqueando-o. Seria mais fácil se abordasse o assunto de uma vez, para que, daquela forma, pudessem lidar com aquilo o mais rápido possível. Os dedos de Anastasia tremiam um pouco enquanto ela passava pelas mensagens não lidas, indo até o grupo onde a imagem havia sido divulgada e abrindo-a na tela. Esticou o celular para Matty em seguida, o cenho fortemente franzido por precisar ser a pessoa que estava mostrando aquilo pra ela. “Eu sinto muito.” Murmurou, em um tom de voz baixo que a distância que elas mantinham da música alta do lado de dentro da mansão permitia que ela usasse. “Ele fez a mesma coisa comigo no ano passado.” Completou, preferindo ficar em silêncio em seguida, para que deixasse a ruiva assimilar melhor a situação.
— Pode ser, se você quiser.” Mordiscou o lábio inferior enquanto sorria, porque não se tratava de uma brincadeira por sua parte. Rosalind não escondia que achava Anastasia deveras atraente. “Se bem que algumas grávidas não tem barriga, né? Tipo, não cresce muito.” Deu de ombros. Não era como se tivesse convivido com muitas grávidas além de Bloom, mas assistia alguns programas de televisão sobre mães jovens e algumas delas nem sequer pareciam estar grávidas. “Você tem que torcer para serem úteis, e não uns pacotes de fraldas.”
O olhar da loira estreitou-se rapidamente diante das palavras da amiga, e apesar de saber que elas estavam mantendo uma conversa ali, não conseguiu concentrar-se em muita coisa depois daquela primeira frase ficar martelando em sua cabeça. Enquanto escutava Ross falando, aproveitou para virar o que restava de seu copo por entre os lábios e engolir a bebida rapidamente, aproveitando os cinco segundos de coragem que aquilo lhe deu. O fato de estarem na escada ajudou Stass naquilo, já que foi preciso apenas subir o único degrau que estava no caminho delas, para que ficasse na mesma altura que Rosalind enquanto deixava que o copo vazio fosse ao chão para que levasse aquela mão até a nuca da outra, trazendo o rosto dela para mais perto do seu. “Are you sure?” Indagou, em um tom de voz baixo, esperando aquela única confirmação para que pudesse fazer algo que já queria há tempos.
Não era uma negação, mas também não tinha sido um flerte perfeito. Nash decidiu seguir em frente, esperando o que o destino estava reservando para ele. — Se Flit conseguir ser pego, sou Flit mesmo. Se não der certo, Nash. Só Nash. — Coçou o queixo, pensativo. Sempre que terminava de assistir Sucker Pungh tinha essa dúvida na cabeça, uma pulga atrás da orelha que não o deixava descansar direito. — Vou acreditar na sua palavra, viu? Porque a dança de Babydoll nunca foi mostrada no filme. Mas aceito uma amostrinha, para ver se vou ter a mesma reação. — O pássaro foi guardado logo dentro da bolsa, impedir mais problemas pra frente. — Dois motivos. Não sei descer sem abrir as pernas. Eu não posso abrir as pernas.
"Acho que o Nash têm chances também.” Dera de ombros de forma despretensiosa, prosseguindo para um sorrisinho que abriu-se no canto de seus lábios em seguida. Acabou rindo em seguida, diante das próximas palavras dele, e negou com a cabeça para si mesmo. “É claro que você adoraria isso, mas qual é, não posso te dar tudo de bandeja assim, se não logo você vai se cansar de mim.” Dera de ombros. Desceu os olhos pela fantasia dele em seguida, rapidamente entendendo o motivo daquilo, e rindo baixinho mais uma vez. “Droga! Eu devia ter feito você pegar o Flit sozinho. Teria sido uma ótima cena divertida para se assistir.”
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Ao saber que o fato de ser mais nova não havia morgado a outra garota, Chloe abriu um suave sorriso em alívio. — Ainda bem, fiquei preocupada de você fazer parte do grupo de pessoas que não beija outras mais novas. — admitiu com uma baixa risada. Astley estava alcoolizada e suas atitudes se encontravam alteradas, algo óbvio para quem a conhecia, mas desconhecida para a loira diante de si. A morena achou graça em vê-la levantar cada pontinha da saia, seus olhos admirados com a quantidade de detalhes do traje e o quão fiel era ao da personagem. — Eu diria mais que os cinéfilos e os críticos devem ir se ferrar bem longe daqui, porque eles não sabem o que fazem. A pior coisa que ouvi nessa festa foi gente falando mal dos live actions do Scooby-Doo na minha cara… nossa, eu fiquei muito irritada. — disse divertidamente. Chloe também gostava de assistir filmes que normalmente consideravam ruins… a não ser que realmente estregassem algo que curtia como Death Note, por exemplo. — Obrigada! Eu sempre gostei muito da personagem. E sim, nós viemos juntas! Vocês são amigas?
As sobrancelhas de Anastasia arquearam-se rapidamente diante da primeira resposta de Chloe, e ela acabou rindo baixinho. “E isso é só por curiosidade ou você quer que eu te beije?” Murmurou, com bom humor, embora tivesse um interesse genuíno por trás daquilo. Stass sempre seria Stass, no final das contas, e não seria ela quem negaria um contato maior com sua companhia ao longo daqueles sete minutos. “Alguém se atreveu a fazer isso? Meu Deus, cada dia eu perco mais a fé no pessoal desse colégio. Os live actions de Scooby Doo tão, tipo, clássicos!” Negou com a cabeça veemente, como se tratassem de um assunto realmente muito sério, apesar de logo ter rompido a expressão ao voltar a exibir um sorriso. “É, nós somos. Eu tenho uma quedinha por ela também, mas vamos deixar isso entre a gente, por favor.”
— Ah, que pena. — suspirou demonstrando uma falsa decepção. — Mas qual é? Tem aquelas fantasias infláveis de dinossauro também e seria uma ótima opção de fantasia. — disse lembrando dos vídeos que já havia assistido pela internet de pessoas com aquele divertido traje. — Infinitamente melhor. A outra festa me rendeu uma explosão de raiva e um olho roxo. Quando me roubaram da conversa contigo, soube que um dos meus amigos foi uma das vítimas da queda do barco e não sou uma pessoa que sabe controlar muito bem o ódio. Não me arrependo, mas prefiro algo mais tranquilo. E para você?
“Ah, droga! Não acredito que eu perdi a chance de usar uma dessas. Vou ser obrigada a comprar pra usar no meu dia a dia normal mesmo.” Lamentou-se com um falso suspiro, acabando por rir baixo só de imaginar aquela cena. As sobrancelhas de Stass arquearam-se levemente em resposta a história da outra, acabando por rir baixinho. “Olha só que coisa, um amigo meu também estava envolvido nessa confusão toda. Ele estava do outro lado da história, mas, da parte dele, eu garanto que não foi proposital.” Ergueu as mãos em um gesto de inocência, contendo um sorriso de canto. “Ah... Está legal, mas meio monótona. Já fui em mais do que uma ou duas festas por aqui, e com o tempo, a gente acaba ficando de saco cheio de ver os mesmos rostos de sempre.”