As ninfas espalharam que Summer Zhang chegou ao acampamento e estão dizendo que se parece com Jessie Mei Li, mas deve apenas ser o poder da névoa o confundindo. Ela tem vinte e quatro anos e é do panteão grego, filha de Dionisio. Dizem as más línguas que é antissocial, mas também é leal e carinhosa em seus melhores dias, por isso está na segunda coorte e é bibliotecária. Espero que se adapte bem, estamos muito felizes por tê-la aqui!
• Background:
“Viver no mundo da lua” é a frase principal para entender Summer, pois desde pequena vive imaginando mundos mágicos e esquecendo de viver no mundo real. Para aqueles desatentos, podem achar que a jovem é desapegada e que não precisa de ninguém para viver, mas a verdade é extremo oposto: seu maior medo é perder aqueles que ama, e por isso tem dificuldade em deixar as pessoas entrar em sua e vida e em seu coração.
Mas é claro que existe um motivo para isso e que deixa a realidade – aquilo da qual Summer corre como o diabo foge da cruz - nada apetitosa. Sua mãe Mei Zhang era um grande nome da pesquisa sobre esquizofrenia e outras doenças da universidade de Havard, e provavelmente foi isso que atraiu o deus do vinho, com seu olhar único e sensível sobre aquilo que os leigos chamam de loucura.
A vida de uma mãe solo nunca é fácil, ainda mais de pesquisadora e professora universitária, mas Mei conseguiu ser uma ótima mãe para a sua pequena, mesmo sem o apoio dos pais muito idosos e que moravam em outro estado. A mãe era o céu e as estrelas de Summer, mas tudo mudou quando a garota tinha doze anos e Mei foi diagnosticada com câncer de mama. Após um ano de muito sofrimento, a mãe acabou falecendo deixando Summer sozinha.
Bom, mais ou menos, a guarda foi para os avós, mas coitados, eles eram muito idosos e sem paciência para cuidar de uma adolescente em luto e que mal viam – tirando feriados especiais. Summer nunca perguntou, mas ela achava que a mãe e os avos não tinham uma boa relação, já que sua mãe se recusava a falar sobre o assunto. Quando Mei morreu, a garota se deu conta que deveria ter feitos varias perguntas: seus avós, como descobriu sua vocação, por que raios era professora, e o mais importante, sobre seu pai. Até a mãe morrer, Summer, não tinha ideia de quem era até o segundo pior dia de sua vida (a morte da mãe era o primeiro, obviamente). Veja bem, ela tinha 14 anos, revoltada e de luto, morando com pessoas que praticamente não conhecia e que não estavam gostando muito a sua presença, então é claro que aconteceram varias brigas, até o ápice. Palavras foram ditas, outras não foram entendidas, pois a avó gritou em mandarim, mas Summer entendeu que ela era um fardo, alguém muito difícil de conviver e que perderia todos aqueles que amava. Ela fez a coisa mais natural: fugiu. E chorou. Chorou tanto que não viu por onde ia e basicamente tropeçou no que pensou ser um cachorro, mas era um manticore. Não conseguiu reagir rápido o suficiente, mas foi salva quando um sátiro a resgatou. Foi aí que tinha certeza que tinha enlouquecido, pois foi salva por um homem metade bode, com chifres e tudo (nem vamos entrar na discussão que ver um maticore é muito mais esquisito que um sátiro). Mas o sátiro avisou que ela não estava tendo alucinações devido ao luto e sim era uma semideusa.
Mas nem tudo foram flores quando chegou ao acampamento. Summer não era e nunca foi muito boa com esportes ou qualquer coisa que precisava se esforçar fisicamente, por isso o ritual de passagem foi quase mortal e totalmente catastrófico. Ela quase perdeu a vida, mas então aconteceu uma das lutas mais estranhas que todos ali já viram: o monstro esqueceu de Summer, virou e atacou o nada. Isso mesmo, não tinha nada ali, mas ele me parecia bem entusiasmado em comer vento. Isso deu a oportunidade da garota, estranhamento calma para quem quase morreu, de chegar perto e mata-lo com uma adaga de bronze celestial. Depois de interrogada, os pretores e centuriões descobriram a habilidade da garota de criar imagens da cabeça do alvo, ou melhor, alucinações. Então, foi reclamada por Dionisio, o deus do vinho, festas e da loucura.
• Maldições ou Benções:
Não tem nenhuma.
• Poderes e Habilidades:
Alucinações e Delírios: Summer tem a capacidade de criar alucinações – imagens, sons, cheiros, tudo aquilo relacionado aos sentidos – e delírios – julgamentos falsos, como acreditar que tem superpoderes, ou que está sendo perseguido. Seus poderes afetam qualquer ser humano, ninfas ou monstros, todo ser com a mínima capacidade de pensar. Mas tem dificuldade quando são vários alvos. Desde pequena, seus amiguinhos relatavam aos pais conseguirem ver monstros ou coisas fantásticas que Summer inventava em suas brincadeiras, e sua mãe, percebeu que a causa era a filha – ou um estranho caso de alucinações perto de uma garotinha de 5 anos – e a ensinou a controlar suas habilidades sem nunca dar nome à isso. Só quando descobriu ser uma semideusa que entendeu seu poder.
Sensação de embriaguez: Ela é a filha do deus do vinho, então não podia faltar algum poder relacionado a bebida. Summer pode fazer com que as pessoas ao seu redor fiquem animadinhos como se tivessem bebido moderadamente. Mas ela odeia fazer isso, pois não é afetada, então é como se estivesse numa festa sendo a única a não beber nada alcoólico.
Escrita: bem, essa não é exatamente uma habilidade ou poder herdado de Dionisio, mas Summer é uma grande escritora: a pessoa por trás do pseudônimo Olivia M Stafili, um dos maiores nomes da ficção. Seus livros, de acordo com a críticas, trazem mundos completamente originais, com personagens bem construídos e desenvolvidos, além da escrita da autora praticamente teletransportar o leitor para dentro do livro. A garota sempre gostou de criar fantasias, e quando descobriu a escrita, encontrou um lugar para derramar todas a suas ideias e criar um mundo novo só dela. Mas, com sua personalidade antissocial e reclusa, odeia mexer com editoras, públicos e críticos, e vê no acampamento um lugar seguro para viver e escrever seus livros. E é logico que seria secreto, poderia contar nos dedos quantas pessoas no acampamento sabem desse segredo.
• Arsenal:
Summer é péssima com qualquer arma que os deuses inventaram, mas anda sempre com uma ou duas adagas para de defender.
• Extras:
@ Ser bibliotecária no acampamento foi a oportunidade perfeita em fingir trabalhar e escrever ou ler o tempo todo. Se a interromper, ela vai lhe lançar um olhar mais afiado que uma espada de Ares, pois como ousa atrapalhar seu momento de escrita? Grande ultraje.
@ Nunca saiu em missão, gosta muito do conforto e segurança do acampamento (na verdade, morre de medo de sair)
@ Está sempre acompanhada de um caderninho para escrever ideias, e um copo de café já que quase sempre esquece de dormir.
@ Está sempre atrasada e aérea, no mundo das ideias.
@ Seu nome real é Chow Zhang, pois Chow significa Verão (sua mãe não era conhecida pela habilidade com nomes)














