margzret:
a fala do mais alto arrancou um revirar de olhos da parte de margaret, que nem se importava no momento com a possibilidade de sua mãe observá-los o suficiente para notá-la. se considerava, mesmo não se recordando com exatidão como tudo aquilo começou, até humanamente incapaz de fingir genuíno contentamento com a companhia alheia, em particular quando sabia que o seu incômodo era mútuo. entretanto, como sempre gostava de sair por cima em situações assim, se considerava tendo a importante missão de garantir que sempre estivesse com o seu bom humor usual até quando perto de archibald, considerando como era uma ideia muito melhor estressá-lo com tudo o que tinha do que permitir que ele realizasse o mesmo. “ah, eu seria ótima, disso já tenho certeza. você pode explorar várias coisas ainda com essa sua carranca, a vida com a imortalidade deve abrir um leque de opções.” retrucou, abrindo um sorrisinho. embora não se recordasse quando fora que inventara aquela piada para com o outro, muito menos o motivo, a considerava um de seus melhores feitos em irritá-lo somente pelo quão constante poderia ser; as menções de que ele era um vampiro encaixavam em praticamente tudo. ergueu uma de suas sobrancelhas quando o escutou começar a falar com a sua mãe, contendo-se das reações mais esperadas de sua parte justamente por saber que não colaria a ideia do outro com anne howard se ela tivesse o mínimo de desconfiança sobre o que acontecia ali. e, honestamente, ainda tinha planos de descobrir o que diabos ele estava querendo com aquele convite. olhou duas vezes na direção do braço masculino antes de colocar sua mão nele, semicerrando os olhos ao encará-lo brevemente, antes de desviar-se para a matriarca. “voltamos mais tarde, mamãe. precisando de algo, é só pedir para o edward que rapidamente ele deve poder ajudá-la.” acenou com a mão livre até a mulher, não se contendo com a possibilidade de igualmente enfiá-lo numa furada com ela, assim como fizera consigo mais cedo. “adorável filha?! nessa você se superou, viu. conseguiu conter a sua vontade de vomitar direitinho, ou melhor me afastar? porque nem de longe é um problema, sabe, te deixar à própria sorte.” ergueu uma sobrancelha, olhando-o com o canto do olho conforme caminhavam para longe da tenda da família. tentava avistar em seu entorno alguém conhecido, mas era uma tarefa complicada com tantas pessoas no parque - e, na verdade, nem saberia como explicar para uma amiga se fosse vista nessa posição. “e, só para a sua informação, eu estava muito bem na minha cadeira, obrigada. só não falei para você ir pastar bem longe de mim porque não quero minha mãe no meu pé, falando que eu estou sendo uma mal-educada com um ‘jovem tão bom’.” a menção da maneira como viam o outro em sua casa foi realizada em um tom bem mais fino que as outras palavras, deixando já claro como não compreendia aquilo nem em uma imitação. “não entendo como você pode ter ainda mais essa cara de quem comeu e não gostou hoje, porque até onde eu sei do andar do mundo, você veio por livre e espontânea vontade para cá.”
endireitou a postura assim que a garota emendou o braço ao seu, limpando a expressão quando o convite fora aceito e aguardando enquanto ela trocava poucas palavras com a mãe antes de começar a se afastar com ela. mesmo margaret estando bem longe de ser uma de suas pessoas favoritas, não negava que tê-la em sua companhia por aqueles minutos seria de grande utilidade, vendo que não precisaria se preocupar de desviar de conversas com outras pessoas, como estava fazendo o dia inteiro. ao mesmo tempo, por ser ela ali, não precisaria se esforçar para passar qualquer boa impressão para sua acompanhante, vendo que sabia que o interesse em cortejos reais um com o outro era inexistente naquela dinâmica, que só existia pela proximidade que o dankworth tinha com o howard mais velho. “você subestima a minha capacidade de ser um cavalheiro, até mesmo com você. eu sou ótimo fingindo ser agradável, saberia disso se fosse minimamente capaz de manter uma conversa comigo sem fazer uma de suas incríveis piadas sobre vampiros.” retribuiu o olhar de canto da loira, aproveitando para imitar seu gesto e arquear uma das sobrancelhas na direção da menor. se fosse ser sincero, não saberia responder ao certo quando foi que os dois ficaram tão irritados com a presença um do outro, mas já fazia tempo o suficiente para que a dinâmica estivesse se estabelecido daquela forma, e agora, sendo verdadeiro, archibald até se divertia com suas tentativas de tirar o pouco da paciência que margaret tinha resguardada para si. não evitou de abrir um sorriso de canto com aquela próxima revelação vinda dela, voltando a atenção inteiramente para a howard. “viu só, margaret howard? de acordo com a sua mãe, eu sou um jovem muito bom. você deveria se envergonhar de não jogar seus charmes para cima de mim.” negou com a cabeça de forma veemente, sabendo que aquela sequência de palavras tinha um potencial especial em irritá-la. “pra cá, você diz, para o parque, ou para cá, você diz, para a temporada de casamentos?” o cenho vincou-se um pouco, mas logo abrandou a expressão. “de qualquer forma, até onde você sabe do andar do mundo não é assim uma coisa muito vasta, então, guardar seus achismos para você é uma dica de ouro que eu te dou.” em um complementar para as próprias sentenças, archie furtivamente apertou mais o braço contra o próprio corpo, sabendo que aquilo também ira reverberar pela mão de margaret entrelaçada ao membro. “como eu não tenho achismos sobre isso, vou deixar minha curiosidade falar mais alto dessa vez, em conjunto com minha pouca vontade de compartilhar um silêncio constrangedor com a senhorita nesta tarde, e perguntar: como está sendo a temporada para você até agora?”

















