Me desculpe, eu amo você. Sei que eu já disse isso outras vezes, mas não é como se eu estivesse mentindo, mas é como se eu estivesse totalmente perdido, obcecado em amar do meu jeito e colocar pessoas a força na narrativa romântica que criei na minha cabeça.
Eu pensei estar sendo humano, genuíno, honesto, bom o suficiente para me prender ao direito de gritar aos quatro cantos do mundo a minha dor, minha revolta, minha carência, minha depressão, minha ansiedade, minhas crises de pânico, meus traumas, o quanto a injustiça e a insanidade das pessoas me fazia odiar estar sóbrio, eu fiz isso.
Mas o que eu pensava que era só direito e liberdade de expressão na prática, era na verdade um massacre egoísta, onde minha dor, minhas compulsões, meus medos, minhas negações de lutos que nunca havia superado como dizia, meu vício em viver fora de mim mesmo, o amor fraudulento por mim mesmo e a falsa prioridade, eram desses frutos a composição do centro da minha vida.
Vi tudo desmoronar diante dos meus olhos tantas vezes que mal podia contar, eu era caos em pessoa, um transtorno ambulante, minha lucidez havia adoecido mas dei conta que nunca notei a última vez que estive lúcido e saudável; mas agora sim, eu entendo a diferença de estar lúcido e estar convencido sobre estar "fantasiosamente lúcido".
Eu era um prisioneiro dentro da própria mente, se forçando sonhar para não ter que sentir a dor de estar acordado, o fim da minha vida seria o "eu amo você" vindo de Deus, "se é que Ele existe", eu dizia.
Tudo isso é irônico enquanto perigoso, corremos o risco de se anular mas percebemos que vale mais do que a pena, vale mais do que qualquer prazer nesse mundo quando você é liberto das coisas que você "jurava" fazer parte da vida.
Tenho um compromisso com uma pessoa que eu conheci seu nome, mas nunca quis realmente acreditar que podia ser tão real quanto eu, mas descobri que podemos ser tão artificiais quanto nossos argumentos ricos em coerência e fontes históricas. Me desculpe parar por aqui como se decidisse abruptamente que irei resumir, mas em breve escreverei mais para ti.