Nova Geração
Jesus ainda tem um longo caminho em deixar meus olhos parecidos com os dEle, porque enxergo facilmente o que é ruim. Quem me conhece mais profundamente sabe como eu tenho dificuldade com algumas situações por ser, de certa forma, muito observadora, e nessa “observação”, ver o que é mau.
Quando fui convertida a Jesus na faculdade, com 19 anos, tinha uma tristeza profunda pela geração de cristãos que tive relacionamento quando ainda não conhecia Jesus. Estava vivendo o primeiro amor e único, nunca tinha vivido algo arrebatador dessa forma, e que perdura até hoje (glória a Deus por isso) de entregar a vida mesmo para Jesus. Mas não via muito disso a minha volta. Também não via uma geração imersa em pecado. Via pessoas que viviam tranquilamente, iam à igreja, queriam ter uma vida normal e vida que segue.
Felizmente, esse estilo de vida me incomodava demais, sentia uma tristeza profunda por não ver irmãos queimando tanto pelo evangelho ao ponto de serem perseguidos, de serem odiados por falar do amor de Jesus ou de dividir o pouco que já possuem.
Entretanto, esse texto não é mais um questionamento de onde estão os cristãos hoje.
Não sei se já houve uma pequena transformação dos meus olhos, mas esse texto é para dizer como tenho sido animada e confrontada com a vida de inúmeros (INÚMEROS) irmãos que entregaram a vida a Jesus de forma definitiva e sem reservas. A minha geração de cristãos tem sido perseguida em redes sociais, tem aberto mão de uma carreira “mais promissora” socialmente para se dedicar ao reino, tem dormido muito pouco para organizar eventos de oração (e orar por eles), tem dedicado a vida cuidando de pessoas, tem se mobilizado e arrecadado dinheiro, comida, roupas para os necessitados, tem se guardado para um casamento com único propósito dentro da vontade de Deus. É uma geração menos hipócrita, que confessa seus pecados, que expõe suas deficiências para que outros possam expor e serem curados também. Que se envolve em menos hábitos e costumes, mas sem deixar o zelo pela casa de Deus. São diversas outras entregas que poderia escrever 10 páginas.
Mais do que tudo isso, tenho visto uma geração clamando enlouquecida pela presença de Deus. Não é suficiente trabalhar para Ele. Há o entendimento de que não somos apenas seus servos, somos seus filhos e precisamos de relacionamento com Ele, nosso Pai, nosso Aba.
Nossa geração é especial. E eu estou ansiosa pelo dia em que o som do mar vai se calar para ouvir o povo de Deus dizer: Hosana ao Senhor!












