Assíntota
Tenho pensado que as nossas experiências no início da caminhada com o Senhor são tão fortes, parecem mais reais do que o real. Elas podem diminuir ao passo que recebemos ou adquirimos maturidade nessa caminhada. No entanto, as experiências iniciais ficam tão marcadas, mas tanto, que constituem uma assíntota se pensarmos na fé como uma função.
Se essa assíntota for o eixo-X, por exemplo, a fé pode ser pequena, pode diminuir tanto, pode tender ao zero, mas nunca chegará a ele. E tudo bem que existam momentos assim. O que importa é que essa fé exista, pois (ouvi certa vez) “sem fé é impossível agradar a Deus”, mas é SEM, ou seja, zero de fé. Enquanto existir um milésimo de fé eu tenho agradado a Deus.
Penso também que, matematicamente falando, uma função que tende a zero (como é o nosso exemplo), mas que existe uma assíntota no zero, cruzará, chegará ao zero no infinito.
Então há um momento que a fé vai acabar? Sim! Mas calma, é para acontecer mesmo! Quando nos encontrarmos com Deus, que é o infinito. Não precisaremos mais de fé, pois ela é a certeza de coisas que se esperam e convicção do que não se vê. Mas estaremos com o próprio Deus. O veremos! Não esperaremos mais. Ele estará conosco. Não precisaremos mais de fé.














