eu te escrevo silenciosamente, no mais bagunΓ§ado e devastado espaΓ§o em minha mente.
te escrevo nas linhas finas e quebrΓ‘veis da minha memΓ³ria, terΓ‘ que me lembrar, anos no futuro
se ainda estiver aqui, claro.
onde estΓ‘vamos quando aquilo aconteceu, e que gosto tinha o ar gelado daquela noite.
a cor do pΓ΄r do sol na nossa viagem para algum lugar, se parecia com as folhas de outono do lado de fora da janela.
terΓ‘ que lembrar por mim, terΓ‘ que escrever por cima da minha escrita.
mas ainda vou me lembrar de uma coisa, por mais que minha memΓ³ria esqueΓ§a toda uma vida
vou lembrar o motivo de amar-te, vocΓͺ vai ter cheiro de casa
e de cafΓ© recΓ©m passado.
anne

















