Quem eu fui, quem eu sou e quem serei nessas praias é um mistério incompreensível do qual me assola e me exila de mim mesmo.
Esse texto é sobre o meu adeus, sobre não tentar mais, sobre o parar por aqui e (não sei escrever, mas farei disso um compromisso) como todas as formas se deram e como irão acabar, pensando a cerca da translucência sobre o futuro que me revelou detalhes pragmáticos sobre da vida que tive, me resumo em amor do qual nunca deixei denotar, meu tórax o transborda, mas sempre fora visto como expectorado e não permitindo nenhuma ficada, minha dor se tornou idiossincrática…
Um homem de constituição consternada, nascido da confusão da solitude com o intrépido na companhia de distimia; Não sou levado a sério, eu não me levo a sério. Sou um período estilístico azul permanente, esse é o manifesto em questão, o legado, o meu mártir de consciência e personalidade que observaram a metamorfose da dor em borboletas iridescentes de forma de que não existam mais apessoadas que o luar marítimo nessa realidade. O embate está finalmente perto de seu término, partida, estocolmo em indivíduos que se habituaram a olhar de suas janelas e visualizar o ardor, talvez haja lágrimas por parte de alguns, mas acredito que haja uma lapidação de luto o transformando em saudade, produzindo memórias felizes positivadas pelo desconforto da ausência, confesso que estou com medo, nunca estive mais apavorado nesse final.
Tenho algumas ideias sobre onde irei mas sem muita propriedade para afirmar nada, certamente levarei uns poucos em consciência ou pelo menos tentarei. Quando tudo acabar essas 72 estações cheias de sentimentalismo e história serão apenas um pretérito monocromático, serão apenas um pequeno pedaço nesta linha temporal que teve seu limite de mediocridade atingido, não estarei mais aqui fisicamente mas sim em meu melhor estado de consciência deixando para trás o que me fez atravessar toda a artilharia de forma que irá ficar submergido, estarei partindo para sempre em minha pequena embarcação cercado da maré. Quem eu fora não existe mais, quem eu sou é hermético e quem eu serei não existirá. Sentirei minha falta, mas é o necessário a se fazer uma vez que não há mais expectativas ou esperanças, me tornei amargo, sozinho e vazio, dentro de mim ecoa arrependimento e tristeza, sempre tento deixar meus textos o mais impessoal possível porém desta vez não me importo em mostrar minha vulnerabilidade. Arsênico e vinho, intoxicação. Página 18 de os diários de Sylvia Plath.
Com dedicatória a todas as pessoas das quais amei: Continuarei as amando de forma infinita e profunda para todo o sempre de onde estiver.
“I'm not locked in my bones, i've been changed forever and it makes the love you're given change too”















