ahhhh q felicidade entrar aqui e ver post novo ❤
Hahahah que linda! Estou terminando o próximo capítulo tb

if i look back, i am lost
we're not kids anymore.
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ

Love Begins
Three Goblin Art
styofa doing anything
ojovivo

izzy's playlists!
Peter Solarz

#extradirty

Janaina Medeiros
he wasn't even looking at me and he found me
occasionally subtle
RMH
Game of Thrones Daily
sheepfilms

@theartofmadeline
Alisa U Zemlji Chuda
Today's Document
seen from Colombia

seen from United States

seen from Bosnia & Herzegovina

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from Taiwan
seen from Italy

seen from United States
@webluc-blog
ahhhh q felicidade entrar aqui e ver post novo ❤
Hahahah que linda! Estou terminando o próximo capítulo tb

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
É com muito orgulho que tenho o prazer de apresentar Visceral Epiphany, um projeto que vem se criando há um ano. Uma parceria entre Acquisti e Lia, tem o objetivo de divulgar novos artistas e mostrar a arte numa forma simples de ser compreendida. O site contém quadros tanto meus, Lia, quando de Acquisti; é um grande passo para o que tentamos desenvolver há tanto tempo. Dêem uma olhada e digam o que acharam, é muito importante para nós!
visceralepiphany.com
<3
vintage

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
Quando sai post novo???? <3
fresquinho do forninhooooooo
me indica uns tumblrs de foto bem fodas??
O tumblr que tem foto mais bonita é o do coltre, é o meu preferido, até pq as fotos são de autoria propria e tal, curto bastante o estilo dele.
quero posttttttttt
demorou mas saiuuuuudesculpa a demora, mesmo, tenho que parar de abandonar isso, não sei fazer isso gente
"essa semana" pq vc me ilude assim? 😞
EU SOU UMA PESSOA HORRIVEL, ME PERDOE 3

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
Capítulo 26
No dia seguinte eu acordei por causa do frio do caralho que tava no quarto. Meu cobertor estava no chão e o louco do Sick Boy parecia um burrito todo enrolado no dele. Levantei coçando minha cabeça. Ótimo, o que eu vou fazer agora? O Sick ta dormindo e esse lugar é fucking creepy. Ah, que bom, tô pegando gírias em inglês, que caralho. Decidi para de pensar por um segundo colocar uma roupa, porque os meus pés, que eram brancos, estavam quase azul. Vai que eu morro de hipotermia, eu hein. Saí do quarto, que já estava todo bagunçado, roupas jogadas pra todo lado, e honestamente, eu não tava afim de me abaixar pra pegar o meu cobertor caído do lado da minha cama – por isso pulei por cima dele. Segui pelo corredor, que parecia normal, mas a imagem que eu ia ver dali a pouco tempo, ainda me deixava um pouco inconfortável. Abri a porta e as paredes rosas e o chão branco me estremeceram o corpo, mas eu senti vontade de rir. Resolvi dar uma volta pra ver que tipo de coisas tinham nesse lugar. A primeira prateleira era coberta por dvds que envolviam mais do que duas pessoas. Parece ridículo, mas eu podia sentir minhas bochechas ficarem quentes só de olhar pra esse tipo de coisa. Minha mãe é liberal, mas não tanto assim. Nunca passou pela minha cabeça que uma capa de uma mulher com um cavalo numa posição duvidável seria um dia divulgada. Esse é o problema de sempre acreditar que as pessoas são boas, elas não são... E pelo que eu to vendo, são bem estranhas... Malucas... Problemáticas, e até doentias... Meu Deus. Melhor largar tudo isso. Coloquei todos os dvds de volta no lugar, quando percebi que já estava virando as capas, pra ler o que tava escrito atrás. Continuei olhando as prateleiras de baixo e me arrependi um pouco. Levantei a cabeça e quase dei um pulo pra trás, ao invés disso, bati o cotovelo e o calcanhar numa prateleira redonda, cheia de vibradores, e alguns caíram no chão, ante que eu conseguisse impedi-los. Esperei ansiosamente nervoso para que o silêncio fosse quebrado, mas eu ainda pude colocar tudo no lugar e me acalmar, pra me virar e tirar minha dúvida. -Você não vai falar nada? – Abri meus braços, um tanto quanto indignado pelo que acabara de acontecer, e quem estava me olhando para mim, de braços cruzados, encostada na pilastra listrada de rosa e branca, só com um leve sorriso nos lábios. -O que você espera que eu diga? – Finalmente uma risada saiu da boca dela, e me fez soltar os braços do ar e deixa-los cair na minha cintura, meio sem graça. – Você tava tão interessado aí, olhando os dvds... – Ela imitou o que eu fazia, na prateleira oposta à minha. Depois colocou tudo de volta, me olhando meio debaixo, como se espiasse o que eu estava fazendo. Balancei a cabeça e saí de lá, porque não sabia que resposta seria apropriada. Segui meu caminho até a cozinha e peguei a cafeteira térmica que estava do lado da pia. A cozinha era amarela e verde, uma cor meio estranha, mas que provavelmente era mais profissional...? Coloquei a xícara na pia e derramei café, abrindo a janela pra poder acender um cigarro. Dei o primeiro gole e estremeci com a temperatura, que queimara minha língua. E sempre que eu queimo a língua, demora uma caralhada de tempo pra sarar. Peguei o cigarro do meu bolso e acendi com um fosforo, encarando a janela aberta e sentindo o vento que tinha passagem livre de ida e vinda. -Então quer dizer que você é um curioso solto pelo mundo... – Pude ouvi-la pegar a xícara no armário e colocar o café, que estava próximo ao meu braço esquerdo, na mesma, e depois colocar o café de volta. – Isso é um pouco perigoso, vamos combinar. – Deixei-a falando sozinha, porque ainda estava tentando não morrer de vergonha, mesmo sabendo que não tinha nada demais, em nenhum lugar. – Quer dizer... imagina só o que deve estar passando por essa cabecinha pensante francesa. Eu não sei nem em que língua você pensa, imagina se eu imaginasse o que você pensa... Me virei, finalmente, encarando Lua, que estava com seus cabelos escorridos, blusa cinza esverdeada de manga comprida e gola alta, usando o braço esquerdo de apoio para o direito, que segurava a xícara de café, próxima a boca, que me encarava enquanto soprava a fumaça quente do café, para fora da xícara, se dispersando no ar. Engoli seco e dei um gole no café para disfarçar. -Te garanto que não tem nada demais passando na minha cabeça, ultimamente. – Traguei o cigarro e olhei para os meus pés. Eu estava todo largado, com uma calça de moletom gigante, e uma blusa de lá vermelha e marrom, maior ainda. Estava me sentindo como uma criança que acorda antes da noite de natal e enquanto todo mundo não acorda, saí de pijama pra todo lugar, até para a rua. Não sei nem porque estou me preocupando agora, se há uns meses atrás eu me vestia igualzinho por dias... Lua trocou a perna que sustentava seu peso e me tirou do meu transe, voltei a encará-la. – Mas o que você esta fazendo aqui, ás... – passei os meus olhos pelas paredes da cozinha, procurando um relógio e encontrei – oito e quinze da manhã? – aquilo não saio como eu tinha planejado e ao invés de uma pergunta, o tom de indignação fez com que parecesse que eu não sabia do que estava falando, e lua riu outra vez. -Tirei o dia todo de folga. – Ela pegou o cigarro da minha mão. – Disse que quero passar um tempo com a única parte da família que vou ver durante alguns meses. – Ela soltou a fumaça e voltou para o lugar em que estava. -E tu vai levar a gente pra outro lugar? – Perguntei, dando outro gole. -Não... eu vim aqui ficar um pouco com vocês dois, ué. Pete é burro o bastante pra não saber que o meu primo trabalha o dia inteiro. Mas também, isso não é da conta dele. – ela piscava sem parar enquanto falava. -Tá... E a gente vai ficar fazendo o quê? -Ah, eu sei lá... O Sick Boy que sempre tem ideias mirabolantes para dias chuvosos. – Ela sorriu e eu olhei pela janela, rindo também. Com certeza não tinha nada para fazer nesse fim de mundo. -Mas o seu primo já saiu? -Você acha que o café apareceu com um passe de magica? – Ela ia beber, mas parou no meio do caminho, eu a encarava de olhos baixos e expressão seria, parecendo óbvio o que eu havia pensado, mas que ela só tinha se dado conta, agora. – Não... Tu não acha que foi eu que fiz o café, né? HAHAHAHAHA Pelo amor de Deus, Luc. Se eu tivesse feito o café, tu já teria jogado fora faz tempo. Minha risada se juntou à dela e as piadas foram se sucedendo, até que estivéssemos chorando um pouco demais para enxergar alguma coisa. -AH! – Ela gritou, recuperando o fôlego. – Mas eu trouxe uma coisa que ganhei no hotel, antes de sair. – Ela desapareceu pela porta, largando a xícara já vazia, em cima da mesa. Peguei a xícara e lavei na pia de alumínio, junto com a minha, dependurando as duas junto a única xícara solitária em um dos ganchinhos na parede... uma espécie de secadora de copos, talvez? Me virei e coloquei minhas mãos de volta na pia. Lua estava parada na porta, com uma cesta de café da manhã cobrindo o rosto. -Sr. E Sra. Declare atacam mais uma vez. – Ela baixou a cesta e caminhou até a mesa dobrável no meio da pequena cozinha. – Vem, senta aí. – Ela indicou o lugar vago na frente dela com a cabeça, enquanto puxava uma cadeira e se sentava, também. – Uh la la! – Ela cantarolou enquanto desfazia o laço da cesta. – Uma cesta digna da Islândia... Na verdade é meio nojento, mas já que chegamos até aqui, não é mesmo... – Ela tirava as coisas da cesta e colocava em cima do plástico que, antes encobria a cesta, agora forrava a mesa, como uma toalha, mas mais inteligente e econômica. Linguiças, salsichas, torradas e chás saiam sem parar da cesta. – Acho melhor a gente não saber do que são feitas essas coisas... Pelo que me lembro as comidas daqui são um tanto quanto estranhas. Fizemos isso, e junto com a manteiga e a geleia de morango que achamos na geldeira, fomos comendo tudo o que tínhamos para comer, sem fazer cara feia, porque, afinal, estava tudo uma delicia. -Acho que comida defumada é a especialidade das pessoas pra esses lados... – Lua parecia decepcionada, mas mesmo assim mastigava o pequeno sanduíche que tinha em mãos. -Da onde veio Declare? – Indaguei antes de mordiscar minha torrada coberta de geleia. -Declare guerra, ou morra. – O rosto, antes alegre, se transformou numa coisa sombria enquanto ela apontava uma arma invisível para mim. Logo o personagem se quebrou, e voltamos a rir. – Sei lá... Declare, Declàre... É quase tudo igual, achei que o significado poderia ser entendido em mais do que uma língua. Se é que esteja implícito o bastante. – Ela riu mais uma vez. -Como vocês falam alto, puta que me pariu. – Sick Boy apareceu, com o cabelo bagunçado e com pelo menos três blusas, uma por cima da outra, de calça de lã e meias compridas. -Tu parece um idiota vestido assim. – Comentei, sem tirar os olhos da minha torrada. -E tu parece uma bixa comendo essa torrada rosa. – Ele abriu os olhos. - De onde tu tirou uma torrada rosa? – Os olhos devidamente abertos resolveram observar a nossa mesa, que o cérebro provavelmente havia ignorado. – MEU DEUS! Vocês tem o ARSENAL de comida aqui! Puta merda! E eu morrendo de fome! – Ele pegou algumas salsichas que tinham sobrado e meteu num pão macio com manteiga. – Olha isso... – Ele disse dando uma mordida e logo depois falando com a boca cheia. – Vocês são cuzões pra caralho! Iam comer sem deixar nada pra mim! – Ele terminou de mastigar e deu outra mordida. – Se eu não acordasse, ia morrer de fome! – Ele andou, desengonçado com o pão na mão até a pia, pegou uma das xícaras penduradas e encheu de café, tomando quase metade de uma só vez. – Como tu é hein, Francês. Eu faço café da manhã todo dia, meu. – Ele reclamou, emburrando a cara. -Ah, então é o Sick Boy que é a maid do lar? – Lua resolveu entrar na brincadeira. -Cala boca, Lolita... – Ele a encarou, esperando alguma reação, mas só o que conseguiu foi um sorriso. – Eu cuido daqueles que cuidam de mim, falou? – Ele deu outra mordida no pão. -Em nome do pai, filho e Espirito Santo. – Lua fez as mensuras com as mãos, rindo. -Isso, brinca bastante. Sua pecadora! – Sick Boy já tinha terminado e o pão e dado outro gole do café. Lua ria e eu balançava a cabeça, não acreditando que uma pessoa pode acordar já tão elétrica desse jeito. Ele agora estava parado em frente à cesta com uma expressão maravilhada. – Cara, como que cês não comeram isso? – Ele levantou um pote cheio de uma papa branca com flocos de alguma coisa. -Meu Deeeeeus! Eu nem vi isso aí! Me dá! – Lua esticou os braços tentando tirar o pote da mão do Sick Boy. -Sai daqui, meu, eu vi primeiro! Da licença. – Ele levantou mais alto e quando ela não conseguia mais alcançar, ele ficou rindo. – Olha Luc, tua dama indefesa ta precisando de um ato heroico. – Ele ainda ria. Me levantei e tirei o pote da mão dele, colocando em cima da mesa e protegendo com os meus braços, os dois se afastaram me olhando estranho. -Ninguém aqui vai comer nada antes de me falar que porra é essa. – Falei rápido, tentando desviar o foco do que eu sabia que estava na mente do Sick Boy. -É aveia, com nozes, passas e açúcar mascavo. – Lua me explicou. – É tipo tradição. -Ahãm. – Tossi. – E como tu não sabia que vinha na cesta? -Porra, eu não vi! – Ela se defendeu com as mãos. – Para de palhaçada e me da logo. Você salvou a dama indefesa da fome. – Ela se jogou. -Opa, opa, opa, eu não peguei isso aqui como um “ato heroico”, ou sei lá que brisa estranha é essa de vocês dois. – Tirei as mãos de cima do pote. – Eu peguei, pra comer. – Sorri e enfiei uma colher na papa, que tinha um cheiro muito doce e rústico, depois de tirar o plástico que o cobria. -Tá, mas pelo menos divide. – Sick Boy se arrependeu, como uma criança mimada e puxou uma cadeira, se sentando do meu lado. Dei uma colher para ele, e uma para a Lua, assim que confirmei que a área estaria segura, me afastei do pote, e os dois crianções se comportara bem até demais, esperando um a vez do outro de pegar uma colherada. Dei uma risada da situação, me imaginando cuidando, de fato de algumas crianças. Os minutos que se passaram foram precisos e silenciosos, mas foram só três minutos, no máximo. -Aposto que vocês nem sabem o que já comeram. – Sick Boy colocou os cotovelos em cima da mesa, a mão esquerda segurando o rosto que trazia um sorriso imbecil. -Nem queremos saber, obrigada. – Lua disse, enfiando mais uma colher na boca. -Tudo bem... – Ele também deu outra colherada, e se mexeu na cadeira. – Tá, tá, tabom... Eu vou falar o seguinte e vocês me falam se concordam, tabom? – Sick levantou o dedo indicador, apontando para mim e para Lua, repetidas vezes. -Ta bom, fala logo o que tu quer. – Eu o encarava sem expressão nenhuma. -Ô. Eu não preciso falar exatamente o que vocês comeram, mas eu sei o que eles comem no sosticio de inverno, então.... -Então o que, seu maluco, onde você quer chegar com isso? – Lua perguntou franzindo a cara, claramente não entendendo o ponto do Sick. -Ele quer saber se a gente deixa ele falar o que eles comem no solstício de inverno. – Apontei a colher para ele enquanto falava com ela. -Ai que nojo... – Ela fez uma careta. – Fala né, fazer o que... – Ela deu de ombros. É impossível discutir com o Sick Boy, quando ele põe uma ideia na cabeça, e parecia que todo mundo já tinha desistido, mesmo, dele. Nunca adiantava falar nada, ele nunca ouvia, de qualquer jeito. -Não. Cês não tão ligados no que eles comem, é nojento, é, pra caralho. Pontos pra Lolita. – Ele disparou, mexendo o corpo inteiro quando falava e apontava pra Lua. – Chega... Chega a ser escroto, tá ligado? – O rosto dele se enrugou numa careta e ele tirou a língua pra fora enquanto apertava o ar, largando a colher na mesa. – Eles comem... OLHA ISSO! Eles comem carne de tubarão que ficou fermentando em baixo da terra por TRÊS! Não um, nem dois,, mas TRÊS CARALHOS DE MESES. Eles comem também cabeça de ovelha, mas isso é meio normal né... – Ele deu de ombros, retomando o folego. Lua fazia caretas e interagia, rindo, com a história, eu tentava não olhar pra cara dele, pra não me descontrolar. – Mas, cara, eles comem testículos de carneiro em bloco. – Ele fez um biquinho, e levantou um dos dedinhos, fazendo a comida parecer xique. – Testiculo em bloco, velho, é muito pra cabeça, fala aí, francês! – Ele se encostou na cadeira, cruzando os braços, mas foi só começar a agradecer que a historia nojenta tinha acabado que o desgraçado lembrou de mais alguma coisa e quase pulou da cadeira, do meu lado. – AH, EU QUASE ESQUECI. Eles comem chouriço de sangue de ovelha, também. -Ah, da um tempo, Sick Boy, pelo amor. – Virei meu rosto, tentando apagar aquelas imagens da minha cabeça. -Imagina se eu te falasse que a salsicha que tu comeu é feita de fígado de carneiro com ácido lático? -AH, MEU, QUE NOJO. Na moral, porque tu não vai com a tua boneca inflável falar essas coisas? Aposto que ela vai adorar. – Me levantei, tirando as coisas da mesa e enfiando tudo de volta na cesta, ou melhor, os resto de comida, né. -Como é que é? Tu ta com uma boneca inflável? – Lua se levantou da cadeira, olhando pra Sick. – Posso ver?! – Ela olhou pra porta, parecendo uma criança agitada numa loja de brinquedo, igual Sick Boy. -Ih, Luckete, tua mina é mais dahora que tu, irmão. – Ele riu, se levantando da cadeira. – Vamo lá que eu te mostro, chega aí Luc. – Seguimos Sick Boy de volta pro nosso quarto e ele foi até o banheiro pegar a boneca. – Ainda não dei nome pra ela. -Ela tem cara de Cindy. – Lua olhou com a cabeça tombada para a boneca, analisando ela em todos os cantos. – Cabelo preto, olho azul, boca bem vermelha... é uma Cindy de primeira. -O Sick já usou, viu? Cuidado. -Ew... – Ela parou de tocar a boneca com as mãos e começou a tocar com as pontas dos dedos. Como se mudasse muita coisa né. Balancei a cabeça, não sei se indignado ou maravilhado, ou extasiado com a presença dela no nosso quarto. Já tinha se tornado uma coisa frequente, mas mesmo assim, não conseguia agir como agia normalmente sabendo que ela estava vendo minhas cuecas no chão, mexendo na boneca usada do Sick e não se importando com nada disso. Era quase como se fosse a Lucy, mas a Lucy faria isso de um jeito diferente, não sei. O modo como Lua se interessa por tudo e por qualquer canto, qualquer sombra não te faz querer tirar os olhos dela. E eu sabia que não era o único que reparava nessas coisas. Sick Boy tinha um sorriso bobo no canto da boca, e os olhos dele brilhavam de ver a menina magra saracoteando em volta da boneca inflável. Não parecia um olhar malicioso, por mais que ela fosse bonita, ela tinha um quê de ser cuidável. Mas a gente sabe que eu não sou a melhor pessoa para falar se alguém está realmente sendo inocente, ou não, né... -É, acho que a Cindy não se importaria muito em ouvir como as comidas islandesas são uma delicia. – Ela riu e foi se sentar na cama desarrumada do lado do banheiro. -Mas gente, eu só falei o que são fatos. Vocês ficam bravos comigo, mas bem que tu comeu a salsicha e gostou, né, seu porra? – ele apontou pra mim e eu sorri, concordando. – Então nem vem de nojinho porque tu já engoliu esse fígado de cordeiro aí. – Ele abraçou Cindy e depois se virou pra colocar ela no lugar. -Ele tá certo, Luc. – Lua me deu uma bronca com o olhar. -Mas é claro, né hahaha – Meu riso nervoso saiu, e só depois eu percebi que iria brigar por uma provocação idiota. – Não. Nem vem. – Comecei a falar. – Eu não vou falar pra ti que eu só tô enchendo o saco dele, porque tu sabe que eu to. -Nossa. – Ela levantou as mãos na defensiva. – Eu não falei nada. – Ela riu e jogou o corpo pra trás, se apoiando nos cotovelos. – Mas eu também só tô enchendo o saco. A diferença é que eu encho o saco de todo mundo. – Ela continuou encarando a porta e um sorriso se abriu quando a figura de Sick Boy apareceu no meio do quarto, segurando um cigarrinho de maconha. – Nossa senhora, hein. Acho que vou ficar por aqui e nunca mais volto praquele hotel. Olha isso. – Ela ainda sorria. – Eu te disse que o Sick Boy sabia o que fazer num dia chuvoso. – Ela comentou comigo, deixando Sick com uma cara de interrogação. -Mas é claro. – Eu respondi. – Ele sempre foi o primo pensante com a panela na cabeça, quando a gente era criança. -Nossa, eu nem fumei ainda e vocês já tão nesse nível? – Ele se jogou no tapete do chão e acendeu o baseado. Eu e Lua compartilhamos risadas tímidas enquanto o beck rodava algumas vezes. -Pode crer! Eu era o primo loucão. – Sick Boy falou do nada, enquanto olhava fixamente pro pé da cama e soltava a fumaça, devagar. -Tu ainda ta pensando nisso? – Perguntei, pegando o beck da mão dele. -É que agora eu entendi que cês tavam falando de uma outra brisa, né. Uma brisa que a gente ta preso nesse fim de mundo e não tem porra nenhuma pra fazer, porque a gente não pode sair da casa, porque se não a neve entra e bloqueia a entrada... Eu to ligaaaado. – Ele apontou pra gente, preguiçosamente. – Mas EU – Ele apontou para ele mesmo e sorriu, antes de continuar. – Eu sou o primo dahora que sempre arranjava coisa pra fazer, além de engordar comendo bolinho de chuva na casa da vó, vendo tv, de domingo. Eu sempre começava a corrida de colchão e manta na escada. E eu ganhava tudo, também, né. – Ele deu uma piscadinha e deixou as mãos caírem sobre o corpo. -Tá falando da sua vida, é, Sick? – Lua perguntou, soltando a fumaça. – Pensei que tua vida fosse só agora. -A gente sempre tem as lembranças né, Luinha. – Ele sorriu pra ela, e ela pra ele, naquele momento eu não fazia parte da emoção que não era ter uma família. Lucy, Pierre, minha mãe e minha tia me vieram a mente e pensei que talvez fosse melhor se eu não tivesse uma família para me preocupar. Eu poderia aproveitar todos os dias sem me preocupar com nenhuma vida, além da minha, mas fui criado – e ainda penso em tudo que me foi ensinado – para proteger quem eu amo, e cada dia que passava ficava mais e mais difícil de fazer isso, até por que cada dia que passa, aprendo a querer cuidar de mais uma pessoa, e eu não sei nem se sei me cuidar. Acho que eu me sobrecarrego um pouco demais quando é pra ver quem eu gosto bem, mas acho que se eu não fosse essa pessoa, nada ia ter equilíbrio, e aí sim ia sair do eixo. -Nossa, vamos assistir algum desses dvds, cara? – Falando em sair fora do eixo... -Sick Boy, caralho, para com essas ideias. To começando a achar que tu é louco, de verdade, cara. -Mas meu... a gente não ta fazendo nada, e a porta ta coberta com neve. -A porta não ta coberta com neve, a gente pode sair daqui a hora que a gente quiser... -Que seja. A gente já ta chapado, mesmo, e a gente ta dentro de um SEX SHOP! Caso tu tenha esquecido! – Ele jogou uma meia suja na minha cara. -Porra. – Olhei pra Lua, que estava deitada olhando nós dois discutirmos. -Eu topo qualquer coisa. A cabeça pensante hoje é a do Sick. – Ela olhou pra ele, meio com cara de derrota. -Tabom, que seja. -AE. Vou pegar a tv móvel que tem na sala do Greg e levar lá pra frente. – Lua saiu saltitando pela porta pegar a tal tv. -Chega aí, francês, vamos escolher um filme, aqui. – Ele puxou minha perna até que eu levantasse e então seguimos pelo corredor. Escolhemos um filme qualquer só pra ver no que ia dar, mas é claro que escolhemos um filme meio trash, pra ser mais engraçado de ver. “Elástico Humano” era o título do filme e a sinopse não nos disse nada de importante. A Lua já tinha colocado a tv na tomada e estava esperando a gente, sentada no chão com uns cobertores, fui sentar do lado dela, e ela jogou o cobertor por cima das minhas pernas, cruzando as dela, quase em cima das minhas. Sick Boy empurrou o filme no dvd embutido e clicou com o controle para iniciar. -Tomara que seja bom. – Ele bufou, se sentando. -Foi tu que escolheu, mané. -Eu sei... Por isso mesmo. – Ele cruzou os braços e esperou ansioso para que alguma coisa acontecesse. As cenas foram rápidas, e as falas mal feitas, mas as cenas eram bonitas de se ver, a composição das cores e os biquínis antigos, as grandes joias nos pescoços, pulsos e orelhas das mulheres eram quase uma raridade de um tempo perdido, em algum lugar do espaço e se encontravam aqui todas as coisas, símbolos, sem contar o desejo e provocação dos anos dourados, literalmente. Pilares de ouro e banheiras de mármore faziam parte do cenário, e os cabelos perfeitamente ajeitados das três mulheres e do cara também chamavam a atenção. -Meu deus, como ela consegue fazer isso com a perna? – Lua olhava atenta os movimentos das mulheres na tela. – Isso deve doer demais. – Ela colocou a mão na perna, instintivamente. -Ah, Lolita, não tá sendo mais engraçado te chamar assim, hein. Tu ta me decepcionando. – Sick Boy balançou a cabeça sem tirar os olhos da tela. – Já vi mina fazer mais que isso aí. – Ele apontou pra tela e depois olhou pra Lua. -Ah, meu, só as que treinam dia e noite, noite e dia, né? – Ela se escorou em mim. -Então começa a treinar, guria. – Voltou os olhos à tela, mais uma vez. -Eu nem sei se eu sei fazer isso... será que eu sei? – Lua se mexeu, impaciente, no lugar dela. – Eu quero saber se sei. – Ela saiu de baixo do cobertor e tentou levar a perna, grande e fina até o pescoço. -Vai se quebrar aí. – Falei, tantando não olhar muito para o que ela estava fazendo. -Aí, ô! Tá quase conseguindo! Só mais um pouquinho! – Ela esticou a mão, pedindo ajuda e eu a apoiei, vendo a menina contorcida, com uma das pernas quase por cima da cabeça. A calça branca de moletom dela me fazia fechar os olhos, porque isso seria a coisa mais idiota que eu faria naquele momento. Tentei me desprender dos pensamentos quando Sick Boy gritou: -AE CARALHO! Tu conseguiu. – Ele ajudou ela a voltar na posição normal, mas já era tarde demais, um casal entrou na loja e viu aquela cena patética. -Gott siodegi! – Lua arrumou os cabelos lisos de um lado pro outro e tateou pelo controle, apertando o pause enquanto Sick Boy olhava para o casal com um sorriso maior que a cara e eu me levantava, puxando o cobertor para frente da minha calça moleton. -Gott siodegi... – O cara nos olhou meio torto e começou a andar pela loja, sempre segurando sua esposa, ao que parecia, pela cintura, a guiando de estante à estante. Era um casal de cinquenta anos, pelo menos. Bom que as pessoas queiram sair do comum até com essa idade. -Luc. – Lua puxou o cobertor da minha mão, olhando para minha calça e desviando o olhar, tarde demais para evitar a vermelhidão que apareceu no rosto dela, e me devolveu o cobertor antes de continuar o que tinha há dizer. Coloquei o cobertor embolado nas minhas mãos na frente da minha calça, de novo. – Tira essa tv daqui, esses caras são clientes fixos da loja. – Ela me disse, antes de correr pra trás do caixa e se olhar no espelho de trás do caixa, abrindo os olhos e fazendo caretas para acordar. Empurrei a tv de volta à sala principal com a ajuda de Sick e depois voltamos ao hall de entrada, onde o casal já pagava o que havia comprado, que não foram poucas coisas, mas entre filmes, calcinhas e vibradores dá pra ter uma noção do que mais tinha naquela sacola que estava quase cheia. Eles terminaram de pagar e agradeceram, sem muitos sorrisos e sem me encarar, ou encarar o Sick, deixaram a loja na maior normalidade. -Puta que pariu. O Greg vai me matar. -Que o Greg vai te matar o que, guria. Greg não mata nem formiga. – Sick Boy chutou o balcão, provavelmente se lembrando do Greg. – Ele parece um lenhador fofinho. Me explodi em risada porque era exatamente a mesma visão que eu tinha dele. -Será? – Ela parecia preocupada, mordiscando a unha do dedo indicador sem parar. Sorrimos pra ela e ela parou de martirizar. -Tu podia dar umas dicas de alguma coisa pra gente fazer enquanto espera a madame fazer os ensaios da vez, né? – Sick falou. -O que exatamente, vocês querem fazer? -Tu sabe se tem alguma pista de skate por aqui? – Sick Boy abriu um sorriso. -Olha... Eu não sei. Mas a gente pode procurar. – Ela tirou um mapa debaixo do caixa e abriu em cima do balcão. – Sei que aqui tem umas cervejarias que tenho certeza que vocês dois vão é amar. – Ela sorriu apontando os lugares. -Olha, aqui tem um parque, pode ser que tenha uma pista, né? – Falei, meio que automaticamente. -Eu acho que ski vocês acham mais fácil do que skate. – Greg apareceu na porta, falando a coisa mais inteligente que tínhamos ouvido nas últimas horas.
cole mohr
Checking out all new followers :)

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming