É difícil colocar em palavras o que acontece dentro de alguém que tenta ser melhor, mas sente que, apesar de todo o esforço, continua se perdendo.
Talvez fosse mais simples apenas aceitar a própria humanidade. Mas existem conflitos internos, valores e uma ideia de coerência que não permitem viver de qualquer maneira.
Até que ponto isso faz parte da vida e até que ponto é sinal de que algo não vai bem? Nem sempre é fácil distinguir.
E existe uma crueldade nisso, quanto mais consciente alguém se torna dos próprios padrões, mais difícil parece simplesmente descansar dentro de si.
Entender também cansa. Observar-se o tempo inteiro, rever comportamentos, medir pensamentos e tentar interpretar cada sensação pode se tornar um exercício mental exaustivo.
Há momentos em que o copo parece perto de transbordar novamente — e não necessariamente de coisas boas.
Talvez o que falte seja silêncio. Um pouco de distância, calmaria e espaço para respirar.
Nem sempre é preciso entender exatamente sobre o que se está escrevendo. Às vezes, escrever já é uma forma de aliviar o peso.















