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“Mas ainda é cedo!” Insistiu, e então sorriu de lado. “Tem uma expressão, não é? Como dizem? Hm… it’s five o’clock somewhere” E ela não sabia bem qual era a lógica, se alguém perguntasse, mas diziam aquilo quando queriam justificar a bebedeira em um horário tecnicamente indevido. “Tá, tá bom. São ótimos, mesmo. Mas não sempre. E também são bem menos agitados. E agitação é a coisa que você mais precisa nesse momento” Argumentou; afinal, o rapaz era bastante introvertido e pouco expansivo. Era bastante difícil convencê-lo a sair, inclusive, por isso precisava tomar medidas um tantinho… drásticas. Como puxa-lo à força para fora de casa após invadir a residência. A pergunta alheia fez as sobrancelhas da vampira se arquearem, em uma expressão ansiosa. “Poxa! Espero que sim!! Seria incrível. Ai, que saudade que eu tô de comer um dolma bem feitinho…” Afinal, Granny’s até podia servir uma ou outra coisa de sua descendência, mas não era como se tivessem uma vasta variedade de comidas turcas por ali. “Não se preocupe, a gente come alguma coisa por lá. Mesmo se não tiver as comidas típicas, batata frita é sempre uma boa opção” Relembrou ainda. Quanto ao sorriso, ela não estava convencida de que ele não poderia ser forçado a sorrir. Cócegas serviam para isso! Mas então o rapaz deixou escapar um pequeno riso, que fez a Faulkner mesmo replicar o ato porém de modo bem mais entusiasmado. “Aha!! Olha aí. Você tem dentes” Provocou, cutucando a bochecha do mais alto, mas sua animação de fato veio com a concordância alheia. “PERFEITO” O som saiu bem alto, chamando atenção de algumas pessoas ao redor deles. “Vai ser muito legal. Eu espero alguns drinks sim, mas vai ter que dançar.” Avisou, puxando o braço dele enquanto apressava o passo (tomando cuidado para se lembrar que o ritmo do outro ainda era humano). Não demorou muito para que chegassem ao local, provavelmente o tempo passava mais rápido enquanto falava besteiras, mas do lado de dentro ela logo o levou para o balcão. Precisava fazer valer a pena aquele seu trato! “Oi moço! Dois shots de vodka, por favor. Não, quatro”
Victor estreitou os olhos para a desculpa dela, abrindo a boca para argumentar com aquilo, mas Roxanne acabou voltando a tagarelar. Por mais que comidas típicas não fossem bem a especialidade do rapaz, ele ainda se interessava um pouco por culinária. Pelo menos suas habilidades manuais como um cirurgião dava-o uma vantagem na hora de confeitar bolos, algo que a própria Roxy o fez testar uma vez. Ele só não tinha tempo para aprender mais. “Batata frita. Claro.” Repetiu, fazendo uma careta com a opção. Como um médico, aquilo não era bem música para os seus ouvidos — não só a batata-frita, mas uma noite de bebedeira. Por isso começava a imaginar que estava ficando louco quando aceitou o desafio da mulher. Só que odiava admitir que a vampira estava certa: o Frankenstein esteve afogado demais no próprio trabalho ultimamente, não só no hospital, mas aquele trabalho que levava pra casa também, que era mais favores que fazia para os vampiros. Celaena, por exemplo, precisou de uma atenção extra ultimamente. Não que fosse mencionar isso para Roxanne agora. Se ela sabia ou não, não vinha ao caso na noite que queriam se divertir. Ela o puxou dos pensamentos ao cutuca-lo na bochecha, fazendo seu sorriso se alargar com a animação dela. “Ok, por favor, não me espanque até o fim da noite.” Victor exagerou, fingindo massagear o local mesmo que Roxy tivesse usado um pouco mais de força que o normal. Nada que já não tivesse acostumado. Ele se colocou ao lado dela, oferecendo o braço para ela segurar só para que a moça não saísse correndo na frente dele. Só que quando chegaram ao local, Roxanne o puxou até o bar, fazendo o homem ter que apertar mais o passo conforme a outra abria espaço entre as pessoas. “Vamos só nos focar na parte dos drinks por enquanto.” Ele pediu quando conseguiu ter uma boa visão do povo dançando… e não tinha certeza se estava preparado pra tentar isso. Assistiu Roxy fazer o pedido, ajeitando-se no banco rente ao balcão. “Não quero soar antiquado, mas a última vez que eu dancei foi valsa. Em Final State.” Ou seja, antes de Victor sequer chegar em Tenebris. Talvez estivesse exagerando e apenas não se recordava das outras vezes que tentou dançar. Aquela não seria a primeira vez que bebia demais, mas era a primeira vez que o fazia em Storybrooke em público. “Tudo bem… eu posso fazer isso.” Ele pigarreou enquanto observava os shots em cima do balcão, pegando um deles um pouco hesitante. Levantou um pouco na direção de Roxy como um brinde antes de virar de vez, fazendo uma careta enquanto sentia o líquido descer pela garganta. Horrível, mas esperava que Roxy estivesse achando graça da tortura que planejou pra ele naquela noite. “Agora a comida. Pergunta se eles tem algo turco.
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Roxanne pouco ligou para a reclamação alheia a respeito de sua força, considerando que o rapaz já estava mais do que acostumado com vampiros àquela altura - e ela nem era das mais fortes, dentre esses. Não insistiria na dança ainda tão cedo, valia muito mais a pena garantir que o Frankenstein estivesse bebado o suficiente para não deixar os seus receios o prenderem demais. Aquilo era algo bom sobre o vampirismo, ao menos para a turca: após tantos anos de vida, tornava-se inevitável que em algum ponto, sua diversão fosse muito mais importante que a preocupação com a percepção alheia. E não que ela não tivesse suas inseguranças — até porque podia bem ser considerada um poço dessas, tantas que nem suas eram —, mas porque acabara aprendendo a aproveitar as situações mais leves que a vida oferecia. Era também uma forma de se manter o mais sã possível. Torceu o nariz assim que Victor comentou sobre a valsa, dança que pouco agradava a vampira. “Ai, que sem graça. Não se preocupa, hoje vai aprender uns passos bem mais legais” Assentiu, decidida, e então empurrou dois dos shots na direção dele enquanto colocava mais perto de si os outros. “Apesar de eu duvidar que você não dançou mais nada em Tenebris. Sei lá, tipo… The Devil’s Tango” Piscou um dos olhos, esperando que ele compreendesse a malícia da sua piada, antes de rir de forma bem pouco discreta. Finalmente, ergueu o pequeno copo tal qual o amigo, bebendo o shot de uma só vez. “Comida só depois de beber esse aqui” Brincou, empurrando o segundo copinho ainda mais perto enquanto erguia o seu próprio, para que tomasse a segunda dose. “Sabe, as vezes eu fico curiosa para saber como eu era antes” Comentou, conforme o líquido alcoólico fazia arder um pouco a garganta. “Disso tudo, digo. Vampirismo” Sussurrou a última palavra, mesmo que a música alta dificilmente fosse permitir que outros ouvissem suas conversas. “Se eu sempre gostei desse tipo de coisa. Música, gente, barulho, cor. Se eu era mais… quieta, tipo você. Ou se eu era brava, que nem a Cece” Franziu o cenho em meio aos pensamentos, mesmo que sua expressão permanecesse leve. “Não consigo lembrar. O que você acha?” Ergueu a mão para o bartender a fim de repetir o pedido, enquanto esperava a opinião do amigo.
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Roxanne gostaria de dizer que ponderou um pouco a respeito de sua decisão de ir visitar seu terapeuta durante a noite, em sua casa, após a troca bastante suspeita e nada profissional de mensagens. Mas não, não o fizera, e tampouco queria! Ora essa, era a primeira vez que se sentia validada daquela maneira. Não que Roxy não tivesse boas pessoas em sua vida, claro; Celaena a amava e disso não tinha duvida. Mas, ainda sim, amar não significava gostar. Afinal, a Faulkner era quase que uma obrigação, uma irmã mais nova adotiva pela qual Cece não exatamente havia pedido. E Ed, bem, ele não tinha o melhor dos filtros! E Roxanne não tinha a pior das auto estimas. Mas também não estava completamente confortável sendo quem era, até porque, já havia se perdido há um bom tempo. E isso a fazia ansiar por aquela sensação, aquele conforto que havia sentido nas palavras agradáveis de Bruno. Por isso estava ali, um tanto nervosa até, enquanto tocava a campainha. Assim que ele abriu a porta, a vampira ainda ficou uns instantes o encarando, até se recompor (ou o mais próximo disso). “Oi!!! Bruno. Doutor. Doutor Bruno. Oi. Cheguei. Bom, claramente. Desculpa, eu me atrasei um pouquinho. Tem certeza de que tá tudo bem, né, eu te visitar assim essa hora? Não queria te incomodar nem nada, é que você disse que gostaria de me ver, e eu gostaria te de ver. Aí eu falei, assim, mas não quis bagunçar sua agenda. Tipo, se eu tiver te atrapalhando pode me falar, juro, não vou ficar chateada não. Eu to? Olha, eu to né. Tá, acho melhor eu ir embora”
As coisas se movimentavam de acordo com os planos de Kozmotis, da maneira que ele queria que fossem, ainda que também da mesma forma que os piratas do sonhos sussurravam em sua mente conturbada. Claro, não era nada profissional aquela troca entre os dois, porém, por que deveria ser? Com ele sendo o terapeuta, era muito mais fácil para que manipulasse a outra parte a achar que não havia nada tão errado a respeito daquilo, da dependência que era criada ali. Queria que ela dependesse dele, que visse nele um porto seguro para todos os momentos, claro, vez ou outra os sussurros em sua mente mandavam fazer coisas horríveis com a vampira, mas ele conseguia evitar a maioria. Já tinha tudo pronto quando escutou a campainha tocar, seguindo até a porta em passos lentos, sem qualquer pressa para que atendesse, era bom gerar expectativa e ansiedade sempre. ❝Pode me chamar apenas de Bruno, ou do que considerar melhor, Roxy, tens o direito de me chamar do que desejar.❞ Deixou as palavras no ar, os olhos descendo lentamente pela figura feminina de forma atenta como se apreciasse cada detalhe alheio. Dando um passo para o lado e fazendo um sinal para que ela adentrasse a casa. ❝Por favor, entre, não desejo nada além de sua presença comigo essa noite, nem tens de se preocupar com qualquer outra coisa… ❞ Garantiu de imediato, por que sabia da insegurança alheia e queria tirar todas as duvidas e inseguranças de Roxanne, se livrar de todas aquelas partes que lhe impediam de ser muito mais, que lhe impediam de crescer de maneira grandiosa. Porém, com a menção a ir embora, as vozes em sua cabeça se tornando mais altas. “Agarre-a! Destrua-a!” Gritavam em sua mente, agindo pelo mais puro impulso a destra agarrou o pulso feminino quase como em desespero, ainda que a expressão facial fosse vazia, havia um pingo de preocupação nos olhos de Breuner, preocupação de pudesse estar a assustando quando ainda não era hora. ❝Por favor, não vá… Eu quero que fique, preciso de você aqui.❞
Roxanne já era, por si só, um ser facilmente impressionável. Tantos anos de vida e ela continuava com aquele lado um tanto inocente, como quem podia ver o brilho e as cores da vida independente de quanto sofrera no meio do caminho. Era o que a mantinha razoavelmente menos insana — o que não era muito, mas era algo a se agarrar. As palavras do doutor não poderiam, assim, ter um efeito menos que formidável a seus ouvidos. Não apenas isso, mas a vampira também era um ser carente. Acumular os desejos e as inseguranças de centenas de pessoas resultava mesmo naquilo, e era difícil não se sentir necessitada de carinho quando não era capaz de se recordar da família, tampouco de fazer muitas amizades, considerando que a maioria das pessoas que conhecia acabava morrendo. É, a sina da imortalidade. Claro que ela tinha Celaena e Edward, o mais próximo de família que podia se orgulhar de ter conquistado. E até podia ser que eles a ajudassem a manter o equilíbrio, se não estivessem ocupados demais resolvendo seus problemas para lhe dar a atenção que precisava. Como dois pais separados, ocupados e incapazes de notar os pedidos de ajuda do filho preso no meio. Mas ah! Bruno vinha em boa hora (a depender do ponto de vista) para aquela lacuna em sua vida, encaixando perfeitamente com seu tom suave, suas palavras agradáveis e o olhar dócil que escondia bem as terríveis intenções. Talvez estivesse correto afirmar que comparecer ali naquela noite fora praticamente assinar a sua perdição. “Bruno. Tudo bem” Concordou, a nota mental de chamá-lo pelo nome sendo fácil de acatar, já que soara tão bem. Roxanne entrou na casa, olhando em volta e analisando curiosa o recinto em que ele vivia. Parecia combinar com ele: sério, intenso. Os tons eram escuros em sua maioria, mas não era gótico como as coisas que Cece costumava apreciar. “Você sempre sabe o que dizer, não é?” Ela soltou um pequeno riso, como se pudesse lê-lo, o que não era mesmo nem perto da verdade. E não tentava. Sentia-se ansiosa para que ele mostrasse, como quem mal pode esperar pelo próximo capítulo de um livro incrível. Quando ele segurou seu punho, a garota ergueu os olhos de imediato, observando o rosto alheio em busca de uma explicação para o movimento tão ágil. Gostou de notar a sinceridade na vontade que ela ficasse, para o que Roxy assentiu, sentindo os ombros relaxarem. Ele a queria ali! E pronto. Não precisava pensar e repensar sobre. “Certo” E ela se desculparia pelo ato, se não parecesse de repente que vinha se desculpando demais. “A sua casa é bonita” Comentou com sinceridade, enquanto ele fechava a porta atrás de si. “Eu pintaria alguma parede, sabe, gosto de cores. Não me dou muito bem com o escuro, sei lá. Mas é bonito” Roxanne fechou os olhos, inspirando. “Tem seu cheiro. É bom.” Acrescentou distraída, parando no meio da sala de estar para aguardar instruções do dono da casa, já que não tinha certeza de onde deveria ir ou se sentar.
sabrinaschneider:
Estava evitando Roxy a todo custo. Celaena não era das pessoas com melhor habilidade de esconder coisas. Na verdade, automaticamente entrava na defensiva e tornava-se paranoíca acerca de tudo que acontecia ao seu redor. Não podia deixar que Roxy soubesse de sua situação atual. Não podia deixar que Roxy soubesse, ou Drácula, ou o Chapeleiro, ou qualquer pessoa que arriscaria sua posição. Pessoas demais já sabiam. Frankeinstein, Raspustin, já era mais do que suficiente. Mas sua amiga era insistente! Ela sabia que não conseguiria fugir da outra vampira para sempre, até porque, as desculpas estavam acabando. Já havia dito que estava ocupada com a academia, com a casa, e até que estava cansada demais, no que mais ela acreditaria? Precisava sair com ela, para que pudesse evita-la pelo próximo mês. E ali, no Drink in Hell, Celaena tentava mesmo relaxar. Estava tensa pela possivel descovberta da outra, tinha medo que ela soubesse, tinha medo de ser uma vergonha depois de tantos anos abdicando daquela dieta. Forçou um sorriso na direção da vampira quando ela disse que buscaria mais bebidas e assentiu. Olhou para seu celular, enviando uma mensagem a Vincent, avisando que precisaria de ajuda com mais - mas que talvez conseguisse com Dorian Gray. Mas antes que chegasse a enviar a mensagem, pode ouvir pela boa audição, Roxy falando para que alguém a soltasse. O que estava acontecendo? Celaena subiu os olhos e viu um homem segurando o braço da outra vampira. E sabia muito bem que ela poderia se defender sozinha, era tão forte quanto ela, afinal! Contudo, seu instinto protetor - talvez predador - foi mais forte que ela. Em meio segundo, graças a grande velocidade ela estava diante da vampira e do homem, com a expressão séria. “Ela disse para solta-la” o tom de voz era grosseiro, mas Sabrina nunca sentiu necessidade de ser educada. Quando o homem não o obedeceu no mesmo segundo, ela já moveu os braços em sua direção, e usou as mãos para empurra-lo com firmeza para longe de Roxy. “Você é idiota? Eu disse para sair. E é melhor sair logo daqui, se não quiser acabar com o nariz quebrado” não conseguia se conter, estava muito mais impulsiva e agressiva do que seu normal. Seus instintos gritavam a flor da pele. O homem respondeu alguma coisa, mas não se afastou. E sem nem pensar, Celaena moveu um gancho na direção de seu rosto.
Talvez Roxanne não fosse a mais forte das vampiras; parecia falhar como aquela espécie em diversos aspectos mesmo. Mas continuava fisicamente superior a qualquer ser humano normal, bem como o imbecil que apertava seu braço e a puxava para mais perto, fazendo com que ela pudesse sentir o aroma horrível e forte da bebida alcóolica que escapava pelo seu hálito. Em situações comuns, podia tentar convencê-lo se estivesse com paciência, ou apenas apertar sua mão para que a soltasse e assim seguir a sua noite em paz. Celaena foi muito mais ágil, porém, e antes mesmo que fosse capaz de decidir seus passos, estava próxima deles, tomando as dores da mais nova. Cece não era conhecida por ser paciente ou gentil de qualquer maneira, mas tendia a evitar chamar muita atenção sem necessidade - o oposto do que acontecia naquele momento, enquanto alguns olhares recaíam sobre elas conforme a Sardothien elevava o tom de voz em meio à música alta. Roxanne não mais focava no homem que até então invadia seu espaço pessoal, e sim no rosto da amiga, que por sua vez demonstravam pura raiva e agressividade. Fazia muito tempo que não a via daquele jeito, principalmente sem um motivo que justificasse tamanha irritabilidade. Sabia que estava em uma situação delicada com o fato de Edward estar ali, mais presente que nunca, mas ainda não imaginava que o Maddox fosse capaz de instigar na vampira todo aquele ódio sozinho. Mesmo que não subestimasse seu talento em irritar qualquer um. “Tá tudo bem, ele já soltou. Vamos embora” O tom era de uma espécie de pedido autoritário, como se não apenas implorasse para que ela acompanhasse Roxy para longe, como deixasse claro que não tinha muitas opções. Mas o fato era que não era verdade; Celaena podia fazer o que bem entendesse. Por isso a mais nova sentiu o interior revirar, tensa. E tão logo a tensão explodiu em um golpe certeiro, conforme Sabrina atingia o homem no rosto. “Cece! Para! Já tá tudo bem, pronto.” Roxelana se colocou no meio dos dois, as mãos espalmadas em seus ombros. “Ei. Chega. Vamos embora”
edwardmaddox:
Edward franziu o cenho para a mensagem de texto que recebeu de Roxy, e acabou soltando uma risada com a brincadeira dela… mas depois voltou a ficar sério quando ela não mandou nenhuma risada… nenhum emoji… aquilo parecia ser realmente sério. Pelos céus! Como aquilo tinha acontecido? Sua memória estava certamente falhando nos últimos dias por conta do tanto de álcool que começava a consumir, mas ele lembraria se ele e Roxy… é, ele se lembraria totalmente! A não ser que aquele fosse mais um truque da maldição, como aquele dia dos namorados aconteceu. Edward já estava no meio do caminho enquanto todos aqueles pensamentos mexiam com a sua cabeça e o coração começava a acelerar. De repente, queria retirar tudo de bom que falou sobre crianças na sua vida. Aquelas pestes não eram divertidas quando ele imaginava que poderiam ser seus. Ele mesmo não conseguia ficar parado em um lugar só, o que ele faria se um filho seu se pendurasse em uma janela? Provavelmente acharia uma ótima ideia vê-lo testar a gravidade, o que era ruim naquele mundo! Não. Ele não precisava pensar em cenários futuros agora. “Roxy, como que você…” Ele ainda sem fôlego pra terminar a frase, e a amiga não demorou para começar a tagarelar. Mas Edward ainda tinha muitas perguntas, tipo como aquilo aconteceu tão rápido? E como que uma vampira ficava grávida? Tudo bem que aconteceu meio parecido em Crepúsculo, mas… “Oh.” Os pensamentos se cessaram por alguns instantes pra tentar processar como aquele bebê era feio. Com certeza não tinha puxado o seu DNA naquele quesito. Talvez Roxy tivesse alguma avó bruxa que amaldiçoou um futuro neto, mas logo Edward se aproximou pra notar que aquilo era um animal. “É um porco… eu… sabia disso!” Ele sorriu na direção alheia, percebendo agora que ela havia adotado ou roubado de alguém.
“Bem, é fofo…” Estendeu a mão para acariciar o porquinho na cabeça. “O que quer dizer esse nome?”
Roxanne tinha um enorme sorriso no rosto conforme observava seu filho - o porquinho - dormir na roupinha de bebê, calmamente, como um anjo. Franziu a testa levemente ao ouvir o rapaz, principalmente porque o tom era quase aliviado, ou de alguém que enfim compreendia alguma coisa. “Claro que é. O que mais podia ser?” Respondeu como se de fato fosse óbvio; que eles não podiam ter uma criança, aquilo era óbvio mesmo, já que não apenas Roxanne era incapaz de ter filhos como sequer havia se deitado com Edward. Coisa, inclusive, que jamais se imaginaria fazendo. Amava o amigo e reconhecia que ele era sim muito atraente, mas era praticamente seu irmão. Ou, ainda, cunhado. É, não sabia bem, mas o que importava é que agora ambos precisavam cuidar muito bem do pobre animalzinho resgatado. Já havia garantido que os outros dois estivessem sob bons cuidados, com August e Alvah, e agora ela também faria sua parte. Mas não o faria sozinha, com certeza. Até porque ela podia saber cuidar de pessoas devido à sua ocupação de enfermeira, mas nunca tinha criado qualquer ser. Nem mesmo animaizinhos! “Ele é. Tem o seu nariz.” Dessa vez, claro, fora uma piada. Roxy deu risada da cara do amigo, antes de tampar a boca para impedir que o som acordasse Pururuca. “Ah, bom... é uma comida. É para celebrar o que ele não se tornará agora que eu roub... salvei ele daquela fazenda. Aliás, acha que é um crime tirar animais do corredor da morte? Acho que não né? De qualquer forma, talvez eu precise pintar meu cabelo por um tempo. Acha que eu fico bem ruiva?”

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circevonstein:
Winnifred sabia que tinha de manter as amizades que Circe tinha, fazia parte de seu disfarce, mas ela sinceramente preferia não ter que lidar com Roxanne se pudesse. Claro, a vampira não parecia ver dessa forma visto que sempre estava por perto e falando sobre mil e um assuntos que a bruxa sequer lembrava, talvez fosse Circe sabotando suas memórias de alguma forma ou fosse culpa da maldição em conflito com sua magia. Pelo menos poderia deixar as crianças com Roxy quando precisasse sair, especialmente quando precisasse resolver alguma coisa com alguma das irmãs. Bem, ao menos era isso que ela pensava até chegar em casa e ver os três cobertos de tinta, ela teve de respirar fundo para que nenhum eletrônico acabasse fritando ao seu redor. ❝Roxanne, eu espero pelo seu bem que essa tinta saia fácil.❞ Falou entre os dentes, deixando as chaves sobre o balcão junto da bolsa e se aproximando deles. Tentou manter a expressão séria, mas acabou por suspirar quando Francesca correu em sua direção e estendeu os pequenos bracinhos para que a pegasse no colo, o que acabou por fazer. “Eu não estou bonita, mamãe?” Ela perguntou ainda que com dificuldade de formular as palavras, ainda que muito melhor desde que Winnie havia assumido o corpo. ❝Você está sim, Francesca, mas não sei se posso dizer o mesmo da tia Roxy, vocês acabaram com ela.❞
“É claro que sai fácil! Facinho. Rapidinho, é… é tranquilo…” A voz foi falhando conforme ela percebia que talvez, só talvez, tivesse pegado o azul de suas tintas quando a guache acabou — pensando ali, havia sido uma terrível ideia misturar as coisas. Mas não precisava falar para Circe tão cedo, ela descobriria quando fosse dar banho nas crianças. Eventualmente. Apenas esperava ter saído da casa àquela altura, ou ouviria reclamações. A loira era bem menos impaciente em suas memórias, inclusive; parecia estar estressada nos últimos tempos. Mas Francesca nunca falhava em derretê-la, tão bem quanto derretia qualquer um que ousava pousar os olhos naquela criaturinha fofa. A frase da amiga, então, fez com que a Faulkner contorcesse o rosto em uma expressão embasbacada. Exagerada, até, já que ela bem sabia que devia estar terrível. “Ouch!” Fez drama, a mão indo até o próprio peito para complementar o teatro. “Achei que você me amaria mesmo parecendo horrível assim” Continuou, ainda no mesmo tom melodramático, levando a mão na testa - o que Francesca prontamente imitou, e fez com que a vampira risse. “Como foi o trabalho?” Perguntou enfim, um pouco mais séria enquanto passava o pano úmido no rosto para se livrar do excesso da tinta e se sentava no balcão da cozinha.
alvahwasjafar:
Um dia tranquilo, ele esperava ter. Um dia atarefado apenas pelas responsabilidades falsas da maldição que conseguia fazer de olhos fechados (até literalmente, usando da telecinese para assinar as burocracias para ele), para que pudesse sair mais cedo e relaxar na mansão que lhe era de direito. Mas não, não. Aparentemente a maldição havia dado errado para ele, e somente para ele do time dos vilões, porque não era possível que ele fosse igualmente amaldiçoado como os mocinhos. Estava desligando o computador com um mínimo sorriso satisfeito no rosto quando Roxanne entrou na sala, a voz cantarolante e animada sendo o anúncio dos piores presságios. ❛❛ —- Senhorita Faulkner. ❜❜ fez questão de deixá-la distante com o cumprimento, enquanto pensava em todas as broncas que daria em Juan por deixá-la invadir seu escritório daquela maneira (quantas vezes já não havia deixado como uma pessoa barrada a qualquer custo?! Será que bastava alguém dizer que era seu amigo para ter uma conversa consigo? Talvez tivesse mesmo que reforçar sua segurança). ❛❛ —- Eu não estou aceit— ❜❜ mas o que ele viu nos braços da vampira o surpreendeu como nunca antes. Um porco. Ela havia lhe trazido um porco enrolado num pano e enfeitado com uma gravata. O filhote o encarava com olhos brilhantes e roncando como a criatura pequena e rosada que era, e Alvah não escondeu seu descontentar. ❛❛ —- … Você está dizendo que eu sou um leitão “chique”? ❜❜ ele questionou, tentando controlar a raiva no tom de voz ao utilizar do mesmo adjetivo empregado por Roxy. ❛❛ —- Me desculpe, mas não posso aceitá-lo. Eu sou um homem muito ocupado, não tenho tempo para cuidar de animais. ❜❜
“É Roxy” E ela não cansava de reforçar, literalmente. Já era quase como uma brincadeira deles àquele ponto a insistência alheia na formalidade, bem como a devolutiva feminina de seu apelido. Interpretando completamente errado a reação alheia, sentiu-se satisfeita ao ver o juiz sem palavras. Ha!!! Ele havia amado o presente! Ela tinha arrasado. Claro que o rosto do homem em seguida se contorceu no que alguns considerariam um óbvio desgosto, mas Roxy imaginou que ele talvez só estivesse organizando os pensamentos para o agradecimento que melhor cabia à situação. Afinal, quem não gostaria de um presente fofo daquele? A vampira deu risada diante do questionamento, sem levar a sério que ele tivesse interpretado daquele modo. “Claro que não né, Alvinha. Eu disse que você é chique, não um leitão.” Constatou o óbvio, dando de ombros - não que ela considerasse leitão algo negativo. Era só ver o quão fofo o bichinho era! Mas só com a ameaça do ‘não’ que se sentiu preocupada; bem, tecnicamente, não era uma ameaça e sim constatação, mas a Faulkner tendia a interpretar as coisas como lhe cabia melhor. “Mas ele é bonzinho! Sério, é o mais educacadinho. Acredita que ele sabe o lugar de fazer xixi? Não vai te dar trabalho algum. E eu ouvi dizer que porcos são incríveis guardas, você vai ter alguém pra cuidar do seu escritório! E fazer um trabalho bem melhor que o Juan” Sussurrou a última parte, como se fosse algum segredo ou piada interna que partilhavam. Como se, ainda, a displicência do rapaz não ajudasse ela mais do que qualquer um. “E aí? Não vai mostrar pra ele o escritório? Agora você é pai, tem que se familiarizar com o neném. E ele tem que conhecer o lugar, pra ficar à vontade”
queer as folk | 1.17 - solution
@sabrinaschneider
“make me forget.” + @cainwasdracula
Se as coisas não eram fáceis para Roxanne (e Lisa), sabia também que não era fácil para Cain. Vez ou outra se sentia tentada demais a contar a ele o que havia acontecido. Contar que não somente sabia toda a história deles, mas que era como se tivesse ativamente participado. Porque, bom, parte dela havia. Explicar que de algum modo, a esposa do homem nunca havia de fato ido embora, e que continuava ali daquele jeito estranho e complicado. Mas também não parecia justo prendê-lo na ilusão de que Lisa seguia viva, porque não era exatamente a melhor forma de descrever também. E após vê-lo sofrer tanto, que direito tinha de cutucar aquela ferida de tal maneira? De mantê-la aberta somente para satisfazer uma necessidade sua de tê-lo de volta, quando na realidade Cain nunca havia sido seu. O melhor para ele era esquecer, sabia. Deixar a memória da mulher para trás, cicatrizada, para que não fosse mais o fator determinante de qualquer sofrimento ou raiva de sua parte. Das loucuras que fazia. A conversa havia tomado um rumo perigoso, pois era arriscado demais que a Faulkner falasse sobre aquele tipo de coisa com Vladmir. Era tão difícil esconder dele, tão dolorido. Ainda mais quando a mágoa nele instigava não apenas o instinto da vampira de curar, mas o de Lisa de tranquilizá-lo. Era uma batalha interna, praticamente, aquela confusão sobre o que fazer --- mas mal havia racionalizado muito quando as mãos buscaram o rosto alheio, o próprio se aproximando a ponto de sentir a respiração acelerada do outro se misturar com a dela. “Vai passar. Eu prometo, ok?” Seus poderes não se limitavam à curas fisicas, mas as emocionais exigiam muito dela e nem sempre funcionavam. Também era o primeiro aspecto de sua habilidade que os remédios anestesiavam. Havia tanto tempo desde que ela não tomava a poção, porém, que não resistiu em tentar. A ponta dos dedos fez uma pressão na pele em que tocava, enquanto tentava aliviar um pouco o luto que o machucava. Era a primeira vez que Roxanne o via tão vulnerável quanto nas memórias de Lisa. “Você vai esquecer.” Garantiu. “Não ela. Mas vai esquecer a dor.” Ainda reforçou, e ele pareceu pouco esperançoso; mas necessitado, também. Quando sentiu apenas um pouco da dor que absorvera dele, os próprios olhos encheram de lágrima, e ela sentiu o coração apertar com a necessidade de protegê-lo. De fazê-lo se sentir bem. O beijo foi repentino, impensado. Um selar, não muito mais que isso, mas que demorou alguns segundos. Quando se afastou, buscou no olhar dele algum sinal de que havia se incomodado com o seu feito, mas viu apenas uma leve surpresa. Pelo beijo? Pela audácia? Ou por tê-lo oferecido uma distração bem vinda que ele nem mesmo imaginava? Talvez tudo junto. E então, o pedido. Os olhos de Roxanne percorreram a face do vampiro com atenção, e em seguida ela se afastou. Apenas o suficiente para que mudasse a própria posição, outrora ao seu lado no colchão, agora sentando-se em seu colo, uma perna de cada lado da figura masculina. Os joelhos estavam apoiados na cama, mas ela não fazia questão de aliviar muito o peso em seu quadril. “Como quiser, Vlad Bey” Sussurrou enfim, contra os lábios do mais velho, antes de beijá-lo; dessa vez, sem qualquer timidez e com todo desejo que ambas Roxy e Lisa já sentiram por ele.
@cainwasdracula
Mais cores em sua casa? Drácula já imaginava que sua casa tinha cores o suficiente, ora essa. Todos os tons de marrom pelas madeiras, o vermelho, o preto, cinza e até algumas peças em branco. Muito diversificada a arquitetura do castelo (da cobertura), e ele gostava, sim. Todavia, percebeu que havia sido aberta uma oportunidade de matar sua curiosidade sobre qual era a quantidade de cores ideal que uma casa deveria ter com Roxanne o convidando para ir até seu próprio recinto. Hm. Pensaria sobre aquilo eventualmente. Agora, deitado no sofá, com os ferimentos expostos, aguardava somente que a mulher fizesse sua mágica. Assentiu com a cabeça quando ela comentou que havia muito sangue seu ali. Meh. Estava começando a ficar cada vez mais descuidado, precisava tomar um pouco mais de juízo quando fosse enfrentar uma luta daquelas de novo. Não estaria sempre preparado, afinal. Conforme o efeito da cura fazia efeito, Vlad inspirou profundamente, o tranquilizador ativando-se conforme os músculos e os ossos recuperavam-se de forma exponencial, acelerados pela recuperação já absurda. Quando por fim terminou, ficou um tempo encarando o local onde os antigos machucados estavam, fascinado com aquela velocidade. ❛❛ —- Melhor, sim. Obrigado, Roxelana. ❜❜ a agradeceu, voltando a se vestir outra vez. Enquanto o fazia, o nome antigo da mulher reverberou em sua cabeça: o apelido. Não podia deixar de mencionar o apelido. Mas havia também decidido não pressioná-la sobre ele ainda mais por hora, por conta dos recentes eventos, então... O que poderia fazer para conversar e tentar uma boa aproximação até que pudesse voltar a questioná-la? Lembrou-se do comentário de há pouco da mulher, sobre uma visita em sua casa para que ela lhe mostrasse as cores de sua decoração. Não seria uma má ideia, afinal. Sabia que em suas memórias falsas havia contratado um bom arquiteto para deixar tudo aquilo à sua cara e o mais confortável possível, mas se uma aliada sua estava comentando que poderia melhorar, queria compreender de onde estavam vindo aquelas opiniões. Além duisso, queria mostrar que era um bom chefe, um bom mandante da sua corte. Oras, cometera erros, mas que governante não cometeria? É, provaria que Roxanne não estava desperdiçando sua lealde com ele, ali e agora: ❛❛ —- Bem, um dia aparecerei na sua casa, lhe garanto. Então pode me contar mais sobre essas... Cores todas. ❜❜ franziu o cenho, olhando mais uma vez ao redor, como se precisasse de mais um lembrete do porquê casas precisavam mesmo de tantas tonalidades diferentes.
Roxanne ainda percorreu os olhos pela figura de Drácula a fim de garantir que havia curado todos os ferimentos, mesmo que seu cansaço e a leve tontura indicasse que sim. Deveria ser mais fácil fazer aquilo com vampiros, já que eles tinham por si só uma recuperação muito melhor, mas costumava exigir bem mais da mulher. Ugh, a mágica era tão difícil de compreender. “Tudo bem” Respondeu ao agradecimento, com um pequeno sorriso. Agora que o havia ajudado, então poderia ir embora, certo? Era estranho visitar a casa de Cain daquele modo. Porque ela podia não concordar com a maneira que ele agia desde a morte de sua esposa, mas ainda era uma espécie de chefe ali, reinando sobre aqueles em Tenebris. Roxy sentia uma mistura de conforto e falta de jeito ali; uma parte dela muito deslocada estando em um local tão pessoal de seu governante, e a outra parecia sentir-se em casa. Não pelo apartamento, exatamente. Verdade fosse dita, Roxelana não queria querer estar ali. Não gostava de gostar dele. Não depois de tudo que Vladmir fizera! Mas ah, há muito já tinha aprendido que ela não tinha tanto controle sobre si mesma. Uma prova disso foi a forma que sua expressão tranquila (que mascarava o cansaço) agora se transformava em um enorme sorriso animado ao ouvir que ele visitaria sua casa. Roxy amava seu pequeno espaço em Storybrooke, muito mais do que gostara de qualquer lugar em Tenebris. Colorido, divertido. Nada do tipo escuro e sombrio como era o castelo em que vivia junto de Celaena (e de Dracula - embora quase não o visse e certamente não frequentava os espaços mais pessoais do vampiro). “Jura?” Comentou, animada. Se Roxanne se assemelhava inevitavelmente à Lisa em muitos pontos, aquela animação descabida já era muito mais dela mesma. Não que Lisa por si só não fosse positiva, gentil, leve. Mas era mais contida, menos… espalhafatosa. “Porque eu acho que seria muito legal pintar aquelas paredes ali, sabe? Não que você precise pintar, sei lá, de laranja! Apesar de eu amar essa cor. É a minha favorita. É tipo… a cor mais animada que existe, já notou? Enfim. Não precisa ser algo assim muito uau, mas talvez um creme já deixaria o lugar menos fechado demais. E aí você podia colocar uns móveis coloridos. Uh!! Sabe qual cor ficaria boa, e combinaria com você? Verde água. Aquele mais escuro! Lembra, que nem o fundo daquele seu quadro favorito” Mencionou, em meio ao pequeno monólogo, o detalhe que ela não deveria saber. “E se você estivesse se sentindo particularmente a fim de tomar riscos, eu combinaria com alguns detalhes em coral. Sério, combina muito. Bom, quer dizer, eu não sou decoradora, né? Mas entendo de cores.” Finalmente parou de falar, porque ele a encarava. “Desculpe, estou falando muito. Deve estar cansado” Finalmente os ombros murcharam um pouco. “Melhor eu ir” E aquela frase precisara de bem mais força de vontade do que podia parecer, considerando que uma vozinha no fundo da mente gritava para que continuasse ali.
@cainwasdracula

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vampiraroxy:
📲: palhaçada de vcs dois brigando o tempo todo q nem marido e mulher que tão dando ‘um tempo’ por teimosia NÃO AGUENTO MAIS
📲: você tá estranha cece
📲: já tem um tempão que tá fugindo de mim
📲: você não sabe do que tá falando ta legal? não vamos falar dele. sem necessidade.
📲: não tô nada, só ocupada
📲: não tô fugindo, roxy. podemos ir ao cinema amanhã. ok?
📲: ou prefere ir a um bar? beber um pouco, rir.
📲: todo dia isso 😑
📲: mas se quer saber vou ouvir meu terapeuta e deixar esses assuntos pra vocês resolverem sozinhos.
📲: vamos ao bar então. beber e dançar um pouco vai ser legal!!
EUPHORIA 2x06
@sitomzok
starter to @sitomzok
Roxanne gostaria de dizer que ponderou um pouco a respeito de sua decisão de ir visitar seu terapeuta durante a noite, em sua casa, após a troca bastante suspeita e nada profissional de mensagens. Mas não, não o fizera, e tampouco queria! Ora essa, era a primeira vez que se sentia validada daquela maneira. Não que Roxy não tivesse boas pessoas em sua vida, claro; Celaena a amava e disso não tinha duvida. Mas, ainda sim, amar não significava gostar. Afinal, a Faulkner era quase que uma obrigação, uma irmã mais nova adotiva pela qual Cece não exatamente havia pedido. E Ed, bem, ele não tinha o melhor dos filtros! E Roxanne não tinha a pior das auto estimas. Mas também não estava completamente confortável sendo quem era, até porque, já havia se perdido há um bom tempo. E isso a fazia ansiar por aquela sensação, aquele conforto que havia sentido nas palavras agradáveis de Bruno. Por isso estava ali, um tanto nervosa até, enquanto tocava a campainha. Assim que ele abriu a porta, a vampira ainda ficou uns instantes o encarando, até se recompor (ou o mais próximo disso). “Oi!!! Bruno. Doutor. Doutor Bruno. Oi. Cheguei. Bom, claramente. Desculpa, eu me atrasei um pouquinho. Tem certeza de que tá tudo bem, né, eu te visitar assim essa hora? Não queria te incomodar nem nada, é que você disse que gostaria de me ver, e eu gostaria te de ver. Aí eu falei, assim, mas não quis bagunçar sua agenda. Tipo, se eu tiver te atrapalhando pode me falar, juro, não vou ficar chateada não. Eu to? Olha, eu to né. Tá, acho melhor eu ir embora”
vampiraroxy:
📲: 🥺🥰 e elas são
📲: poxa… você tá falando a verdade?
📲: sério mesmo, ninguém nunca pareceu me enxergar assim. quer dizer, acho que está exagerando um pouco também.
📲: não sou especial. um pouco diferente, ok, mas especial é meio forte né?
📲: acho que nunca falei de verdade com ninguém sobre o que passa na minha cabeça… gostaria que você soubesse. eu acho que é o único que me entenderia
📲: na sua casa? com certeza. tipo, quando? eu tô meio que livre hoje à noite
📲: eu tenho certeza que não vai decepcionar, sério. nem fala isso, eu só não pensei direito mas devia saber que não era legal marcar com seu irmão também
📲: quer me passar seu endereço?
📲: Não tenho qualquer motivação para que lhe conte qualquer mentira, minhas palavras são tão verdadeiras quanto poderiam ser, Roxy, és uma pessoal especial para mim.
📲: Não tem qualquer exagero de minha parte, que veja dessa forma apenas reflete como todos tem lhe tratado de forma tão precária, mas pretendo mudar isso lhe tratando como verdadeiramente merece.
📲: Para mim sempre será especial.
📲:Seria uma honra ser o primeiro tendo essa oportunidade, sei melhor do que imagina sobre o que é ter uma mente conturbada, mas posso fazer tudo isso desaparecer, todas suas preocupações e anseios.
📲: Seria adorável lhe receber hoje a noite, posso até mesmo preparar nossa refeição, existe algo prato em especial que lhe agrade? Mandarei.
📲: [Sent location]
📲: obrigada, Bruno. é importante pra mim…
📲: até porque, sei lá, recentemente eu sinto que as pessoas mais próximas se afastaram um pouco
📲: bom saber que tem alguém que ainda gosta um pouco de mim haha
📲: você é um amor, viu?
📲: mas também tenho medo. de falar…
📲: se você me vê assim hoje, tenho certeza que não vai me ver da mesma forma se eu contar tudo
📲: ah!!! gosto de qualquer coisa
📲: mas massa é meu favorito na maior parte do tempo
📲: anotado. acho que daqui umas duas horas eu apareço, tudo bem por você?

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Boys I Fell In Love With pt 2
- Extrasad
@sitomzok
vampiraroxy:
📲: você é muito bom com as palavras né?
📲: tudo? tem coisas na minha mente que não são exatamente decentes, doutor…
📲: 🥺 você é a primeira pessoa que fala isso sabia? normalmente as pessoas dizem que eu não faço muito sentido, ou que eu só falo pra fazer sons
📲: tudo bem, eu falo bastante e me embaralho as vezes, mas você me entende né?
📲: se gostaria muito de me ver o quanto antes, podíamos marcar um pouco antes a sessão, né? pra não ter que esperar até semana que vem
📲: só se quiser!!!
📲: poxa, não queria te chatear! desculpa, não sabia que ficaria assim.
📲: vou conversar com o silas, dizer que só vou continuar as nossas sessões. não quero você mal. e suas sessões são suficientes sim!! tipo, você é suficiente
📲: desculpa se pareceu o contrário.
📲: e eu confio nisso! prometo que vou desmarcar
📲: Por você sempre me esforço para que minhas palavras sejam apenas as mais belas.
📲: Conte-me tudo sobre elas, quero desvendar cada canto de sua mente, desfrutar de cada pensamento que surge dela, anseio por lhe conhecer por completo como ninguém tenha feito antes.
📲: A maioria das pessoas não sabe o que faz, não conseguem entender você ou sua importância. Você é especial Roxy, mais do que sequer pode imaginar e estar diante de si é um benção divina.
📲: Seria ótimo se nos encontrássemos antes da próxima semana, certamente não teria problemas em vir até minha casa, eu suponho.
📲: Obrigado, me deixa mais tranquilo saber que estará vendo apenas a mim e nenhum outro terapeuta. Farei o possível para que não lhe decepcione, seja em nossas sessões ou fora delas.
📲: 🥺🥰 e elas são
📲: poxa… você tá falando a verdade?
📲: sério mesmo, ninguém nunca pareceu me enxergar assim. quer dizer, acho que está exagerando um pouco também.
📲: não sou especial. um pouco diferente, ok, mas especial é meio forte né?
📲: acho que nunca falei de verdade com ninguém sobre o que passa na minha cabeça… gostaria que você soubesse. eu acho que é o único que me entenderia
📲: na sua casa? com certeza. tipo, quando? eu tô meio que livre hoje à noite
📲: eu tenho certeza que não vai decepcionar, sério. nem fala isso, eu só não pensei direito mas devia saber que não era legal marcar com seu irmão também
📲: quer me passar seu endereço?