(alperen duymaz) Há algo profundamente perigoso em certas histórias… especialmente naquelas protagonizadas por 𝐁𝐎𝐑𝐀 𝐘𝐀𝐙𝐀𝐑-𝐇𝐔𝐍𝐓𝐄𝐑. Aos TRINTA anos, ele carrega o legado de CAÇADOR (BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES) em cada aspecto de sua narrativa. Ligado a Casa ARSÊNIO, tornou-se conhecido entre outros alunos por sua reputação de IMPASSÍVEL e MANIPULÁVEL — qualidades extremamente valorizadas em Mythborne — ainda que existam rumores persistentes sobre uma natureza DISCIPLINADA e CAVALHEIRESCA escondida sob toda essa deturpada perfeição.
DESCENDÊNCIA: O Caçador jamais foi perdoado pela Rainha Má. Décadas atrás, quando recebeu a missão de levar Branca de Neve para a floresta e arrancar-lhe o coração, falhou. Teve pena da princesa. Mentiu para sua soberana. Permitiu que ela escapasse. Na antiga narrativa, esse ato teria sido lembrado como heroísmo. Após a Reescrita, tornou-se uma mancha impossível de apagar. Embora não possuísse o prestígio ou a influência dos grandes heróis, o Caçador ainda era visto como um exemplo perigoso de desobediência. Sua execução chegou a ser considerada nos primeiros anos do novo regime, mas a Rainha Má enxergou uma utilidade maior para ele: transformá-lo em exemplo. Recebeu uma segunda chance sob condições rigorosas. Para tanto, jurou lealdade à Coroa de Rosengarde, participou da caça a dissidentes e passou décadas servindo fielmente ao Conselho da Reescrita. Tornou-se a prova viva de que até mesmo aqueles que um dia desafiaram os vilões podiam ser quebrados e transformados em instrumentos da nova ordem.
Bora é filho biológico do Caçador, primogênito, possuindo mais 01 irmã(o).
OCUPAÇÃO: Atua frequentemente como investigador, rastreador e executor de missões para autoridades ligadas ao Conselho de vilões, utilizando suas habilidades para localizar fugitivos, monitorar possíveis rebeldes e impedir ameaças à estabilidade do sistema.
Nadar contra a correnteza requer uma força de vontade descomunal – foi isso que Bora aprendeu com o passar do tempo. Em Rosengarde, as pessoas podiam ser cruéis em seus julgamentos e não deixavam que nada passasse despercebido. Um garoto sem mãe, num reino onde boatos viajavam mais rápido que carruagens, naturalmente levantava suspeitas. Que motivo haveria para que o Caçador jamais revelasse a identidade da mulher que gerou seu filho, senão o fato de ela ter algo a esconder? Talvez fosse uma dissidente executada pelo Conselho. Talvez uma refugiada de Neverland. Talvez até mesmo alguém ligada aos antigos heróis. Especulações à parte, fato é que o homem manteve-se estranhamente fiel àquela antiga amante, jamais buscando outra companheira e optando por criar o filho sozinho.
As décadas de serviço à Rainha Má e ao Conselho da Reescrita, contudo, transformaram o Caçador em algo próximo de uma ferramenta. Embora tivesse sobrevivido à Reescrita, jamais foi verdadeiramente perdoado por ter ajudado Branca de Neve no passado. Sua lealdade passou a ser constantemente testada, como se precisasse compensar todos os dias o erro cometido em outra narrativa. Talvez acreditasse que, se servisse bem o suficiente, finalmente deixariam de enxergá-lo como um traidor em potencial.
Essa obsessão refletiu diretamente na criação do filho. Os poucos momentos que dedicava a Bora eram voltados para torná-lo mais forte, mais disciplinado e mais útil do que ele próprio havia sido. Se o pai havia falhado diante da Rainha Má, o filho jamais falharia. Afinal, ao contrário do pai, não carregava o peso de uma traição histórica sobre os ombros.
Bora foi educado para acreditar que a estabilidade de Mythborne dependia da manutenção da ordem vigente. Aprendeu a obedecer antes mesmo de aprender a questionar. Enquanto outros descendentes sonhavam com antigas histórias de heroísmo, ele era ensinado a enxergá-las como contos perigosos que haviam mergulhado o mundo no caos. Em Everafter, tornou-se exatamente aquilo que esperavam dele: eficiente, disciplinado e profundamente leal às instituições que governam Mythborne.
Dedicado ao Conselho, disciplinado e eficiente, aprendeu desde cedo que questionar autoridades era um privilégio reservado aos tolos ou aos mortos. Como sucessor natural do Caçador, precisou demonstrar constantemente seu valor, tornando-se o rastreador mais competente, o agente mais confiável e o executor mais eficiente que pudesse ser. Grande parte de sua juventude foi sacrificada em treinamentos, missões e deveres. Não havia muitas coisas nas quais fosse bom além de encontrar pessoas e cumprir ordens - mesmo que isso nem sempre lhe trouxesse satisfação.
Todos sabiam qual era o lugar de um Hunter na nova Mythborne. Bora também sabia. Sua lealdade era tamanha que raramente questionava as missões que recebia do Conselho. Conforme suas habilidades de rastreamento se desenvolveram, passou a ser utilizado em tarefas cada vez mais delicadas. Localizar dissidentes, identificar esconderijos, rastrear fugitivos e encontrar indivíduos que prefeririam permanecer ocultos tornou-se parte de sua rotina. Com o tempo, transformou-se nos olhos e ouvidos de figuras influentes da nova ordem, atuando discretamente em diferentes reinos para monitorar possíveis ameaças à estabilidade do sistema.
Nem é preciso dizer que confia profundamente nas instituições que o cercam. Foi criado para acreditar que a Reescrita salvou Mythborne do caos e que a ordem, por mais dura que seja, ainda é preferível à desordem. Poucas vezes parou para considerar a possibilidade de que aqueles que persegue talvez não sejam os verdadeiros vilões da história.
HABILIDADE MÁGICA: Radiestesia. é capaz de localizar indivíduos, objetos e semelhantes sem utilizar qualquer método ou aparato científico, valendo-se apenas de métodos mágicos ou extrassensoriais. Além disso, ele também é capaz de rastrear seres vivos ao entrar em contato com objetos que eles tocaram, sentindo vestígios desse indivíduo e usando-os como "pista" para a localização. Com muita concentração, pode fazer com que esse rastreamento continue se estendendo para acompanhar todos os passos e ações do alvo em tempo real. Ainda está aprimorando os poderes para localizar não apenas indivíduos, mas também quantidades massivas de determinados recursos e fontes de energia, bem como para descobrir a localização exata de determinados lugares e tudo o que há neles, sejam indivíduos, tesouros ocultos ou quaisquer coisas semelhantes. Seus poderes funcionam melhor ao entrar em contato com os objetos de interação do alvo, sendo esta sua maior dificuldade. Ademais, é incapaz de localizar indivíduos com habilidades de evasão de rastreamento.
PERSONALIDADE: Bora é um homem reservado, trazendo todas as características típicas de alguém criado para servir. Suas emoções são difíceis de interpretar, tanto pela dificuldade que possui em expressá-las quanto pelo hábito de esconder vulnerabilidades. À primeira vista, pode parecer rígido, severo e excessivamente formal, embora ocasionalmente demonstre gestos discretos de gentileza. No fundo, é leal de maneira quase inabalável e valoriza profundamente aqueles que conquistam sua confiança. Costuma colocar dever acima de desejos pessoais e acredita que cada indivíduo possui uma função a cumprir dentro da sociedade. Por isso, tende a enxergar o mundo através de regras, hierarquias e responsabilidades. Pode ser frio com seus inimigos e extremamente desconfiado de estranhos, mas respeita competência e dedicação onde quer que as encontre. Esforça-se constantemente para corresponder às expectativas depositadas sobre ele, ainda que nem sempre tenha certeza se está perseguindo seus próprios objetivos ou apenas continuando a caminhada que seu pai iniciou muito antes de seu nascimento.















