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Terracina 2015
Nina Ricci Spring 2010 Details
Names of Demons from Collin de Plancy’s ‘’Dictionnaire Infernal’’, 1818.

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“A Sleeping Cupid” by Jules Louis Machard, 19th century
Giovanni Baglione (detail, 17th Century)
“Uma pena.” Declarou, caminhando até a grama do parque onde estavam e sentando-se. As pernas cruzadas em posição de lótus enquanto os dedos pálidos passavam a remexer as pequenas plantas. “Então acho que terei que continuar a buscar um sistema que funcione.”
– Se importaria se eu perguntasse porque está em tal busca? – perguntou ele com certa curiosidade já que considerava a busca dela um tanto difícil e com uma resposta que não era exata. Ele então se aproximou da outra e sentou-se na grama também.
Parou por um segundo o que estava fazendo, aprendendo ainda a colocar os pensamentos abstratos na forma de um dos muitos idiomas humanos. “Quando se está desde o início dos tempos participando de um sistema falho... Não acha que o mais justo a ser feito então seria procurar um que realmente funcione? Paciência eterna não é um de meus dons, tampouco meu Pai aceitou me ouvir.”
the-fallen-nix:
“Não foi necessário que eu ouvisse de ninguém, o nome do primeiro demônio é gravado em tua alma.” Um anjo caído, sim. O primeiro a ir contra as ordens de Deus, a se julgar superior aos humanos. E estava certo, tanto quanto a própria caída também julgava a si mesma superior àqueles que viviam naquele plano, a quem agora compartilhava da mesma imagem. “Ler as pequenas nuances nela é como ler um livro.”
Quebrou um pouco da distância que os separava, dando um único passo em direção ao autoproclamado rei. A figura esguia parecia não carregar qualquer tipo de arma, o vestido branco e leve ia até apenas pouco acima dos joelhos, sem bolsos, deixava ver boa parte da silhueta da mulher descalça.
Frágil e indefesa com suas asas escondidas.
“És um tolo se pensas que espero qualquer coisa de ti. A humanidade sempre tem seus demônios, e tu não és diferente.” Durante toda a história da humanidade, registrada ou não, sempre houveram aqueles que feriam seus semelhantes, que ordenam, matam e são cruéis. Aquele pequeno momento no tempo não é algo novo à caída, que teve então o braço segurado por um dos seguranças do rei do caos, a impedindo de que ela se aproximasse mais daquele com quem conversava.
“No céu ou no inferno, a única coisa que fazeis é entregar mais almas ao descanso ou à tortura.”
Oh, ele ouviu direito?
A
P R E T E N S A
SANTA
CHAMOU-O DE TOLO?
Erro grave, muito grave. Lucius quase estalou a língua naquele típico ‘tsc tc tsc’ de escárnio e desprezo, e teria rido bem alto diante da presunção daquela criaturinha ignóbil e minúscula que acredita ser importante ou especial demais para rotular pessoas que mal conhece. Ela o chama de Demônio, Rei do Inferno, mas se esquece que demônios não são simples palhaços alados que passam de um lado ao outro do céu obedecendo comandos de um Deus preguiçoso e dormente.
Demônios são PERIGOSOS. IMPREVISÍVEIS. É bom que ela deixe de lado sua ideia de provoca-lo antes que sinta o gosto da própria humanidade na boca em forma de sangue amargo e pegajoso.
A pobre Nix o compara ao resto da Humanidade. O nivela junto à imundície mais nojenta e desprezível da espécie. Põe-se num nível superior como se ELA fosse capaz de simplesmente abrir suas lindas asinhas de anjo e voltar ao regaço do Criador em absoluta segurança. É uma pena que as asas dela tenham sido arrancadas e tostadas, e que sua mera presença seja um estorvo no céu. É uma pena que ela esteja sozinha no mundo com seu lindo corpinho de carne (tão frágil!) sem ninguém a recorrer senão à sua própria língua grande demais.
Nix. Querida Nix. Luz do luar, brilho das estrelas. Ouça este conselho:
Não seja tola demais para transformar este demônio no teu inimigo.
“E o teu trabalho certamente é de varrer o chão ou limpar as janelas do céu neste caso, minha querida.” Aquele tom dela não o agrada. Sua falta de respeito queima a paciência do
R E I
como pólvora seca.
Ele está ficando enfastiado dessa conversa sem finalidade alguma.
“É realmente uma decepção saber que olhos tão belos não conseguem ver dois palmos a frente do nariz…” E suspirou, enfiando as mãos nos bolsos e dando a volta. “Se não há nada de interessante ou chocante para me dizer, creio que podemos dar esta conversa por encerrada.”
Algo tão humano, era julgar-se superior aos da própria espécie. Todos os de carne nascem e morrem da mesma forma, limitados a viver em seu próprio tempo com seus próprios ditadores e destruidores.
Mas não era, no entanto, a falta de asas que a impedia de voltar ao paraíso, era exatamente aquela materialidade, a carne, sangue e ossos que prendiam sua alma àquele plano terreno, aquela era sua punição. E à medida que ele se casava dela, ela igualmente cansava-se dele. O segurança que segurava seu braço agora a soltando, aos gritos, enquanto via a própria mão arroxeada, congelada pelo demônio de neve, correndo para se aquecer no ambiente frio.
“Tu és igualmente uma decepção para mim e para o Pai.” Não havia nada a dizer ao decepcionante rei humano. “E acrescentas a mim tanto quanto as bactérias que consomes diariamente.”
Se retirou então do pub, as asas de luz formando-se às suas costas, pernas formando-se uma a uma enquanto o inexplicável tornava-se agora também algo material.
Pois os demônios são tão belos quanto anjos, principalmente quando se prendem à imagem de quando ainda eram santos.
Aquilo não era algo a não ser notado, e aos poucos todos na rua viam o ‘milagre’ de ver a mulher de cabelos prateados alçar vôo em direção aos céus, não o paraíso, o limite físico do céu que estava ao seu dispor e que era agora seu caminho para longe daquele com o mesmo nome que o demônio.

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egyptian-death-god:
Ele ouviu as palavras dela, considerou-as e pensou com cuidado nas palavras de sua resposta.
– Não sei se conhece os pormenores do pós-vida egípcio, mas não existe espaço para arrependimentos. O coração de cada um é pesado numa balança, de um lado o coração, do outro a pena da verdade. Se o coração estiver cheio de maldades e mentiras, ele será mais pesado e então toda a alma da pessoa é devorada por Ammit. Não temos um “inferno super-lotado” porque se quer temos um "inferno", o que temos para os pecadores é a inexistência completa. Caso a pena da verdade seja mais pesada, a alma segue para Amenti onde pode ser apresentada a frente de Osíris para seguir ciclo de evolução com mais conhecimento.
Acenou com a cabeça enquanto ouvia o que ele dizia, indicando que entendia o que era dito. Lembrava-se vagamente de ter ouvido sobre aquele sistema quando a civilização egípcia começou a surgir, muitos milênios atrás. Veja bem, a raça humana e a vida pouco mais inteligente em geral ocupava apenas um pedaço mínimo em toda a existência do tempo, a existência dos deuses e seus anjos. E ainda assim, pareciam que todos estes esperavam por aquele momento, de quando as primeiras almas deixaram a terra e passaram a buscar o que havia além desta. Cada deus cuidando de seus devotos, e dando apenas algumas pistas em suas escrituras do que havia além, mandando seus mensageiros para que espalhassem sua palavra entre os humanos.
Ou mesmo os próprios deuses indo até aquele ambiente físico, onde as leis da natureza se aplicavam e a liberdade seguia suas regras.
“Não acha que a inexistência é um alívio quando se espera a dor eterna? Não acha que é uma pena branda?”
A pergunta dela foi algo que ele já havia refletido sobre. Assim sendo, ele apenas suspirou e afirmou com a cabeça. Podia ser o deus dos mortos, mas não era deus do submundo. Esse cargo era de Osíris e, assim sendo, era ele quem definia qual era o castigo para os pegadores.
– Não foi só uma vez que pensei isso. Acredite. Mas não sou eu a decidir tal assunto – disse ele. As vezes pensava em como Osíris podia ser bonzinho demais, mas não era doido de questionar o chefe e tio – apenas decido qual caminho a alma segue, não o que tem nesse caminho.
“Uma pena.” Declarou, caminhando até a grama do parque onde estavam e sentando-se. As pernas cruzadas em posição de lótus enquanto os dedos pálidos passavam a remexer as pequenas plantas. “Então acho que terei que continuar a buscar um sistema que funcione.”
the-fallen-nix:
Há quantos éons havia se apresentado a alguém? Dito seu nome, para que outro ser passasse a chamar o anjo daquela forma? Sinceramente não se lembrava, no plano divino todos falavam sem voz, a mente agindo na dimensão sem matéria que era o céu.
“Nix…”
Respondeu, e enquanto os pensamentos juntavam a língua divina na forma de voz humana, o peso da realidade acertou o anjo caído como a um soco. A realidade de que estava agora no ‘mesmo patamar’ que os inferiores seres humanos, cheios de dor e sofrimento humanos, com a solidão humana, desejos humanos e pensamentos humanos.
A realidade de que não pertencia mais ao céus e que nada seria além daquela criatura de carne e ossos que precisa falar para ser ouvida. E que depois disso serviria como um demônio no inferno, dando então a punição tão desejada às almas merecedoras. O ar do ambiente pareceu esfriar, como se subitamente alguém tivesse mudado a temperatura do ar-condicionado e o mesmo preenchesse imediatamente todo o ambiente.
“Não é necessário que faleis o teu, Lucius.” O nome do diabo sai como veneno pela língua do anjo caído, e ainda assim, ela mesma era igual a tal demônio. “Tão pouco desejo que se importe com algum de teus atos.”
Ela sabe o seu nome. Inesperado.
Lucius está bastante habituado a estar sempre um passo a frente de seus interlocutores, conhecer deles o passado, o presente, o que lhe dá poder para manipular suas vidas e direciona-los a um futuro dentro de seus próprios panejamentos.
Ter os outros entre seus dedos é um hábito na vida deste D E M O N I O do qual ele não pretende se desfazer.
Qualquer coisa que fuja disso lhe é extremamente incômodo.
“Posso saber de onde me conheces? Qual boca proferiu meu nome aos teus ouvidos?” Ah, ha tempos ele não usava o vocabulário Shakespeariano para se comunicar. Uma pena realmente que esta conversa não possa ocorrer no plano dos pensamentos como deveria.
“É prudente de tua parte que não nutras quaisquer vãs expectativas a meu respeito. Um Rei não pode se dar o luxo de ter uma segunda palavra.”
"Não foi necessário que eu ouvisse de ninguém, o nome do primeiro demônio é gravado em tua alma." Um anjo caído, sim. O primeiro a ir contra as ordens de Deus, a se julgar superior aos humanos. E estava certo, tanto quanto a própria caída também julgava a si mesma superior àqueles que viviam naquele plano, a quem agora compartilhava da mesma imagem. "Ler as pequenas nuances nela é como ler um livro."
Quebrou um pouco da distância que os separava, dando um único passo em direção ao autoproclamado rei. A figura esguia parecia não carregar qualquer tipo de arma, o vestido branco e leve ia até apenas pouco acima dos joelhos, sem bolsos, deixava ver boa parte da silhueta da mulher descalça.
Frágil e indefesa com suas asas escondidas.
"És um tolo se pensas que espero qualquer coisa de ti. A humanidade sempre tem seus demônios, e tu não és diferente." Durante toda a história da humanidade, registrada ou não, sempre houveram aqueles que feriam seus semelhantes, que ordenam, matam e são cruéis. Aquele pequeno momento no tempo não é algo novo à caída, que teve então o braço segurado por um dos seguranças do rei do caos, a impedindo de que ela se aproximasse mais daquele com quem conversava.
"No céu ou no inferno, a única coisa que fazeis é entregar mais almas ao descanso ou à tortura."
AVISO
Durante todo o mês de dezembro estarei sem internet pois estarei na casa da minha mãe. Vou estar apenas com o 3G, então o tumblr se torna algo meio impossível por consumir uma grande quantidade de dados MUITO rápido.
Ainda assim, estarei disponível pelo whatsapp, telegram e facebook.
Se alguém quiser informações para esses contatos, pra um rp casual, conversar ou uma simples troca de memes, pode pedir o contato que passo sem problema nenhum.
Bjs da Ingrid.
The Regensburg Cathedral (German: Kathedrale St. Peter or Regensburger Dom), dedicated to St Peter, is the most important church and landmark of the city of Regensburg, Germany. It is the seat of the Catholic diocese of Regensburg. The church is the prime example of Gothic architecture in Bavaria.
Original photo here.
Edited by me.

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Have you ever felt despair? Absolute hopelessness? Have you ever stood in the darkness and known, deep in your heart, in your spirit, that it was never, ever going to get better? That something had been lost, forever, and that it wasn’t coming back?
Jim Butcher, from ‘Storm Front’ (via sempiternele)
ginnosaya:
Maya permaneceu em SILÊNCIO enquanto observava a mulher de cabelos tão semelhantes aos seus sentada na calçada. Se outrora ela tinha uma atitude agressiva para com a samurai, agora a segunda percebeu suas feições se desmanchando em um mudo pedido de socorro; mudo na fala, pois seus olhos GRITAVAM. A expressão ‘os olhos são a janela da alma’ nunca pareceu fazer tanto sentido quanto naquele momento. Estendeu, por fim, a mão em direção à outra, oferecendo a ela um semblante amigável para que tivesse certeza de que não iria machucá-la.
— Está tudo bem? Consegue se levantar? Vem, pega a minha mão. —
A meio-japonesa não era exatamente um exemplo MORAL a ser seguido, mas nunca negava ajuda a quem precisava. Talvez porque soubesse, intimamente, o que era estar completamente perdido, sozinho, sem saber o que fazer ou a quem recorrer. Talvez tivesse noção do peito apertado pelo DESESPERO do que vai acontecer no instante seguinte, a angústia de não possuir de maneira nenhuma as rédeas da situação… sentimento hediondo, esse. Empatia pelo próximo era um dos poucos traços morais que a Natsume ainda mantinha consigo.
Para alguém que nunca tinha tido uma substância material, o toque da mão da ainoko muito quente se em comparação à pele fria do anjo, que se levantou, ainda que cambaleante, com a ajuda daquela mão.
Era irônico como havia visto aquele mundo se formar e agora não sabia o que fazer nele, como não tinha absolutamente nada ao ser jogada ali com aquele corpo material. Não queria explicar o que lhe havia acontecido, não achava também que qualquer um ali entenderia o que se passava de fato com o anjo.
De pé, ela olhou para o cordeiro, tão cheio de pecados e que ainda assim lhe mostrou gentileza, se preparando para voltar a andar, para encontrar seu lugar naquele mundo como todos os outros que, como ela, também eram feitos de carne. “Obrigada, Maya.” Disse o nome que viu em sua alma, assim como todos os anjos faziam para conversar uns com os outros.