Sem dúvida um grande jogador deixou-nos definitivamente, apesar das suas vitórias permanecerem nos livros dos recordes, e nos corações de muitos (especialmente da geração de 60); parte desses recordes só ultrapassados à pouco tempo pelo grande Cristiano Ronaldo.
Mas o que importa aqui é Eusébio, ou até mais do que Ele, um Povo que se revê Nele, quanto a mim, até de forma exagerada, mas ai de quem se pernuncie contra esta loucura que invadiu a nossa nação, onde programações de diversos canais de tv foram alterados, onde jornais fizeram Dele manchete, onde o carro fúnebre foi escoltado por polícias e televisões (realmente somos um país de reality shows) e onde, imagine-se, foi decretado três dias de luto nacional (e quantos foram decretados para Os Admiravéis e Corajosos Bombeiros ou tantas outras figuras ilustres e que fizeram diversos feitos pela nossa nação?).
Mas ainda houve mais: surgiu a ideia da trasladação do corpo para o Panteão e de mudar o nome do Estádio Da Luz, bem parece que O Jogador virou deus…
Sem crer tirar mérito algum a Este, outrora, futebolista que difundiu o nome da nossa nação pelos quatro cantos do mundo (tendo talvez alcançado mais público que muitos dos nossos escritores).
Sobre a pessoa em si não posso tecer quaisquer comentários pois não O conheci pessoalmente, contudo acho curiosa a hipocrisia de algumas pessoas que outrora falavam mal Do Pantera Negra e que agora até de negro se vestem, certamente numa tentativa de bons samaritanos, ou pelo menos de descarga de consciência por qualquer motivo.
Assim se vê o poder do futebol que move milhões e milhões (de euros e de pessoas), o melhor é considerar o futebol “cultura” porque afinal parece definir a maioria da nosso população.
Como alguém me disse: “Mais vale uns bons pés para chutar que uma boa cabeça para pensar”.
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