SALTAR DE FRENTE
eu sei que eu posso, mas ainda estou tentando... tenho medo, tenho medo do medo tambĂ©m, me frusta a idĂ©ia de saltar e cair de novo no mesmo lugar. de costas eu sou oblĂqua e “inocente”, já a minha frente carrego remorsos esculpidos pela mente avassaladora. isso me dá medo, entĂŁo por favor nĂŁo me deixe sĂł, eu tenho medo do inseguro, eu tenho medo do obscuro, eu tenho medo da incerteza, que habita em meus pensamentos demasiados, completamente encharcados por um corpo ensanguentado, pedindo socorro em um buraco profundo bem no fundo aniquilado, atĂ© que ele acabe por si sĂł, na sua prĂłpria incerteza desesperadora, de que realmente alguĂ©m um dia estaria lá nĂŁo sĂł por ele, mas para descansar o seu medo.
autoral - b.














