Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
- Soberana da cama ao lado, por gentileza, me recorde por qual motivo eu achei que era uma boa ideia tentar a chance na Academia de Obliviadores. – resmungou Natalie antes de rodopiar na cadeira em que sentava para que tivesse uma melhor visão de Alice, sua companheira de dormitório. – Você está muito bonita, como de costume, o que afeta bastante a minha frágil autoestima. – brincou, antes de voltar a fitar o longo pedaço de pergaminho que mantinha sobre a pequena mesa que costumavam dividir no espaço apertado do dormitório. – Sério! Como se já não fosse ruim o suficiente ter ficado de substitutiva, eu ainda tive a pachorra de ficar em uma matéria puramente teórica. Acho que nunca me senti tão burra na vida. – continuou resmungando, mas naquele ponto mentia. Nada que fizesse jamais superaria o seu maior momento de burrice. Uma careta de puro desgosto marcou as feições da jovem que em seguida voltou a fitar Alice. - Porém, pensando bem, nem é minha culpa. A responsabilidade é toda do diretor que resolveu socar História da Magia no rabo de todo mundo. Uma lástima! - por mais que parecesse, não tinha reais problemas com a disciplina, mas tivera outras prioridades durante o semestre letivo. - E, como se o cenário já não fosse ruim o suficiente, eu ainda estou nas mãos de um professor substituto. - o que parecia-lhe realmente um problema pois não tinha ideia de como tentaria dobrá-lo. Suspirou. – O que você acha de me fazer companhia por hoje? Meio que preciso de apoio moral. Prometo que amanhã não embarreiro sua jornada para tapear macho otário. Até dou um help, caso seja necessário. – juntou as mãos embaixo do queixo e em seu rosto havia uma expressão pidona que era completamente adorável. – Eu posso arranjar o jantar. Você sabe que sou ótima em arrumar o melhor da comida rica em valor calórico, e pobre em valor nutricional.
⇝ᘠ⋄ . ❝ Memorizar objetos do quarto era uma ideia bem melhor do que ceder às lembranças dos acontecimentos de mais cedo. Forçar minha mente a pensar em algo era melhor que deixá-la solta, livre e desgovernada, pronta para relembrar o diálogo que eu não queria reviver. A maioria das coisas estava onde eu lembrava estar na minha infância. O abajur, a cômoda, a cama de solteiro forrada com peles de raposa e urso --- quente demais para o clima sempre estival da terceira corte --- os móveis de madeira de segunda mão, mais que suficientes para um quarto que só foi usado por alguns anos até que eu me mudasse para o instituto, deixando tudo para trás sem saber se voltaria algum dia. A maioria das aladas não voltam. Se casam e… Não! Não posso pensar nisso. Objetos do quarto. Me forço a pensar novamente. Recomecei então, com um animo quase militar. Sentindo cada músculo rígido sobre a cama. Abajur. Cômoda. Cama… No entanto, meus olhos verdes são atraídos pro único móvel que não estava ali, pelo menos não quando eu me recordava dos dias que aquele quarto me pertencera. Provavelmente ele já estivera… Quando eu era pequena demais para me lembrar, para caber ali. O berço de madeira retorcida parecia um galho, um ninho. Fazia sentido. Nós éramos peregryns, afinal. As asas castanhas douradas fazia sempre alusão as grandes águias peregrinas que voavam orgulhosamente no ar. Os olhos astutos, assim como o do nosso patrono. Mais que isso, fazia sentido porque a postura do meu pai fora tão rígida com as acusações há alguns meses atrás. Fazia sentido toda a conversa que tivemos mais cedo. Minha mãe estava grávida, e era um menino dessa vez... Eles sabiam. Só poderia ser um menino. Depois de vinte e dois anos de espera, eles sabiam que suas preces tinham sido recompensadas e agora eu era apenas a filha mulher. Menor, descartável. ❞
Eu tinha sido estúpida de pensar que aquele dia nunca iria chegar. Me acostumei com as regalias, com os mimos concedidos apenas aos machos, me acostumei a pensar que era como eles, igual a eles… Podia parecer estúpido, mas ser rebaixada a alguém do meu sexo, com todas as implicações que vinham junto com isso, foi assustador demais, devastador demais. Agora eu me sentia como Khristeen — e como eu tinha sido injusta ao julgá-la. Por achá-la fraca por não ter lutado… Mas a verdade é que nós, mulheres, não temos as armas certas para travar tal batalha. Eu senti a lágrima quente escorrer pela minha pele. Não de tristeza, nem de dor… Mas de raiva. O mais puro e latente ódio. Ódio por aquela situação, por meu pai, por minha mãe que permanecia inerte a tudo aquilo. Tarde demais eu notei que havia falhado na mísera missão de não pensar naquilo. Ali estava eu. Lembrando de cada fala, de cada gesto, de cada pensamento como se revivesse aquela cena de novo.
Eu havia acabado de chegar em casa, a primeira vez em anos, já que graças a influência militar de meu pai, eu podia treinar em outros campos de treinamento sem ser o da terceira corte. Eu sempre suspeitei que além de me treinar nas diversas áreas e me aprimorar em diferentes estilos de combate, ele planejava me afastar dele e da minha família. Eu era a prova de sua falha, a sua maior decepção, algo que ele não podia desistir. Eu era sua única chance de dar continuidade a família. E era uma mulher. “Que desgraça” Eu podia ler em seus olhos a cada vez que ele me olhava. Não importava que eu fosse boa, realmente boa, não importava que eu treinasse mais e mais pesado do que até alguns dos machos do meu ano e de veteranos, eu simplesmente nunca seria boa o suficiente. Mas eu teria que servir, não tinha outra alternativa, não é?
No entanto, diferente de todas as outras vezes, quando finalmente atravessei a soleira da porta do meu lar, doce lar, eu pude notar algo diferente. Eu era quase ‘bem vinda’... O tipo de recepção que você não espera depois de ter sido difamada por um Grão Senhor de uma corte vizinha e quase ter sido presa por seu próprio pai. Minha mãe passou os braços ao meu redor e eu pude ver o sorriso amarelo, porém largo, do meu pai por cima dos ombros dela. Aquele sorriso era assustador, pior que os gritos, pior que o regime ditatorial que ele adotava ao meu redor. Eu quase preferia os gritos em comparação àquele senso de humor distorcido que emanava dele. Estava tão embasbacada que perdi uma vital informação. Não senti o estômago inchado de minha mãe quando ela me abraçou, de modo que eu estava genuinamente chocada quando eles me contaram a grande notícia.
Ele obviamente não partiu para o resto das boas notícias de cara. Eu gostaria que tivesse feito. Como arrancar um curativo. Rápido e limpo. Mas obviamente, aquela não tinha sido a estratégia de meu pai. Ele esperou que nós três estivessemos sentados ao redor da pequena mesa de tampo de madeira, entre amenidades e notícias supérfluas que colocavam a falta de estrelas e a nevasca em Fimbulvetr em segundo plano. Eu estava atordoada, mas gostei de fingir que aquela gravidez não me atingia. Um pouco de normalidade enquanto eu processava aquela informação e tudo o que ela implicava. Mas para Ingvar Holgersen era tentador demais. Ele queria me punir. No fundo, foi o que ele sempre quis, mas depois da vergonha que eu o fiz passar ele tinha algo grande em mente. Agora Gweyr, minha escudeira, havia saído do grande plano das coisas, eu já não era mais necessária e estava lá, de guarda baixa, a melhor maneira de abater uma presa.
--- Então Gustavia… Temos outra novidade para você. --- Vi a mão grande dele buscar a destra de minha mãe, e como o sorriso leve dela se tornou mais duro, pressentindo o que vinha a seguir. Eu levei a taça a boca, ajudando o guisado a descer mais rápido, forçando um sorriso amigável para a ‘notícia’. Soldados não gostam de novidade, tudo o que é novo mexe com a rotina, e soldados adoram rotinas, então eu sabia, pelo sorrisinho de meu pai, que a ‘novidade’ era algo ruim, porém, não para ele.
--- Outra? Parece que eu fiquei fora por anos… --- Minha tentativa de fazer graça foi patética, mas não havia muito o que dizer, ainda que minha mãe tenha se esforçado para sorrir, tentando, de algum modo, salvar a situação. Voltei meus olhos para o lado, onde meu pai ocupava a cabeceira da mesa, como o chefe de família imponente que era, mesmo que eu nunca tivesse, de fato, deixado de olhar para ele. Era incrível como minha postura, meus sentidos, jamais realmente relaxavam perto do general.
--- Sua mãe e eu achamos um bom noivo para você. Um sujeito decente, alguém capaz e de boa família. Forte, resistente, bom em combate. Vai servir. --- Ele anunciou, destacando as qualidades que mais se assemelhavam a um sofá. “Forte, resistente. Vai servir.” Foi nisso que eu me foquei num primeiro instante. Em como aquilo parecia desconexo, sem sentido. Só mais tarde, deitada aqui em minha cama, é que eu fui entender porque aquela conversa não tinha acontecido antes. Antes eu era útil, uma necessidade. Não havia sentido algum me treinar por anos a fio se depois eu me casasse e outra família recebesse os louros da minha criação. Antes eu seria um soldado. E para isso eu teria que permanecer solteira. Agora eu podia ser substituída… E com isso eu não precisava nem ser solteira e nem soldado.
--- Você não pode fazer isso! --- Eu me sentia gelada, pálida e por um momento eu quase me via, em terceira pessoa, encarando os olhos verdes arregalados, os lábios entreabertos… Chocada. Eu busquei os olhos de minha mãe. Ela parecia tão infeliz com a ideia, porém, não fez nada para contrariar o marido. Nenhuma repreensão, nenhuma oposição. Eu estava sozinha nessa. Desisti de encarar o rosto tão parecido com o meu e encarei meu pai. Minhas mãos se fecharam em punhos e eu soube que ele sabia o que aquilo significava. Eu queria atingir o rosto dele com um soco. Eu queria gritar. E apenas porque as linhas de hierarquia sempre foram muito claras nessa casa é que eu não o fiz. Subordinada. Passiva. Mansa. Era o que ele queria que eu fosse e para minha desgraça, para ele eu sempre era.
--- Posso. Não existe nada que me impeça de casar minha própria filha. Nem mesmo o grão senhor pode intervir nisso. --- Novamente ele sabia que aquilo iria saltar em minha mente. Pedir ajuda para Thomas, para o futuro grão senhor. Não.. nem ele podia se meter na autoridade de pai e filha. Se ele tentasse me proibir de lutar, Tom podia fazer alguma coisa, mas de me vender como uma galinha premiada? Não havia nada que pudesse ser feito. A ideia era brilhante, eu tinha que admitir. Qualquer alado que seja considerado ‘decente’ para meu pai era um porco machista de marca maior, assim, meu pai não precisaria mover um só dedo para acabar com minha carreira, só me casar com um macho ditador e o resto seria feito. Não. Eu não iria permitir.
--- Mas eu tenho um parceiro. Um matebond… --- Eu mal podia acreditar que eu tinha dito aquelas palavras. Eu mal podia acreditar na calma com que eu tinha dito aquilo. Na verdade, a nota de desespero estava ali, a espreita. Mas aquilo era bom. Eu podia passar por uma tolinha apaixonada, temendo ser separada de sua alma gêmea e não uma mentirosa. O sorriso desapareceu dos lábios do meu pai e aquilo me agradou. Minha pequena vitória. Talvez tenha sido melhor que o soco. Ao contrário do que eu pensava, foi minha mãe que quebrou o silêncio.
--- Filha! Isso é…. Maravilhoso! --- Ela não parecia frustrada, na verdade, parecia bastante aliviada, embora não pudesse demonstrar felicidade ao ver a infelicidade do marido. Seria errado. Mas ela também era minha mãe, e eu sabia que no fundo ela era apenas como a maioria das mulheres que tinham casado com o homem errado. --- E vocês já aceitaram o laço? --- Era como conversar com Gweyr. Eu nunca tinha conversado tanto assim com minha mãe… Nos últimos anos trocamos poucas cartas e nos vimos poucas vezes e com intervalos cada vez maiores. Mas eu sentia a mesma necessidade de se aproximar, como se ela quisesse ser minha amiga e quisesse confabular, saber dos meus namoros… Por isso eu sei que ela não pretendia dar uma ideia para o meu pai quando tocou no assunto. E a sombra daquele sorriso lampejou de volta. Uma brecha no meu plano. Se eu não tivesse aceitado, ainda podia ir embora, eu iria sofrer… Mas esse era todo o plano, não é? Diabos, seria ainda melhor do que meu pai havia planejado.
--- Sim! --- Não. Por Heimdall, ele nem existia. Mas isso não impediu de que eu sustentasse o olhar de meu pai, altiva, poderosa. Eu quase podia sentir o gosto da liberdade, mesmo que eu tivesse acabado de perceber que podia perde-la. --- No starfall. --- Detalhes. Detalhes são importantes, adicionei um pouco tarde demais, mas eu estava em choque… Compreensível, não é?
--- Quem é ele? É um dos nossos? --- Meu pai perguntou, os olhos apertados em minha direção. Ele era um general. Mestre em interrogatórios… Eu era apenas uma criança perto dele. Ele podia sentir minha vacilação, de modo que eu tinha que tomar cada passo com cuidado. Não demorar demais, não pensar demais. Era o meu matebond. Eu tinha que saber tudo sobre ele, mas não inventar demais também. Ele saberia caso eu estivesse floreando demais.
--- Não... --- Eu neguei, quase ofendida com a ideia. Na verdade, a repulsa me deu alguns segundos para pensar. Mas não muitos. Decidi que eu estaria melhor por optar por uma corte distante. Alguém que meu pai tivesse problemas em apurar informações. --- Ele é um illyrian. Aconteceu no acampamento nas férias. Demorou para encaixar o vínculo. Por isso não queria comentar nada… Mas agora tudo está claro como as águas. Somos parceiros. --- Eu afirmei. Nem romântica demais, afinal não era o meu estilo, nem romântica de menos. Meus pais eram parceiros, e nem meu pai seria capaz de separar um casal de matebonds... Porém, os olhos dele passaram de estreitos para algo similar a divertimento.
--- Hela? A mesma corte que o Grão-Senhor quer sua cabeça numa bandeja? --- Ele riu. Eu nunca achei que meu pai me quisesse morta… Porém, a ideia pareceu engraçada aos seus olhos. Irônico no mínimo. Eu não me preocupei muito, afinal, aquilo era faz de conta, eu não iria para lá de verdade, mas caso eu fosse… Sim, seria um baita de um problema. Minha falta de resposta pareceu agradar meu pai, a situação era ainda pior para mim do jeito que eu apresentei as coisas. Casada com um illyrian, os famosos guerreiros desalmados, numa corte onde eu teria sorte de continuar viva. Muito melhor do que um alado machista em minha própria corte onde eu ainda contava com uma estreita amizade com o futuro grão senhor. Meu pai então se apoiou na mesa, bebendo em seu copo grande demais, enquanto processava a ideia. --- Você conseguiu me superar, parabéns criança.
Eu tinha certeza que aquilo não fora um elogio. Mas eu aparentemente estava livre do noivado forçado. Me permiti respirar, mas não aliviada demais, até porque não havia muito do que ser grata. Assim que eu me formasse, meus pais esperariam que eu me casasse e me mudasse para a sexta corte… Nunca mais iriamos nos ver e isso parecia bom para todo mundo. Longe de casa, longe do meu batalhão, longe do meu amigo. Porém, não havia matebond algum a minha espera. Sem matebond, sem casamento. E com isso eu voltaria a ser vendida, e dessa vez, meu pai não iria cair em nenhuma mentira que eu arranjasse.
Para alguém que passou a vida inteira lutando, acreditando em minhas aventuras, em meu futuro… Minhas escolhas se resumiam em casamento ou casamento.
--- Ele pode vir para cá. Depois. --- Acrescentei timidamente. Aquele tom não combinava comigo, muito embora meu pai pudesse conjecturar os porquês de diversas maneiras. A ideia de que minha carreira estava terminada era doloroso para mim e ele sabia. Minha única chance, seria se arranjasse alguém generoso o suficiente para vir comigo e não me arrastar para sua corte. Aqui eu tinha Tom, aqui eu tinha segurança. E meu pai sabia o quão dependente eu era disso.
--- Se ele aceitar algo assim ele não é um illyrian. Ele não passa de uma garotinha. --- O insulto veio junto com uma risada rouca e eu soube que havia uma piada interna naquilo tudo. Provavelmente algo relacionado ao fato de que para todos os que não eram illyrians, os supra guerreiros, eram sempre alvo de piada, de inveja. Como se diminuí-los fosse tornar a coisa toda mais justa. Minha pergunta serviu apenas para divertí-lo, afinal, nenhum homem que se prese abriria mão de sua carreira pela da esposa.