antivenombones:
- Espera? Isso quer dizer que as verdadeiras beatas são, tipo assim, meio-irmãs agora? - perguntou uma estupefata Alice, além de atordoada com o tanto de informação que parecia não caber e nem ornar com um chá de bebê. Tornando irresistível dar uma nova vistoria no local, ao mesmo tempo que seu inconsciente tentava encontrar Andrew - e ela tinha noção de que ele deveria estar perdido com o tal de Jude, a quem guardou para depois a fim de responder aos comentários da sua melhor amiga e tentar ordenar a sua própria mente. - Ao menos Triggs vai poder fazer o que eu não poderei, extorquir a irmã. - a gargalhada da ex-sonserina ecoou alta, impulsionando sua cabeça para trás. - Quem vê assim eu sou uma puta mercenária, mas, pensando na gente, seria a coisa mais bizarra do universo, não acha, não? Ok que eu acho que seu pai deve ter sido ameaçado para casar com a sua apaixonante mãe, do mesmo jeito que eu acho que meu pai casou com a minha mãe por interesse ao ponto de eu acreditar em lavagem de dinheiro. Já percebeu que na mão daquele velho eu fico sempre dura? - era um sonho particular de Alice saber o que seu pai fazia para administrar o que não julgava como uma herança. Afinal, não via a cor do dinheiro, a não ser a quantidade fixa por mês. A dita mesada que se dava ao trabalho de duplicar, pois, como ela mesma vivia a dizer, seu estilo de vida era caro. Sua mãe não era uma incompetente, mas tinha mais baixos que altos, impedindo-a de trabalhar em tempo integral. Não era um caso de total dependência, mas ficara com toda a responsabilidade. Não achara ruim de início até perceber que começava a perder os eventos da adolescência. E foi aí que suas tretas com a figura paterna começaram. Sem contar que mal se falavam desde sua fatídica sextape, fato do qual ela tentava fingir que nunca acontecera. Voltando a dar atenção ao rosto empolgado da melhor amiga, Alice notou que aquele era um raro instante que conseguira escapulir entre suas férias, pois era acordado que deveria ficar enquanto seu pai sumia e, certamente, se envolvia com suas amantes. Não era inocente para achar aquele comportamento normal, mas não discutia para ele não interferir ainda mais na sua liberdade. No entanto, não queria dizer que não sentia raiva, uma raiva que a fez empinar o queixo em um movimento arrogante, empurrando as madeixas longas para longe dos ombros afetadamente. - No mínimo, seria engraçado, paixão, especialmente porque eu teria com quem conversar o tempo inteiro. Quem disse que ser filha única é legal, mentiu e mentiu rude. - e era fácil para Alice imaginar como sua vida teria sido muito melhor se tivesse um parente a mais para dividir todas as suas tarefas de elfa doméstica. - Acho que podemos dar um jeito nisso, pensando somente na nossa felicidade. Queimando dois ogros em uma cajadada só, que tal? - Alice sorriu maliciosamente antes de se esticar na grama do jardim da casa de Triggs. Enquanto se espreguiçava, como se tivesse sido abordada por uma onda breve de tédio, ela se esforçou para continuar a acompanhar o raciocínio acelerado de Natalie sobre todas as pessoas que sequer conhecia. Ao menos, nem todas pessoalmente, o que não diminuía o fato de que o mundo bruxo era um grande ovo. E Bones, querendo ou não, era parte daquele ovo, especialmente por entrar na estatística de quem tinha parente famoso. Um herói de alguma das guerras bruxas, como Amelia Bones. Foi automático focalizar Edward Lupin, acompanhado com a mencionada garota aloirada que, pela aparência, julgou ser Dominique. Imaginou se Victoire Weasley estaria por ali também, pois amaria chamá-la de baranga ao vivo. - Edward Lupin fica mais bonito conforme os anos passam e é o que chamo de desperdício. Será que ele não joga para os dois times, não? E, antes que me chame de safada ou homofóbica, é apenas uma pesquisa para o meu TCC. Como saber se o Lupin Jr. é uma grande linguiça rosinha. - ela se curvou, como se fosse confessar um grande segredo. - Eu queria muito saber como é trepar com alguém que se transforma em lobisomem. Será que é selvagem? Gosto de uma pegada forte. - ela tentou conter uma nova gargalhada, mas a gargalhada começou a escapar pelos lábios fechados, desmoronando sua falsa expressão séria. - Olhando daqui, fica mais surreal que ele tenha trazido a nerdona da Dominique de guarda-costas. Eles dois andam pra cima e pra baixo, nunca vi igual. Deve ser pacto entre as gays. - e ela sabia de todas aquelas informações porque Victoire praticamente andava nos mesmos círculos que ela. Círculos que Bones aprendera a evitar ao máximo devido à sua exposição. Lembrança intrusiva que a fez se contorcer de nojo. - Pelo visto, aqui todo mundo janta e é jantado. Acho que começo a gostar mais deste universo paralelo em que a tampinha é o evento. Se fosse high society, a gente seria obrigada a tirar aquelas fotos horrorosas para compor álbum de família. Já pensou o mico, paixão? - Alice se recompôs e esticou as longas pernas. Seus olhos se contraíram minimamente para acompanhar a movimentação de quem agora sabia ser o chefe de Natalie. - Eu deixava o marrom bombom ali me jantar quando ele quisesse. - ela disse com tranquilidade enquanto cutucava as unhas. - Já me convenci de que vou parar no inferno, então, ficar desejando vários pratos ao mesmo tempo virou meu aesthetic. - às vezes, a ex-sonserina pensava se não vivenciava um processo de negação sobre estar com Andrew Badcock, pois nunca estivera em um dito relacionamento com uma pessoa. E piorava quando pensava que era Andrew, alguém que praticamente jurara de morte. Não sabia o que era, mas significava que era exclusiva de alguém. Pela primeira vez e não sabia se era bom. Ou um pesadelo. Não que fosse traí-lo, pois não queria comprovar que tinha o mesmo gene traidor que seu pai. Sua preocupação era perceber que não se sentia no controle quando estava na presença dele e não achava aquilo normal. Não quando era fora do teor sexual ou de uma necessidade de ser alfa. Sem contar que seu corpo reagia esquisito, como se temesse que toda sua privacidade fosse invadida de novo. O que era contraditório para quem continuava a se expor, sem saber que era uma medida de retomar o controle que perdera. - Relaxa que qualquer coisa eu caio por acidente no colo do seu chefe. - brincou Alice, consciente de que, ao menos naquele quesito, conhecia a palavra limites. - E pode ficar tranquila também que seu chefe nem vai notar a sua presença. Se notar, eu finjo um desmaio. Fala sério, você trabalha demais e acho o fim da picada esses doidos acharem supergenial trabalhar aos finais de semana. Ainda mais no verão, em que só penso na gente, de biquíni e tomando Sol na bunda. - era mesmo o que Alice queria e precisava, especialmente por estar com sua agenda cheia de vários ventos. Ainda decidindo o que faria com seu futuro, pois não tinha chance no inferno de retornar ao Quadribol. - Nada que um banho de sal grosso não resolva, paixão. Será que puristas são daqueles que falam que nascidos-trouxas têm um tipo de cheiro? Tipo o cheiro terrível de gatos? Isso soa lixoso, mas sou péssima em criar comparações. Mas sua mãe tem muito o naipe de que fala que nascido-trouxa tem cheiro. - ela deu de ombros, sem embaraço algum. Sabia das histórias dos puristas, como também sabia bastante de como a mãe de Natalie não era a mais bela flor do jardim. - Ahhhhh, a festinha da qual não fui convidada. - seus pensamentos dispersaram a fim de tentar lembrar onde estava no dia daquela festa. Certamente, não teria negado o convite. Moveu-se, futricando a cesta para saber o que mais poderia comer. Voltou aos cachos de uva, ajeitando-se na posição de Lótus. - Você é uma cara de pau! Escondendo as melhores informações sobre o ícone Nicholas Mackenzie, que Deus o tenha, pois a essa altura eu acredito que o boy lixo fave da Sonserina morreu. - não que Alice se preocupasse, pois sabia muito por cima do caos que era seu colega de Casa. No entanto, gostava daquela companhia doida por justamente não se achar muito ajuizada. - Treparam de novo? - perguntou ela, com certa conspiração, muito marcante em sua sobrancelha alteada. - Juro que não tenho críticas, mas você não errou sobre eu jamais esquecer que você abriu as pernas pra ele. E a gente como trisal seria a coisa mais pornográfica do universo e daria muito dinheiro. A união da safadeza e falta de noção, sendo oposto ao seu taste de inteligência e controle. Acho que meu caso é quanto mais feio, melhor. Deve ser por isso que nunca trepei com o Mackenzie. - ela disparou, não se aguentando em dar risada. Além de dedo podre, Bones tinha noção de que seus olhos recaíam no mais pobre coitado da sala. - Hum… Nicholas é nome tabu, mas desde que ninguém nos escute está tudo bem. E, aliás, não queremos chatear Evans falando sobre o grande namorado, amor da vida dela, né? - as publicações de Skeeter sobre os dois serviram de grande entretenimento para uma entediada Alice Bones. Claro que ela sabia que metade das matérias eram fantasiosas, mas era por isso mesmo que tinha graça. - Pelo amor de Deus, sua safada, imagina que loucura você entrar para a história como fura olho de Fallon Evans, a nossa virgem safada secreta e que precisa revelar que tem uma cinta-liga embaixo daquelas roupinhas mixuruca de igreja. Ao menos, temos que combinar que a garota tem bom gosto. Isso se ela estiver envolvida com o tal da covinha, como é o nome dele mesmo? É Jude? Como naquela música chata? - Alice não era muito boa em guardar nomes a não ser que gostasse realmente da pessoa ou tivesse um interesse. - Enfim, você anda com a aragogue piscando demais, garota, tá indo pra todos os lados, de William, pra Lixolas, pro cara da covinha. Será que Fallon já deu uns pega no William? - a pergunta ocorreu subitamente e iluminou seu rosto com interesse. - Imagina, Triggs estrelando o episódio reciclagem. Ao menos saberíamos que elas não são territoriais. Capaz que eles mesmos formem um trisal de tanto de que se movem e falam igual. Eu hein. - Alice anuiu, mas sem muita veemência já que fazia uma piada. - Eu acho um máximo que a gente fica falando de retraída e de virgens, mas tenho certeza que a tampinha trepa mais que nós duas juntas. Aquele homem dela vale por 5, a menina nem deve conseguir mexer as pernas no dia seguinte. Já Fallon, eu acho que ela tem uma vida secreta. Estou obcecada nessa minha teoria, pois aposto que os caras caem naquela carinha de certinha que em menos de segundos revela o fio dental. A gente que tome no cu. - de um jeito divertido, Alice bateu a mão no punho fechado e, em seguida, se esticou para dar o familiar selinho rápido em Natalie. - Ai, ai… Mudando de assunto, antes que a minha aragogue fique piscando como uma árvore de Natal também, acho realmente uma gracinha como você usa tia e vovó. - gentilmente, a ex-sonserina bagunçou o cabelo de Natalie e voltou a endireitar sua postura. - Nah! Triggs parece aceitar muitas coisas facilmente, veja bem o quengaral que tá esse chá de bebê. - Alice ilustrou com mãos teatrais os arredores, antes de enfiar uma uva na boca e que estacionou na bochecha direita. - Vamos pensar que a criança tem anti-voodoo, um ursinho de pelúcia pra esfregar todo o catarro e produtos de beleza. Juro por Merlin que queria estar na hora do parto de Triggs, porque me parece impossível algo sair da existência daquela tampinha. Ela mal consegue andar, pelo amor de Deus. - a indignação de Alice era tão real que não fazia muito jus à situação. Era só uma gravidez, mas para ela soava como caso de vida ou morte. - Mas, falando sério, agora! Paixão, nada vai te acontecer e recomendo você escolher seu prato do dia. Temos o cara das covinhas, o marrom bombom ali, e euzinha. - ela arrumou os cabelos compridos, toda cheia de si, antes de lançar uma piscadela marota para a melhor amiga. - Pense bem porque viraremos a noite em solo americano. E é quando mal posso esperar pra isso terminar logo e a gente beber e, com sorte, trepar como duas lagartixas na parede.
- Uh, essa altura dos acontecimentos acredito que é óbvio para todo mundo, especialmente meu santo pai, que minha mãe casou com ele numa tentativa de manter limpo o nome da família. Sirius, Regulus e Andrômeda deixaram os Black num patamar aceitável entre o restante da sociedade bruxa, porém, não tão bem quistos entre os puristas. - e aqueles três eram os únicos Black que poderia citar que não a envergonhavam; primeiro porque não conhecera e nem convivera com os filhos de Walburga, por outro lado, Andrômeda pelo pouco que conhecera parecia ser realmente uma boa pessoa, o que lhe causava estranheza levando em consideração o núcleo familiar. Estranheza que estendia-se para si própria; Natalie constantemente se perguntava qual era seu lugar e seu papel, entretanto, por ora, seguia sem resposta definitiva embora soubesse o rumo que não gostaria de seguir. - Imagino que os últimos anos tenham se resumido em aparências para a sociedade geral, e negócios escusos nos porões. Penso que uma vez surgida a chance de ser escrota publicamente e com baixo risco de ser pega minha mãe não pôde deixar a oportunidade passar. A esperança constante é que ela deixe de ser otária ou então que arque com as consequências em período permanente em Azkaban. - e a doida deslumbrada de sua irmã mais velha seguiria o mesmo caminho. Ambas lhe soavam absurdamente obtusas - Bem, soberana, dinheiro é ferramenta de controle, e me parece que é o que seu pai faz com você. - mesmo que tivesse meia dúzia de conjecturas a respeito do pai da amiga ainda evitava fazê-las, porém, era certo que esperava o dia em que poderia mexer com a cabeça do sujeito. - Mas, bem, você é maior de idade e creio que pode acionar a justiça bruxa pra saber qual é a da sua herança. Fale com Evans, é pra isso que servem amigos metidos com direito. - disse, reticente, porque não entendia a dinâmica familiar da amiga tão bem, embora a sua própria fosse confusa. Em suas conjecturas as famílias tradicionais moviam-se conforme os próprios interesses e poucas eram as que escolhiam o certo ao invés do fácil. - Ah, soberana, você não faz ideia de como adoraria tê-la como irmã! Teria sido muito melhor que crescer com a maluca deslumbrada da Ella. Acredita que foi ela quem convidou Nicholas para a festa da nata purista? Sei lá o que passa naquela cabeça de vento, mas aposto que ela achou que conseguiria arranjar um noivado com o garoto. Particularmente estou arrependida de não ter trepado com ele na cama dela. Acho que isso te dá uma ideia exata sobre nosso último encontro. - teatralmente suspirou de uma maneira que a fazia parecer tremendamente entristecida. Embora tentadora, a ideia de sentar em Nicholas Mackenzie novamente não fazia mesmo parte de seus planos. A ex-sonserina evitava repetições com afinco, além do mais, na noite em questão precisara acertar contas com parentes indesejáveis. - Uh, duh, até onde sei o lance de Edward é apenas homens. E homens tão bonitos quanto ele pelo histórico de exes. Às vezes gostaria de assistir a performance sexual apenas por voyeurismo fazer parte de meu DNA. - brincou a respeito do primo distante, que era também o diretor da universidade, deixando seu olhar recair novamente sobre ele e mais especificamente em sua acompanhante. Dominique Weasley era sem sombra de dúvidas uma das mulheres mais bonitas ali presentes, quiçá uma das mais bonitas que já vira. Os cabelos loiros longos caiam em cascata sobre os ombros e o vento os fazia tremular como se possuíssem vida própria. Em seu âmago tinha certeza que cheiravam a algo floral ou cítrico como imaginava ser o cheiro das ninfas. - Uh, por Salazar não tinha reparado que Scorps estava aqui também. - murmurou, depois de segundos excessivos e embaraçosos fitando a Weasley, e finalmente se dando conta que sua prima também estava ali. - Aposto que Lucius se juntaria ao surto da minha mãe se soubesse onde a neta está enfiada. - um sorrisinho zombeteiro lhe escapou. Entre os parentes do lado materno, mesmo os distantes, Scorps se encontrava no seleto grupo dos que gostava. - Mas, uh, se tem interesse em checar um Lupin nu acho que terá que recorrer ao antigo professor de História da Magia. Aliás, o que aconteceu com ele depois daquele papelão na formatura? O homem simplesmente sumiu da face da terra. Na verdade, acho que podemos descartá-lo no quesito pegada forte. - a lembrança distante do antigo professor trouxe uma careta singela em sua expressão. Não tinha nada contra o cidadão, mas o papelão na famigerada formatura foi de dar dó, especialmente quando o sujeito sequer tivera bolas de sustentar a situação posteriormente. Linha de raciocínio da qual desprendeu-se graças a mais um dos comentários da melhor amiga. - Já pensou que poderia ter vários pratos se não estivesse presa ao mais feio de todos? - questionou, com uma das sobrancelhas arqueada de maneira a corroborar o tom jocoso e provocador de suas palavras. Apesar de não ter ressalvas com o relacionamento de Alice e Andrew implicar fazia parte de sua natureza por conta de seu histórico com o outro Badcock. - Brincadeirinha! Vocês parecem bem juntos! Pediria detalhes, mas sei que não receberei nada. O sexo compensa? Imagino que sim. - apesar de viverem sob o mesmo teto as férias a abençoava com a dádiva de não ouvir com exclusividade a melhor amiga trepando com o, na falta de um termo mais exato, namorado. - Agradeço seu empenho em salvar a minha bunda, soberana, mas, conhecendo a peça raríssima que é meu chefe sei que passarei por terror psicológico nas próximas horas. - dramatizou liberando um suspiro ruidoso. Era óbvio que Malcolm não faria nada demais, apenas deixaria que sua consciência a comesse viva. Decidida a não pensar na bronca que posteriormente ouviria voltou a concentrar-se na amiga. - Não sei quanto a cheiro, mas eles tem uma lista com o nome de cada nascido-trouxa. Não sei se roubaram de Hogwarts ou do Ministério ou se puristas simplesmente tem esse feeling. É um nível de surto totalmente acima da compreensão da minha mente apenas mediana. Particularmente acho que resolveríamos o problema apagando total ou parcialmente a mente dessa galera. Apague tudo que se relacione a purismo e os coloque na sociedade novamente pra ver se agem como gente. - murmurou ligeiramente bitter com a questão como um todo. Preconceito de sangue lhe soava como a coisa mais babaca possível, especialmente quando era a existência de nascidos-trouxas e mestiços que perpetuava a existência dos bruxos. - Uh, pois bem, você não perdeu nada naquela festa, juro! Bom, perdeu Porthos tendo que apartar minha briga com Quasímodo, apenas. Foi o ápice da noite para mim. Se antes ele gozava com três minutos aposto que agora nem nisso chega. - disse jogando a informação na roda como se fosse a mais trivial possível. Seu ódio pelo primo que apelidara de Quasímodo, por ser extremamente feio, ainda era real e palpável e se vingaria pela melhor amiga sempre que tivesse uma oportunidade. - Gosto bastante de todas as suas teorias a respeito da vida dessas pessoas. Não sei se Evans já pegou William, mas sei que já dormiu de conchinha com Triggs tanto que cheguei a achar que um dia namorariam. Esperava lésbicas e ganhei meias-irmãs. - a conchinha em questão foi após uma festa de formatura, nos dormitórios sonserinos. Natalie recordava-se daquela noite por ter sido sua primeira vez socializando com o restante da escola em meses. - Talvez William seja o reciclador em questão. Queria que ele tivesse me reciclado antes de se tornar pai de família, essa tristeza carregarei para o meu túmulo. - disse com uma ligeira risada enquanto voltava a analisar o ambiente ao seu redor, contudo, propositalmente evitara o ponto onde estava seu chefe. - Ei, os anfitriões sumiram ou é impressão minha? - questionou ao não ver sinal de Triggs e Fraser pelo jardim. - Será que foram dar uma rapidinha ou será que cansaram de tanta gente? Torço pela primeira opção! - mas imaginava que a segunda era a mais provável. Embora gostasse de movimento ela mesma se sentiria zonza com tantas pessoas. - Hum, provavelmente encontrarei parte dessas pessoas depois de hoje portanto, por ora, pretendo manter minhas pernas fechadas. Nessas horas te invejo por ter alguém fixo. - brincou uma vez que a ideia de relacionamentos lhe causava certa repulsa. Repulsa que era nada mais nada menos que receio de abrir-se, mesmo que minimamente, para qualquer pessoa que não fosse sua melhor amiga. - A gente bem que podia dar um rolê depois daqui, né? Explorar a cidade e curtir uma festa que não seja clandestina. Da pra chamar Evans e o tal Jude! Assim podemos testar sua teoria sobre a vida secreta dela, além do mais, gostaria de checar se Nicholas perdeu seu one true love e se está mesmo rolando alguma coisa entre nossa amiga rica e o gostoso das covinhas e, para isso, nada melhor que jogar ambos num campo onde há concorrência. - além do mais, apesar do dito anteriormente, ela mesma não queria passar o restante da noite sozinha, mas sim montada em alguém qual nome não precisaria recordar na manhã seguinte. Pensamento que foi interrompido pelo familiar, e naquele caso inesperado, selinho trocado com a amiga. - Seus selinhos me fazem ainda mais feliz quando mentalmente contabilizo cada um deles como um chifre na testa larga de Andrew. - o sorriso no canto de seus lábios deixava claro que estava apenas sendo pentelha àquele respeito. - Ei, falando em Andrew, você sabe se ele vai ser padrinho da criança? Claire! - questionou assim que seu olhar recaiu sobre a lembrancinha diretamente à sua frente, de muito bom gosto, em que o nome da bebê estava gravado. - Eu disse que era dificil acreditar que Triggs está gerando outra vida, não disse? Além dos limites físicos de nossa amiga pequenininha, é também uma responsabilidade enorme da qual pretendo fugir até minha morte. Mas, por outro lado, me parece que essa será a criança com o maior suporte familiar possível. Quase sinto inveja da bebezinha. Espero que seja sonserina como nós, mas, somando as personalidades dos pais aposto que vai ser lufana. - e ali estava outro motivo que no passado lhe causaria inveja. Natalie sempre acreditara que seria da casa de Helga, assim, ser jogada no colo de Salazar a deixou frustrada por algumas semanas até que enfim percebesse que aquele era o seu lugar. - Falando nisso, nossos pais não precisam ter um relacionamento para que eu a considere como minha família, viu? Você sempre estará entre as minhas prioridades, soberana! Só não posso dar acesso a minha herança porque nesse momento nem eu mesma tenho. Mas, ei, podemos dar o golpe na minha família xexelenta ou te arrumar um velho rico! Só vejo vitórias em nosso caminho! - concluiu com um sorriso largo e conspirador, entretanto, não mentia, Alice Bones era sua família.













