a team building expedition?
Inspired by an ESL short film, let's have five people sleep together in a tent!
(This is my first attempt at a black-and-white comic style. Once I finish the second half, I can put together a process video.)
seen from Malaysia
seen from Russia

seen from Germany
seen from China
seen from United States
seen from Germany

seen from Malaysia
seen from United States

seen from Malaysia
seen from United States

seen from United States
seen from China
seen from Germany

seen from United States

seen from Australia
seen from United Kingdom
seen from United States
seen from China
seen from Türkiye
seen from China
a team building expedition?
Inspired by an ESL short film, let's have five people sleep together in a tent!
(This is my first attempt at a black-and-white comic style. Once I finish the second half, I can put together a process video.)

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
Não basta dizer não (Naomi Klein)
Esse livro analisa a eleição e começo do mandato de Donald Trump, nos EUA, por meio das teorias desenvolvidas pela autora em outros dos seus livros. Ela fala então que Trump é uma marca em si, ele construiu e vende a própria imagem, ela é seu capital.
A “marca Trump” vende a ideia de que você deve passar por cima dos outros para ser um vencedor na vida. É isso, afinal, que consta em vários dos livros dele; autoajuda sobre como ter “sucesso”. E é assim que ele conduz sua política na presidência dos EUA.
Minha percepção sobre o livro é de que ele foi escrito às pressas para a ocasião do começo do mandato de Trump. Além disso, ela enumera diversas práticas ruins de Trump que são verdades também para presidentes que vieram antes dele, seja do partido republicano ou do partido democrata, mas ela apresenta como grandes novidades.
Eu entendo que ter essa figura orgulhosa de sua misoginia, seu racismo e seu elitismo possa ser pior do que outros que tentaram esconder essas faces, mas, ao mesmo tempo, Trump não foi o primeiro (e não será o último, infelizmente) a servir à grande elite capitalista mundial por meio do governo estadunidense. Então, algumas das coisas que ela coloca, acho de certo tom sensacionalista. Enfim, eu adoro essa autora, mas eu recomendaria outros livros dela para quem me perguntasse, esse foi meio decepcionante.
Quem Tem Medo do Feminismo Negro? (Djamila Ribeiro)
O livro é uma série de textos, quase todos publicados no blog que a autora manteve no site da Carta Capital, entre 2014 e 2017. Eles trazem uma visão da autora sobre vários aspectos que compõem os problemas das mulheres negras, especialmente no Brasil.
A autora tem um foco grande em representatividade na mídia e em outros aspectos reformistas da sociedade. Mas tem uns textos que eu acho mais interessantes que falam sobre a história das mulheres negras e do feminismo de modo geral.
Por serem textos que não foram publicados primeiramente para ser um livro, várias das ideias apresentadas neles se repetem. Assim, lemos várias vezes a mesma história ou ideia, porque elas fazem sentido nos seus textos mesmo, mas pra quem lê de uma vez no livro, às vezes fica um pouco cansativo.
Perdas & Ganhos (Lya Luft)
Esse livro é como uma série de crônicas que versam sobre o mesmo assunto e se complementam. O assunto é basicamente o envelhecimento e o que perdemos e ganhamos com ele, com a passagem do tempo e as experiências do caminho.
Eu nunca li um livro classificado como autoajuda, mas acredito que eles sejam bem próximos desse aqui… Ahahaha! Não pretendo falar isso como crítica negativa, porque tem passagens bem bacanas no livro e que acho bem importantes, especialmente no que diz respeito à aceitação do envelhecimento pelas próprias mulheres e a busca pela criação de amizades entre mulheres. Porém, ainda foca bastante num lado espiritual e em coisas que pretendem ser uma “lição de vida”.
Não faz tanto meu estilo, mas é um livro que eu recomendaria para algumas pessoas, porque ainda precisamos bastante desmistificar os esteriótipos associados à mulher idosa.
Olhares Negros (bell hooks)
O livro é um apanhado de textos falando sobre representatividade e outras questões acerca de pessoas negras.
Eu não entendi o ponto de alguns textos. Por exemplo, ela chama de essencialista os estudos de pessoas como Audre Lorde, por tratar de experiências comuns das mulheres negras por conta da opressão de raça e sexo, e meio que em sequência trata de questões que atingiriam todas as mulheres negras pela mesma coisa que acabou de criticar.
Um outro ponto que me causa estranheza é no modo como a autora trata a feminilidade, como se não fosse um problema em si, mas apenas por ter um ideal branco. Eu acho óbvio que é uma construção racista, sim, mas também é misógina. Querer colocar um padrão comportamental e visual às mulheres não pode ser entendido como bom nunca.
Por fim, o livro também tem algo que eu costumo criticar em livros que são vários ensaios reunidos, que é a repetição de ideias, o que pode tornar cansativa a leitura.

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
Paris Era Ontem (Janet Flanner)
Eu comprei esse livro porque eu achei que seriam crônicas sobre a vida da autora estadounidense que vivia em Paris há quase 100 anos, mas me enganei. Na verdade são crônicas sobre a sociedade parisiense que ela enviava para a revista New Yorker publicar nos EUA, na coluna “Cartas de Paris”, entre os anos de 1925 e 1939.
Quando eu falo “sociedade parisiense”, quero dizer a alta sociedade da cidade, ela fala muito sobre estreias de peças de teatro, bailes promovidos por personalidades importantes (gente, fiquei surpresa com a quantidade de “nobres” que ainda existia em Paris no século XX… ahahahaha), exposições, faz obituários e esse tipo de coisa…
No geral, acho tedioso (e algumas partes que demonstram misoginia e racismo me irritam). Mas gostei de umas coisas pontuais, especialmente quando ela comenta sobre a questão política europeia, é sempre interessante ver qual era a percepção das pessoas que viviam à época sobre os acontecimentos daquele período que antecedeu a Segunda Guerra.
Ela também escreveu sobre alguns crimes que ficaram famosos, viravam notícia e intrigavam a sociedade francesa (a descrição dos crimes cometidos por mulheres são também recheados de misoginia). Para quem gosta desse tipo de coisa, pode ser interessante… Enfim, a curiosidade fica mais pelo conteúdo histórico do livro, mas não é lá grande coisa.
Cuba no Século XXI (Fabio Luis Barbosa dos Santos, Joana Salém Vasconcelos e Fabiana Dessotti, orgs.)
O livro é dividido em capítulos específicos sobre sociedade, economia ou história cubana, especialmente relacionadas às mudanças ocorridas nas últimas décadas em Cuba. Cada capítulo é escrito por uma autora ou um autor diferente, que fizeram parte de uma expedição à ilha para conversar com estudiosos e populares a fim de entender melhor as transformações que vêm ocorrendo naquele país.
Eu achei bem interessante a proposta, que é de apresentar um tema em capítulos curtos para serem de fácil leitura e debate em reuniões, aulas, grupos de estudo, etc., mas quando você lê em sequência tudo, como eu fiz, muitas coisas acabam se repetindo, visto que a mesma ideia pode ser importante para compor vários capítulos.
De qualquer forma, é muito interessante, muitas das coisas que foram relatadas, eu senti também quando conversei com a população local. Muita gente tem sentimentos bem contraditórios em relação ao modo de produção que se apresenta lá. Embora seja praticamente unânime a concordância com os benefícios da revolução (todos reconhecem a excelência da saúde, educação e segurança públicas), muitas pessoas, especialmente jovens, querem também ter a possibilidade de acumular capital (só que a possibilidade de acumulação de capital significa exatamente a aniquilação desses benefícios).
O livro também é interessante ao mostrar como são as questões do racismo, do machismo e da homofobia, visto que nenhuma dessas questões foi resolvida em Cuba (bem, em lugar nenhum do mundo, né?). Eu sei que séculos de racismo estrutural, por exemplo, numa sociedade de base agroexportadora e escravagista, deixam marcas profundas e difíceis de se resolver em algumas décadas, mas é de se pensar o porquê de a resolução desses conflitos não conseguir caminhar junto com os avanços sociais que aconteceram lá.
Garotas Mortas (Selva Almada)
O livro narra, de forma intercalada (e atravessada pelas próprias descobertas da autora ao longo da narrativa), o feminicídio de 3 jovens argentinas na década de 1980, ou seja, bem antes da própria tipificação do crime de feminicídio e, até mesmo, do uso mais generalizado dessa palavra.
São 3 assassinatos, sem solução, que a autora investiga para entender quais foram as causas da impunidade dos criminosos. Enquanto narra suas descobertas, sua própria memória vai permeando o texto, com vários exemplos da misoginia na sociedade argentina desde a infância dela até hoje.
É uma narrativa diferente da tradicional, que eu gostei muito, achei muito fluida. Da metade do livro pra frente, aparece de forma mais constante uma vidente, o que achei um tanto quanto tedioso… Ahahahaha! Mas não tanto a ponto de o livro ficar chato. No fim, todo o conjunto foi muito interessante!