Numa gelada noite de inverno, uma forte tempestade de neve castigava as pequenas casas feita de madeira, aquela era uma humilde ilha de pescadores. Os ventos formavam mantras que faziam até os mais despertos temerem a força da natureza.
Em meio aquele turbilhão, luzes pairavam por cima de toda cidade, alguns aldeões ainda deitavam em suas camas percebiam a luz entrando pela janela e iluminando completamente suas casas, alguns mais corajosos chegaram a beira das janelas para observar aquele espetáculo jamais visto em lugar nenhum na história daquele planeta.
Instantes depois a tempestade começou a diminuir gradualmente, um som metálico, denso e grave dominava completamente o ambiente, os aldeões olhavam para cima atentamente e viram uma imensa nave triangular iluminando toda aldeia, uma imenso campo de força descia até o chão protegendo toda a vila, um flash de luz azul irradia da nave exatamente no centro da pequena cidade, quando o flash toca o solo um raio de luz azul conecta-se a nave e um flare de luz dourada desce do alto até sua base, e um ser de luz instantaneamente aparece. Varias pessoas correram para suas casas, algum soldados foram para o centro da vila, esses vestiam pele de animais e armaduras com metal medieval, de baixa qualidade,  não temiam a morte e logo fizeram um circulo ao redor do raio de luz e do ser iluminado.
A luz que descia da nave cessou, as armas dos bravos guerreiros soltaram de suas mãos e começaram a flutuar sobre usas cabeças, alguns tentavam se mexer mas simplesmente não conseguiam, uma força muito maior que sua própria vontade mantinham os imóveis, até o ato de respirar era extremamente difÃcil.
O ser de luz foi se transformando rapidamente em um homem jovem vestindo um manto azul, com escritas indecifráveis em preto, pele clara, seus olhos de cor violeta penetravam profundamente na mente dos soldados a sua frente, cabelo castanho claro, segurando um bastão negro com uma esfera de metal liquido incandescente em sua ponta.
Após um som estremecedor, um silencio profundo reinava na vila, a nave pairava lentamente e não emitia nenhum som, as luzes diminuÃram bruscamente e toda atenção se voltava ao ser que estava parado no centro da vila. As armas que estavam pairando se desintegraram no ar e caÃram em pequenos pontos de luz sobre os guerreiros que já estavam exaustos somente de tentar respirar.  A força que os segurava foi gradualmente aliviando enquanto a entidade mexia levemente seu bastão em pequenos cÃrculos, os guerreiros tentavam juntar todas as forças para atacar mas estavam tão exaustos que sequer conseguiram ficar em pé, assim que ficaram soltos desabaram no chão sem a menor condição de reagir. Uma flecha então foi disparada de uma pequena torre, seguida de outra e mais outras tantas, cornetas tocavam indicando um ataque, as flechas eram totalmente destruÃdas ao chegar próximo a entidade, conforme iam acertando uma esfera azul aparecia ao redor e emitiam raios que acertavam as flechas uma a uma, fazendo que todo o ataque fosse completamente inútil.
Depois de alguns minutos de ataques sem sucesso um ancião da vila se aproximou, ficou de joelhos lentamente e disse:
Nós o saudamos, Senhor das Estrelas. Â
Texto: Alexandre Artioli
Ilustração: Maria de Patto