Deus cósmico Comunica a ascensão De semanas Cosme e Damião Confabulando quedas à vida adulta Veja o mundo como ordem em Napoli Camaleões e figurantes Fazem-se abreviação Na muqueca doce de Madri Pinha, Pito, Pedros Pedras, fórmulas, arestas Farmácia, protéticos, fábrica Sonho londrino, luzia estética girassol... Onipresença espírito fugaz Fitando meu olho amuleto de venda Brilha, brilha diz-me o mata-borrão Para entregar-me as estrelas externas que jamais pedi Romance expressionista Deforma a metáfora na miopia Mata amores na quente avenida principal Para estacar jornais de bélicos casais chocolates belgas O grande amor morrera O primeiro correra O segundo antes de ser algo, veio a ser cólera O de amanhã era tintura de veia Amando-se bestas com o próprio impeto de império Nova terra, térmica e singela moeda Perdoa-me caro Caronte, por lhe dever visitas semanais Como bom paulista que sou estou a em dia com meu atraso Exótica ótica, emoldura criadouros De colheres e coalhadas jocosas Meu bem, parece-me que tua bênção azedara Deixe-me que possuo o caos caseiro capaz de renascer-te em vitrôs...
Andaluzia, Pierrot Ruivo










