Café tempestuoso Em mares de uma xícara O sabor dos amantes Exala na densidade do açúcar O leite sem serventia Já coalhado no tempo do presente Caía nos densos mares como um espelho Ao seu futuro, sem leitura de mão Eu morri nos teus lábios Desmanchando em cada par de dias Após valsar com esqueléticos sonhos Em salões elétricos de um retorno torto Matei-me entre os grilhões-colares Dourados em uma estética francesa As frases feitas são suas, amarradas à canetas Dando corda em meus dedos e dilatando minhas pupilas Meus pés nas nuvens e minha cabeça no terraço Com os olhos fitando o inferno A palmilha dançava o tango quarenta e dois Oito a mais que o trinta e três eleito pelo doutor Sem asas, como meu Ícaro Poderá voltar como anjo caído? Abarrotado de caricias e elogios A verticalização do licor Apolo + Adônis Tenho a pungência dos monges Em enxaquecas passionais Rezei ao pé do moinho esperando resposta Ele me advertira que a solução viria após libras esterlinas Cultivei olhares clínicos aos espelhos civis Fotografei em pé de selva concretistas Seus fotógrafos miudezas em mil andanças e ritos À tríade paulista varanda, chiaroscuro e nudez











