Na rolar cĂclico da existĂȘncia, onde o tempo tece as idas e vindas, OxumarĂȘ personifica esse ir e vir, com receio e impetuosidade.
O orixå da mobilidade, transição e metamorfose.
A instabilidade do arcos-Ăris. Agora aqui e depois some como veio.
O deus do encanto que reside no que se move. No que muda de forma. No que flui entre a dĂșvida e a certeza.
A cada ciclo finalizado, OxumarĂȘ nos oferece um repensar.
Nos ensina a abraçar a diversidade, as fases que vivemos e a identidade. Sempre em espiral e com vicinais.
Nada linear. O pai das curvas, onde os aspectos da existĂȘncia coexistem, interligam-se e se complementam.
A cada nova fase, uma oportunidade de resistir ou de se reinventar. E de escolher se pra lĂĄ ou pra cĂĄ ou no drible, no maleĂĄvel.
OxumarĂȘ Ă© o que reconhece o fim e o que enxerga recomeço.
Nem tudo precisa estar no lugar para estar certo, nem tudo precisa ser firme para ser verdadeiro.
Fluidez, dĂșvidas, apostas, instabilidade fazem parte do movimento. Viva-os.
Serpenteie.
A cobra colorida dança entre os extremos. Entre macho e fĂȘmea, sol e chuva, o que foi e o que serĂĄ, convidando a abraçar a perpetuidade do aprendizado e da vivĂȘncia. Dispensando engessamento.
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