Um humor duvidoso e olhos castanhos que me contaram a poesia mais linda já escrita. Sinto que eu não sabia, mas ele é exatamente tudo o que eu sempre sonhei. Eu sempre vivi muito intensamente, e viver perto dele ressignificou muita coisa dentro de mim. Viver se tornou a coisa mais fácil do mundo. Enxergar o mundo pelos olhos dele me ensinou a ter mais paciência com o outro, a ser prática e a acreditar que a gente consegue tudo o que quiser, mesmo.
Para ele, tudo é possibilidade, e viver essas possibilidades ao lado dele tem me feito melhor e muito mais feliz. Foi natural conhecer o coração dele. Havia nele algo de inédito e, ao mesmo tempo, estranhamente familiar, como se, ao encontrá-lo, eu apenas lembrasse de algo que sempre foi meu. Meu coração o escolheu nesta e em todas as outras existências, e continua escolhendo todos os dias.
Sigo nessa tentativa infinita de dizer o quanto ele me transborda. E, como boa adepta dos exageros, faço das palavras de Fernando Pessoa as minhas:
“Eu te amo, mas amar-te é como um sonho que não cabe na realidade. Te amar é ser muitos dentro de mim, é viver um eterno desencontro entre o que sinto e o que consigo dizer, um amor que existe nos intervalos da vida.”
Por isso, quero para sempre as tentativas, todas falhas, de me fazer gostar de rock. Quero para sempre nossas conversas sobre o futuro. Quero pra sempre me apaixonar pelos detalhes dele e ter a sorte de vê-los bem de pertinho.
E, assim como a gente, só é.


















