... Na sala de aula O professor começa a explicar sobre os mistérios da existência e uma aluna curiosa começa a dialogar com ele... Ela: E de onde diabos eu vim professor? Ele: -Do ventre de sua mãe. Ela: Não digo de onde sai, quero saber de onde vim... (silêncio) Ele: Não sabemos de onde viemos, nem para onde vamos, é mistério. Ela: E você não se questiona sobre isso? Ele:-Não, eu acredito que tudo tem um propósito. Ela: E qual é o propósito de viver acreditando em qualquer coisa e não se questionar sobre nada? Ele: - Algumas coisas não precisam de respostas, apenas precisam acontecer. Ela: Então você é um ser que só ama e não pensa? Ele: -porque diz isso? Ela: Porque quando amamos não somos racionais e as coisas não precisam fazer sentido, assim como sua falta de curiosidade em mistérios. Ele: -Então é isso, eu amo não ficar perdendo o meu tempo, me perguntando de onde vim. Escolho aproveitar onde estou. Ela: Então eu me enganei com você, achei que só não sabia pensar, mas também não sabe amar. Ele: -Claro que sei amar garota, acabei de dizer que amo os mistérios de onde vim. Ela: Não, você não ama professor. Aquele que ama não identifica que ama apenas quando outra pessoa diz. Você faz o que as pessoas querem. Talvez eu suponha que você tema que elas descubram mais de você do que você mesmo. Ele: - Por favor, para fora da minha sala, você está terrível hoje. Ela: Tudo bem, não precisa gritar, a ignorância é uma prova das verdades que nos incomodam tanto, que não podemos assumir. -
Eu, Andressa Melo”










