TĂŽ cansado
E vocĂȘ tambĂ©m
Vou sair sem abrir a porta
E nĂŁo voltar nunca mais
Desculpe a paz que eu lhe roubei
E o futuro esperado que eu nĂŁo dei
Ă impossĂvel levar um barco sem temporais
E suportar a vida como um momento além do cais
Que passa ao largo
Do nosso corpo
NĂŁo quero ficar dando adeus
Ăs coisas passando, eu quero
Ă passar com elas, eu quero
E nĂŁo deixar nada mais do que as cinzas de um cigarro
E a marca de um abraço no seu corpo
NĂŁo, nĂŁo sou eu quem vai ficar no porto chorando, nĂŁo
Lamentando o eterno movimento
Movimento dos barcos, movimento









