A beleza da caminhada é que
tudo é quase tão igual a antes,
Exceto por mim e as novas conexões de cada passo
Pelas insanidades, sintonias, olhares e desconfortos.
O medo e a ânsia pelo novo
Os passos trémulos, inseguros... combinam tão mal
com o roteiro de coisas graciosas inventado a cada noite
Ainda assim, por ironia, me cabem tão bem.
Hoje, olho com ar de menina, afeiçoada a cada ato de coragem.
A troca de roupas, as peças que, é verdade, não combinam
Meias coloridas de medo e de ousadia
O olh(ar) de segurança, a cabeça de perigo
Encontram abrigo no mesmo corpo
As vezes festa, as vezes caos.
Angel, 23.06.24


















