Laranja é o tom da diabetes Entretanto, ela ainda é oca como a disneylândia És zero carb ao teu pâncreas E ainda sim, o fígado dissolve-se Não existe compasso Que caiba tudo que insisto A letargia filho e espírito Por um pai pé de barro Passo entre as desgraças Assino e assisto O amor pela descrença e descuido Desvio, mas a rima pobre insiste, Brasil-fuzil Um Getúlio por ano Em gerúndio Aos braços do povo Desmembrado O sol siliconado que nos banha Em verões amenos Era a mesma matéria saudosista Enfeitada em palmeiras de consultório Cinquenta e oito milhões de debutantes Esperam anéis de ouro para subirem de casta Transmutarem-se propriamente em noivas E que suas espera não seja tratada com gracejos Carcará, veste e investe Carcará, sempre se preocupa com nomes Carcará, mata o boi magro e come Carcará, hoje verte-se no próprio homem O apêndice pende-se à Cérberos Crucificado, dividido entre a cruz e a espada Um reconhecido como amante mau amado O outro um cover do cover e o último reconhecido como esmorecer
Eu Ainda Vejo os Reflexos do Imediatismo Leigo, Pierrot Ruivo















