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Minha personalidade não cabe nesse mundo...
Ana
A Jujuba vendo tudo agora :) Suas caras & bocas e a vontade de ficar em pé <3 #Danadeza #Geniosa #AmordaTia #doismesesequasetrês
Sempre fui geniosa. Opinião forte, do tipo que defende quem ama. Quando gosto fica estampado na minha cara. E quando não gosto meu sorriso não sabe usar máscara. Por mais que eu tente não consigo disfarçar. Quando vejo estou fazendo, ainda que sem querer, caras, bocas e caretas. É quase impossível controlar. Nunca fui de beijar qualquer um. Sempre respeitei minha boca e meus sentimentos. As paixões iam e vinham rápido demais. Não me prendia a ninguém. Gostava do agito, do flerte, da sensação de seduzir, do poder. Acho que toda mulher tem esse lado: a gente quer ser diva, deusa, idolatrada, desejada. Faz parte do universo feminino. Os homens querem conquistar, nós queremos o desejo. A gente quer o desejo deles. Eles querem despertar o desejo. Dupla dinâmica, junta a fome e a vontade de devorar cada pedacinho.

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GENTE DIFÍCIL E COMPLICADA
Você conhece ou convive com alguém que recebeu a pecha de ser uma pessoa “geniosa” e “difícil de lidar”? Eles estão presentes em todos os lugares e toda família ou turma de amigos têm o seu representante. Geralmente são de difícil convivência, explosivos, intransigentes, radicais, impulsivos e mau-humorados.
A igreja, por exemplo, é um celeiro de pessoas assim. Não há nenhuma surpresa nisso, posto que ela é composta de pecadores arrependidos que encontraram a Jesus, mas ainda estão brigando com suas contradições interiores e lutando contra a velha natureza.
A própria bíblia nos mostra uma variada gama de personagens que tiveram relacionamentos tempestuosos com gente “difícil”: a bela e sensata Abigail conviveu com Nabal [do hebr.: louco], seu complicado marido. A serena e centrada Maria teve por irmã uma “ativíssima” e irritadiça Marta. Davi passou sua juventude ao lado de Saul, homem de temperamento violento e invejoso. Na parábola do filho pródigo, com certeza, o problemático não era ele, mas o seu irmão mais velho.
Um dos aspectos mais importantes da vida do cristão – e também um dos mais negligenciados – é o que diz respeito aos relacionamentos. Falamos muito em dons, bênçãos, oração, unção.... e por vezes até somos “referência” nessas áreas, mas nem sempre um bom exemplo de vida relacional.
Crentes sinceros passam horas na presença de Deus, lágrimas rolam pela face, sobem ao terceiro céu, têm visões de anjos.... mas quando “descem” de lá não conseguem conviver ou interagir com aqueles que os rodeiam.
Outros, vivem numa espiritualidade tão absorta em si mesmos que não fazem a menor questão de serem agradáveis ou amistosos. Lembro-me daquela menininha que orou:
“-Oh Deus, transforme as pessoas ruins em pessoas boas, e as pessoas boas em pessoas agradáveis”.
Ou nossa intimidade com Deus se transforma em relacionamentos humanos harmoniosos ou ela não passa de uma religiosidade estéril.
Por outro lado, há os que são “difíceis” pelo temperamento que possuem.
Como agir com sabedoria quando Deus colocou em nosso meio pessoas com esse perfil? Em primeiro lugar, devemos ser bênção para elas. A estas, devemos acolher, e não discutir.
Se ela age insensatamente – e provavelmente o faz – é preciso saber que “não adianta repreender o insensato, pois você só vai se aborrecer” (Pv 9.8). A fragilidade dele e o desejo de defender seus pontos de vista não permitirão ouvi-lo. Embora você possa ser sensato no falar, suas palavras jamais serão vistas como de sabedoria, mas de antagonismo.
E aí você entrará num terreno pantanoso – o campo da discussão; adoram discutir, pois faz parte da “estratégia” de manter os indesejáveis afastados.
O que fazer, então? Sempre falar-lhe em amor, mas essencialmente saber esperar com paciência e longanimidade, na esperança de que haja transformação pela renovação da sua mente. No ministério pastoral, por exemplo, é fundamental aprender esperar.
Precisamos abandonar a idéia de que “nós” vamos mudar os outros. Muito “casamento-missionário” fracassa porque um dos parceiros se casa para converter ou “mudar” a outra pessoa. Temos de admitir que não somos capazes de mudar ninguém, e que na verdade, a grande obra que Deus está fazendo não é "através" de nós, mas em "nós".
A nós cabe viver tranqüila e mansamente e ser para o mundo um paradigma de Cristo. Todas as nossas tentativas para lançar uma ponte no abismo que nos separa dos outros, se não passar pelo Mediador Cristo, haverá de falhar.
“Suportai-vos uns aos outros em amor” (Ef 4.2), não significa uma tolerância a contragosto. Ao contrário, a idéia é de sermos suportes, colunas, para a deficiência do outro.
Em última análise, todos nós somos “difíceis”, dada a complexidade de nosso coração, as marcas que a dor deixou em nós, e as defesas que erigimos para nos defender de um mundo hostil. O poeta Mário Quintana, tão bem reconheceu....
Por favor, não me analise Não fique procurando cada ponto fraco meu. Se ninguém resiste a uma análise profunda, Quanto mais eu... Ciumento, exigente, inseguro, carente Todo cheio de marcas que a vida deixou
Mas que este reconhecimento não seja uma desculpa para permanecer no mesmo estado, sem nunca mudar. O facho de luz que o Espírito Santo lança em nosso interior é para iluminar o emaranhado que há dentro de nós, e nos ajudar nesta caminhada de “descomplicar” a nossa vida.
Não há ninguém suficientemente difícil que Deus não possa tratar. Inclusive eu e você!
Daniel Rocha, pastor